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Natasha Ramos

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Pedro Jatobá, que vai apresentar seu trabalho no Fórum
Pedro Jatobá, que vai apresentar seu trabalho no Fórum

Nome: Pedro Henrique Gomes Jatobá
Área: Tecnologia da Informação

Instituição: Instituto Intercidadania – www.intercidadania.org.br / Cooperativa E.I.T.A. (Educação, Informação e Tecnologia para Autogestão) – www.eita.org.br
Formação: Mestre em Gestão e Desenvolvimento Social pela UFBA e Bacharel em Ciência da Computação pela UNICAP.

ANPG: Fale um pouco sobre o que é o projeto que você irá apresentar durante o Fórum.
Pedro Jatobá: Estarei apresentado o desenvolvimento de ambientes vituais de aprendizado e gestão colaborativa utilizando o software livre CORAIS.ORG. Este foi o objeto do meu mestrado na escola de Administração da UFBA (http://www.iteia.org.br/textos/ambientes-virtuais-de-aprendizagem-e-gestao-colaborativa). Possibilita a criação de ambientes digitais para troca de conhecimentos, comunicação interna, gestão de moedas sociais digitais, tomada de decisão coletiva e gestão conjunta de empreendimentos criativos.

ANPG: Na sua opinião, qual a importância de cooperação científica entre os países dos BRICS e da União Eurosiática?
P.J.: Para mim é uma iniciativa muito importante pois possibilita que pesquisadoers destes países troquem boas práticas, conhecam parceiros de pesquisa em um mesmo campo de atuação etambém planejem ações conjuntas fortalecendo o bloco e a pesquisa científica entre países membros. A reunião presencial potencializa ainda mais possíveis redes e parcerias através da internet uma vez que existe o contato presencial e o ambiente para se conhecer e entender o trabalho e pesquisa realizado pelos pesquisadores destes países.

ANPG: Na sua opinião, qual a importância da iniciativa da ANPG de levar pesquisadores brasileiros para representar o país no Fórum?
P.J.:
Uma iniciativa de grande importância uma vez que garante a participação do país ao mesmo tempo que apoia e media pesquisadores, como no meu caso que residem no nordeste do país a se engajarem e participarem destas ações. Sem este apoio talvez esta informação não circulasse devidamente no Brasil e com isso pesquisas importantes ficassem de fora do Fórum o que prejudicaria a imagem do nosso país como centro de pesquisa e também atrasaria a chegada no país de outras inovações e pesquisadores integrantes dos BRICS através de parcerias que poderão ser costuradas neste encontro.

Da redação

Por Tamara Naiz da Silva*

Excelentíssimos senhores e senhoras parlamentares e sociedade,

A Associação Nacional de Pós-graduandos, assim como diversas entidades e movimentos educacionais, defende desde a sua constituição, em 1986, uma educação pública, gratuita e de qualidade, assim como uma universidade socialmente referenciada. Portanto, diante da proposição de quebra do princípio da gratuidade em instituições públicas, manifestou seu posicionamento contrário à aprovação, em primeiro turno, da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 395/2014, feita pela Câmara federal no dia 21 de outubro. A seguir elenco alguns argumentos que nos colocam contrários à aprovação desta matéria.

1) A PEC, de autoria do Dep. Federal Alex Canziani (PTB-PR) e relatoria do Dep. Federal Cleber Verde (PRB-MA) altera a redação do inciso IV do artigo 206 da Constituição Federal, que garante “gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais”. A proposta de alteração constitucional pretende garantir a “gratuidade do ensino público nos estabelecimentos oficiais, salvo, na educação superior, para os cursos de extensão, de pós-graduação lato sensu e de mestrado profissional, exceções para as quais se faculta sua oferta não gratuita, respeitada a autonomia universitária”. De modo que as universidades públicas poderão cobrar taxas e mensalidades de cursos de extensão, pós-graduação lato sensu e mestrados profissionais (stricto sensu). Ficará, assim, legalizado o financiamento privado desses cursos nas Instituições de Ensino Superior (IES) públicas.

2) Compreendemos que a cobrança de taxas e mensalidades nos estabelecimentos públicos restringe ainda mais a possibilidade de acesso e permanência da imensa maioria de pessoas oriundas das camadas populares ao ensino superior, portanto também é contrária a todas as formas de substituição do financiamento público da educação pelas cobranças de taxas e vendas de serviços.

3) Atualmente, uma pequena parte das matrículas (cerca de 25%) em nível de Educação Superior estão vinculadas ao setor público. Como bem observa o Fórum Nacional de Educação (FNE), A constitucionalização da oferta de cursos pagos pelas IES públicas reduz ainda mais a responsabilidade do Estado em financiar a universidade pública e pode provocar um processo de privatização desse nível do ensino ainda maior.

4) A PEC pode ainda incentivar que as Instituições de Ensino Superior (IES) recorram, de forma cada vez mais sistemática, à venda de serviços para sua manutenção, distorcendo o princípio da autonomia universitária. Situação que pode ser acelerada diante dos recentes cortes que atingem severamente o orçamento da educação, superando a marca de R$ 12 bilhões em 2015 e tendendo a ser ainda mais graves em 2016. Dessa forma acreditamos que a PEC estimula a substituição do financiamento público pelo privado, através da cobrança de mensalidades pelas IES, desvirtuando seu caráter público e gratuito.

