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Manifestação dia 20/8

Manifestação em São Paulo no último dia 20/8 levou mais de 100 mil pessoas às ruas 

O dia 20 de agosto de 2015 já vinha sendo conclamado pelos movimentos sociais como o “Dia D”, de defesa da democracia e também da liberdade e dos direitos dos trabalhadores, da juventude e dos estudantes. No fim da tarde de quinta-feira, que entra para a história como uma das maiores manifestações realizadas nos últimos anos no Brasil, uma enorme massa popular e diversa tomou o Largo da Batata, na região oeste da capital paulista, para caminhar juntos por mais avanços e saídas populares para a crise.

O ato começou com um minuto de silêncio lembrando os 18 trabalhadores assassinados em Osasco e Barueri. Depois, mais de 100 mil pessoas marcharam quase 6 quilômetros do largo até ao Masp (Museu de Artes de São Paulo), na Avenida Paulista.

Ao som da bateria, com sorrisos nos rostos e pés firmes no chão, palavras de ordem contra a redução da idade penal e contra os cortes nas áreas da Educação e Ciência, Tecnologia e Inovação, os manifestantes tomaram a avenida Faria Lima, depois adentraram a Rebouças até chegar a uma das principais vias da cidade, a Avenida Paulista, ocupando as duas pistas. Representantes de diversos movimentos sociais, assim como as lideranças das entidades estudantis também participaram da marcha.

A presidenta da Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG), Tamara Naiz, observa que aconteceram mudanças significativas no país nos últimos anos, porém a entidade reconhece que é preciso avançar ainda mais. “Convocamos os pós-graduandos para participar do ato justamente para não retroceder, e conquistar mais direitos. E essas conquistas e reivindicações só se dão mesmo com mobilizações como essa”, concluiu.

A presidenta da UNE, Carina Vitral, disse que foi questionada diversas vezes onde estava os estudantes que não estavam na passeata do último dia 16. E foi veemente em responder: “não estavam!”

“A juventude e os estudantes têm lado e é do lado do avanço e não retrocesso. Não marchamos com quem pede intervenção militar e sabemos que nossos direitos só avançam se houver democracia. Também devemos lembrar que o governo federal precisa estar mais conectado com o povo, poupando a educação para não prejudicar o acesso da juventude à educação”, afirmou.

Um dia depois da aprovação da redução da maioridade penal na Câmara dos Deputados, a presidenta da UBES, Bárbara Melo, rechaçou a nova jogada do presidente da Câmara, Eduardo Cunha.

“Precisamos de reformas estruturantes para aprofundar a nossa democracia. Estamos defendendo a democracia porque sabemos que em uma ditadura não poderíamos estar aqui, dando a nossa opinião. O filho do rico nunca é preso, o filho do pobre é exterminado na favela, como aconteceu em Osasco e como acontece todos os dias nas favelas. Os ricos devem pagar pela crise, não nós, que construímos esse Brasil todos os dias”, afirmou

Já a presidenta da UEE-SP, Flavia Oliveira, lembra que a defesa da democracia, além de assegurar a participação popular na escolha dos representantes, inclui as reformas estruturais, que diminuem a desigualdade no país. “Que a educação não entre no ajuste fiscal, e sim a taxação das grandes fortunas”, disse.

Bloco do Povo

O coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos, iniciou o ato destacando a unidade dos movimentos e a ida do “bloco do povo” para as ruas.

“Estamos aqui para rechaçar a indignação seletiva conservadora, que condena corrupção, porém se alia ao Eduardo Cunha e os ‘panelaços’ que não se comovem com as chacinas da semana passada em Osasco e Barueri. Estamos de forma clara contra as saídas à direita e qualquer saída de ajuste fiscal e de política que prejudiquem os trabalhadores. Hoje o bloco do povo entrou em campo e quer colocar de forma clara a agenda dos de baixo contra a agenda dos de cima. Não vamos sair das ruas enquanto a agenda popular não for ouvida nesses pais.”, afirmou.

