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Instituições estaduais têm receita atrelada a 9,57% do ICMS, imposto cuja arrecadação deve cair em decorrência da crise
A previsão de repasses para as três universidades paulistas – USP, Unicamp e UNESP – caiu no orçamento de 2016, em comparação com a previsão proposta no orçamento de 2015. Levando em consideração valores atualizados pela inflação do período, a diminuição chega a cerca de R$ 400 milhões em 2016.
Veja o texto na íntegra: O Estado de S. Paulo

O presidente do CNPq, Hernan Chaimovich, participou de debate durante o seminário Agenda Estratégica para o Brasil, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea)

O presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCTI), Hernan Chaimovich, participou de debate durante o seminário Agenda Estratégica para o Brasil, na sede do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em Brasília.

Chaimovich afirmou que a saída para a crise é investir em ciência, em tecnologia e inovação. “Essencialmente todos os grandes avanços tecnológicos e científicos surgiram após uma crise econômica”, disse, nesta quinta feira (1º).

Para ele, integrar a universidade brasileira ao sistema de produção tecnológica é uma das soluções para desenvolver o País. “Esta é uma preocupação que tem que ser incluída na visão do empreendedorismo. Porque não tem empreendedorismo que mude as coisas sem ciência e tecnologia”, defendeu.

A diretora-ajunta de Estudos e Políticas Setoriais de Inovação, regulação e Infraestrutura do Ipea, Flávia de Holanda Schmidt Squeff, apresentou pontos de um documento elaborado pelo Instituto, abordando desde as políticas recentes de inovação até diretrizes e propostas para uma nova agenda que aumente a capacidade de inovar da economia brasileira. Participaram, ainda, o diretor-geral do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), Carlos Américo Pacheco, e o professor da Faculdade de Direito da Fundação Getulio Vargas do Rio de Janeiro (FGV-RJ) Daniel Vargas.

O seminário faz parte das comemorações pelo aniversário do Ipea e tem como objetivo iniciar um diálogo com parlamentares, autoridades governamentais, especialistas e lideranças da sociedade civil em torno dos desafios e das propostas para a formulação de uma nova estratégia de desenvolvimento para o Brasil.

O evento está dividido em oito sessões que discutem temas estratégicos para o desenvolvimento nacional – equilíbrio fiscal, proteção social, inserção internacional brasileira em tempos de crise, inovação e produtividade, gestão de projetos de infraestrutura, capacidades estatais e relações Estado-sociedade, e desenvolvimento territorial e sustentabilidade ambiental.

Essa agenda tem como finalidade pensar o Brasil em médio prazo, e incluirá uma série de pesquisas chamadas de Radiografia do Brasil Contemporâneo. A intenção é avaliar a construção de linhas de pobreza multidimensionais.

Fonte: CNPq

Vivemos em país cujo marco legal é baseado na garantia de Direitos Humanos, preconizados pela Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948). A Constituição Federal de 1988, em seu Artigo 3º, inciso IV, estabelece a promoção “do bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação” e define, ainda, no Artigo 205, a educação como “um direito de todos, garantindo o pleno desenvolvimento da pessoa, o exercício da cidadania e a qualificação para o trabalho”. É a partir destes preceitos fundamentais que iniciamos este manifesto.

Para efetivar esses direitos, o Brasil implementou uma série de políticas públicas com o objetivo de garantir a igualdade de direitos e o enfrentamento a todas as formas de desigualdade e de discriminação. Todas essas políticas são resultado das lutas e dos movimentos populares e democráticos, no Brasil e em todo o mundo. São, também, políticas inspiradas e orientadas por diversos documentos e tratados internacionais, como a Convenção Interamericana de Direitos Humanos (1969); a Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as Mulheres (1979); a Conferência Mundial sobre Educação para Todos (1990); o Tratado de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis e Responsabilidade Global (1992); a Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência contra a Mulher (1994); a Conferência Mundial sobre as Mulheres (1995); a Carta da Terra, divulgada em 2000 como Carta dos Povos; aConferênciaMundial contra o Racismo (2001); os Princípios sobre a aplicação da legislação internacional de direitos humanos em relação à orientação sexual e identidade de gênero (Princípios de Yogyakarta, 2006); a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, ratificada em 2008 como emenda constitucional no Brasil; e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (2015).