5) Se prevista em lei, as cobranças em questão poderão compor a verba de custeio das Universidades, contribuindo para o processo de desobrigar o Estado em relação ao mesmo custeio, pondo em prática de modo parcial, a autonomia financeira das universidades, sem garantir, entretanto, a tão urgente autonomia de gestão. O problema de essa verba ter a possibilidade de compor o custeio, é que a tendência é justamente a universidade ser cada vez mais pressionada e aumentar a parcela de verba vinda dos serviços cobrados, a fim de reduzir os “gastos públicos”. Ou seja, haverá uma pressão para que sejam aumentados os cursos pagos, desviando o próprio foco da universidade, forçando-a a ser tornar cada vez mais “escolão” (menos reflexiva e mais emissora de diplomas). Entendemos que uma conjuntura de crise econômica, de restrições orçamentárias, não pode ser argumento para mudanças estruturais e que, ao mudar a Constituição, abre-se a oportunidade para aprofundar o processo de privatização, com tendência à financeirização da educação.

6) A PEC avança na privatização do nível de ensino de pós-graduação, sinalizando uma tendência de adoção de medidas semelhantes inclusive para o ensino de graduação.

7) A PEC 395/2014 fortalece um modelo de universidade gerencial, em detrimento do modelo de universidade com ensino, pesquisa e extensão (modelo fundamental para o fortalecimento da missão da Universidade, e para o desenvolvimento soberano do país). O modelo gerencial é voltado para atender ao mercado, concretizando a educação como serviço e não como direito. Além disso, retira direitos e adota uma política permanente de arrocho salarial e de quebra da paridade e da isonomia de remuneração entre os docentes. Como observou aAssociação Nacional de Pesquisa em Financiamento da Educação (Fineduca), a proposta em discussão na Câmara, se aprovada, ampliará a sobrecarga de trabalho dos professores e a subordinação das atividades acadêmicas aos interesses de mercado. Além disso, não atenderá às reivindicações do conjunto da categoria docente em relação às condições de trabalho e à valorização da carreira e salarial. Na prática, onde isso já acontece, verifica-se um alto grau de adoecimento dos trabalhadores da educação.

8) Há ainda uma questão muito clara, relacionada à concepção de universidade pública. A extensão não deve ser vista como serviço, mas como parte da missão da universidade. Atualmente já há um processo de transformação da extensão em serviço, com cursos pagos, como idiomas, por exemplo. A oferta desses cursos em si não é um problema, o problema é que em muitos casos a extensão universitária vem se reduzindo a este tipo de serviço, ao invés de ser uma maneira de estender de fato o ensino e a pesquisa para além dos muros da própria universidade.

9) Quanto à pós-graduação lato sensu, costuma-se trata-la como uma modalidade de formação apenas voltada para o mercado em geral, com pouca interface acadêmica ou com o serviço publico. Consideramos esta uma visão parcial e que desresponsabiliza a as instituições púbicas, prova disso é que o MEC sequer tem o controle dos cursos ofertados e que não há regulamentação para essa modalidade. Ocorre que a maior parte dos docentes de ensino superior no Brasil atualmente tem como titulação mais alta a especialização e não é verdade que o mercado regula, vide a qualidade das especializações vendidas a preços módicos em qualquer esquina. Também é importante destacar que grande parte dos servidores públicos tem hoje grande interesse nas especializações para aprimoramento profissional. Para muitos estudantes a especialização também é tida como porta de entrada, meio de melhorar o currículo, para adentrar a pós-graduação stricto sensu. De modo que acreditamos que a pós-graduação lato-sensu é um processo importante na formação de recursos humanos, que cumpre papel importante na qualificação de profissionais para o mercado, contribuindo para a reinvenção de formas de gestão dos serviços públicos e privados, instrumentos e perspectivas de trabalho, entre outros alcances, portanto deve ser reconhecida e regulamentada como importante nível formativo que é.

10) Já quanto à cobrança nos mestrados profissionais, acreditamos que a aprovação da PEC pode ser um crime contra ao nível de melhor qualidade da educação brasileira, que é a pós-graduação. Acreditamos que, se aprovada, a PEC pode desconstituir o sistema nacional de pós-graduação, tal qual conhecemos hoje, com critérios claros de avaliação e financiamento, que nos trouxeram a um patamar de excelência nesse nível de formação, pois os cursos com apelo de mercado podem provocar uma migração do mestrado acadêmico para o profissional e nos cursos sem apelo de mercado pode haver uma desnutrição dos mesmos, ou inda podemos formar “ilhas” de excelência dentro de uma mesma universidade. O mestrado profissional tem o mesmo título do acadêmico,ambos são pós-graduações stricto sensu, com autorização, avaliação periódica e qualidade reconhecida. Ressaltamos que a Coordenação de Pessoal de Nível Superior (Capes) e o diretório do Fórum Nacional de Pró-reitores de Pós-graduação (Foprop) se posicionaram contra a cobrança dos mestrados profissionais no âmbito das IES publicas. Também destacamos que o Governo Federal deve se responsabilizar pela manutenção financeira dos mestrados profissionais, de modo que estes possam funcionar com todas as condições garantidas.