Já o presidente nacional da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vagner Freitas, lembrou que a mensagem da manifestação deve ser de defesa as democracia, de construção e crescimento. “Precisamos da agenda popular, do trabalhador, que vai sustentar um governo democrático e não uma política voltada ao mercado, aos bancos, que não possuem compromisso com o povo”, declarou.

José Genivaldo da Silva, dirigente da Federação Única dos Petroleiros (FUP), defendeu o pré sal e seus investimentos sociais, e também foi duro contra as pautas conservadoras, homofóbicas e latifundiárias do Congresso. “Esse ato é uma defesa do Brasil , do povo brasileiro e das políticas de inclusão social”, disse.

Pelo Brasil

Além de São Paulo, manifestantes de outras cidades do país tomaram as ruas em defesa da democracia e contra os ajustes fiscais. Ao todo, foram cerca de 200 mil pessoas, mais de 30 movimentos sociais participaram dos protestos, que foram mais de 40 em todo o país. Representantes da ANPG estiveram presentes nos atos pelo Brasil, ao lado de UNE, MTST e outros movimentos sociais. Somente em São Paulo, mais de 100 mil pessoas marcharam na ocasião. No Rio de Janeiro, cerca de 50 mil foram para as ruas, enquanto em Belo Horizonte e Fortaleza, foram mais de 20 mil.

Em Brasília
Em Itabuna

Em Itabuna
Em Cuiabá

Em Cuiabá
Em Brasília

No Amapá
No Amapá

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Em Sergipe

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No Ceará

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Rio de Janeiro

Da redação com informações da UEE-SP

Ao menos 32 cidades no Brasil devem receber, nesta quinta (20), manifestações convocadas por movimentos sociais que se opõem ao impeachment de Dilma Rousseff. Entre elas há 23 capitais e o Distrito Federal. Apesar de defenderem a permanência da presidente, os organizadores alegam que a mobilização criticará medidas tomadas pelo governo federal. Os principais alvos serão o ajuste fiscal promovido pelo ministro Joaquim Levy e a Agenda Brasil, pacote de medidas propostas pelo PMDB do Senado. O manifesto do ato, divulgado na semana passada por organizações como CUT (Central Única dos Trabalhadores), UNE (União Nacional dos Estudantes) e MTST, ainda defende a saída de Eduardo Cunha da presidência da Câmara e cita pautas tradicionais da esquerda, como as reformas tributária e agrária.

Segundo a presidente da UNE Carina Vitral, o principal objetivo da manifestação será criar “um contraponto à pauta conservadora” dos protestos do último domingo, que reuniram cerca de 600 mil pessoas em todas as capitais brasileiras e no Distrito Federal, segundo a PM.

Nesta segunda, Guilherme Boulos, presidente do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto), disse as manifestações não serão de celebração à presidente Dilma. “Não podemos ter uma visão simplista que dia 16 foi fora Dilma e de que dia 20 é viva Dilma porque não é”, disse Boulos.

Apesar disso, o PT também convocou sua militância para ir às ruas nesta quinta e “defender a democracia”. Em São Paulo, a organização espera que cerca de 50 mil pessoas compareçam ao Largo da Batata, de onde marcharão até o Masp. Não há estimativas para outras cidades.

Leia a íntegra do manifesto:

“MANIFESTO – Contra o ajuste fiscal! Que os ricos paguem pela crise! A política econômica do governo joga a conta nas costas do povo. Ao invés de atacar direitos trabalhistas, cortar investimentos sociais e aumentar os juros, defendemos que o governo ajuste as contas em cima dos mais ricos, com taxação das grandes fortunas, dividendos e remessas de lucro, além de uma auditoria da dívida pública. Somos contra o aumento das tarifas de energia, água e outros serviços básicos, que inflacionam o custo de vida dos trabalhadores. Os direitos trabalhistas precisam ser assegurados: defendemos a redução da jornada de trabalho sem redução de salários e a valorização dos aposentados com uma previdência pública, universal e sem progressividade.

