Category

Notícias

Category

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, disse hoje (7) em discurso na cerimônia de transmissão de cargo, que ocorreu no Ministério da Educação (MEC), que o Plano Nacional de Educação (PNE) será a bússola de sua gestão.

Brasília - O novo ministro da Educação, Aloizio Mercadante, assume a pasta e recebe o cargo de seu antecessor Renato Janine Ribeiro ( Marcelo Camargo/Agência Brasil)
O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, disse que, em um contexto de crise, o MEC deverá fazer mais com menosMarcelo Camargo/Agência Brasil

Mercadante disse que, em um contexto de crise, a pasta deverá fazer mais com menos. “As crises são momentos muito importantes e não podem ser desperdiçadas. Teremos que fazer mais com menos. Estamos convocados a ter mais gestão, mais criatividade e mais eficiência”, disse.

O PNE estalece 20 metas, da pré-escola a pós-graduação, para serem cumpridas até 2024. Entre as metas está a destinação de 10% do Produto Internto Bruto (PIB) para a educação. Para isso, Mercadante convocou a ajuda do Congresso Nacional, no âmbito da União, e das Assembleias Legislativas e Câmaras dos Vereadores, no estados e municípios, responsáveis pela aprovação dos orçamentos e pela destinação de mais recursos para a educação.

Segundo o ministro, para atingir as metas do PNE será necessário a colaboração dos três entes, União, estados e municípios. No que diz respeito ao financiamento, mesmo com os recursos do Fundo Social e com os royalties do pré-sal que deverão, por lei, ser destinados ao setor, a meta não será atingida “sem planejamento e interlocução entre os gestores públicos e aqueles que militam na área”.

Mercadante, que foi ministro da pasta de 2012 a 2014, foi empossado pela presidenta Dilma Rousseff na segunda-feira (5) e hoje recebeu simbolicamente a pasta do ex-ministro Renato Janine Ribeiro. Ele disse que a atual equipe do MEC será fundamentalmente mantida e que “trouxe uma pequena equipe da Casa Civil”.

No discurso, foi do ensino infantil à pós-graduação, citando dados e prometendo a revisão de programas. No próximo ano, no ensino básico, mais de 700 mil crianças de 4 e 5 anos deverão ser incluídas obritatoriamente na pré-escola. A determinação está em lei. O novo ministro prometeu acelerar a construção de creches com módulos “mais rápidos e mais baratos”. Segundo ele, a partir de amanhã (8), um mutirão visitará municípios para que eles façam a adesão a essas obras.

Mercadante também disse que discutirá a possibilidade de professores e demais trabalhadores em educação não receberem por dias parados em greves. “A sociedade paga imposto e o serviço não é prestado. Temos que lutar pelo direito de greve, mas é preciso uma discussão transparente no Brasil”. Na graduação prometeu ampliar a assistência estudantil e aumentar a destinação dos recursos no próximo ano. Mercadante garantiu que manterá o cronograma daBase Nacional Comum Curricular e o programa para formação de diretores.

O ex-ministro Janine, em seu discurso, feito antes do de Mercadante, ressaltou as ações durante os meses que esteve à frente da pasta, destacando o contexto de crise que limitou a sua atuação, mas que possibilitou aprimoramentos na gestão. Assim como quando recebeu a pasta, defendeu que o ensino básico, que vai do infantil ao ensino médio, deve ser o principal foco do MEC.

Janine pediu a Mercadante que desse continuidade a um projeto para levar ética à educação. Entre as medidas propostas estão cartilhas contra corrupção para as crianças (ilustradas pelo cartunista Mauricio de Sousa), material esclarecendo o plágio nas pesquisas e um curso de ética feito em parceria com o Serviço Social da Indústria (Sesi) e com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Mercadante disse que isso será feito e pediu a ajuda de Janine fora do ministério.

A cerimônia teve a presença dos presidentes das autarquias da pasta, de secretários do MEC, representantes de entidades educacionais, parlamentares e gestores. Estava presente também o ex-ministro da Educação Henrique Paim, que foi secretário executivo na última gestão de Mercadante.