Desde a Constituição Cidadã de 1988, o Brasil seguiu avançando, sancionando leis que reforçam a garantia da liberdade e da igualdade de direitos, como o Estatuto da Criança e do Adolescente (1990), a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (1996), a Lei Maria da Penha (2006), a Política Nacional para a População em Situação de Rua (2009), o Estatuto da Igualdade Racial (2010), o Estatuto da Juventude (2013) e a Lei Brasileira de Inclusão (2015). Todos esses documentos legais tratam os Direitos Humanos não como valores abstratos, mas como parte de um projeto de sociedade, no qual a democracia se constrói com diálogo e participação social.

O compromisso com os marcos de Direitos Humanos levou o Brasil a criar e implementar ações, projetos e políticas públicas que buscam consolidar um salto civilizatório sem precedentes, tendo o Estado papel fundamental, e não somente os governos.O Poder Executivo, especialmente nos últimos treze anos, tem buscado transformar-se para dar conta das demandas dos povos historicamente excluídos dos espaços de status, prestígio e poder e dos processos de empoderamento, autonomia e voz. Deste modo, o atual desenho institucional do Governo Federal revela o compromisso do Mandato Democrático e Popular com a agenda política dos Movimentos Sociais.

No entanto, conforme chegou ao conhecimento público, o Ministério da Educação e, por consequência, o Governo Federal, sob pressão da onda conservadora  e da bancada fundamentalista da Câmara Federal,extinguiu o Comitê de Gênero, instituído pela Portaria 916/2015 (que atendia a expressas disposições políticas no âmbito do próprio governo), e instituiu um novo Comitê, denominado Comitê de Combate à Discriminação, conforme Diário Oficial de 21 de setembro de 2015,uma ação que mais uma vez busca invisibilizar e silenciar as discussões sobre gênero, orientação sexual, identidade de gênero, direitos sexuais e reprodutivos e sobre todos a famílias.

Destacamos que o Plano Plurianual do Governo Federal 2012-2016 adota como meta explícita “a ampliação de mecanismos de gênero nos órgãos do governo federal, com prioridade para os representados no Comitê de Articulação e Monitoramento do Plano Nacional de Políticas para as Mulheres”, cumprindo, assim, as resoluções da I, da II e da III Conferência Nacional de Política para as Mulheres que, sem dúvida, representaram  e representam as necessidades e os desejos de mais de 52% da população brasileira (Censo 2010, IBGE).

Todos os marcos políticos e legais já mencionados são enfáticos quanto à necessidade da eliminação do preconceito, das práticas discriminatórias, das desigualdades históricas, da intolerância e da violência, não apenas no ambiente educacional, mas a partir dele, o que traz implicações diretas ao currículo.Jogar estes temas para debaixo do tapete ou restringir sua abordagem no amiente educacional constitui uma negligência, um desrespeito, uma negação aos princípios que regem a educação brasileira, a Constituição Federal e os Direitos Humanos.A sociedade brasileira demanda dos(as) profissionais da educação uma atuação enfática na superação de todas as formas de discriminação e intolerância.

Pautadas(os) nestes argumentos apresentados acima, nós, participantes do Seminário Internacional Direitos Humanos e Desenvolvimento Inclusivo, expressamos nossa indignação com este retrocesso protagonizado pelo Ministério da Educação e afirmamos que não podemos nos curvar aos setores que querem acabar com a democracia, com a soberania nacional, e com os direitos conquistados pelos movimentos sociais que são, sem dúvida, avanços civilizatórios para toda a sociedade.Não aceitaremos nenhum direito a menos e nenhum retrocesso. Reivindicamos que a Presidência da República abra o diálogo e explique os motivos da extinção do Comitê de Gênero e como a igualdade de gênero será trabalhada no âmbito do Ministério da Educação.