– Fora Cunha: Não às pautas conservadoras e ao ataque a direitos! Eduardo Cunha representa o retrocesso e um ataque à democracia. Transformou a Câmara dos deputados numa Casa da Intolerância e da retirada de direitos. Somos contra a pauta conservadora e antipopular imposta pelo Congresso: Terceirização, Redução da maioridade penal, Contrarreforma Política (com medidas como financiamento empresarial de campanha, restrição de participação em debates, etc.) e a Entrega do pré-sal às empresas estrangeiras. Defendemos uma Petrobrás 100% estatal. Além disso, estaremos nas ruas em defesa das liberdades: contra o racismo, a intolerância religiosa, o machismo, a LGBTfobia e a criminalização das lutas sociais.

– A saída é pela Esquerda, com o povo na rua, por Reformas Populares! É preciso enfrentar a estrutura de desigualdades da sociedade brasileira com uma plataforma popular. Diante dos ataques, a saída será pela mobilização nas ruas, defendendo o aprofundamento da democracia e as Reformas necessárias para o Brasil: Reforma Tributária, Urbana, Agrária, Educacional, Democratização das comunicações e Reforma democrática do sistema político para acabar com a corrupção e ampliar a participação popular.

A rua é do povo! 20 de Agosto em todo o Brasil!

ASSINAM: Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) / Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) / Central Única dos Trabalhadores (CUT) / Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) / Intersindical – Central da Classe Trabalhadora/ Federação Única dos Petroleiros (FUP) / União Nacional dos Estudantes (UNE) / União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) / Rua – Juventude Anticapitalista / Fora do Eixo / Mídia Ninja / União da Juventude Socialista (UJS) / Juntos / Juventude Socialismo e Liberdade (JSOL) / Associação Nacional de Pós Graduandos (ANPG) / Federação Nacional dos Estudantes do Ensino Técnico (Fenet) / União da Juventude Rebelião (UJR) / Uneafro / Unegro / Círculo Palmarino / União Brasileira das Mulheres (UBM) / Coletivo de Mulheres Rosas de Março / Coletivo Ação Crítica / Coletivo Cordel / Serviço Franciscano de Solidariedade (Sefras) / Igreja Povo de Deus em Movimento (IPDM)”

Fonte: Bruno Fávero/FolhaPress

Simpósio terá presença dos presidentes da ABC, da ANM e da SBPC

O simpósio “Financiamento à pesquisa e à pós-graduação: problemas e perspectivas face à nova realidade econômica” será realizado no dia 20 de agosto de 2015, às 18 horas, no Rio de Janeiro.

Organizado pela Academia Brasileira de Ciências (ABC), pela Academia Nacional de Medicina (ANM) e pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), o evento tem o objetivo de promover debates entre os membros da comunidade científica e definir uma agenda de propostas que apoiem a pesquisa e a pós-graduação.

Jacob Palis, da ABC, Francisco Sampaio, da ANM, e Helena Nader, da SBPC, estarão representando as entidades que dirigem e participando das sessões de debates. Um grupo de trabalho será designado para a redação do documento com conclusões da discussão.

O simpósio ocorrerá na sede da ANM, que fica na Av. General Justo, 365, no centro do Rio de Janeiro.

Para participar é necessário encaminhar e-mail para [email protected]. O evento é gratuito.

Mais informações: www.abc.org.br/article.php3?id_article=4324.

Fonte: Agência Fapesp

mesa gabrielle e debora foghel

Na segunda- feira (17), aconteceu, na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o simpósio entitulado “O Pós-Graudando e a produção de conhecimento científico no Brasil”. O evento fez parte das comemorações de 70 anos do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho (IBCCF), da própria Universidade e foi promovido pelo Programa de Biofísica Ambiental, localizada no Centro de Ciências da Saúde, na Ilha do Fundão. O objetivo do encontro foi discutir o papel do conjunto de pós-graduandos no desenvolvimento científico e tecnológico do Brasil.

A Prof. Débora Foguel, do Instituto de Bioquímica Médica Leopoldo De Meis e uma das convidadas do Simpósio, apresentou os resultados de sua pesquisa “Avaliação do perfil de Pós-graduando da UFRJ: Novos desafios para a Pós-graduação?”, que buscou traçar o perfil socioeconômico, acadêmico e profissional dos pós-graduandos da Universidade. Segundo os dados levantados pela Professora, a maior parte dos intercâmbistas da pós-graduação na instituição são provenientes de outros países da América Latina e mais de 70% é do próprio Rio de Janeiro. Além disso, por volta de 55% dos alunos de pós da UFRJ são oriundos da educação privada, não pública, o que prova o perfil elitista dos PGs. Segundo Débora, mais da metade dos pós-graduandos entrevistados acredita que é possível fazer pós e trabalhar concomitantemente.