Fonte: EBC/Agência Brasil

De acordo com uma pesquisadora que não quis se identificar, alguns bolsitas já foram expulsos das casas onde moram por não conseguirem pagar o aluguel em dias(Divulgação )
Ao todo, segundo os manifestantes, seis mil pesquisadores estão sendo prejudicados com o atraso, alguns desenvolvem suas pesquisas em outros estados do Brasil
Na tarde desta quinta-feira (8), 15 bolsistas da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) fizeram um protesto em frente da sede da instituição, localizada na rua Sobradinho, 100, bairro Flores, Zona Centro-Sul, para o pagamento da bolsa atrasada do mês de setembro. Ao todo, segundo os manifestantes, seis mil pesquisadores estão sendo prejudicados com o atraso, alguns desenvolvem suas pesquisas em outros estados do Brasil.
“Não pagaram nenhum das bolsas, nem de PIBIC (Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica), de mestrado, de doutorado, de graduação… Dessa vez era para termos recebido no último dia útil de setembro. A Fapeam nós deu o prazo de cinco dias para pagar, mas não pagaram. Sempre dão um prazo e não pagam, dão outro e também não pagam. Essa é a terceira vez nesse ano que atrasam a bolsa”, disse Natália Wagner, 24, bolsista de mestrado.
De acordo com uma pesquisadora que não quis se identificar, alguns bolsitas já foram expulsos das casas onde moram por não conseguirem pagar o aluguel em dia.
“Nós vivemos somente da bolsa, então está complicado. Há bolsistas morando em outros Estados e estão precisando desse repasse, tanto a Sefaz (Secretaria de Estado da Fazenda), quanto a Fapeam e a Seplan (Secretaria de Estado de Planejamento) dão  informações vagas. Ficam nós dando prazos e não cumprem nada”, declarou Celso Torres, bolsita de doutorado.
Posicionamento em breve
A reunião na sede da Fapeam foi com o diretor administrativo-financeiro da instituição, André de Santa Maria Bindá, que garantiu que terá em breve um pronunciamento oficial e repassará aos bolsistas.
“O que posso garantir é que vocês terão um pronunciamento oficial do Thomaz Nogueira (secretário da Seplan) e do Afonso Lobo (titular da Secretaria da Fazenda – Sefaz). Eles vão se pronunciar ainda hoje. Essa foi a informação que meu chefe (René Levy Aguiar, presidente da Fapeam) me passou”, declaro Bindá, em áudio gravado pelos pesquisadores.
“Diante desse comunicado oficial, nós vamos passar um e-mail com a previsão da data de pagamento e o planejamento. O meu compromisso é receber a informação e repassá-la”, acrescentou.
Mais protesto
Após o protesto na Fapeam, os manifestantes seguiram para a sede da Seplan, localizada na rua Major Gabriel, 1.870, Praça 14 de Janeiro, Zona Centro-Sul. No local, o grupo foi atendido pelo chefe de Departamento de Administração e Finanças, Gilson Nogueira, o qual, segundo informações dos manifestantes, disse que a Fapeam tem total autonomia para estabelecer o seu orçamento.
“O que entendemos é que o problema está entre a Fapeam e a Sefaz porque a Fapeam não colocou como prioridade o pagamento dos bolsistas. Ligamos ontem (quarta-feira, 7) para a Sefaz e fomos informados que não havia nenhuma ordem de pagamento direcionada aos bolsistas”, declarou uma manifestante que não quis se identificar.
Crise financeira
Na quarta-feira (7), o secretário da Fazenda, Afonso Lobo, disse que o Estado passa por dificuldades financeiras por conta da crise.  “Como você bem sabe, nós estamos atravessando uma grave crise econômica. Nesse instante, 15 estados estão atrasando salários, nós aqui estamos com os salários em dias, mas, eventualmente, teremos atrasos de dias em alguns tipos de pagamentos por conta da frustração de receitas”.
Os manifestantes entraram com um processo no Ministério Público Estadual e na Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG).
A ANPG entrou em contato com a FAPEAM e com a SEFAZ e obteve a mesma informação, de que não há verba para ser repassada. Segundo o atendimento da Secretaria da Fazenda, o órgão só poderá, de fato, informar datas de pagamento a partir do dia 15. Foi enviado um ofício cobrando explicações e a resolução do impasse com urgência.
Fonte: A Crítica e ANPG

FB_IMG_1444395849230

A assembleia pública para refundação e posse da nova APG da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM) foi realizada às 18H desta segunda-feira (05). A cerimônia ocorreu no anfiteatro no centro da cidade e reuniu estudantes de diversos programas de Pós-Graduação da universidade.

