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Foto: Natasha Ramos
Foto: Natasha Ramos

O Ocupe Brasília, acampamento montado pela ANPG e o conjunto de pós-graduandos brasileiros em frente ao MEC para pressionar contra os cortes, em defesa da democracia e por mais investimentos na pós-graduação, gerou importantes frutos.

Desde a posse de Renato Janine no Ministério da Educação, e de Carlos Nobre, na CAPES, a ANPG havia encontrado certa dificuldade de se reunir com ambas as autoridades para que eles ouvissem as reinvindicações dos pós-graduandos.

Por isso, a entidade representativa dos pós-graduandos mobilizou seus pesquisadores de várias partes do país para acamparem entre os dias 10, 11 e 12 de agosto, em frente ao prédio do Ministério da Educação, para que fossem recebidos.

A pressão gerou resultados e, no Dia do Estudante (11), devido à adesão de diversas APGs, que participaram da mobilização, seja no acampamento, seja com atividades em suas universidades, representantes do MEC e da CAPES, receberam a ANPG em reunião no próprio Ministério, na qual os pós-graduandos foram ouvidos com atenção e respeito.

“É preciso diminuir ao máximo esses cortes da Educação, queremos dizer que a ANPG tem um grande compromisso social e queremos sempre ter uma consequência nas nossas ações. Nós continuaremos sendo incisivos nas nossas cobranças e nas nossas defesas”, disse Tamara Naiz, presidenta da ANPG, que também também cobrou 100% dos recursos do PROAP.

Durante a reunião, com participação do secretário executivo do MEC, prof. Luiz Cláudio Costa, o secretário de Educação Superior do MEC, prof. Jesualdo Pereira Farias, e o presidente da CAPES, prof. Carlos Nobre, Tamara e diretores da ANPG apresentaram as reinvindicações dos manifestantes, como a reabertura das concessões de novas bolsas no exterior e a garantia que o MEC crie um grupo de trabalho para discutir as condições dos pós-graduandos, conforme prometido em um acordo feito com a instituição em abril deste ano, na ocasião da Caravana à Brasília. A ANPG também propôs que o MEC crie campanhas contra assédios moral e sexual na pós-graduação e estabeleça mecanismos nas universidades para acolher as vítimas.

Das resoluções da reunião
O MEC garantiu que o grupo de trabalho para debater as condições dos pós-graduandos será montado até a semana que vem, e contará com a participação dois representantes da ANPG, um da CAPES, um da SESU, um da Andifes, um da SBPC, e terá o CNPq como convidado. Esse grupo de trabalho terá o prazo de 60 dias para debater as questões apresentadas pela ANPG relacionadas, sobretudo, à assistência estudantil, à valorização das bolsas de pesquisa, à melhoria nas relações acadêmicas e à mais financiamento na pós-graduação.

Sobre os cortes no PROAP
Em julho, a Capes anunciou o corte de 75% nas verbas para o Programa de Apoio à Pós-Graduação (Proap), que financia custos como a organização e a participação de pós-graduandos em congressos, passagens de professores externos para examinar bancas de mestrado e doutorado, tradução de artigos e manutenção de equipamentos.

“O conhecimento não se constrói individualmente, ele depende de debates. Os cortes prejudicam o resultado das pesquisas de pós-gradução”, afirma o diretor de comunicação da ANPG Marcelo Arias. “Não adianta o pesquisador guardar o que produziu como se fosse algo para benefício próprio. A divulgação é uma forma de devolver para a sociedade o investimento que recebeu, mas o pós-graduando não tem dinheiro para fazer isso por contra própria”, explica Tamara.

Por Natasha Ramos, de Brasília

 

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Audiência Pública sobre direitos dos pós-graduandos faz uma profunda análise da pós no país

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Nesta quinta-feira (13), a Presidenta Dilma Roussef recebeu lideranças dos movimentos sociais no Salão Nobre do Palácio do Planalto. Representantes de mais de 50 entidades da sociedade civil se reuniram com a presidenta em um ato pela democracia e em apoio à sua gestão. O evento, batizado de “Diálogo com Movimentos Sociais Brasileiros”, teve cerca de 1500 inscritos. Proposto pelas centrais sindicais e demais movimentos, o ato faz parte de um processo de diálogo permanente entre governo e sociedade civil. É, também, uma resposta do Governo ao desgaste que tem enfrentado com medidas impopulares, como os cortes na educação e na ciência e Tecnologia.