A Secretária Geral da ANPG, Gabrielle Paulanti, também participou do simpósio, com o tema Documento de diretos e deveres dos Pós-graduandos: De onde veio? Onde estamos? Para onde queremos ir?”, e falou sobre o perfil dos pós-graduandos no Brasil, das questões sobre assistência estudantil e de todos os pontos da Campanha por Mais Direitos, além de dados da GEOCAPES, que mostra grande concentração de cursos e verbas de pós-graduação no Sudeste, o que demonstra enorme falta de simetria com relação ao resto do país.

O documento de Direitos e Deveres dos Pós-Graduandos, elaborado por pós-graduandos do Brasil inteiro e referendado no último Congresso da ANPG, também foi apresentado. “Continuaremos refinando o documento no CONAP desse ano”, disse Gabrielle.

“O debate foi muito importante e o questionário da Professora Débora ajudou a esclarecer muitas coisas. Tal pesquisa deveria ser feita em nível nacional, pois, mesmo que tenha sido feito somente baseado na Universidade Federal do Rio de Janeiro, trouxe dados reveladores e vários indicativos do elitismo da pós-graduação, além de mostrar que boa parte do pós-graduandos trabalham além das suas pesquisas. Esse tipo de estudo é importante para termos noção de como está a situação dos pós-graduandos, para que possamos avançar nas nossas pautas e poder propor melhores soluções para a pós-graduação no Brasil”, completou.

O simpósio teve como objetivo discutir a pós-graduação, a partir da perspectiva do pós-graduando, como elemento central na produção do conhecimento e no avanço da ciência brasileira, uma vez que a maior parte dos trabalhos científicos e publicações brasileiras é realizada ou passa pelas mãos de pós-graduandos e pós-doutorandos. “O simpósio foi fundamentado por dados publicados pela CAPES e por outros consultores internacionais, mostrando que a pós-graduaçao brasileira vem crescendo de maneira importante, variando de duas a três vezes o número de publicações e de formação de doutores e mestres em relação a outras épocas. Isso mostra que, sem dúvida, o pós-graduando é uma força motriz importante na produção de conhecimento e avanço da ciência brasileira. O objetivo é justamente mobilizar os pós-graduandos a discutirem seu papel, além da discussão do seu objeto de pesquisa, já que esquecemos muitas vezes de discutir o cenário em que se insere a produção da nossa pesquisa”, disse Felippe Mousovich, representante discente do programa de fisiologia e um dos responsáveis pela atividade.

As atividades em comemoração dos 70 anos do Instituto continuarão durante todo o semestre. A cada mês, um programa do IBCC estará responsável por um calendário de programação. Em agosto, o programa de biofísica e de fisiologia estão responsáveis pela programação, que acontece toda semana, sempre a partir das 12 horas, no Auditório Hertha Meyer, do IBCC.

Mais informações podem ser encontradas no site: http://www.biof.ufrj.br/pt-br/noticia-completa/1193

Da redação

Preocupada com as dificuldades enfrentadas pelos pós-graduandos, especialmente aqueles oriundos de famílias de baixa renda, a deputada Alice Portugal protocolou requerimento na presidência da Câmara dos Deputados, solicitando o envio de indicação ao ministro da Educação, Renato Janine, para a adoção de medidas a fim de ampliar os direitos dos pós-graduandos. Na última terça-feira (11), Alice realizou audiência pública, na Comissão de Educação da Câmara, que discutiu justamente a pauta de reivindicações dos pós-graduandos. O evento contou com a presença de alunos de 18 universidades brasileiras.

