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Membros dos Comitês de Assessoramento (CAs) do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) estarão em Brasília, de 19 a 23 de outubro, para julgamento de bolsas da Agência. O encontro reunirá, na sede do CNPq, 300 pesquisadores de 48 áreas do conhecimento para avaliar milhares de pedidos de Bolsa de Produtividade em Pesquisa (PQ), Auxílio à Realização de Eventos (ARC) e Bolsas no País e Exterior.

Os CAs são comitês formados por pesquisadores renomados para oferecer ao CNPq uma assessoria científico-tecnológica nas análises, julgamentos, seleção e acompanhamento de pedidos de projetos de pesquisa e de formação de recursos humanos.

Os pedidos de PQ são julgados anualmente e a bolsa é destinada a pesquisadores que se destaquem entre seus pares, valorizando sua produção científica segundo critérios normativos, estabelecidos pelo CNPq, e específicos, pelos CAs.

As propostas de ARC, um apoio para realização no país de eventos como congressos, simpósios, seminários e ciclos de conferências relacionados à ciência, tecnologia e inovação, são julgadas duas vezes ao ano.

Já o julgamento de pedidos de bolsas no país e no exterior acontece três vezes ao ano.

Na terça-feira, dia 20, o Presidente do CNPq, Hernan Chaimovich, receberá todos os pesquisadores para um encontro.

Fonte: Coordenação de Comunicação Social do CNPq

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 395/2014, que institui a cobrança nos cursos de especialização e mestrado em universidades públicas, seria apreciada em plenário da Câmara dos Deputados, mas graças a esforços da deputada Alice Portugal (PCdoB-BA), a matéria teve a votação postergada.
Alice Portugal tem na luta pelo acesso à educação uma de suas principais bandeiras

Após articulação com parlamentares e entidades ligadas à educação superior, a deputada conseguiu impedir a votação da proposta na última quarta-feira (14). Para Alice, a matéria representa um retrocesso e uma desestruturação do Sistema Nacional de Pós-Graduação (SNPG). A PEC voltará para a pauta do plenário da Câmara na próxima quarta-feira (21).

“Travamos aqui na Casa uma batalha de grande dimensão. Por muito pouco, essa PEC foi aprovada pela Câmara. Tenho a compreensão de que nós não podemos permitir que a Constituição seja aberta para cobrança de nenhuma espécie em relação ao ensino público gratuito e de qualidade neste país”, afirmou Alice.
Por meio de nota, o Fórum Nacional de Pró-Reitores de Pós-Graduação e Pesquisa (FOPROP) externou imensa preocupação com a possibilidade de votação da matéria.
Atendendo a uma solicitação da deputada Alice, a Comissão de Educação da Câmara realizará um debate, na próxima quarta, sobre a PEC 395, com a presença do autor da matéria, deputado Alex Canziani, e representantes da Capes/Mec, Andifes e ANPG.

Fonte: PCdoB na Câmara

Todos manifestaram preocupação com as consequências da redução dos investimentos do setor na economia brasileira

O corte de incentivos fiscais contido na Medida Provisória (MP) 694/15, em análise pelo Congresso, foi um dos principais assuntos do seminário promovido nesta quinta-feira (15) pela Frente Parlamentar de Ciência, Tecnologia, Pesquisa e Inovação da Câmara dos Deputados.

O seminário debateu o papel do setor em meio à crise econômica que o País atravessa e teve a participação do ministro da Ciência e Tecnologia, Celso Pansera, de especialistas e de representantes de entidades de pesquisa e da indústria.

Todos manifestaram preocupação com as consequências da redução dos investimentos do setor na economia brasileira.

Além da MP, os debatedores discutiram a possibilidade de cortes no orçamento do setor para o ano que vem e medidas legislativas que podem permitir maior participação da iniciativa privada nas pesquisas e inovações tecnológicas – como o Projeto de Lei 2177/11, que institui o Código Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, aprovado em julho pela Câmara e atualmente em tramitação no Senado.

Para o presidente da frente parlamentar, deputado Izalci (PSDB-DF), a área de pesquisa tecnológica e inovação tem papel importante na retomada do crescimento. “Precisamos encontrar uma saída para a crise e essa saída certamente tem a tecnologia e a inovação como aliadas importantes”, disse.

Ajuste fiscal
A MP foi enviada pelo governo ao Congresso no início de outubro e reduz benefícios fiscais da Lei do Bem (11.196/05) com o objetivo de aumentar a arrecadação no ano que vem.