11) Compreendemos que a Universidade publica deve de fato cumpri uma função publica que demanda sua contribuição ao desenvolvimento das forças produtivas, de modo que é necessária uma legislação, talvez similar à Lei de Inovação Tecnológica ou ao Código Nacional de Ciência e Tecnologia e Inovação (PLC 77/2015), em tramitação, que permite convênios das universidades públicas com empresas e outros entes privados com finalidades específicas. Assim, no lugar de mensalidades, teríamos um convênio da universidade com as empresas, com regras claras, aprovados pelo conselho universitário e com o financiamento do ente privado de toda a estrutura necessária ao desenvolvimento do curso dentro da própria instituição universitária (como ocorre com a pesquisa na Lei de Inovação Tecnológica).

12) Acreditamos que PEC em questão distorce o sentido da formação crítica que deve caracterizar as atividades acadêmicas, submetendo o processo pedagógico à formação de competências orientadas pelos interesses empresariais. Isso pode ser acelerado ou intensificado num contexto de cortes na educação e precarização do ensino superior público, cursos com qualidade duvidosa e finalidades questionáveis podem ser oferecidos com o único objetivo de se arrecadar mais recursos, estimulando-se ainda mais a apropriação das atividades acadêmicas por interesses privatistas.

13) Compreendemos que a substituição do financiamento público da educação por cobranças de taxas e vendas de serviços não garantirá a manutenção e a qualidade das atividades realizadas por essas IES. Como aponta a Fineduca, a PEC em questão é uma das mais graves medidas de desmonte do projeto de educação pública, gratuita, democrática, laica, de qualidade e socialmente referenciada.

14) Por fim, compreendemos que as questões devem ser tratadas para além do debate de “regular o que já ocorre”, de modo a enxergar a universidade com toda a amplitude e complexidade que lhe é inerente, pensando as mudanças na universidade como um conjunto e não de forma localizada e pontual, pequenas medidas aparentemente sem importância podem servir a um projeto de universidade que não se apresenta, sequer entra no debate, mas que nem por isso deixa de ser implementado.

15) Além disso, acreditamos que as Emendas Constitucionais deveriam ser menos constantes em nosso Congresso, pois temos uma bela Carta aprovada em 1988, que consagram direitos fundamentais e devemos valoriza-la.

Diante dos motivos acima expostos, conclamamos Vossas Excelências, senhoras e senhores parlamentares, também a sociedade de modo geral, à proteção dos direitos sociais e a defesa do caráter publico e gratuito, consagrados pela Constituição Federal de 1988, posicionando-se pela rejeição da PEC 395/2014 na votação de segundo turno da mesma.

*Tamara Naiz é presidenta da ANPG e doutoranda em História Econômica na UFG.

Os artigos publicados não expressam necessariamente a opinião da ANPG e são de total responsabilidade dos autores.

Marcela Tsuboy que irá apresentar o trabalho na área de Medicina
Marcela Tsuboy que irá apresentar o trabalho na área de Medicina

Nome: Marcela Stefanini Ferreira Tsuboy
Área: Medicina
Instituição: UFSCar, campus São Carlos, SP.
Formação: Graduação em Ciências Biológicas (UNESP, campus Assis, SP), Mestre em Genética e Biologia Molecular (UEL, Londrina, PR) e Doutora em Ciências Biológicas (ênfase em Biologia Celular e Molecular; UNESP, campus Rio Claro, SP). Pós- doutorado em andamento na UFSCar sob a supervisão da Profa. Dra. Heloísa Sobreiro Selistre de Araújo e Profa. Dra. Márcia Regina Cominetti.

Desde o final de minha graduação atuo em uma área da Genética chamada Mutagênese. Basicamente, a Mutagênese estuda os danos ao DNA induzidos por agentes químicos, físicos e biológicos e, portanto, está diretamente envolvida com o processo de envelhecimento e no desenvolvimento de doenças como o câncer; além de outras áreas onde a Mutagênese pode ser aplicada. No meu caso, eu uso a Mutagênese e a Biologia Celular/Molecular para estudar o efeito preventivo de plantas medicinais na indução de danos ao DNA e na busca por novas drogas antitumorais.

ANPG: Fale um pouco sobre o que é o projeto que você irá apresentar durante o Fórum.
Marcela Tsuboy: Meu atual projeto tem como objetivo investigar compostos que possam se ligar com uma proteína transmembrana chamada integrina αvβ3 (alfaV beta3). Essa proteína está envolvida nos processos de adesão e migração celular (importantes na progressão do câncer) e é alvo para o desenvolvimento de drogas anti-metastáticas e anti-angiogênicas. Foi feita uma triagem inicial (em colaboração com o Prof. Dr. Marcelo Andrade de Lima, UNIFESP) para investigar essa ligação/interação e um composto foi escolhido para dar continuidade aos testes. O composto chama-se [10]-gingerol e é isolado do gengibre. Este composto está sendo estudado em nosso laboratório há alguns anos e ele tem se mostrado bastante promissor em estudos in vitro e in vivo. Além dos ensaios biológicos de inibição de adesão e migração celular in vitro, estamos realizando, em colaboração com o Prof. Dr. Ronaldo Censi Faria e a Dra Carolina Venturini Uliana, um método para estudar a possível ligação/interação do [10]-gingerol com a integrina αvβ3. Essa técnica usa partículas magnéticas que são cobertas com a integrina αvβ3 e depois são incubadas com os compostos. Para ver se houve ou não a ligação/interação, mede-se o aumento da intensidade de corrente na região de oxidação do composto por voltametria cíclica.

