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Projeto com a mesma proposição já havia sido apresentado em anos anteriores, mas vetado

Dep Fabio Novo (Foto: Divulgação)
Dep Fabio Novo (Foto: Divulgação)

Em pronunciamento nesta quinta-feira (19), na Assembleia Legislativa do Piauí, o deputado Fábio Novo (PT) pediu o apoio dos parlamentares na aprovação do Projeto de Lei 33/2015, de sua autoria, que trata sobre a admissão, no Piauí, de diplomas de pós-graduação concluídos nos países do Mercado Comum do Sul (Mercosul).

De acordo com o Projeto de Lei, devem ser revalidados ou admitidos os títulos de pós-graduação – de cursos de especialização com carga horária presencial não inferior a 360 horas, bem como mestrados e doutorados – cursados nos países que compõem o Mercosul: Argentina, Paraguai, Uruguai, Venezuela, além do Brasil.

Projeto com a mesma proposição já havia sido apresentado em anos anteriores por Fábio Novo – inclusive obtendo aprovação da Assembleia, sendo, no entanto, vetado pelo Governo do Estado. Novo busca, agora, retomar o debate sobre o Projeto e propôs que seja realizada audiência pública para debater a matéria.

“Muitos estados brasileiros tomaram como base nosso Projeto e adotaram a medida, como Rondônia e Minas Gerais. O Piauí deixou de ser vanguardista ao perder a oportunidade de garantir esse direito justo aos cidadãos piauienses que se sacrificam para estudar em outros países e retornam para cá querendo colaborar com mais conhecimento para o nosso desenvolvimento”, pontua.

Fonte: Capital Teresina

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Na última terça-feira (17), em Ilhéus (BA), aconteceu uma assembléia que deliberou a criação de uma comissão pró-APG para a Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC). Estiveram presentes 15 pós-graduandos lato e stricto senso da universidade. A ANPG esteve representada pelo Vice-Presidente Regional Centro-Oeste e pós-graduando pela UnB, Gabriel Nascimento. A próxima assembléia acontecerá em 16 de abril, em um dos auditórios da própria Instituição, e definirá a diretoria, além de aprovarar o estatuto da Associação de Pós-Graduandos da universidade.

“Ainda que a assembléia do dia 17 não tenha conseguido já votar o estatuto e instaurar a APG da UESC, foi o primeiro passo para criar a associação. Nesse primeiro passo conseguimos mobilizar estudantes, e envolver alguns dos coordenadores dos programas como apoio. Conseguimos que os estudantes de pós-graduação da UESC saibam da existência e da importância de uma APG para o fortalecimento do movimento. Nesse um mês até a próxima assembléia trabalharemos na construção do estatuto de forma que o documento contemple ao máximo as necessidades dos pós-graduandos, além de divulgar a assembléia que acontecerá no dia 16 para que o comparecimento seja ainda mais significativo e representativo dos estudantes de pós graduação da IES”, afirma Vinícius Vita Gorender, pós-graduando em Letras e membro da comissão pró-APG da UESC.

Da Redação

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Artigo por Gabriel Nascimento*

Eu sou filho de gerações de seres humanos que foram escravizados. Não sou neto de escravos. Ninguém nasceu escravo. Muitos eram reis, foram capturados e dizimados aos montes do outro lado do Atlântico. Falo em primeira pessoa para estar cada vez mais próximo do que longe da condição autor/alteridade a que me destaco.

O tataravô da minha mãe era escravo alforriado. Ele fez parte de uma população que resistiu a quase quatro séculos de escravidão, a qual resultou em milhões de mortos. A escravidão legal no Brasil acabava, e a ilegal se perpetuava. A escravidão combatemos todos os dias. Há mais de 150 anos navios tombeiros cruzavam o oceano Atlântico com carga humana viva. Com a moderna exploração do capital e a busca de expansão para conseguir mão de obra e matéria prima, os países europeus viram na África o seu território iluminado. Foi aí que a pressão internacional sobre o fim do tráfico de escravos pelo Brasil passou a ser a tônica. Foram várias leis que não saíam do papel, sempre defendidas com afinco por movimentos liberais no país. Uma delas, a Lei Eusébio de Queirós, só veio a fazer efeito no fim de escravos porque a Inglaterra, principal interessada no fim do tráfico Interatlântico, prometeu bombardear navios negreiros.