É fundamental reconhecer que todo ser humano é singular, que constantemente nos diferenciamos e que as diferenças não devem ser usadas para classificar as pessoas, tomando como referência padrões preestabelecidos, fixos e inquestionáveis e que estão a serviço de grupos historicamente privilegiados e detentores do poder. É inadmissível que se atribua valor e importância diferentes a cada um e cada uma, de acordo com seu gênero, raça, etnia, religião, orientação sexual, identidade de gênero, deficiência, origem, idade ou qualquer outra característica.Nenhuma pessoa nasce com preconceito ou com o desejo de controlar a vida do(a) outro(a). Sãopensamentos e comportamentos que podem se transformar em atos violentos no futuro e que são aprendidos, construídos e mantidos ao longo da vida. Não podemos ser coniventes com isso.

Temos compromisso com a educação crítica, emancipatória e cidadã, com a educação em Direitos Humanos, com a educação para a igualdade de gênero, com a educação efetivamente inclusiva. Nesse sentido, este manifesto busca reforçar que todos nós estamos comprometidos(as) a colaborar para que os avanços conquistados sejam mantidos, para combater retrocessos e para fortalecer as ações do Ministério da Educação e de todos os Ministérios do Estado Brasileiro, lembrando que a garantia da dignidade humana e do respeito aos direitos fundamentais devem ser efetivados por absolutamente todas as pastas.

Todos e todas nós nos comprometemos a levar este manifesto aos nossos municípios, promover o debate em nossas comunidades e nos manifestarmos de forma enfática no sentido impedir retrocessos. QUEREMOS UMA PÁTRIA EFETIVAMENTE EDUCADORA E PARA TODOS E TODAS. ESTAMOS NA LUTA PARA AJUDAR A FORTALECER A DEMOCRACIA PORQUE NÃO EXISTE DEMOCRACIA QUANDO HÁ VIOLAÇÕES DE DIREITOS E QUANDO PESSOAS SÃO INVISIBILIZADAS, OPRIMIDAS, SILENCIADAS E DISCRIMINADAS.

Organizações da comunidade civil que compõem o CONJUVE

ANPG

PL que altera a Lei prevê mudança na emissão de carteirinhas estudantis

Em 2013, a juventude e as entidades estudantis obtiveram uma grande conquista com a aprovação da lei 12.933, de 26 de dezembro do mesmo ano. A lei, conhecida como Lei da Meia Entrada,  trata sobre o benefício do pagamento de meia-entrada para estudantes, idosos, pessoas com deficiência e jovens de 15 a 29 anos comprovadamente carentes, em espetáculos artístico-culturais e esportivos.

Tal lei assegura aos estudantes o acesso a salas de cinema, cineclubes, teatros, espetáculos musicais e circenses e eventos educativos, esportivos, de lazer e de entretenimento, em todo o território nacional, promovidos por quaisquer entidades e realizados em estabelecimentos públicos ou particulares, mediante pagamento da metade do preço do ingresso efetivamente cobrado do público em geral.

Em 2014, indo contra a luta da juventude brasileira, o deputado Ademir Camillo (PROS/MG), lançou o Projeto de Lei 7726/14, que altera a Lei da Meia Entrada em seus parágrafos 2 e 4 do artigo 1º, e o parágrafo 2 do artigo 2º. As alterações propostas por Camilo ferem as proposições acerca dos órgãos emissores da Carteira de Identificação Estudantil (CIE). A lei atual propõe que as CIE só podem ser emitidas pela Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG), União Nacional dos Estudantes (UNE), União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), pelas entidades estaduais e municipais filiadas àquelas, pelos Diretórios Centrais dos Estudantes (DCEs) e pelos Centros e Diretórios Acadêmicos (CAs e DAs).

Além disso, o parágrafo 4º, retira a obrigação da ANPG, UNE, UBES e entidades estudantis estaduais filiadas de disponibilizarem um banco de dados com o registro dos estudantes portadores da CIE, enquanto o parágrafo 2º do artigo 2º retira a obrigatoriedade de estabelecimentos que aceitam a meia entrada de disponibilizarem o relatório da venda de ingressos de cada evento às entidades estudantis nacionais e municipais. Na prática, a proposta do deputado buscava inviabilizar a meia-entrada para estudantes no Brasil.