O texto suspende, para o ano de 2016, vários benefícios concedidos às empresas de inovação tecnológica:
– o incentivo fiscal que permitia abater da base de cálculo da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) investimentos em pesquisa e inovação tecnológica;
– a possibilidade de abater do lucro líquido até 2,5 vezes os gastos com projetos de pesquisa feitos em parceria com entidades públicas (como as universidades estaduais e federais) ou privadas sem fins lucrativos; e
– a possibilidade de dedução de até 160% do valor gasto com pesquisa no cálculo do lucro real e da CSLL.

De acordo com o governo, a MP 694 permitirá um aumento de arrecadação de quase R$ 10 bilhões no ano que vem, valor que deverá ser incorporado pela proposta orçamentária de 2016, em tramitação na Comissão Mista de Orçamento.

Prejuízo à indústria
O presidente da Associação Brasileira das Instituições de Pesquisa Tecnológica e Inovação (Abipti), Júlio Cézar Martorano, disse que o fim dos incentivos fiscais representa um prejuízo grande para a economia a longo prazo. “A medida traz incerteza para as indústrias. Quando não há projetos para desenvolver, há uma evasão de pesquisadores. Interromper projetos em andamento é um prejuízo para o País”, disse.

Argumento parecido foi usado pela diretora da Inovação da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Gianna Sagazio. Segundo ela, as empresas que usaram os benefícios fiscais da chamada Lei do Bem ampliaram em 86% os investimentos em tecnologia, comparado com as que não usaram os benefícios.

“Inovação não é investimento a curto prazo. É a longo prazo. Quem investe precisa de ambiente jurídico”, disse Gianna Sagazio.

Incerteza
O clima de insegurança para investimentos na área, principalmente os privados, também foi apontado pela presidente do Conselho Nacional de Secretários Estaduais para Assuntos de Tecnologia e Informação (Consecti), Francilene Garcia, como um fator de preocupação.

“É preciso uma política de Estado menos incerta, mais perene. Não estamos falando só em incentivos fiscais, mas em política que melhore o processo de transferência de tecnologia”, disse.

Francilene Garcia defendeu investimentos privados em pesquisa e inovação, até mesmo de capital estrangeiro. “A inovação envolve a presença de capital internacional. Existem fundos de investimento”, disse.

Fonte: Agência Câmara

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A Semana Nacional de Ciência e Tecnologia – SNCT 2015 acontece de 19 a 25 de outubro. O tema atual é “Luz, Ciência e Vida”, baseado na decisão da Assembleia Geral das Nações Unidas, que proclamou 2015 como Ano Internacional da Luz, com objetivo de celebrar a luz como matéria da ciência e do desenvolvimento tecnológico.

Sob a coordenação do MCTI, a Semana é realizada anualmente por meio do Departamento de Difusão e Popularização da Ciência e Tecnologia (DEPDI/SECIS) e tem como objetivo de aproximar a Ciência e Tecnologia da população. A SNCT também conta com a colaboração de secretarias estaduais e municipais, agências de fomento, espaços científico-culturais, instituições de ensino e pesquisa, sociedades científicas, escolas, órgãos governamentais, empresas de base tecnológica e entidades da sociedade civil.

O Ano Internacional da Luz é uma iniciativa mundial que vai destacar a importância da luz e das tecnologias ópticas na vida dos cidadãos, assim como no futuro e no desenvolvimento das sociedades de todo o mundo.

A SNCT promove diversos eventos que congregam centenas de instituições a fim de realizarem atividades de divulgação científica em linguagem acessível à população brasileira através de meios inovadores que estimulam a curiosidade e motivem a população a discutir as implicações sociais da Ciência.

Qualquer pessoa pode participar e todos os eventos são gratuitos. No site do evento é possível encontrar os contatos locais de cada estado, bem como o coordenador regional, além de poder solicitar material de divulgação.

Para mais informações, confira o site: http://semanact.mcti.gov.br/web/guest

Da redação

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Documentário produzido de forma independente conta a história do comandante negro da Guerrilha do Araguaia; plataforma virtual usada para arrecadar recursos será o Catarse

Os diretores do documentário “Osvaldão” — Ana Petta, Vandré Fernandes, Fábio Bardella e Andre Michiles — lançaram nesta segunda-feira, 5 de outubro, um financiamento coletivo via internet para coletar dinheiro e levar o filme a sete estados brasileiros. O objetivo é que o longa-metragem chegue aos cinemas de Porto Alegre (RS), São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Belo Horizonte (MG), Salvador (BA), Recife (PE) e Fortaleza (CE). A expectativa é que a primeira exibição seja realizada na capital paulista em novembro, mês da Consciência Negra.