Ainda assim o tráfico não acabou de todo. Finja que você está em 1855, e a lei já está em vigor. Ao atravessar o Atlântico com a carga humana ilegal, o traficante branco encontra ao horizonte a Real Marinha Inglesa. Qual a principal medida a ser tomada? Amarrar a carga humana a redes e atirar ao mar. Isso mesmo. Era assim que nós negros éramos tratados para além da costa.

O Brasil foi um dos últimos países da América Latina a abolir a escravatura. E isso só aconteceu atrasado, no final do século XIX, ao fim de um processo lento e gradativo. A Lei Áurea é uma lei pouco significativa em nossa história. Com um único artigo, objetifica o negro como produto de troca e não apresenta medidas reparatórias. Imagine que você fosse um negro em 1902 e agora não havia mais escravidão formal. Porém, analfabeto e sem documentos, porque nem a Lei Áurea ou alguma medida do império ou da recém República instituiu isso, caminhando de um lado para o outro, o que você faria? Correria para os pés do latifundiário e aceitaria trabalhar, como era antes, a troco de comida e aceitando humilhação.

Essa é a história do negro brasileiro no século XX. Nossa representação religiosa sempre vítima da infâmia, nossas marcas culturais sempre atacadas e criminalizadas, aos poucos nos descobrimos escravos em fazendas de cana de açúcar, café, cacau e soja. Nossa escravidão não acabou de fato. Meus pais trabalharam desde a década de 40 até hoje a troco de nada no campo. Minha mãe nunca teve direitos trabalhistas garantidos. Depois de velho, meu avô precisou acionar a justiça para ser atendido em seus direitos básicos.

A escravidão no Brasil mostra suas marcas dia após dia. A luta para combatê-la é diária. Está desde a PEC das domésticas até o combate ao flagelo que acomete a periferia brasileira. Supostamente livres, nós negros fomos, pouco a pouco, expulsos dos centros urbanos. Tivemos de procurar compatibilização no na zona rural com seus latifúndios improdutivos e nas periferias urbanas. As periferias urbanas receberam com força as populações negras da zona rural ao final do século XX, quando o efeito das crises mundiais chegaram ao país com força. Não por acaso, enclausurados em lugares sujos, sem redes de esgoto, saúde e educação de qualidade, a violência também aumentou. Toda violência é uma resposta. Não por acaso nós negros lideramos os piores índices do país: a população dos presídios e estabelecimentos prisionais gerais, a população de jovens assassinados, a população que, durante a ditadura, morria de fome e que, na década de 90 fazia filas para pegar cesta básica.

No Dia Internacional contra a Discriminação Racial, mais do que a luta contra a discriminação racional: a luta pela reparação histórica. As Cotas representam um passo importante nessa direção, bem como a criação da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, a Lei 10.639 que institui o ensino de história e cultura afrobrasileira nas escolas. Ainda é preciso destacar o trabalho incansável da juventude, através da criação do Plano Juventude Viva, objetivando combater o genocídio da juventude negra no país.

A luta pela igualdade racial perpassa, sobretudo, o convencimento de que estamos muito longe de uma democracia racial. Nossa demografia, sempre alimentada pelo mito da democracia racial, sempre teve como objetivo negar as desigualdades e silenciar o negro. A vítima tem sempre culpa. Os que se rebelam são alienígenas. O traficante de drogas negro, o aviãozinho, o assaltante. A luta pela igualdade racial perpassa a luta por mais políticas públicas que dialoguem com um país em construção para todos, inclusive a sua maior camada, secularmente marginalizada. Ser negro no Brasil é reivindicar uma identidade que protesta constantemente contra o silenciamento e a naturalização da culpa da vítima. Se a mulher branca feminista tem seus dilemas por ser impedida de sair da vida doméstica para a vida do trabalho formal, os problemas da mulher negra sempre foram outros. Esta sempre esteve no trabalho formal, explorada (inclusive sexualmente), marginalizada, criminalizada. Se as tropas portuguesas foram embora, para a suposta independência do Brasil frente a Portugal, naquele 02 de julho de 1823, com toda a certeza o Brasil deve a Maria Felipa. A capoeirista baiana deu seu sangue pela liberdade do país e é um marco, ainda que desconhecido, da nossa reivindicação da soberania nacional.