“A UFVJM é uma grande universidade de importância regional e que apesar de ainda ter dificuldades estruturais possui programas de pós-graduação qualificados e em áreas estratégias. É muito importante nos organizar para garantia de mais qualidade e mais direitos para os pós graduandos ”, disse Tarcísio Tomás- Presidente eleito da APG UFVJM.

A assembleia contou com a presença de quase 50 estudantes de três áreas do conhecimento. fez importantes debates sobre a pós graduação no Brasil, Bolsas de pesquisa e direitos.

Conheça a nova diretoria:

Presidente: Tarcísio Tomás
Vice-presidente Diamantina: Margareti Ferreira
Vice – presidente Mucuri: Danne Ferreira
Sec Geral: Kamila Emanuelle
2º Secretária; Rafaela Silva
Tesoureiro geral: Samuel Dias
Relações Institucionais Diamantina: Richard Evangelista
Relações Institucionais Mucuri: Ediel Vieira
Diretoria de Cultura: Márcia Horta e Irma Pedro
Diretoria de comunicação: Tathiane Evangelista e Cristian de Souza
Diretoria de Assistencia Estudantil e profissional: Celina Ribeiro e Thamires Sabrina

Contato: [email protected]

Da redação

A Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) do Senado Federal rejeitou o projeto de lei (PLS 212/2015) que disciplina a profissão de cientista. Na prática, foi aprovado o parecer contrário a essa proposta, apresentado pela relatora Maria do Carmo Alves, após avaliar o posicionamento da comunidade científica.

A matéria ainda será analisada pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS) antes de ir ao Plenário da Casa. Conforme técnicos do Senado, a CAS poderá decidir se caberá ou não apresentar recurso ao Plenário, seja a favor ou contra o projeto de lei em discussão.

A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e a Academia Brasileira de Ciências (ABC) encaminharam carta à relatora do PL 212/2015 alertando sobre os equívocos que existem na proposta, de autoria do senador Acir Gurgacz.

“Apesar da intenção da proposição ser meritória, a aprovação desse projeto de lei irá impactar negativamente a ciência, tecnologia e inovação. Mesmo com o esforço de Vossa Excelência em aperfeiçoar o projeto original, por meio de emenda, o problema de fundo não foi alterado. Na verdade, não tem como ser alterado, pois é um equívoco querer criar uma profissão de cientista. Em nenhum país do mundo existe a profissão de cientista, porque praticar a ciência não é prerrogativa exclusiva de um segmento profissional”, destaca a carta da SBPC e ABC, assinada pelos seus respectivos presidentes, Helena Nader e Jacob Palis.

Fonte: Viviane Monteiro – Jornal da Ciência

O Departamento de Filosofia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), se negou a cumprir a resolução do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais e Humanas (IFCH), que orienta a adoção de cotas étnico-raciais em seu processo seletivo para a pós–graduação, segundo informações do Blog Negro Belchior, da Carta Capital. Ainda segundo o blog, o Departamento não ofertará vagas para cotistas em 2016,

Segundo Douglas Belchior, autor do blog, “há uma reação branco-conservadora que tenta limitar o desenvolvimento de pesquisas e dificulta, ou impede, a presença de pesquisadores e pesquisadoras negros e negras no espaço elitizado da pós-graduação das universidades públicas”.

Além disso, o blog cita o doutorando e ativista negro Teófilo Reis, que teria sofrido perseguição e haveria sido impedido de compor o quadro de pesquisadores do Departamento. O Núcleo de Consciência Negra – NCN, da Unicamp, publicou Nota de Repúdio, na qual se manifesta publicamente contra a atitude do Departamento de Filosofia. Além disso, Teófilo também publicou carta aberta, na qual afirma que as pesquisas do centro não contemplavam o único requisito de seu trabalho, que é a pesquisa de um tema que contribua para a luta anti-racista.

Leia a Nota de repúdio ao Departamento de Filosofia da UNICAMP

Carta aberta ao Departamento de Filosofia da UNICAMP

Com relação às acusações difundidas pelo estudante Teófilo Reis, o Departamento de Filosofia divulgou a seguinte nota oficial (Nota 1), em que nega a acusação de racismo. Com relação às cotas na pós-graduação, o Departamento também emitiu Nota 2, esclarecendo seu entendimento e curso de ação adotados.