A plataforma escolhida para a arrecadação do recurso foi o Catarse, um dos principais sites que gerenciam financiamentos desse tipo na rede. O endereço para contribuir é osvaldao.catarse.me. São sete campanhas simultâneas. A meta é conseguir R$ 10.458 para cada cidade, o que poderá garantir que o filme seja lançado e entre em cartaz no circuito comercial destas capitais.

“Nós pedimos a contribuição financeira de todos os que gostariam de levar o Osvaldão para os cinemas do Brasil. Desejamos que, por meio da tela de cinema, a juventude e o nosso país possam conhecer a história de um brasileiro que lutou bravamente pela nossa democracia”, explica a diretora Ana Petta.

SOBRE OSVALDÃO

Negro, porte de atleta e campeão de boxe, Osvaldo Orlando da Costa foi um dos principais comandantes da Guerrilha do Araguaia, movimento de resistência à ditadura militar entre fins da década de 1960 e meados de 1970. Foi temido pelos militares e querido pelos nativos. Seu nome virou lenda na região. Por sua habilidade, moradores contam mitos: dizem que Osvaldão desviava de bala e se transformava em pedra e cupinzeiro.

O longa-documentário busca essa história. Os diretores foram recebidos por familiares em Passa Quatro (MG), sua cidade natal, e por amigos na capital fluminense, onde estudou. Depoimentos de militantes, mateiros e militares contam sobre o seu ingresso, trajetória e liderança na guerrilha. O filme traz ainda raras e exclusivas imagens de Osvaldão em Praga, antiga Tchecoslováquia, durante uma excursão de estudantes, antes dele se tornar um guerrilheiro.

SOBRE O DOCUMENTÁRIO

“Osvaldão” é uma produção independente que levou dois anos para ser realizada. Após os processos de pesquisa, filmagem, montagem e finalização, com gravações no Rio de Janeiro, Pará, Tocantins e Minas Gerais, o filme foi lançado na Mostra de Cinema de São Paulo de 2014.

O músico Criolo faz participação especial e empresta a sua voz a Osvaldão. Outros artistas como Leci BrandãoAntônio PitangaFlávio Renegado Fernando Szegeri também participam narrando pequenos trechos.

A realização do documentário é da Fundação Mauricio Grabois, Clementina Filmes e Estrangeira Filmes.

COLETIVO GAMELEIRA

O Coletivo cinematográfico Gameleira, responsável pela produção do filme “Osvaldão”, é formado por diretores e produtores apaixonados pelo Brasil e interessados em desenvolver um cinema colaborativo construído com arte, política e memória. Integram o grupo Ana Petta (“Repare Bem”), Andre Michiles (“Através”), Fábio Bardella (“Através”) e Vandré Fernandes (“Camponeses do Araguaia”).

Da redação

O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) investirá um total de R$ 2 milhões em projetos nas áreas de Ciências Humanas, Sociais e Sociais Aplicadas.
As propostas aprovadas terão o valor máximo de R$ 30 mil. Os recursos serão destinados ao financiamento de itens de custeio e capital.
A submissão dos projetos pode ser feita até o dia 11 de novembro de 2015 e os resultados devem ser divulgados a partir de dezembro deste ano.
Saiba mais: Chamada CNPq/ MCTI Nº 25/2015 Ciências Humanas, Sociais e Sociais Aplicadas
Fonte: Coordenação de Comunicação Social do CNPq

Acontece agora, e segue até as 16h45, as eleições para a nova direção da APG-UFSM. Este é o terceiro processo eleitoral desde a re-fundação da entidade, em abril de 2013. Nessas eleições, as votações serão feitas pelo Portal do Aluno, ou seja, não haverá urnas físicas.