Com Maria Felipa, nosso marco maior, lutamos dia após dia contra o silenciamento dos negros em nossa história, historicizando sempre, não a história dos vencedores, mas a história dos vencidos. Não a história dos opressores, mas a história dos oprimidos.

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*Gabriel Nascimento é mestrando em Linguística Aplicada pela UnB, diretor da Associação Nacional de Pós-graduandos e presidente da Associação de Pós-graduandos da UnB
Os artigos publicados não expressam necessariamente a opinião da ANPG e são de total responsabilidade dos autores.

A Associação Nacional de Pós-Graduandos tem acompanhado, desde o início, o caso da pós-graduanda Thais Moya, da UFSCar, que relata ter sofrido abusos por parte de seu orientador.

Para entender o caso, leia na íntegra o relato de Thais:

“No dia 28 de maio de 2014, a Coordenação do Programa de Pós Graduação em Sociologia enviou um e-mail com um link para os discentes realizarem “uma pesquisa de opinião sobre o desempenho do PPGS-UFSCar em vários quesitos.” (Coordenação do PPGS- UFSCar, 2014) Na mesma mensagem havia as seguintes orientações acerca do objetivo e privacidade da pesquisa:

A opinião dos discentes é muito importante para a avaliação interna e o planejamento de ações. […] Este link está vinculado, de maneira exclusiva, a esta pesquisa e ao seu endereço de email, apenas para assegurarmos que não serão respondidas por pessoas alheias ao corpo discente. […] Os respondentes não são identificados, as respostas aos questionários não ficarão vinculadas ao email, o que assegura o anonimato das respostas. (Coordenação do PPGS-UFSCar, 2014)

Eu vi nessa pesquisa a oportunidade de relatar institucionalmente, de modo seguro e sem possíveis retaliações, duas situações de abuso de professor contra estudantes. Uma situação na qual eu fui agarrada e beijada pelo meu professor e ex-orientador em duas ocasiões sem o meu consentimento e que, desde então, o mesmo progressivamente retirou-me dos projetos que ele coordena, além de dificultar meu desenvolvimento acadêmico. E outra situação que eu testemunhei de outro professor do Programa humilhar, durante dias, seu ex-orientando por meio da página do grupo de estudo (CIS, atual Quereres) nofacebook e e-mails. Diante de permanente e injustificável perseguição pública, eu, na mesma página do facebook, me posicionei criticamente a tal postura. Desde meu posicionamento, o referido professor – que antes me elogiava publicamente, além de termos tido freqüentes parcerias de trabalho – passou a me tratar friamente e com desprezo.

Embora a pesquisa tenha sido apresentada como anônima, todas as respostas foram divulgadas, por e-mail, ao corpo discente no dia 14 de outubro de 2014. No mesmo dia, a coordenadora do Programa, em reunião previamente marcada com o corpo discente, afirmou – sem explicação – que havia desconsiderado os dados de estudantes matriculados antes de 2010, que os resultados da pesquisa foram bons e que a única demanda dos estudantes era por mais verba/bolsas.

Diante dos relatos publicizados e da afirmação da coordenadora, um grupo de estudantes do Programa que havia lido as respostas da pesquisa na íntegra, se mobilizou, reuniu, procurou orientação da APG, compartilhou – via e-mail – as deliberações ao corpo discente e elaborou uma carta à Coordenação de Pós Graduação (CPG) do Programa, entregue no dia 26 de novembro de 2014, com apoio da Associação de Pós Graduandos – APG-UFSCar.