Nota 1: À comunidade do IFCH

Em vista da circulação de informações imprecisas a propósito de seu funcionamento no âmbito da pós-graduação, o Departamento de Filosofia do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp vem a público esclarecer que respeita e observa todas as normas acadêmicas vigentes com relação à permanência ou desligamento de alunas e alunos de seu Programa de Pós-Graduação. Nos raros casos em que a aluna ou o aluno decide mudar de área e de linha de pesquisa, são-lhe oferecidas oportunidades para procurar orientação adequada para realizar essa transição de especialidade e para a reelaboração do projeto de pesquisa, respeitado o tempo máximo de integralização e as cláusulas de desempenho acadêmico estabelecidos pela legislação em vigor. É inclusive facultado à aluna e ao aluno em transição de especialidade o recurso a orientadores de outras disciplinas de conhecimento que não a Filosofia. Esses procedimentos são balizadores da nossa conduta em todos os casos envolvendo as alunas e os alunos do programa. E foram dotados também no caso do aluno Teófilo Reis.

Unicamp, 30 de setembro de 2015

Nota 2: Departamento de Filosofia do IFCH

“Em função do seu seu atual perfil étnico-racial, que hoje ultrapassa a porcentagem sugerida pela Congregação e pela Coordenadoria de Pós-Graduação (CPG) referente à reserva de vagas, o programa de Filosofia do IFCH comunica que adotará medidas para respeitar a decisão destes colegiados quando for necessário.

Resultado da consulta feita aos alunos do programa (99 respostas):
Preto: 4,2%
Pardo: 22,1%
Indígena: 1,1%
Branco: 67,4%
Não declarado: 5,3%”

Da redação

Foi divulgada ontem (6) as regras da venda da meia-entrada para estudantes e jovens de baixa renda em espetáculos culturais e esportivos. O decreto, publicado no Diário Oficial da União (DOU), regulamenta a lei de dezembro de 2013 e assegura o benefício em 40% do total de ingressos para venda ao público geral. A lei passa a vigorar em dezembro.

Para ter direito ao benefício, os estudantes precisam apresentar a CIE – Carteira de Identificação Estudantil, emitida pela ANPG, UNE, UBES, pelos diretórios centrais dos estudantes (DCEs) e diretórios acadêmicos. Em 2001, um projeto de lei do governo determinou que qualquer forma de identificação estudantil valeria para que qualquer pessoa conseguisse pagar metade do preço dos ingressos, o que fez com que aumentasse o número de carteirinhas falsificadas e entidades estudantis de fachada. Com a emissão restrita às entidades e DCEs, as chances de falsificação são menores.

Já os jovens de baixa renda deverão fazer a Identidade Jovem, documento a ser emitido pela Secretaria Nacional da Juventude, que ainda precisa regulamentar como será o processo e tem até 31 de março de 2016 para isso. Além disso, tais jovens terão direito à passagem de ônibus de graça em viagens interestaduais, sendo que, a cada veículo, dois lugares podem ser reservados para tal fim. Serão contempladas pessoas com idade entre 15 e 29 que tenham renda familiar de até dois salários mínimos.

O benefício da meia-entrada se estende, também, pessoas com deficiência que recebem benefícios assistências do governo federal e aposentados do INSS por conta de deficiência.

Segundo o decreto, estabelecimentos comerciais e culturais devem disponibilizar em local visível as informações atualizadas sobre o número total de ingressos e a quantidade disponível para venda pela metade do preço. Caso as informações não sejam disponibilizadas, quem tem direito poderá exigir pagar metade, mesmo que os 40% tenham acabado. Além disso, a regra vale para toda categoria de ingresso, inclusive camarotes e áreas especiais, mas não se aplica a serviços adicionais que podem ser oferecidos nesses locais.

Com a regularização da lei da meia-entrada, que limita a 40% a venda de ingressos aos estudantes, gradualmente os valores dos ingressos devem diminuir de preço, uma vez que a falta de regularização desse tipo de ingresso, e a premissa de que qualquer pessoa conseguiria comprar meia-entrada, mesmo não sendo estudante, fez com que os preços subissem consideravelmente nos últimos anos.