Concorre à gestão 2015-2016 chapa única, batizada de Mobiliza APG, cuja composição é a seguinte:

  • Coordenação Geral

Iolanda Araujo Ferreira dos Santos – Doutorado em Extensão Rural
Jaíne Soares de Paula Vasconcellos – Mestrado em Medicina Veterinária
Mauren Buzzati – Mestrado em Extensão Rural

  • Secretaria de Finanças

Cláudia Balzan – Doutorado em Medicina Veterinária
Paulo César Vargas Luz – Doutorado em Engenharia Elétrica

  • Secretaria Administrativa

Alex Negrini – Mestrado em Agricultura e Ambiente (Campus de Frederico Westphalen)
Bruna Surdi Alves – Residência Multiprofissional Integrada em Saúde Mental no Sistema Público de Saúde
Gabriella Eldereti Machado – Pós-Graduação em Educação Ambiental
Márcia Yane Girolometto Ribeiro – Residência Multiprofissional Integrada em Sistema Público de Saúde
Rafael Bilhan Freitas – Mestrado em Geografia

Da redação com informações da APG UFSM

O objetivo é estimular a criação de mecanismos que facilitem o reconhecimento de diplomas de universidades da América Latina e Caribe. A UNESCO entende que este é um passo importante para incentivar a cooperação global, a internacionalização de currículos, a mobilidade acadêmica e a preparação profissional

Representantes dos governos e de universidades de 18 países da América Latina e Caribe reuniram-se em Brasília, nesta quinta e sexta-feira (8 e 9), para tratar da revalidação de diplomas de ensino superior na região. O objetivo é estimular a criação de mecanismos que facilitem o reconhecimento de diplomas no subcontinente.

A Reunião Ministerial de Alto Nível para o Reconhecimento de Estudos, Títulos e Diplomas na América Latina e Caribe é promovida pelo Instituto Internacional para a Educação Superior na América Latina e Caribe (IESALC), que pertence à Organização da ONU para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), com o apoio do Ministério da Educação do Brasil.

A ideia é construir um acordo para modernizar a atual convenção da UNESCO sobre o tema, com vistas à aprovação de uma convenção global no futuro.O reconhecimento de diplomas na América Latina e Caribe é feito hoje diretamente pelas universidades e por meio de acordos bilaterais. Desde 1974, a Convenção Regional sobre o Reconhecimento de Estudos, Títulos e Diplomas de Ensino Superior na América Latina e Caribe da UNESCO estabelece normas gerais sobre o tema. Apenas 11 países latino-americanos e caribenhos assinam a convenção — Argentina, Brasil e Chile não estão entre eles.

A UNESCO entende que a revalidação de diplomas é um passo importante para incentivar a cooperação global, a internacionalização de currículos, a mobilidade acadêmica e a preparação profissional, com reflexos na melhoria da qualidade do ensino, na democratização do acesso à universidade e na formação de recursos humanos.

De acordo com o Instituto de Estatísticas da UNESCO (UIS), o número de universitários da América Latina e Caribe estudando fora do respectivo país de origem cresceu 81% entre 2000 e 2012, passando de 112 mil para 203 mil. Do total de universitários latino-americanos e caribenhos matriculados no exterior, somente cerca de 15% frequentavam faculdades na região. Em todo o mundo, aproximadamente 4 milhões de universitários estavam matriculados fora do seu país de origem, em 2012. Quase metade deles (47%) concentravam-se em cinco destinos: Estados Unidos (18%), Reino Unido (11%), França (7%), Austrália (6%) e Alemanha (5%).

Fonte: ONU

Uma das chamadas publicadas no site do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCTI) nesta semana prevê R$ 2,5 milhões para propostas de divulgação científica sobre o tema luz, com foco no público infantil.

O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCTI) iniciou nesta semana o lançamento de uma série de editais para a área de difusão e educação científica. O apoio soma R$ 8,7 milhões para a realização de atividades diversas, como olimpíadas científicas, feiras e mostras. Uma das três chamadas disponibilizadas no site da agência destina R$ 2,5 milhões para propostas que contemplem iniciativas de divulgação científica em torno da temática em torno do Ano Internacional da Luz, proclamado pela Organização das Nações Unidas para 2015.

A expectativa é que os projetos e eventos promovam a divulgação científica junto à sociedade brasileira, em universidades, instituições de pesquisa e ensino, museus, centros de ciência, planetários e outros espaços científico-culturais, fundações, entidades científicas e instituições públicas ou privadas sem fins lucrativos, atuantes em Ciência, Tecnologia e Inovação.

De acordo com o diretor de Popularização e Difusão de Ciência e Tecnologia do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, Douglas Falcão, a ideia é estimular a realização de projetos tendo como público alvo crianças entre 4 e 10 anos de idade, com o objetivo de atrair o interesse da criançada pelo mundo científico desde cedo. “Estamos tentando focar desta vez um público que nem sempre é escolhido assim de uma maneira tão explícita. E essa faixa etária é fundamental. Estudos e pesquisa mostram que a divulgação e a interação com a ciência devem começar o mais cedo possível”, justifica Falcão.