Desde que a carta citada foi entregue à CPG os estudantes envolvidos com sua elaboração foram abordados, alguns pressionados, por seus orientadores, tanto nas dependências da universidade, como em bares e afins, quanto por mensagens de e-mail. Como, por exemplo, a coordenadora do Programa que postou nofacebook que os estudantes estão criminalizando a “expressão sensual”.

No dia 10 de dezembro de 2014, houve uma reunião, previamente marcada pelo corpo docente com os estudantes, da qual dois representantes da APG foram retirados e, em seguida, a palavra foi dada a uma professora, que falou em nome de todo o corpo docente.

A mesma desenvolveu argumentos de que o Programa estava sangrando nacional e internacionalmente, que dois professores, que são o coração [sic] e o diferencial do PPGS estavam passando por um processo de morte social, por meio de uma “onda denuncista” e fascista que também está ocorrendo em outras universidades. Disse que as denúncias eram anônimas, mas que todos sabiam quem eram e citou os nomes deles. Continuou afirmando conhecer um dos professores há mais de vinte anos, que se trata de um homem comprometido e galante e que ela tem absoluta certeza de que se trata de uma mentira.

A referida professora terminou exigindo a retirada da carta, caso contrário, não haveria qualquer diálogo a respeito com os estudantes. Assim que ela terminou, o professor, que presidia a reunião, tentou abrir as inscrições, porém foi cortado pelo meu ex-orientador, que disse que era melhor o corpo docente sair da sala para os estudantes decidirem se retirariam a carta, já que, segundo eles, não haveria conversa se houvesse uma negativa da parte do corpo discente.

Dito isso, todos os docentes presentes se levantaram e começaram a sair. Nesse ínterim, eu tentei dialogar e demonstrar que aquela postura apenas reforçava o modo como as relações no Programa são opressivas e anti-democráticas, que não haveria condições dos estudantes decidirem desse modo, sob pressão e arbitrariamente. Meu ex-orientador disse que deveríamos ouvir o que os representantes discentes tinham a dizer sobre a reunião da CPG, que ocorreu exatamente antes, pois eles estavam a par das condições estabelecidas. Todos docentes saíram, deixando os estudantes presentes em situação de terror.

Os representantes discentes foram os primeiros a falar e expuseram que, durante a CPG, foram ameaçados de serem processados judicialmente caso a carta dos estudantes não fosse publicamente retirada, pois, teoricamente, eles respondem judicialmente por tudo que o corpo discente faz. Os dois estavam absolutamente abalados e amedrontados. Não havia menor condição de dialogar democraticamente diante dos termos colocados.

Depois de uma hora de discussão acalorada e amedrontada, decidiu-se pela retirada da carta, por meio de outra carta, que usasse outro tom, mas que mantivesse o conteúdo e a necessidade de diálogo sobre os relatos de abusos nela relatados. Também foi deliberado um repúdio sobre a fala da professora, que se pronunciou pelo corpo docente, acerca de afirmar que meus relatos eram mentirosos.

Com a volta dos docentes, a decisão descrita acima foi comunicada e foi acordado que a retirada da carta poderia ser realizada no início do próximo semestre letivo, com calma e diálogo entre os estudantes. O áudio de tal reunião foi gravada e está disponível no link: https://www.facebook.com/video.php?v=797076667051996&pnref=story.

Confesso que eu nunca presenciei uma situação tão abusiva e opressora como essa reunião conduzida pelo corpo docente do PPGS. Depois de muito pensar e ponderar, decidi raspar meus cabelos e publicar meu protesto em minha página do facebook, pois estava evidente, para mim, que as vias oficiais não funcionam, pelo contrário, nos casos relatados foram válvulas de ação do corporativismo presente em algumas esferas de nossa universidade.