Em 2001, um projeto de lei do governo determinou que qualquer forma de identificação estudantil valeria para que qualquer pessoa conseguisse pagar metade do preço dos ingressos, como queria o deputado Camilo. Dessa maneira, surgiram diversas organizações estudantis de fachada, além da falsificação de carteirinhas estudantis. As alterações da Lei da Meia Entrada de 2013 traria o mesmo problema, uma vez que a emissão dos documentos estudantis não seriam mais tão facilmente rastreáveis, além do aumento de preço das entradas, o que faria com que, na realidade, os estudantes não fossem totalmente contemplados com entradas mais baratas. A Lei da Meia Entrada que, de fato, contempla verdadeiros estudantes do Brasil, foi uma conquista da ANPG, UNE e UBES e ontem (30), a Comissão de Educação da Câmara dos Deputados aprovou o parecer da deputada Alice Portugal (PCdoB/BA), pela rejeição do PL de Camilo, que favorecia as falsificações e trazia retrocesso à conquista estudantil.

Confira na íntegra o texto da PL 7726/2014 e da Lei da Meia Entrada.

Garanta já sua Meia-Entrada!

Da redação

Reunião FUNCAP

Na manhã desta terça-feira (30), a presidenta da ANPG, Tamara Naiz, se reuniu com o presidente e diretor cientifico da FUNCAP, Francisco Cesar de Sá Barreto e  Luiz Drude de Lacerda, para falar dos atrasos nas bolsas concedidas pela Fundação. Além disso, a entidade representativa dos pós-graduandos pautou a liberação do vínculo empregatício concomitantemente às bolsas, licença maternidade para as pós-graduandas e a representação discente no Conselho Superior da FUNCAP.

Barreto disse que as bolsas que estavam em atraso já foram pagas; ele acredita que esse ano não devem haver mais problemas de atraso, mas há preocupação orçamentária sobre a verba de 2016. O presidente da FUNCAP defendeu que a liberação dos recursos para as bolsas deveriam ser pensadas na lógica de mensalidades, e portanto como uma verba liberada contemplando todos os meses do ano, e não na lógica da liberação da verba mês a mês, que é o que tem gerado os atrasos.

Sobre a licença maternidade pra as bolsistas FUNCAP, reivindicada pela ANPG, a Fundação se mostrou favorável e disse que vai abrir debate sobre o tema dentro da instituição.

Os representantes da FUNCAP acham justa a liberação do acúmulo entre vínculo empregatício e bolsas de pesquisa e disseram que este assunto já está sendo encaminhado: os procedimentos burocráticos estão sendo realizados.

Sobre a inclusão de um representante dos pós-graduandos em assento do Conselho Superior da FUNCAP, o presidente da instituição pediu para a ANPG oficializar o pedido junto  à Secretaria de Ciência e Tecnologia do Estado do Ceará e à FUNCAP.

“Foi um excelente bate-papo com o prof. Francisco, presidente da FUNCAP e prof. Drude, diretor científico da fundação. Falamos sobre os atrasos das bolsas estaduais, apresentei a campanha por mais direitos para os pós-graduandos e a realização do 40º CONAP”, disse Tamara.

Da redação

Reunidas hoje em Brasília, entidades que representam a Ciência, a Tecnologia e a Inovação no País, colocam-se em estado de vigília e alertam sobre o risco de instabilidade e descontinuidade das ações estruturantes em andamento

As instituições representativas do Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação constituídas pelos setores acadêmico, tecnológico, empresarial, sociedade civil organizada, bem como secretarias estaduais de ciência e tecnologia e fundações de amparo à pesquisa, reunidas hoje, em Brasília, declaram-se em estado de vigília pela preservação da agenda de ciência, tecnologia e inovação, que possibilite o desenvolvimento econômico e social com sustentabilidade, consistência, competitividade e capacidade de autodeterminação para toda a nação.

É imperativo que seja evitada a instabilidade e a descontinuidade das ações estruturantes em andamento e aquelas pactuadas com o governo federal, por intermédio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O Sistema não suporta mais alterações frequentes na gestão do Ministério, com repercussões em programas e políticas estratégicas.