O projeto é desenvolvido no Laboratório de Biologia do Envelhecimento (LABEN, depto de Gerontologia) e no Laboratório de Bioquímica e Biologia Molecular (LBBM; depto de Ciências Fisiológicas) da UFSCar, São Carlos, SP.

Título do projeto apresentado no fórum: “Effects of [10]-gingerol on the inhibition of breast tumor cell adhesion and its possible interaction with αvβ3 integrin to reduce metastasis”.
Colaboradores: Dr. Ronaldo Censi Faria e a Dra Carolina Venturini Uliana (Laboratório de Bioanalítica e Eletroanalítica, Departamento de Química, UFSCar, São Carlos, SP). Prof. Dr. Marcelo Andrade de Lima (Departamento de Bioquímica, UNIFESP, São Paulo, SP).

ANPG: Na sua opinião, qual a importância de cooperação científica entre os países dos BRICS e da União Eurosiática?
MT: A cooperação científica e a realização de pesquisa científica e tecnológica é um fator chave para obtenção de competitividade econômico-industrial de um país. Fortalecer essa cooperação e investir na educação científica e tecnológica ajuda na melhoria de padrão de vida social e econômico da população.

ANPG: Na sua opinião, qual a importância da iniciativa da ANPG de levar pesquisadores brasileiros para representar o país no Fórum?
MT: Para os pesquisadores brasileiros esta oportunidade é como um prêmio por toda a dedicação que cada um tem com sua pesquisa. Com certeza isso ajudará a dar maior visibilidade aos estudantes, no intuito de serem reconhecidos cada vez mais como profissionais da Ciência e Tecnologia, e não como meros estudantes de pós-graduação.
As possíveis colaborações que podem ser iniciadas no fórum com certeza trarão bons frutos às universidades onde trabalhamos. Além disso, o intercâmbio científico e cultural é também uma ótima oportunidade de crescimento pessoal, que ajuda a formar profissionais cada vez melhores em sua área de atuação.

Da redação

Thiago Brito, que irá apresentar trabalho na área Energia durante o Fórum
Thiago Brito, que irá apresentar trabalho na área Energia durante o Fórum

Nome: Thiago Luis Felipe Brito
Categoria: Energia
Instituição: Instituto de Energia e Ambiente – Universidade de São Paulo
Formação: Graduação – Relações Internacionais; Mestrado – Energia; Doutorado (em andamento)

ANPG: Fale um pouco sobre o que é o projeto que você irá apresentar durante o Fórum.
Thiago Brito: Meu trabalho é o projeto que desenvolvo em meu doutorado. Como ainda estou no primeiro ano, tenho apenas rascunhos e um pequeno artigo escrito sobre o tema – por isso inscrevi meu trabalho na categoria “Best Innovation Idea”. A pesquisa que desenvolvo é na área de substituição de combustíveis de veículos pesados rodoviários (caminhões), especialmente o óleo diesel por gás natural. Através da revisão bibliográfica que realizo e de conversas com especialistas internacionais na área de transportes e energia, tenho observado que o gás natural é adotado em frotas do mundo inteiro por ser considerado um combustível mais limpo e sustentável. O gás, ao substituir o diesel, tem um potencial de redução de emissões de gases de efeito estufa (especialemente o CO2) e poluentes tóxicos (como o material particulado). Durante o mestrado, estudei a possibilidade de inserir o gás natural na frota de ônibus do transporte público da cidade de São Paulo. Agora no doutorado, buscarei trabalhar com ônibus e caminhões para o transporte rodoviário através de um conceito chamado de Corredores Azuis (Blue Corridors). A cor azul é uma referência à coloração da chama do gás natural. Este conceito trabalha a possibilidade de inserção do gás natural em rotas específicas de maneira mais atrativa economicamente.

ANPG: Na sua opinião, qual a importância de cooperação científica entre os países dos BRICS e da União Euroasiática?
TB: A união entre pesquisadores de países emergentes é essencial, no meu entender, para que a ciência destes países possa crescer e atrair investimentos. Atualmente somente revistas e periódicos científicos hospedados nas universidade dos países mais ricos possuem visibilidade. Uma união entre membros dos BRICS poderia, por exemplo, produzir uma publicação, com o mesmo rigor científico, mas em que o acesso fosse menos restrito.
A participação no 1º Fórum de Inovação da Juventude dos BRICS e da União Eurasiática mostra-se especialmente interessante para pesquisadores brasileiros, cujas universidades estão sofrendo com os cortes de verbas esse ano. O fórum visa promover a aproximação entre o pesquisador e o investidor, podendo assim representar um caminho alternativo àqueles que são afetados pelos cortes.

ANPG: Na sua opinião, qual a importância da iniciativa da ANPG de levar pesquisadores brasileiros para representar o país no Fórum?
TB: No Brasil, como ainda não há o reconhecimento da profissão de cientista/pesquisador, é importante que instituições como a ANPG tomem a iniciativa de participar de ambientes que possam alavancar e dar visibilidade às ideias e ao conhecimento que está sendo desenvolvido no país. Agradeço ao convite para compor esta delegação e à liderança da ANPG neste processo, nas figuras de Thomas e Tamara.