Após meu protesto, uma comissão de averiguação foi aberta pela reitoria em razão de um Ato estudantil, organizado pela APG e DCE da UFSCar, que demandou respostas da universidade.
Paradoxalmente, o PPGS também enviou à reitoria uma solicitação de abertura de investigação no mesmo dia em que publicou uma declaração oficial, dizendo que os “docentes do Programa de Pós-Graduação em Sociologia (PPGS) da UFSCar vêm sendo caluniados e difamados pelas redes sociais, por uma aluna que partilha de nossa convivência e formação há mais de dez anos.”(Ver: http://www.ppgs.ufscar.br/#&panel1-7) Percebe-se, portanto, mais uma vez, um julgamento já definido, por parte dos professores, antes mesmo das investigações serem iniciadas.

Infelizmente, é necessário registrar que mesmo depois da visibilidade do caso, a coordenação do PPGS continuou pressionando a representação estudantil retirar a carta protocolada, em mais uma tentativa de silenciar os relatos de assédios. Além disso, professores do Programa publicaram em suas páginas pessoais declarações e cartas abertas apontando-me como caluniadora e difamadora.

O prazo para a comissão de averiguação entregar o relatório terminou no último 6 de março. Agora, cabe ao reitor deferi-lo, ou não, e encaminhar o que for necessário e devido.

Eu estou bastante tranqüila, pois tenho certeza que apresentei provas mais do que suficientes para o processo seguir para instâncias adequadas, como um processo administrativo e/ou sindicância, por exemplo.

Tenho confiança de que a UFSCar será pioneira e exemplar à todas Instituições de Ensino Superior do país no tratamento responsável e não-corporativista dos casos de assédio sexual e moral entre professores e estudantes, pois, se há algo positivo no que aconteceu, se trata das milhares de pessoas, de todo o Brasil e fora dele, que se manifestaram publicamente, afirmando que já vivenciaram ou testemunharam abusos e assédios nas comunidades acadêmicas brasileiras, saindo, portanto, da situação silenciada pelo medo das retaliações.”

Matéria relacionada:
17/03/2015: Nota de repúdio aos casos de assédio na UFSCar

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Na tarde da última terça-feira (10), a ANPG, representada por sua secretária geral, Hercília Melo, e pelo seu vice-presidente regional Centro-Oeste e presidente da APG Ieda Camargo da UnB, Gabriel Nascimento dos Santos, esteve presente em uma reunião com o reitor da Universidade de Brasília, Ivan Marques de Toledo Camargo.

Na reunião, o reitor prometeu apoio para a Campanha por Mais Direitos para as Pós-Graduandas e Pós-Graduandos. A APG Ieda Delgado se colocou à disposição para receber, em abril, o Seminário Nacional de Assistência Estudantil, e solicitou da reitoria apoio em forma de impressão para cartazes e outros materiais para a Campanha.

Da redação

Foi relançada, na quarta-feira (11), a Frente Parlamentar Mista de Fortalecimento das Universidades Federais, iniciativa da deputada Margarida Salomão (PT-MG), e que deve trabalhar para ampliar, interiorizar e melhorar as condições de trabalho nas universidades federais. “Nesse momento em que estamos vivendo um novo contexto, com a decisão da presidenta Dilma de adotar como mote do governo ‘Brasil, Pátria Educadora’, nós precisamos levar adiante o nosso projeto com essas instituições”, explica a deputada.

A ANPG esteve presente, representada pelo seu vice-presidente regional Centro-Oeste, Gabriel Nascimento, que destaca: “A democratização do ensino superior passa, necessariamente, pelo fortalecimento da frente em defesa das universidades federais no Congresso Nacional. Isso quer dizer muito. Isso quer dizer que não basta o executivo querer implantar um grande programa de governo, é preciso que isso vire política pública, e para virar, o congresso nacional é a instituição que formula. A presença de uma frente que defenda as universidades federais é uma vitória para as pós-graduandas e pós-graduandos, porque é nas federais que se produz qualitativamente e quantitativamente boa parte da pesquisa produzida no país”.

Confira fotos na galeria abaixo (clique na foto para expandir):

Da redação

Na tarde de terça-feira (10), aconteceu uma reunião entre representantes da Associação Nacional dos Pós-Graduandos e o deputado federal Davidson Magalhães, no gabinete do próprio parlamentar, em Brasília. A Secretária Geral da ANPG, Hercília Melo, e o Vice-Presidente Regional Centro-Oeste, Gabriel Nascimento, discutiram com o deputado a Campanha por Mais Direitos para as Pós-Graduandas e os Pós-Graduandos.