Os projetos e eventos objeto do apoio poderão abranger as diversas áreas do conhecimento. As propostas aprovadas serão contratadas na modalidade de auxílio individual, em nome do coordenador/proponente. As propostas devem ser encaminhadas ao CNPq até o dia 19 de novembro, exclusivamente via internet, por intermédio do Formulário de Propostas Online, disponível na Plataforma Carlos Chagas.

A relação das propostas aprovadas com recursos financeiros da presente Chamada será divulgada na página eletrônica do CNPq, disponível no endereço da Internet, e publicada no Diário Oficial da União. Durante a fase de execução do projeto, toda e qualquer comunicação com o CNPq deverá ser feita por meio de correspondência eletrônica à Coordenação do Programa de Pesquisa em Ciências Humanas e Sociais, pelo endereço  [email protected].

Parceria público privada

O edital para os projetos de divulgação científica do Ano Internacional da Luz é fruto da cooperação com o Instituto Tim, responsável pela destinação total dos recursos. Falcão comemora a participação do setor empresarial nesse tipo de ação. “O ano de 2015 está sendo de muita contenção orçamentária e esse edital é realmente um marco para a divulgação da ciência no Brasil e para a nossa política atual, pois mostra que a iniciativa privada pode colaborar e existem mecanismos para isso. Estamos abrindo um novo caminho”, avalia.

Fonte: MCTI

Expectativa da presidente da SBPC é de que Pansera dê continuidade aos projetos traçados e em andamento

O novo ministro da pasta de Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I), Celso Pansera, quer manter um canal aberto de diálogo com a comunidade científica e reafirmou o compromisso de dar continuidade a todas as agendas em andamento no Ministério, a fim de “viabilizar um novo ciclo de desenvolvimento, baseado na competitividade do setor produtivo e na sustentabilidade”.

As afirmações de Pansera ocorreram na cerimônia de transmissão de cargos, realizada na tarde desta quinta-feira, 08, na sede do CNPq, em Brasília. Ele sucede na pasta Aldo Rebelo, que agora é o titular do Ministério da Defesa.

“Nossa agenda baseia-se no diálogo com a sociedade, parlamentares, governadores, partidos, movimentos sociais e com quem faz e produz ciência e tecnologia”, disse. “O nosso foco será estimular a ciência básica, a criação de novas tecnologias e processos, inovação e sua incorporação nos processos produtivos formando mais e melhores cientistas”, complementou.

O novo ministro destacou que na véspera havia conversado com a presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), a biomédica Helena Nader, presente à mesa da cerimônia, e disse que a intenção é ter uma relação transparente e de debates com a comunidade científica, de olho no bem comum.

“Meu grande desafio pessoal será manter a alma aberta, o coração tranquilo e o espírito amigo”, declarou.

Pansera reconheceu o fato de ter assumido o Ministério em um contexto de um esforço “consciente” da presidente Dilma para ampliar a articulação política entre o Executivo e o Legislativo.

“Sou uma pessoa que, por característica pessoal, gosta de conversar e dialogar. Acredito que minha trajetória tem coerência com a missão que agora tenho a honra de assumir no MCTI”, declarou, ao traçar um breve histórico sobre sua trajetória pública e profissional.

Desafios em tempos de crise

Pansera também mencionou os desafios do País para o enfrentamento da crise política e econômica. “O Brasil passa por um grande desafio econômico e político, desafios esses que trazem implicações diretas para área de ciência, tecnologia e inovação”, disse. “Por um lado, isso sinaliza a redução da disponibilidade de recursos em curto prazo. Por outro, cria oportunidades para revisar métodos e processos, e continuar apoiando a pesquisa e o desenvolvimento para aumentar as oportunidades, melhorias e inovação de produtos, processos e tecnologias que incrementem os setores produtivos, levando ao crescimento e desenvolvimento sustentável do País”, refletiu.

Em seu discurso de entrega do cargo a Pansera, Aldo Rebelo prontificou-se a apoiar a transição de seu sucessor, e afirmou estar convicto de que ele “conduzirá e liderará a pasta da Ciência, Tecnologia e Inovação correspondendo às mais elevadas expectativas do governo, da presidente Dilma, da sociedade brasileira, dos pesquisadores, dos cientistas e de toda a comunidade ligada à pesquisa, à ciência e ao esforço de inovação do nosso País”.