Da redação

Thomas de Toledo, professor de Relações Internacionais da UNIP, historiador pela USP, mestre em Desenvolvimento Econômico pela Unicamp e especialista em BRICS, é um dos coordenadores da delegação composta por sete pessoas que irá representar o Brasil no 1º Fórum de Inovação da Juventude dos BRICS e da União Eurasiática, que será realizado de 27 a 31 de outubro em Moscou.

Ao lado de Thomas, Tamara Naiz, presidenta da ANPG, também está coordenando esta delegação, que conta ainda com cinco pós-graduandos que irão expor seus trabalhos inovadores nas áreas Medicina, Agricultura, Desenvolvimento de Energia e Tecnologia da Informação (TI), durante o evento na capital russa.

Confira a entrevista com o professor Thomas de Toledo acerca da atuação da delegação brasileira no evento, da importância da cooperação científica entre os países dos BRICS e do papel da Juventude em espaços como este Fórum.  

Professor Thomas de Toledo
Professor Thomas de Toledo

ANPG: Como se deu a escolha dos pesquisadores que formam a delegação brasileira e vão representar o Brasil no 1º Fórum de Inovação da Juventude dos BRICS e da União Eurasiática?
Thomas de Toledo: Nós tivemos um prazo bastante curto para fazer a seleção dos projetos em vista das datas-limites que nos foram passadas. Por isto, a ANPG teve um papel fundamental neste processo, ajudando a mapear projetos de pesquisadores nas áreas solicitadas. Enviamos dezenas de projetos, dos quais a comissão de seleção russa selecionou 5 deles: 2 de Tecnologia da Informação, 1 em medicina, 1 em agricultura e 1 em energia. São projetos inovadores que comprovam a critividade dos presquisadores brasileiros.

ANPG: Qual deverá ser a atuação da delegação brasileira neste Fórum?
TT: Esta é a seleção brasileira de jovens inovadores participando de uma “Copa do Mundo”. Trabalharemos como uma delegação olímpica que quer voltar ao Brasil com o máximo possível de medalhas. Não estamos indo a passeio, temos foco, objetivo e união. Vamos dar o melhor de nós e com certeza voltaremos prestigiados.

ANPG: Considerando que os países membros dos BRICS são países em desenvolvimento, em sua opinião, qual a importância da Inovação?
TT: O que fará que nos próximos anos a China se torne a maior economia do mundo é o dinamismo sua inovação. A Rússia, desde os tempos da União Soviética, é um país que investe fortemente em inovação. Um dos exemplos é o centro tecnológico de Skolkovo, criado para devolver à Rússia um papel importante na área de inovação. O que eles têm de melhor é na área aeroespacial, bélica e de energia. Vale sempre lembrar que eles são o país que enviou o primeiro satélite artificial ao espaço, o primeiro ser vivo e o primeiro ser humano. A Índia é hoje umas das economias que mais cresce no mundo graças à inovação tecnológica, em particular na área de informática e comunicação. Podemos dizer que a África do Sul é uma das economias mais vibrantes no continente africano.

ANPG: Qual o papel da Juventude em espaços como o 1º Fórum de Inovação da Juventude dos BRICS e da União Eurasiática?
TT
: Investir na juventude é investir no futuro. Por isso que o futuro do BRICS depende da juventude. Estamos trabalhando em conjunto para construir o fórum da juventude do BRICS no Brasil para dar seguimento e acompanhamento a esses tipos de atividades.

ANPG: Qual a importância da Cooperação científica entre esses países?
TT: Diferente dos EUA que usam a tecnologia para dominar povos e nações, o BRICS pensa de forma cooperativa baseada no conceito ganha-ganha. Só é bom se for bom para ambos os lados. Isso chamamos de cooperação. Cooperar é operar em conjunto para construir um mundo melhor e multipolar.

ANPG: Quais, você acredita, que serão os frutos desse Fórum no sentido da cooperação entre as universidades desses países?
TT: Esperamos aprender e ensinar, trocar conhecimento e voltar com o máximo possível de premiações para projetar nossos jovens cientistas no mundo e impulsionar suas carreiras.

Da redação

Matéria relacionada:

20/10/2015 – ANPG organiza delegação brasileira para 1º Fórum de Inovação da Juventude dos BRICS e da União Eurasiática

ANPG é contra cobrança de mensalidade na pós-graduação! ANPG é contra cobrança de mensalidade na pós-graduação!
ANPG é contra cobrança de mensalidade na pós-graduação!

Na noite do dia 21 de outubro de 2015 mais um golpe foi urdido na câmara dos deputados. A vítima, dessa vez, foi a Universidade Pública e o ensino gratuito.

Com tramitação furtiva e em tempo recorde, a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) nº 395/2014 foi aprovada na comissão especial e foi a plenário para votação, sem sequer ouvir a sociedade, o movimento educacional. Essa PEC pretende modificar o artigo 206 da constituição para autorizar as universidades públicas a cobrar cursos de extensão, pós-graduação lato sensu e mestrados profissionais. A justificativa do projeto ressalta que as atividades de extensão e especialização são direcionadas a públicos restritos, com condições financeiras para arcar com custos que constituirão receitas para as universidades.