Brasília, 30 de setembro de 2015

Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência  (SBPC)

Academia Brasileira de Ciências (ABC)

Associação Brasileira das Instituições de Pesquisa Tecnológica e Inovação (ABIPTI)

Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (ANPROTEC)

Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras (ANPEI)

Associação Brasileira dos Reitores das Universidades Estaduais e Municipais (ABRUEM)

Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (ANDIFES)

Associação Fórum Nacional de Gestores de Inovação e Transferência de Tecnologia (FORTEC)

Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (CONFAP)

Conselho Nacional de Secretários para Assuntos de Ciência, Tecnologia e Inovação (CONSECTI)

Fonte: Jornal da Ciência

As instituições representativas do Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, constituído pelos setores acadêmico, tecnológico, empresarial, sociedade civil organizada, bem como secretarias estaduais de ciência e tecnologia e fundações de amparo à pesquisa, em carta pública, alertam para os riscos de uma nova mudança na gestão do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. O ministro Aldo Rebelo deve trocar a pasta pelo Ministério da Defesa.

A provável mudança é tratada como certa nos bastidores políticos e faz parte da reforma ministerial que a presidente Dilma Rousseff anunciará nos próximos dias. O atual ministro da Defesa, Jaques Wagner, deve substituir Aloizio Mercadante na Casa Civil, que será deslocado para o Ministério da Educação.

“As instituições representativas do Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação declaram-se em estado de vigília pela preservação da agenda de ciência, tecnologia e inovação”, afirmam as oito instituições que assinam o manifesto. “É imperativo que seja evitada a instabilidade e a descontinuidade das ações estruturantes em andamento e aquelas pactuadas com o governo federal. O Sistema não suporta mais alterações frequentes na gestão do Ministério, com repercussões em programas e políticas estratégicas.”

Se confirmada, essa será a quinta troca no MCTI em menos de cinco anos. Ocuparam o cargo Aloizio Mercadante (janeiro de 2011 – janeiro de 2012), Marco Antonio Raupp (janeiro de 2012 – março de 2014), Clelio Campolina Diniz (março de 2014 – dezembro de 2014). Aldo Rebelo está na pasta desde janeiro deste ano. Há informações, não confirmadas, de que a pasta foi oferecida ao PSB, sigla que já comandou o ministério no governo Lula, mas há a possibilidade de o PMDB assumir o MCTI, já que a presidente prometeu mais espaço ao partido no Executivo.

Assinam a carta a Academia Brasileira de Ciências (ABC), a Associação Brasileira das Instituições de Pesquisa Tecnológica e Inovação (Abipti), a Associação Forum Nacional de Gestores de Inovação e Transferência de Tecnologia (Fortec), a Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec), a Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras (Anpei), o Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap), o Conselho Nacional de Secretários para Assuntos de Ciência, Tecnologia e Inovação (Consecti) e a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).

Veja a carta na íntegra aqui.
(Felipe Linhares, da Agência Gestão CT&I)

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) divulga nesta quarta-feira, 30, o edital nº 16/2015, referente ao programa Capes/Cofecub, com objetivo de selecionar projetos conjuntos de pesquisa e parcerias universitárias para fomentar o intercâmbio entre instituições de ensino superior (IES) e institutos ou centros de pesquisa e desenvolvimento públicos brasileiros e franceses e incentivar a formação de recursos humanos de alto nível nos dois países.

Serão selecionados até 20 projetos conjuntos de pesquisa para início das atividades a partir do ano de 2016 nas diversas áreas de conhecimento, que serão coordenados por um pesquisador brasileiro e por um pesquisador francês. Os projetos deverão conter planejamento de atividades em módulos anuais, considerando a duração máxima de financiamento de quatro anos.

Aqueles que cumprirem os requisitos descritos no edital deverão realizar a inscrição até o dia 30 de outubro, mediante preenchimento de formulário de inscrição disponível na página do programa. Ao formulário, deverão ser anexados documentos discriminados no documento. Serão financiados aos projetos selecionados missões de trabalho, missões de estudo e recurso de custeio.

Fonte: CAPES

A comissão especial que analisa o projeto (PL 7420/06) que cria a Lei de Responsabilidade Educacional realiza audiência pública hoje, atendendo solicitação do relator, deputado Bacelar (PTN-BA).