Nesta solicitação ao ministro da Educação, Alice destaca algumas reivindicações apresentadas pelos pós-graduandos na audiência pública, como a valorização das bolsas e estabelecimento de mecanismo de reajuste anual; a garantia de Assistência Estudantil para os pós-graduandos, com direito à moradia, restaurante universitário e passe-livre estudantil, resguardados os mesmos critérios adotados pelas instituições universitárias para a definição de quem deve receber tais benefícios; melhores condições de pesquisa, com a instituição da 13ª Bolsa de Pesquisa; direito a afastamento por razões de saúde; e licença maternidade remunerada de 180 dias e licença paternidade.

Além disso, a deputada protocolou um requerimento de informações ao ministro Janine sobre o corte de direitos de professores doutorandos e mestrandos. Na audiência, professores denunciaram o corte do direito às férias acrescidas de um terço.

Fonte: Assessoria de Comunicação da Deputada Alice Portugal

A Associação Nacional de Pós Graduandos (ANPG)  manifesta-se contrário a qualquer tentativa de extinção ou privatização da Fundação Zoobotânica do Estado do Rio Grande do Sul (FZB/RS). Tal fundação possuí extrema importância na  pesquisa técnico-científica relacionados à manutenção e aprimoramento das coleções que tratam dos patrimônios biológicos e paleontológicos, bem como na permanência junto ao Jardim Botânico e ao Jardim Zoológico, como peças fundamentais para a educação e a conservação da biodiversidade do Estado. É importante lembrar que a Fundação desenvolve projetos científicos em colaboração com as  Universidades do Estado do Rio Grande do Sul, sendo parceira na formação de recursos humanos em nível de graduação e pós-graduação.
Da mesma forma, defendemos a Fundação Estadual de Produção e Pesquisa em Saúde (FEPPS), que também está ameçada pela atual política do Governo do Estado do RS. A FEPPS executa serviços essenciais de saúde pública, atividades fins da Secretaria Estadual da Saúde. Possui em sua estrutura o Laboratório Central do Estado (Lacen) e 16 laboratórios regionais, seis hemocentros, Clínica de Hemofilia, Centro de Informações Toxicológicas (CIT) e o Centro Avançado de Diagnóstico em Saúde. Igualmente à FZB/RS, é parceira das Universidades na formação de recursos humanos em nível de graduação e pós-graduação.
Os pós-graduandos do RS não devem aceitar a extinção das fundações de pesquisa públicas. A ANPG solidariza-se com a causa, apoia todos os grupos e coletivos que se colocam em luta pela manutanção das Fundações e orienta todos pós graduandos à somarem-se às lutas.

No dia 11 de agosto, quando se comemora o Dia do Estudante no Brasil, a Associação Nacional de Pós-Graduandos esteve acampada em frente ao Ministério da Educação, onde ficou até quarta-feira (12), com o objetivo de pressionar o governo pela reversão dos cortes na Educação, Ciência e Tecnologia, especialmente, os cortes nas verbas de custeio da Capes e a paralisação da concessão de novas bolsas em algumas modalidades.

Como parte da mobilização, atos foram feitos em diversas universidades brasileiras. Os pós-graduandos de diversas mobilidades se reuniram em diferentes mobilizações para discutir a Campanha por Mais Direitos e a busca por melhorias.

Confira os relatos dos atos nas universidades brasileiras:

Pós-graduandos da UFBA se somam à entidades estudantis e realizam ato sobre os cortes orçamentários

UFSM promove Assembleia e elabora carta para Reitor

Pós-graduandos da UFS se mobilizam na universidade contra os cortes

Ato na UFPA demonstra descontentamento com política de cortes e denuncia golpe contra a democracia

Panfletagem na UESC chama a atenção para cortes orçamentários e audiência pública em defesa da pós-graduação

FiocruzRJ discute direitos dos pós-graduandos e cortes na educação

Pós-graduandos da USP Ribeirão Preto se mobilizam em discussões sobre a importância da pesquisa para e na sociedade

Intervenção da ANPG em assembléia do SINTUF destaca luta contra os cortes

Pós-graduandos da USP Capital se mobilizam em dois atos contra os cortes e por mais direitos