Recebida por gritos de “Não vai ter golpe”, Dilma se encontrou pelo segundo dia consecutivo com os movimentos sociais. Na quarta-feira (12), o encontro foi no Estádio Mané Garrincha com o movimento rural no encerramento da Marcha das Margaridas. “Iremos para as ruas, entrincheirados, de armas na mão, se atentarem contra a democracia e contra o Mandato da Presidenta Dilma”, disse Wagner Freitas, presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), em apoio à permanência de Dilma no poder.

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O presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Adilson Araújo, também demonstrou repúdio aos pedidos de impeachment da presidenta: “Aqueles que perderam a eleição querem assumir de qualquer jeito. É hora de recompor nosso exército, um exército em defesa da democracia, da Petrobrás, da Educação pública.

Apesar do apoio da platéia, a política econômica do governo não foi poupada de críticas. Antes da descida de Dilma, diversas palavras de ordem como “Ô Levy, fala pra tu, volta para o Bradesco ou para o Banco Itaú” e “Fora já! Fora já daqui! O Eduardo Cunha junto com o Levy” foram entoadas.

Carina Vitral, presidenta da União Nacional dos Estudantes (UNE), relembrou, já no diálogo, que a entidade foi uma das responsáveis pela derrubada do ex-presidente Fernando Collor, atual senador pelo PTB/AL. “Os amigos são aqueles que falam o que precisa ser dito. E nós estamos aqui para dizer que a educação deveria ser poupada dos ajustes fiscais”, disse Carina, em nome das entidades estudantis. Dilma, em resposta, afirmou que a entidade deu contribuição fundamental ao Brasil ao defenderem o Pré-Sal para a Educação.

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Guilherme Boulos, presidente do Movimento dos Trabalhadores sem Teto (MTST), utilizou sua fala para criticar o ajuste fiscal, assim como Carina, e que “essa turma Leblon, dos Jardins, do Lago Sul, não representam a sociedade brasileira”, como referência à bairros de elite do Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília, respectivamente.  “Não aceitamos que o povo pague pela crise. Se é pra ajustar, ajuste sobre aqueles que nunca foram ajustados: que se taxe as grandes fortunas e o lucro dos bancos”, completou.

Dilma afirmou, já em seu discurso, que lutará com todas as forças para manter a Lei de Partilha em seu governo. “Faremos o possível para tirar o Brasil dessa situação rapidamente. Não só para evitar retrocessos, mas para avançar na conquista de direitos. Não me basta sermos a sétima economia. enquanto persistirem desigualdades, não seremos uma nação desenvolvida. para isso, precisamos ampliar a participação  do povo, distribuir renda e riqueza. Não tenham dúvidas de que sei que lado estou. Posso ter errado, melhorado, piorado. mas nunca mudei de lado “, afirmou.

No evento, estiveram presentes, além da ANPG, UNE, CUT, MTST e CTB, entidades como Contag, FETRAF, UJS e Federação Única dos Petroleiros, e diversos ministros.

Da redação, com informações d’O Globo e da EBC

Audiência Pública sobre direitos dos pós-graduandos faz uma profunda análise da pós no país


Audiência pública realizada no auditório da Câmara dos Deputados no Dia do Estudante (11/8) reuniu pós-graduandos que vieram à capital federal para o “Ocupe Brasília”

A audiência pública requerida pela deputada Alice Portugal (PCdoB/BA), da Comissão de Educação da Câmara Federal, realizada na última terça-feira (11),  apresentou um profundo diagnóstico sob o olhar dos pós-graduandos brasileiros acerca de temas como o Financiamento da pós-graduação, a qualidade dos cursos oferecidos, a expansão das universidades, além de pautas da Campanha por mais direitos, como assistência estudantil e a universalização e valorização das bolsas de pesquisa. A audiência contou com a presença de representantes do MEC, SBPC, Andifes, da presidenta da ANPG e de parlamentares.

Com o tema “A importância da pós-graduação e os direitos dos pós-graduandos”, a audiência foi iniciada com um panorama geral em termos de números sobre o crescimento da pós, apresentado pelo representante do MEC, Dr. Márcio de Castro Filho, e evidenciou o papel protagonista da CAPES nesse processo.  “O crescimento espetacular na produção intelectual brasileira colocou o Brasil na 13ª posição na produção de artigos científicos”, afirma. Um dos desafios agora, segundo o representante do MEC, é aumentar a visibilidade e qualidade do que é produzido.