Todavia, a sociedade brasileira há muito tempo decidiu que o ensino público, inclusive em nível superior, deveria ser gratuito. Ao reformar a Magna Carta, os legisladores irão ferir de morte os princípios consagrados da Universidade publica brasileira: a gratuidade do ensino e a indissociabilidade do tripé Ensino-Pesquisa-Extensão.

O Movimento Nacional de Pós-Graduandos não pode se quedar inerte diante desse ataque. A ANPG, assim que tomou conhecimento da tramitação desse processo, buscou outras entidades do movimento educacional e científico, além de parlamentares, a fim de articular opiniões e posicionamentos.

Desse modo, a ANPG convoca o Movimento Nacional de Pós-Graduandos – em especial as APGs – e o movimento educacional para garantir a manutenção da gratuidade do ensino público. Não temos dúvidas que a aprovação da PEC 395/2014 irá abrir perigosos precedentes que culminarão com o desaparecimento do sistema público de ensino superior como conhecemos hoje, a partir das atividades de extensão e de pós-graduação lato sensu. Fora isso, a cobrança pelos mestrados profissionais pode desconstituir e ferir gravemente o Sistema Nacional de Pós-graduação brasileiro, que tem qualidade reconhecida nacionalmente.

A hora é de unidade contra o avanço conservador! Luta pela garantia dos direitos conquistados! Em defesa da educação publica, gratuita e de qualidade! #Pec395Não!

São Paulo, 22 de outubro de 2015.
Diretoria plena da Associação Nacional de Pós-Graduandos

Foto: Haydée Vieira - CCS/Capes
Foto: Haydée Vieira – CCS/Capes

Presidenta da ANPG acompanhou a mesa de abertura e de encerramento realizadas ontem (20)

O Seminário Síntese de Acompanhamento de Meio Termo Sistema Nacional de Pós-Graduação (SNPG) teve mais um encontro realizado nesta terça-feira (20), no edifício-sede da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, em Brasília. A mesa de abertura, realizada pela manhã, contou com a presença do presidente e do diretor de Avaliação da CAPES, Carlos Nobre e Arlindo Philippi Jr., respectivamente.

O encontro buscou sintetizar os resultados dos trabalhos dos seminários de acompanhamento que aconteceram durante um mês no edifício-sede da Capes e reuniram coordenadores de pós-graduação de todo o Brasil. Dos dias 3 de agosto a 4 de setembro, foram realizados 48 seminários com a finalidade obter uma “fotografia” de cada área de avaliação, com base no período 2013-2014, além de orientar os programas de pós-graduação para o biênio 2015-2016, completando, dessa forma, o período de avaliação de quatro anos.

Carlos Nobre destacou a relevância do processo para as políticas públicas da educação superior no país. “Há uma importância estratégica nessa fotografia de meio termo. Por meio dela poderemos estabelecer políticas de melhoria continuada da pós-graduação.” Para o presidente da Capes a pós-graduação deve se focar na qualidade e em tornar a pesquisa mais significativa para a melhoria do país. “Essa fotografia permite aprender com as boas práticas, entender as particularidades dos melhores programas e assim criar mecanismos para que toda a pós possa seguir esse caminho”.

Ainda no encontro, que ocorreu durante a reunião do Conselho Técnico-Científico da Educação Superior (CTC/ES), cada coordenador foi responsável por produzir um relatório que representa a situação atual de sua área de avaliação nos anos de 2013 e 2014 e apresentar proposições e encaminhamentos para os próximos dois anos.

O diretor de Avaliação da Capes, Arlindo Philippi Jr enfatizou a importância do diálogo para a consolidação do processo avaliativo. “Os resultados apresentados aqui serão fruto de debate com importantes interlocutores presentes, como os representantes da Câmara de Educação Superior do Conselho Nacional de Educação (CNE), a diretoria-executiva do Fórum de Pró-Reitores de Pós-Graduação e Pesquisa (Foprop) e a comissão de acompanhamento do Plano Nacional de Pós-Graduação (PNPG) 2011-2020.”

Encerramento de seminário discute desafios da pós-graduação

Na mesa de encerramento do Seminário, realizado na tarde de ontem (20), foi exposto a consolidação de processos da pós-graduação nos últimos anos e foi colocado os desafios da educação superior para os próximos anos no país.

Foto: Haydée Vieira - CCS/Capes
Foto: Haydée Vieira – CCS/Capes

Para o coordenador da área de Ciências Biológicas I, Augusto Schrank, o atual momento de informatização dos dados da pós-graduação permitira um avanço significativo na avaliação. “Do ponto de vista prático, nunca estivemos tão próximos de ter um sistema de informação tão confiável. A primeira vez que atuei como consultor na Capes em 2001, era preciso acessar o artigo e fazer uma verificação manual de quem era aluno, quem era professor. Avançamos muito nesse período. Com a Plataforma Sucupira estamos pela primeira vez próximos de fazer o que deveria acontecer há muito tempo, chegar no primeiro dia da Avaliação com todas as informações necessárias para avaliar um programa de pós-graduação. Assim teremos muito mais qualidade e capacidade de transformar esses números em avaliação qualitativa. É impossível acompanhar todas as defesas de teses e dissertações, por isso temos que utilizar indicadores, agora temos a plataforma, vamos investir nisso”, conclui.