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O concurso de comunicação criativa EURAXESS Science Slam Brazil tem como objetivo fazer com que os pesquisadores, a partir do mestrado, apresentem suas pesquisas de maneira criativa para colegas e leigos em um ambiente descontraído. Todas as áreas do conhecimento, inclusive as ciências sociais e humanas, serão contempladas na competição.
Os cinco melhores candidatos serão convidados a participar da final no Rio de Janeiro, no dia 22 de outubro de 2015, e o vencedor ganha uma viagem para a Europa, onde se reunirá com representantes  da Comissão Europeia e financiadores, além de visitar o instituto europeu de pesquisa que quiser.
A candidatura deve ser feita até o dia 15 de setembro.
Mais informações no site do evento: https://scienceslambrasil.splashthat.com/
#SCIENCESLAMBRAZIL
Da redação

Foto: Natasha Ramos
Foto: Natasha Ramos

O Ocupe Brasília, acampamento montado pela ANPG e o conjunto de pós-graduandos brasileiros em frente ao MEC para pressionar contra os cortes, em defesa da democracia e por mais investimentos na pós-graduação, gerou importantes frutos.

Desde a posse de Renato Janine no Ministério da Educação, e de Carlos Nobre, na CAPES, a ANPG havia encontrado certa dificuldade de se reunir com ambas as autoridades para que eles ouvissem as reinvindicações dos pós-graduandos.

Por isso, a entidade representativa dos pós-graduandos mobilizou seus pesquisadores de várias partes do país para acamparem entre os dias 10, 11 e 12 de agosto, em frente ao prédio do Ministério da Educação, para que fossem recebidos.

A pressão gerou resultados e, no Dia do Estudante (11), devido à adesão de diversas APGs, que participaram da mobilização, seja no acampamento, seja com atividades em suas universidades, representantes do MEC e da CAPES, receberam a ANPG em reunião no próprio Ministério, na qual os pós-graduandos foram ouvidos com atenção e respeito.

“É preciso diminuir ao máximo esses cortes da Educação, queremos dizer que a ANPG tem um grande compromisso social e queremos sempre ter uma consequência nas nossas ações. Nós continuaremos sendo incisivos nas nossas cobranças e nas nossas defesas”, disse Tamara Naiz, presidenta da ANPG, que também também cobrou 100% dos recursos do PROAP.

Durante a reunião, com participação do secretário executivo do MEC, prof. Luiz Cláudio Costa, o secretário de Educação Superior do MEC, prof. Jesualdo Pereira Farias, e o presidente da CAPES, prof. Carlos Nobre, Tamara e diretores da ANPG apresentaram as reinvindicações dos manifestantes, como a reabertura das concessões de novas bolsas no exterior e a garantia que o MEC crie um grupo de trabalho para discutir as condições dos pós-graduandos, conforme prometido em um acordo feito com a instituição em abril deste ano, na ocasião da Caravana à Brasília. A ANPG também propôs que o MEC crie campanhas contra assédios moral e sexual na pós-graduação e estabeleça mecanismos nas universidades para acolher as vítimas.

Das resoluções da reunião
O MEC garantiu que o grupo de trabalho para debater as condições dos pós-graduandos será montado até a semana que vem, e contará com a participação dois representantes da ANPG, um da CAPES, um da SESU, um da Andifes, um da SBPC, e terá o CNPq como convidado. Esse grupo de trabalho terá o prazo de 60 dias para debater as questões apresentadas pela ANPG relacionadas, sobretudo, à assistência estudantil, à valorização das bolsas de pesquisa, à melhoria nas relações acadêmicas e à mais financiamento na pós-graduação.

Sobre os cortes no PROAP
Em julho, a Capes anunciou o corte de 75% nas verbas para o Programa de Apoio à Pós-Graduação (Proap), que financia custos como a organização e a participação de pós-graduandos em congressos, passagens de professores externos para examinar bancas de mestrado e doutorado, tradução de artigos e manutenção de equipamentos.

“O conhecimento não se constrói individualmente, ele depende de debates. Os cortes prejudicam o resultado das pesquisas de pós-gradução”, afirma o diretor de comunicação da ANPG Marcelo Arias. “Não adianta o pesquisador guardar o que produziu como se fosse algo para benefício próprio. A divulgação é uma forma de devolver para a sociedade o investimento que recebeu, mas o pós-graduando não tem dinheiro para fazer isso por contra própria”, explica Tamara.