A conselheira da SBPC, Fernanda Sobral, corroborou dados de Márcio de Castro, ressaltando que 95% desse crescimento é fruto do trabalho dos pós-graduandos e das pós-graduandas. Segundo ela, houve também evolução na distribuição dos cursos de pós-graduação: “Houve um crescimento de 209% no número dos programas, de 2003 a 2014″. Fernanda também falou da importância da assistência estudantil para os pós-graduandos e de se incluir a categoria no PNAES.

A presidenta da ANPG, Tamara Naiz, apresentou as pautas da Campanha por mais Direitos para os pós-graduandos e pós-graduandas, e também da iniciativa da entidade em acampar em frente ao Ministério da Educação, ação chamada de Ocupe Brasília. “Nós viemos ocupar Brasília, pois sabemos que o país mudou nos últimos anos e entendemos que essa política de ajuste fiscal põe em risco o ciclo virtuoso que temos vividos nos últimos anos”, disse. Esse ciclo virtuoso, citado por Tamara, é o crescimento por que passa a pós-graduação brasileira, citada tanto na fala do representante do MEC, quando da conselheira da SBPC.

Gustavo Balduino, representante da Andifes, parabenizou a ANPG pela iniciativa do acampamento em frente ao MEC, contra os cortes da Educação, em defesa da Democracia e por mais investimentos, e enfatizou a importância de se preservar a democracia, visto o momento político complicado que a sociedade brasileira vive.

Balduíno falou também que a diversidade na pós-graduação começa na Educação básica. “Se tivermos uma educação básica de qualidade e gratuita, teremos mais diversidade na pós-graduação. Talvez não imediata, mas daqui a alguns anos”. Segundo ele, a pós-graduação e a educação básica devem ser vistas em sua complexidade para uma aplicação dos recursos públicos de maneira mais adequada.

Ao final da sessão, a deputada Alice disse que o próximo passo é elaborar um relatório com o conjunto de demandas extraídas da audiência para avançar em temas como mais investimentos e assistência estudantil. “Saio daqui com essa tarefa de contagiar a comissão de Educação com os interesses da pós-graduação”.

Entre os parlamentares presentes na sessão, o deputado Orlando Silva (PCdoB/SP), membro da Comissão de Orçamento, se comprometeu, em conjunto com a Alice Portugal e demais membros da Comissão de Educação, a organizar emendas no texto orçamentário para complementar as verbas da CAPES, cujo contingenciamento motivou a ocupação do MEC

Por Natasha Ramos, de Brasília

ufba

No dia 11 de agosto, quando se comemora o Dia do Estudante no Brasil, a Associação Nacional de Pós-Graduandos esteve acampada em frente ao Ministério da Educação, onde ficou até quarta-feira (12), com o objetivo de pressionar o governo pela reversão dos cortes na Educação, Ciência e Tecnologia, especialmente, os cortes nas verbas de custeio da Capes e a paralisação da concessão de novas bolsas em algumas modalidades.

Como parte da mobilização, atos foram feitos em diversas universidades brasileiras. Os pós-graduandos de diversas mobilidades se reuniram em diferentes mobilizações para discutir a Campanha por Mais Direitos e a busca por melhorias.

O comando de greve dos pós-graduandos da UFBA e a APG UFBA, somados à luta pela reversão dos cortes orçamentários orquestrados pelo ministro Levy e à defesa de mais verbas para o MEC e MCTI, se somaram ao chamado da ANPG e realizaram, no dia 11/08, panfletagem na praça do Campo Grande, no centro da cidade, somados às entidades estudantis DCE UFBA e UNE, ao comando de greve dos professores e a APUB (Associação dos Professores Universitários da Bahia), que também pautam a defesa da universidade pública, gratuita, de qualidade, laica e socialmente referenciada e a luta pela reversão dos cortes orçamentários.

Da redação com informações da APG UFBA

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O 4º Salão Nacional de Divulgação Científica da ANPG, realizado entre os dias 12 e 17 de julho, na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), contou com vasta programação, que incluíram debates acerca do Financiamento da Ciência Brasileira, duas conferências, uma mostra científica e atos políticos contra os cortes orçamentários na Educação, Ciência, Tecnologia e Inovação, além de programação cultural diversificada e a comemoração dos 29 anos da entidade.