Concordando, em entrevista ao Jornal Nacional (Globo), o produtor cultural Rodrigo Amaral afirmou que a definição de uma cota para meia-entrada pode vir a reduzir o preço dos ingressos. “Você tendo um limite de 40% para estudante, você vai conseguir mensurar o limite de ingresso inteiro também. E vai adequar a sua planilha com os anseios que você deseja chegar pro seu evento (sic)“, diz.

Confira a íntegra da Lei da Meia-Entrada aqui

Matéria relacionada: Comissão de Educação rejeita PL que altera Lei da Meia Entrada

Não se esqueça de garantir sua Meia-Entrada Estudantil!

Da redação

povo sem medo

A Frente Nacional de Mobilização Povo Sem Medo, que reúne representantes dos movimentos sociais e estudantil, será lançada nesta quinta-feira (08), às 19h, no Centro Trasmontano (Rua Tabatinguera, 294), em São Paulo.

Segundo o manifesto do Povo Sem Medo, esta Frente nasce em um momento de grandes embates e com a responsabilidade de fazer avançar caminhos populares para nossa encruzilhada. “Sabemos que para isso será preciso independência política, firmeza de princípios, defesa de um programa de transformações e foco em amplas mobilizações.”

O o evento contará com a leitura do manifesto na íntegra e falas das entidades que assinam a carta. Além disso, também será transmitido um vídeo da Frente com o histórico de mobilizações das entidades.

A próxima mobilização está agendada para o dia 8 de novembro, com o mote “o povo não pode pagar pela crise”. O local ainda não está definido.

Leia na íntegra o Manifesto POVO SEM MEDO

Da redação

Instituições estaduais têm receita atrelada a 9,57% do ICMS, imposto cuja arrecadação deve cair em decorrência da crise
A previsão de repasses para as três universidades paulistas – USP, Unicamp e UNESP – caiu no orçamento de 2016, em comparação com a previsão proposta no orçamento de 2015. Levando em consideração valores atualizados pela inflação do período, a diminuição chega a cerca de R$ 400 milhões em 2016.
Veja o texto na íntegra: O Estado de S. Paulo

O presidente do CNPq, Hernan Chaimovich, participou de debate durante o seminário Agenda Estratégica para o Brasil, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea)

O presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCTI), Hernan Chaimovich, participou de debate durante o seminário Agenda Estratégica para o Brasil, na sede do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em Brasília.

Chaimovich afirmou que a saída para a crise é investir em ciência, em tecnologia e inovação. “Essencialmente todos os grandes avanços tecnológicos e científicos surgiram após uma crise econômica”, disse, nesta quinta feira (1º).

Para ele, integrar a universidade brasileira ao sistema de produção tecnológica é uma das soluções para desenvolver o País. “Esta é uma preocupação que tem que ser incluída na visão do empreendedorismo. Porque não tem empreendedorismo que mude as coisas sem ciência e tecnologia”, defendeu.

A diretora-ajunta de Estudos e Políticas Setoriais de Inovação, regulação e Infraestrutura do Ipea, Flávia de Holanda Schmidt Squeff, apresentou pontos de um documento elaborado pelo Instituto, abordando desde as políticas recentes de inovação até diretrizes e propostas para uma nova agenda que aumente a capacidade de inovar da economia brasileira. Participaram, ainda, o diretor-geral do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), Carlos Américo Pacheco, e o professor da Faculdade de Direito da Fundação Getulio Vargas do Rio de Janeiro (FGV-RJ) Daniel Vargas.

O seminário faz parte das comemorações pelo aniversário do Ipea e tem como objetivo iniciar um diálogo com parlamentares, autoridades governamentais, especialistas e lideranças da sociedade civil em torno dos desafios e das propostas para a formulação de uma nova estratégia de desenvolvimento para o Brasil.

O evento está dividido em oito sessões que discutem temas estratégicos para o desenvolvimento nacional – equilíbrio fiscal, proteção social, inserção internacional brasileira em tempos de crise, inovação e produtividade, gestão de projetos de infraestrutura, capacidades estatais e relações Estado-sociedade, e desenvolvimento territorial e sustentabilidade ambiental.

Essa agenda tem como finalidade pensar o Brasil em médio prazo, e incluirá uma série de pesquisas chamadas de Radiografia do Brasil Contemporâneo. A intenção é avaliar a construção de linhas de pobreza multidimensionais.

Fonte: CNPq