A lei é uma exigência do Plano Nacional de Educação (PNE – Lei 13.005/14), aprovado em 2014, e já deveria estar em vigor desde junho passado.

Convidados
– o diretor de Fiscalização da Educação e Cultura no Tribunal de Contas da União (TCU), Alípio Dias dos Santos Neto;
– a coordenadora-geral substituta de Auditoria da Área de Educação na Controladoria-Geral da União (CGU), Liliane de Paiva Nascimento; e
– o presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), Francisco Soares.

A audiência ocorrerá no plenário 15, partir das 14h30.

ÍNTEGRA DA PROPOSTA:

Fonte: Agência Câmara

Nós, estudantes brasileiros e brasileiras, estamos preocupados e apreensivos com a atual conjuntura política do nosso país. Participamos ativamente nos últimos anos da construção da agenda política progressista desse governo e reconhecemos os avanços.

Também no último período manifestamos apoio à manutenção do projeto político em curso no país, contudo, diante do atual cenário, que coloca no tabuleiro de xadrez o comando de pastas que asseguram a manutenção e os avanços conquistados, não podemos nos calar e deixar de manifestar indignação e preocupação com o futuro.

Estamos vivendo uma crise social, política e econômica mundial. No Brasil, movimentos de retrocesso e o avanço de forças conservadoras estão disputando e consolidando um projeto social que retrocede nas conquistas históricas dos direitos humanos, sociais e civis.

Colocar em negociação o comando de importantes pastas políticas, que são fundamentais para a sustentabilidade do Estado Democrático de Direito e para garantir direitos duramente conquistados pelo povo e pela classe trabalhadora, em nome da governabilidade nos deixa extremamente preocupados com a condução do projeto de país do atual governo. Entendemos que as alianças políticas são importantes e necessárias, mas a negociação dessas agendas deve ser responsável com a continuidade dos avanços alcançados. A troca de Ministros importantes sem a certeza do compromisso político com as pautas prioritárias para a consolidação dos direitos fundamentais trazidos na constituição cidadã de 1988, deve ser encarada como irresponsabilidade.

A Saúde não é mercadoria! A escolha de seu ministro deve levar em conta pessoas que tenham a defesa do sistema público, gratuito, integral e universal de saúde e que acreditem no fortalecimento do Sistema Único de Saúde, como forma de garantir este direito básico e de diminuir as desigualdades do país.

Consideramos que o atual Ministro da Saúde, Arthur Chioro, reconhecidamente militante histórico da saúde pública e ator da consolidação do SUS em nosso país, se enquadra nestes aspectos. No comando da pasta o Ministério aprofundou e implementou medidas importantes para o Sistema, tais como, a manutenção do programa +Médicos, o combate aos imenso índice de partos cesários no nosso país, a ampliação das bolsas de residência, a criação do cadastro nacional de especialistas, o aprofundamento do programa Farmácia Popular do Brasil, as políticas de equidades, entre tantas outras ações e programas.

Levamos em conta também que vivenciamos um momento ímpar de mobilização da Saúde, capitaneado pelo processo da 15ª Conferência Nacional de Saúde, e que é de suma importância que a escolha do Ministro deve levar em conta o respeito do mesmo pelo Controle Social e pelo Conselho Nacional de Saúde. O atual Ministro tem demonstrado o devido respeito pelos espaços de participação social na construção do SUS, tendo articulado o primeiro encontro em 70 anos do Conselho Nacional de Saúde com um chefe de Estado. Além de ter feito a defesa incansável das pautas que estão estagnando o desenvolvimento do sistema (subfinanciamento, o ajuste fiscal, os constantes ataques midiáticos e dos planos de saúde privados, etc).

Diante do exposto nós, estudantes, junto com a população brasileira e os movimentos sociais, os trabalhadores e os gestores que estão diretamente atrelados a essas agendas reivindicamos que o governo faça escolhas pelo avanço das conquistas, cumprindo assim o projeto que foi prometido a nação no ano de 2014. Essas escolhas perpassam pela não entrega de cargos sem dialogo com o povo e os movimentos sociais. Não vamos nos calar!

Fórum de Pós-Graduandos em Saúde da ANPG