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(Da esq. para a direita) Hercilia Melo, deputado Davidson Magalhães e Gabriel Nascimento

Magalhães prometeu apoiar as atividades da Associação, no intuito de mobilizar demais deputados para fortalecer a pauta. “Da conversa com o deputado Davidson saiu a certeza de que a luta dos pós-graduandos e pós-graduandas só está começando. O deputado foi muito receptivo e buscou atender as nossas pautas. Da reunião realizada sai a promessa de apoio para nossa campanha de direitos, que já está nas ruas”, afirmou Gabriel Nascimento.

Da redação

A Associação Nacional de Pós-Graduandos vem, por meio desta, repudiar os atos de assédio moral e sexual denunciados por alunos do Programa de Pós-Graduação em Sociologia da Universidade Federal de São Carlos. Reiteramos, como uma pauta já expressa pela entidade, que todo e qualquer tipo de abuso, agravado pela manipulação através das relações de poder instituídas na academia, são absolutamente inaceitáveis. Tais práticas ferem não apenas a ética das relações educacionais, mas o próprio processo de construção científica e a responsabilidade das instituições na formação de recursos humanos. Um país que deseje um desenvolvimento da ciência, da tecnologia e da inovação a serviço de seu povo e na diminuição das desigualdades e injustiças jamais poderá admitir que seus jovens cientistas construam suas pesquisas e suas carreiras baseados na coação e opressão. O assédio é prática recorrente na sociedade e, infelizmente, reproduzido na academia, tendo como principais prejudicadas as mulheres.

Igualmente repudiamos a atitude da coordenação docente do Programa de Pós-Graduação em Sociologia da Ufscar que, com a desculpa de resguardar a integridade do programa, coagiu e não se abriu para o diálogo com os discentes. Relembramos que muitas vezes o assédio é estimulado, e repetidamente praticado, ancorando-se na perspectiva de impunidade e permissibilidade corporativista. Discordamos que haja uma “onda” de “denuncismo”, pois acreditamos que essas práticas não são novidade na academia e que apenas algumas vozes ousam denunciar e tornar públicos os assédios sofridos.

Entendemos que na universidade deve prevalecer a democracia com senso de justiça, talvez de maneira ainda mais especial, pois é o espaço de construção e autorreflexão da sociedade, portanto esse tipo de abuso é inaceitável. Além disso, a ANPG relembra o aspecto o humano da questão, cuja relevância jamais está inferiorizada por qualquer hierarquia acadêmica.

Portanto, a ANPG solidariza-se com os estudantes da Ufscar, reafirma o compromisso de combater o assédio na academia e estar ao lado dos pós-graduandos, fazendo valer essa representação, na busca de melhores condições de ensino e pesquisa.

ANPG

Matéria relacionada:
17/03/2015: Pós-graduanda relata abusos sofridos na UFSCar

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(Da esq. para a direita) Maria das Neves (UBM), Gislaine Caresia (OAB), Mariana Moura (APG), Vania Balera (USP), Dep. Sarah Munhoz (PCdoB), Márcia Campos (FDIM)

Na última quinta-feira (12), aconteceu um debate sobre direitos da mulher e assédio sexual dentro das instituições de ensino, organizado pela Associação de Pós-Graduandos (APG) da USP Capital, no auditório de Geografia da FFLCH. Estiveram presentes na mesa a Deputada Sarah Munhoz, da Assembléia Legislativa de São Paulo, a Secretária Geral da Comissão da Mulher Advogada da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Gislaine Caresia, a representante do Núcleo de Estudos e Ações em Direitos Humanos da Faculdade de Medicina da USP, Vania Balera, a Presidenta da Federação Democrática Internacional das Mulheres, Márcia Campos, e a Coordenadora de Juventude da União Brasileira de Mulheres (UBM), Maria das Neves. O debate foi mediado por Mariana Moura, Coordenadora Geral da APG USP. A Associação Nacional dos Pós-Graduandos esteve presente representada pelo Diretor de Cultura e Eventos Científicos, Phillipe Pessoa.