Segundo o presidente do Foprop, Isac Almeida de Medeiros, participar do processo dos seminários de acompanhamento engradecerá a discussão e os encaminhamentos do Fórum. “Nós, gestores da pós-graduação brasileira, ficamos felizes em participar desse processo. A posição do Foprop sempre foi favorável a participação do evento, quando discutimos conjuntamente a mudança na periodicidade da avaliação. Entre os temas que consideramos mais relevantes, está a interação com a Educação Básica: que parâmetros de fato podem ser utilizados para essa medição. Esse é um dos grandes temas a serem debatidos ano que vem no fórum”, enfatizou.

Já o coordenador da área de História, Carlos Fico, aproveitou o encerramento para destacar os êxitos dos encontros. “Os seminários aconteceram apesar de muitos problemas, obstáculos e restrições. Tínhamos perspectivas ruins sobre a participação de coordenadores e também do tratamento dos dados pela Plataforma Sucupira. Tivemos na verdade uma adesão tremenda e um excelente trabalho com os indicadores. Por isso devemos nos congratular.”

O coordenador da área de Física, Sylvio Canuto, reforçou as nuances de se pensar e avaliar qualidade na produção da pós-graduação. “Todos nós temos preocupação de qualidade e isso não é apenas medido por fator de impacto. Há exemplos de estudos que são esquecidos por quinze anos antes de receber um Nobel. Qualidade não se mede por numero de citações”, definiu.

Para encerrar, o diretor de Avaliação da Capes, Arlindo Philippi Jr, realizou agradecimentos e levantou questões pontuais sobre o desenvolvimento da pós. “Se queremos de fato internacionalizar a pós-graduação do país, devemos também nos atentar a questões simples. Por exemplo, precisamos verificar se os programas de excelência (nota 6 e 7) possuem sites em inglês e espanhol. Outro ponto é sobre o financiamento a determinadas áreas do conhecimento como política de Estado, como educação e saúde: podemos buscar apoio dos poderes estaduais e municipais para que os Sistema funcione melhor? Além dessas questões, deixo meus agradecimentos a todos os presentes e aos colegas coordenadores agradeço como cidadão brasileiro, por esse trabalho voluntário de pessoas comprometidas com a educação no país para a criação de uma ciência e tecnologia brasileiras”, concluiu.

Para a presidenta da ANPG, Tamara Naiz, que esteve presente no encontro de ontem, “esse panorama apresentado durante os Seminários é fundamental para que possamos identificar as potencialidades e os desafios do próximo biênio, à luz, inclusive, das metas do PNPG e do PNE, de modo a contribuir com a expansão e melhoria da pós-graduação brasileira”.

Da redação com informações da CAPES

Juca Ferreira

Nova lei estabelece que uma cota de 40% do total de ingressos seja vendida pela metade do preço

A regulamentação da meia-entrada para eventos esportivos e artístico-culturais, oficializada em 6 de outubro – com a publicação do Decreto nº 8.537 no Diário Oficial da União – está sendo comemorada. A lei estabelece que uma cota de 40% do total de ingressos seja vendida pela metade do preço.

O decreto nacionaliza a meia-entrada. Antes, o benefício era regido por leis estaduais, existente em alguns estados e em outro não. “A nova lei é uma vitória tanto para os que têm direito à meia-entrada, quanto para o mundo da cultura e da arte, que poderá se planejar, cobrar mais barato, ter mais público”, avalia o ministro da Cultura, Juca Ferreira.

Presidente da União Nacional dos estudantes (UNE), Carina Vitral comenta que a regulamentação é uma vitória para a categoria. “Esse nova regulamentação cria regras, inibe a falsificação e consegue ajudar produtores, estudantes e toda a comunidade da cultura a ter de volta o direito à meia-entrada.”

Para arcar com os custos de ter parte dos ingressos vendidos com desconto de 50%, muitos produtores passaram a praticar valores mais caros em eventos e espetáculos. Assim, o preço da meia-entrada passou a ser o da inteira, e a inteira dobrou de preço. “Dessa forma, o direito à meia-entrada não se realizava”, explica Juca Ferreira.

BENEFICIADOS
Terão direito à meia-entrada estudantes, pessoas com deficiência e jovens de baixa renda. A “Identidade Jovem” será emitida pelo governo e servirá para garantir o benefício aos jovens de baixa renda – aqueles com idade entre 15 e 29 anos, de família com renda mensal de até dois salários mínimos e inscrita no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico).

A compra de ingressos no valor de meia-entrada será possível com apresentação da Carteira de Identificação Estudantil (CIE), que deverá ser emitida pela União Nacional dos Estudantes (UNE); União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes); entidades estaduais e municipais filiadas à UNE e à Ubes, Diretórios Centrais dos Estudantes (DCEs) e Centros e Diretórios Acadêmicos de níveis Médio e Superior.

Fonte: UNE

Matéria relacionada:
07/10/2015 – Conquista dos Estudantes: É regulamentada lei da meia-entrada

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 Anatoly Torkunov, reitor de Relações Internacionais de Moscou. Foto: Sputnik/ Aleksei Danichev

A Universidade dos BRICS terá seis prioridades: energética, tecnologias informáticas (IT), ecologia e mudanças climáticas, recursos aquáticos, poluição do ambiente e programa BRICS Study, disse o reitor da Universidade de Relações Internacionais de Moscou (MGIMO), Anatoly Torkunov.