Por Natasha Ramos, de Brasília

 

Matéria relacionada:

Audiência Pública sobre direitos dos pós-graduandos faz uma profunda análise da pós no país

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Nesta quinta-feira (13), a Presidenta Dilma Roussef recebeu lideranças dos movimentos sociais no Salão Nobre do Palácio do Planalto. Representantes de mais de 50 entidades da sociedade civil se reuniram com a presidenta em um ato pela democracia e em apoio à sua gestão. O evento, batizado de “Diálogo com Movimentos Sociais Brasileiros”, teve cerca de 1500 inscritos. Proposto pelas centrais sindicais e demais movimentos, o ato faz parte de um processo de diálogo permanente entre governo e sociedade civil. É, também, uma resposta do Governo ao desgaste que tem enfrentado com medidas impopulares, como os cortes na educação e na ciência e Tecnologia.

Recebida por gritos de “Não vai ter golpe”, Dilma se encontrou pelo segundo dia consecutivo com os movimentos sociais. Na quarta-feira (12), o encontro foi no Estádio Mané Garrincha com o movimento rural no encerramento da Marcha das Margaridas. “Iremos para as ruas, entrincheirados, de armas na mão, se atentarem contra a democracia e contra o Mandato da Presidenta Dilma”, disse Wagner Freitas, presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), em apoio à permanência de Dilma no poder.

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O presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Adilson Araújo, também demonstrou repúdio aos pedidos de impeachment da presidenta: “Aqueles que perderam a eleição querem assumir de qualquer jeito. É hora de recompor nosso exército, um exército em defesa da democracia, da Petrobrás, da Educação pública.

Apesar do apoio da platéia, a política econômica do governo não foi poupada de críticas. Antes da descida de Dilma, diversas palavras de ordem como “Ô Levy, fala pra tu, volta para o Bradesco ou para o Banco Itaú” e “Fora já! Fora já daqui! O Eduardo Cunha junto com o Levy” foram entoadas.

Carina Vitral, presidenta da União Nacional dos Estudantes (UNE), relembrou, já no diálogo, que a entidade foi uma das responsáveis pela derrubada do ex-presidente Fernando Collor, atual senador pelo PTB/AL. “Os amigos são aqueles que falam o que precisa ser dito. E nós estamos aqui para dizer que a educação deveria ser poupada dos ajustes fiscais”, disse Carina, em nome das entidades estudantis. Dilma, em resposta, afirmou que a entidade deu contribuição fundamental ao Brasil ao defenderem o Pré-Sal para a Educação.

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Guilherme Boulos, presidente do Movimento dos Trabalhadores sem Teto (MTST), utilizou sua fala para criticar o ajuste fiscal, assim como Carina, e que “essa turma Leblon, dos Jardins, do Lago Sul, não representam a sociedade brasileira”, como referência à bairros de elite do Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília, respectivamente.  “Não aceitamos que o povo pague pela crise. Se é pra ajustar, ajuste sobre aqueles que nunca foram ajustados: que se taxe as grandes fortunas e o lucro dos bancos”, completou.

Dilma afirmou, já em seu discurso, que lutará com todas as forças para manter a Lei de Partilha em seu governo. “Faremos o possível para tirar o Brasil dessa situação rapidamente. Não só para evitar retrocessos, mas para avançar na conquista de direitos. Não me basta sermos a sétima economia. enquanto persistirem desigualdades, não seremos uma nação desenvolvida. para isso, precisamos ampliar a participação  do povo, distribuir renda e riqueza. Não tenham dúvidas de que sei que lado estou. Posso ter errado, melhorado, piorado. mas nunca mudei de lado “, afirmou.

No evento, estiveram presentes, além da ANPG, UNE, CUT, MTST e CTB, entidades como Contag, FETRAF, UJS e Federação Única dos Petroleiros, e diversos ministros.

Da redação, com informações d’O Globo e da EBC