A deputada Sarah trouxe o resultado da CPI sobre questões de violência sexual nas universidades paulistas e desse debate a APG USP Capital apresentou à comunidade universitária o site do Grupo de Trabalho (GT) Contra Assédios na Pós-Graduação, que conta com uma plataforma de registro de denúncia e acompanhamento sobre os assédios moral e sexual sofridos pela categoria. Considerada como a primeira iniciativa do movimento de pós-graduandos no Brasil feita para registrar e poder levantar estatísticas reais e incontestáveis sobre assédio moral e sexual para os gestores da universidade, a ferramenta também poderá ser usada para promover ações preventivas e dar voz às pós-graduandas e pós-graduandos vítimas de assédio.

Segundo Fernanda Luccas, Doutoranda em Ciência Ambiental pela USP e uma das idealizadoras do projeto, o GT está desenvolvendo um aplicativo para smartphones que ajudará as pós-graduandas e pós-graduandos a registrar mais rapidamente a hora, o local e o tipo de assédio, podendo, ou não, identificar-se e identificar os/as agressores. “Com isso, vamos fazendo o constrangimento necessário aos gestores e empoderando nossa categoria a denunciar cada vez mais e sem medo. Acreditamos que poderemos construir, juntos, um ambiente que nos fortaleça e promova nossas reivindicações de maneira eficaz”, afirma Fernanda.

“Outra novidade é a categoria ‘Seja uma pessoa inspiradora’, na qual convidaremos pessoas de todas as identidades de gênero, que passaram por assédios e situações violentas para contarem suas experiências e mostrarem que, apesar das marcas e do sofrimento, é possível e é direito de todos darem a volta por cima, se transformarem em pessoas empoderadoras e inspirando a mesma coragem em quem está sofrendo o assédio nesse momento”, continua a pós-graduanda. Segundo ela, a grande arma dos assediadores é o silêncio dos assediados, e frise a importância de fazer com que a vítima se sinta acolhida, querida, respeitada e merecedora de sua dignidade. Ao longo do tempo, a APG pretende expandir e servir como exemplo para iniciativas similares nas diferentes categorias da USP e de outras universidades.

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Cartaz do debate promovido em 12 de março, pela APG USP Capital

Para conferir o site do Grupo de Trabalho contra Assédio na USP Capital, acesse o site http://elepsidr0.wix.com/gtcontraassedio.

Da Redação

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Carina Vitral (presidenta UEE SP); Tamara Naiz (presidenta ANPG); Gabrielle Paulanti (diretora de comunicação ANPG); Angela Mayer (presidenta UPES); Virgínia Barros (presidenta UNE); Camila Lanes (presidenta UPES Paraná) e Barbara Melo (presidenta UBES)

No Dia Internacional da Mulher, oito de março, a ANPG, representada pela Presidenta Tamara Naiz e pela Diretora de Comunicação, Gabrielle Paulanti, participou de uma passeata que reuniu cerca de 3 mil pessoas na Avenida Paulista, segundo a Polícia Militar. O ato teve como bandeira “Mulheres em defesa da democracia com reforma política, pela água, pelo fim da violência contra as mulheres e por mais direitos”.

“Hoje [8 de março] é um dia de luta, comemoração e reflexão, comemorar as lutas e conquistas, refletir sobre os desafios para emancipação das mulheres e equidade de oportunidades e reconhecimento” diz Tamara Naiz. . “A nossa luta é por um mundo de igualdade e contra todas as formas de opressão!”, afirma.

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A presidenta da ANPG, Tamara Naiz, em carro de som que percorreu a passeata

A passeata também contou com a participação das entidades do movimento estudantil, UNE e UBES, além de movimentos sociais e feministas, que caminharam da Paulista até a Praça Roosevelt, no centro de São Paulo.

Da Redação
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