Com tão vasta programação, não poderia ser diferente que os ex-presidentes da Associação Nacional de Pós-Graduandos estivessem presentes nos debates, prestigiando o evento.

Elisangela Lizardo, doutora em Educação: História, Política, Sociedade pela PUC-SP, foi nossa presidenta durante a gestão 2010-2012, e esteve presente durante todos os dias do 4º Salão Nacional de Divulgação Científica. Em entrevista à nossa equipe, ele comenta as lutas de sua gestão, a situação do Brasil e a luta dos pós-graduandos. Confira:

Quais foram as principais lutas empreendidas durante a sua gestão? 

Nossa gestão enfrentou desafios importantes, dando continuidade a lutas e bandeiras históricas e ao mesmo tempo buscando um diálogo com pautas recentes do movimento nacional de pós-graduandos.

O Congresso em que fui eleita, já marcou um novo tempo da pós-graduação no Brasil. Com o tema” A ciência não está de braços cruzados,e você?” o congresso da ANPG saiu de um patamar de 100 delegados para 600 participantes com 322 delegados eleitos de todas as regiões do país e uma mostra científica com mais de 100 trabalhos pelos corredores da UFRJ. Foi um congresso estatutário que buscou conectar a ANPG e o Movimento Nacional de Pós-Graduandos (MNPG) a nova realidade da universidade e da pesquisa no país.

Logo nos primeiros meses aprovamos a licença maternidade para as pós-graduandas. Bandeira história do MNPG e de significativa relevância para a pós-graduação brasileira que conta com mais de 50% do seu público feminino.

Durante nossa gestão também enfrentamos batalhas importantes na garantia dos direitos dos pós-graduandos e pós-graduandas, além da aprovação da licença maternidade a ação da diretoria da ANPG frente aos cortes de bolas resultantes da portaria CAPES que previa o acumulo de vinculo empregatício foi fundamental. Nesse momento,muitos pós-graduandos de todo pais acordaram com a notícia do corte de suas bolsas, enfrentamos esse problema de frente,dialogando com a CAPES, com os programas, mas também tomando medidas legais e políticas para reverter qualquer abuso e danos aos andamento do trabalho destes jovens pesquisadores.

Integramos mais uma vez a comissão de elaboração e acompanhamento do Plano Nacional de Pós-Graduação.

Histórica também foi a conquista do assento da ANPG no Conselho Deliberativo do CNPq. Muitas outras gerações de dirigentes da ANPG reividicaram esse espaço como uma forma de aproximação entre os gestores da Politica nacional de pós-graduação e aqueles que estão na ponta de sua execução. Essa conquista é resultante do traabalho de todas essas gerações que nos antecederam.

Mas sem dúvida a maior vitória da nossa gestão foi a conquista do reajuste de bolsas  de mestrado e doutorado congeladas ha 4 anos. Digo que foi a maior vitória porque ela foi coletiva. A ANPG, as APGs e pós-graduandos de todos os países fizeram greve, paralisaram suas atividades em protesto aos baixos valores das bolsas de pós-graduação. Uma bonita campanha que com o vídeo ” A minha bolsa não aumentou” ( https://www.youtube.com/watch?v=KECaIJO9EPg  ) questionava a desvalorização do trabalho do pós-graduando e pós-graduanda e exigia #ReajusteJá!

Encerramos nossa gestão, apresentando nossa indignação aos presidentes da CAPES e CNPq no Congresso da ANPG em SP e ouvindo deles o compromisso de reajuste de 20% das bolsas, 10% imediatamente e os outros 10% no segundo semestre.

Comente a situação do país durante sua gestão? 

O País passava por um momento de consolidação da sua democracia participativa. Espaços de diálogo entre sociedade civil e governo se consolidando como por exemplo as conferências temáticas. Participamos das Conferências Nacionais de Ciência e Tecnologia, Educação e Juventude, nesta última contribuímos diretamente na organização. A comunidade acadêmica científica travou batalhas importantes como a discussão da destinação dos recursos do fundo social do pré–sal pra educação, ciência e tecnologia e inovação. A ANPG apresentou uma carta de propostas aos candidatos à presidência da república, defendendo maiores investimentos para a educação e c&T, destinação de 2% do PIB para C&T e recomposição do FNDC, assim com tantas outras pautas em defesa da educação, ciência e tecnologia para o desenvolvimento econômico e social do país.

Como você vê a ANPG antes e como enxerga agora?