Mais cedo durante uma das cúpulas dos BRICS foi anunciada uma hipótese de criar uma rede educacional da Universidade dos BRICS para estimular trocas na área de educação e ciência com participação dos melhores estabelecimentos educacionais dos BRICS.

“No final do mês de julho participei de um Fórum internacional de Juventudes dos Brics e OCX, onde apresentei algumas propostas para cooperação educacional e científica no âmbito das universidades dos BRICS, além da criação de um fundo no banco dos Brics para fincar essa íntegração. Parece que nossas propostas foram ouvidas”, disse Tamara Naiz, presidenta da ANPG.

O diretor adjunto do Departamento de planejamento da política externa do Ministério de Relações Exteriores russo, Pavel Knyazev, destacou que a cúpula universitária global dos BRICS ajudará a ajustar cooperação entre as universidades do grupo, acrescentando que o ministério apoiará este processo.

“Damos uma avaliação alta ao fato de que o programa da próxima cúpula inclui um grande leque de assuntos que relacionam praticamente todos os aspetos dos trabalhos dos BRICS. O alargamento da cooperação no âmbito dos BRICS em áreas de ciência e educação reflete uma tendência comum que existe no grupo”, afirmou o diplomata.

“Agora destacam seis prioridades: energética, tecnologias informáticas (IT), ecologia e mudanças climáticas, recursos aquáticos, poluição do ambiente e programa BRICS Study que é um programa complexo que inclui economia, direito, ciências humanitárias, estudos regionais etc.”, informou Torkunov na conferência de imprensa na agência noticiosa Sputnik.

A cúpula universitária global dos BRICS que é um dos eventos oficiais durante a presidência russa no grupo BRICS em 2015 será realizada em 26 a 28 de outubro em quatro universidades de Moscou, MGIMO, Universidade Estatal de Moscou Lomonosov, Universidade Russa da Amizade dos Povos e Universidade Nacional de Ciência e Tecnologia (MISiS). Espera-se que do evento participem mais de 400 representantes dos círculos estatais, académicos e de especialistas dos BRICS: ministros, reitores das principais universidades, funcionários internacionais e diretores de centros de estudos. Também são convidados os representantes dos círculos científicos da Argentina, Afeganistão, Canadá, EUA, Finlândia, França, Itália, Reino Unido, Noruega e Polônia.

Pela primeira vez, o evento dos BRICS reunirão a maior número de universidades dos países do grupo. Na cúpula serão representadas 18 universidades brasileiras, 17 universidades indianas, 13 universidades chinesas e 8 universidades da África do Sul. A Rússia como o presidente dos BRICS em 2015 terá a representação maior. 69 universidades russas participarão da cúpula.

Fonte:sputniknews.com

Fórum de Inovação dos BRICs

Pesquisadores selecionados pela ANPG irão representar o Brasil no 1º Fórum de Inovação da Juventude dos BRICS e da União Eurasiática, que acontecerá entre os dias 27 e 31 de outubro, em Moscou. A Associação foi convidada pela organização do evento, a União da Juventude Russa, a formar uma delegação brasileira de sete pessoas, sendo quatro delas pesquisadores e pesquisadoras que irão expor seus projetos inovadores nas áreas de Medicina, Agricultura, Desenvolvimento de Energia e Tecnologia da Informação (TI), durante o evento na capital russa.

Este convite é fruto da participação da ANPG durante o 1º Fórum da Juventude do BRICS e da OCX (Organização da Cooperação de Xangai), realizada em julho deste ano, na cidade de Ufa (Rússia). Na ocasião, a Associação apresentou opiniões que contribuíram para a discussão acerca da cooperação educacional, científica e tecnológica entre os países do BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul).

“O 1º Fórum de Inovação da Juventude dos BRICS e da União Eurasiática é um desdobramento dessas articulações [ocorridas em julho] e uma grande oportunidade de aproximar os pesquisadores brasileiros deste processo de integração entre os países e povos do BRICS”, diz Thomas de Toledo, professor universitário de Relações Internacionais e especialista em BRICS, que irá coordenar a delegação brasileira, juntamente com a presidenta da ANPG, Tamara Naiz.

O Fórum tem como objetivo impulsionar a área de Ciência e Inovação, a partir do estabelecimento de plataformas para cooperação entre jovens cientistas, inovadores, pesquisadores, empresários, investidores e especialistas dos seguintes países: Russia, Armênia, Bielorrússia, Brasil, Índia, Cazaquistão, China, Quirguistão e África do Sul.

“Esse evento é de suma importância para se discutir o aprofundamento das relações bilaterais entre esses países. A ANPG tem adotado várias iniciativas na pauta internacional, como a nossa participação em diversos espaços geopolíticos relevantes: a OCLAE, o ELACES e o Fórum Social Mundial, e agora avançamos para outros espaços para além do âmbito da América Latina”, comenta Tamara.

Os pós-graduandos brasileiros selecionados pela ANPG irão concorrer juntamente com pesquisadores desses outros países nas categorias: Melhor Inovação de Produto, Melhor Projeto de Inovação e Melhor Ideia Inovadora. Serão eleitos três melhores trabalhos em cada categoria no final do evento. O Fórum será filmado pela TV russa e terá grande repercussão.

Da redação