Projetos em andamento no MCTI

O ex-ministro aproveitou para falar de seu trabalho à frente da pasta de CT&I. Citou, por exemplo, os esforços para recompor o orçamento da pasta em um ano de forte ajuste fiscal; as medidas para recuperar os recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), a destinação de parte do Fundo Social do Pré-Sal, ainda não regulamentada, para ações de ciência, tecnologia e inovação. O ex-ministro explicitou que 50% da partilha ainda faltam ser distribuídos. E destacou a negociação de um empréstimo de US$ 2 bilhões do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para fomentar atividades do setor nos próximos anos.

Rebelo mencionou, ainda, a inclusão de três obras no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O Reator Multipropósito Brasileiro (RMB), o projeto Sirius e a mina de urânio das Indústrias Nucleares do Brasil (INB) em Caetité (BA). A intenção, segundo ele, é adicionar outras duas obras, ainda não definidas.

“Eu não concebo ciência, tecnologia e inovação distante de aceleração do crescimento. Como se acelera crescimento sem ciência, sem pesquisa?”, questionou.

Expectativa da comunidade científica

A presidente da SBPC falou com a imprensa após a cerimônia e disse que a expectativa da comunidade cientifica é de que o novo ministro dê continuidade aos projetos em andamento. “Tivemos uma reunião na quarta-feira (07), como ele mesmo mencionou, muito franca e aberta. Reforcei que a ciência e a tecnologia são áreas estruturantes para um país, assim como a educação”, disse.

Helena Nader mencionou ainda que, na conversa que teve com Pansera, ressaltou ser contra o ajuste fiscal nas áreas de CT&I, igualmente na de educação, considerando que essas representam o futuro, e o contingenciamento de recursos nessas áreas estratégicas para o desenvolvimento de qualquer nação aborta qualquer perspectiva futura para um país melhor.

“A sociedade civil não aguenta mais ter de recomeçar. É importante que a prioridade seja dada aos projetos em andamento e nos horizontes já traçados”, contou.

Nesse contexto, reforçou ao ministro a necessidade de executar os projetos estabelecidos no Livro Azul da 4ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação para o Desenvolvimento Sustentável e a Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação 2012-2015.

“Entendemos a troca de ministros, a presidente Dilma tem esse direito, porque foi eleita democraticamente, e nós, como sociedade civil, temos a obrigação de alertar que não dá mais para cada um ter uma grande ideia. É preciso ter um projeto nacional”, disse.

“A 4ª Conferência é um planejamento de 10 anos e, até agora, poucas coisas aconteceram. O novo ministro disse que vai dar segmento aos projetos já acordados com a presidente Dilma e isso nos deu uma certa tranquilidade”, disse.

Nader lembrou, ainda, que a SBPC colaborou com a criação do MCTI e disse que a comunidade científica se coloca a disposição de Pansera em tudo que for preciso para o bem do Brasil.

“Tenho certeza que haverá uma interlocução com o novo ministro e, assim, vamos poder caminhar para ter aquilo que sonhamos: uma ciência e tecnologia fortes que produzam e tragam impacto na inovação”, declarou.

Outras propostas da SBPC e ABC

Com posicionamento semelhante, o presidente da Academia Brasileira de Ciências (ABC), Jacob Palis, que também participou da cerimônia, demonstrou otimismo com o diálogo traçado com o novo ministro. “A expectativa é muito boa, porque as propostas da ABC e SBPC foram bem acolhidas e as ações estão sendo tomadas nessa direção; e este momento pode e deve ser um novo horizonte para ciência, tecnologia e inovação do País”, declarou.

Dentre uma lista significativa de propostas apresentadas a Pansera, Palis citou, por exemplo, a que defende o carimbo de uma parte dos recursos da extração do petróleo da camada pré-sal para CT&I; o descontingenciamento dos recursos dos fundos setoriais; e a abertura de empréstimos internacionais para ações de ciência, tecnologia e inovação.

“Esperamos que o conjunto de ações apresentadas coloque o Brasil em um novo patamar, no caminho de termos 2% do PIB investidos nessa área. Em tempos difíceis, como o atual, a melhor solução é investir em ciência, tecnologia e inovação, assim como já aconteceu em nações mais avançadas”, aconselhou.

O presidente da ABC comentou também que a troca de mais um ministro na pasta de CT&I não preocupa. “Creio que eles (Rebelo e Pansera) encontraram os caminhos. Acho que eles estão se entendendo muito bem e não vejo dificuldade nisso”, finalizou.

Fonte: Viviane Monteiro/ Jornal da Ciência