O professor e Ex-Ministro Marco Antônio Raupp, costumava nos dizer que a ANPG é a SBPC do futuro. Isso muito nos lisonjeia, uma vez que a SBPC é a principal sociedade científica da América Latina, que agrega os “amigos da ciência”. Penso que a ANPG se consolida no cenário nacional, já se avizinhando dos seus 30 anos, de uma maneira singular.Comprometida com o desenvolvimento científico e tecnológico que promova o progresso e a inovação,a ANPG reivindica que esses avanços sejam destinados especialmente para um desenvolvimento mais justo de todas as classes sociais. Uma ciência inovadora carece de  pensamento questionador, revolucionário e os jovens da ANPG, mesmo com toda a responsabilidade para com suas pesquisas, mantem essa alegria e desejo de transformação. Costumamos dizer que a ANPG é uma entidade híbrida, científica e política, uma vez que avança significativamente em seus instrumentos científicos como as mostras e revista científica, mas na minha opinião a ANPG é sobretudo uma entidade política, representativa, que luta pelos direitos dos pós-graduandos do Brasil.Essa é sua principal missão e a atual gestão tem cumprido essa missão com maestria.

Na sua opinião , quais os principais avanços na luta dos pós-graduandos ao longo dos 29 anos da ANPG?

A concretização de uma política permanente  de valorização da pesquisa e dos pesquisadores brasileiros. Essa é a pauta que permeia toda a vida da entidade. Antes mesmo da fundação da ANPG, quando o Movimento de pós-graduandos se encontrava nas Reuniões Anuais da SBPC , esta pauta estava presente. É preciso enfrentar com ousadia  essa demanda. Toda a comunidade científica deveria se envolver na aprovação de um estatuto da pós-graduação brasileira que contemplasse a valorização dos pesquisadores, desde a iniciação científica até os pesquisadores seniores.

Comente a atual situação em que passa o Brasil e quais são os desafios que a ANPG precisará enfrentar nos próximos tempos na luta por mais direitos para os pós-graduandos?

Brecht compôs um poema, que gosto muito, “Aos que vieram depois de nós”, ele começa assim:

“Realmente, vivemos tempos muito sombrios!
A inocência é loucura. Uma fronte sem rugas
denota insensibilidade. Aquele que ri

ainda não recebeu a terrível notícia
que está para chegar (…)”

Esse poema era parte da crítica contumaz de Brecht ao nazismo. Realidade distante da sociedade democrática em que vive o Brasil neste começo de século. Apesar disso, me chama a atenção uma forte presença de posicionamentos nebulosos, um tanto quanto obscurantistas que questionam a consolidação da democracia, da liberdade de expressão, que difundem intolerância, preconceito e que distancia os cidadãos de uma consciência libertadora. Pensamento esse,que não coaduna com tempos de esclarecimento e progressos para os quais a ciência tanto tem contribuído. Me junto àqueles que consideram que a ciência, tal como a política não é neutra e que devemos sempre avançar, rumo ao pensamento livre, a uma formação emancipadora, a uma sociedade capaz de inovar na ciência, na tecnologia  e especialmente na sua própria organização social.

Como desafios para o próximo período, desejo à ANPG vida longa e muita ousadia para combater o bom combate!

“Não chores, meu filho; Não chores, que a vida É luta renhida: Viver é lutar. A vida é combate, Que os fracos abate, Que os fortes, os bravos Só pode exaltar”

(Canção do Tamoio – Gonçalves Dias)

Confira as entrevistas com outros ex-presidentes da ANPG:

Especial ex-presidentes no 4o Salão – Hugo Valadares

Especial ex-presidentes no 4o Salão – Luana Bonone

Da redação

Na Universidade Federal de Santa Maria – UFSM ocorreu, na última terça-feira (11) um ato unificado entre as três categorias (estudantes, professores e TAEs) no arco de entrada do campus da UFSM de Santa Maria – RS. A manifestação se deu na busca de diálogo com os estudantes e trabalhadores que retomavam as atividades na universidade nesta semana, foram distribuídos panfletos cujo objetivo era alertar sobre os riscos que a universidade corre com os cortes do governo federal e também chamar a comunidade para lutar contra este processo.

A APG-UFSM esteve presente representando, juntamente com o DCE, a categoria estudantil da UFSM. Durante o trancamento do arco para diálogo com estudantes e trabalhadores a APG fez algumas falas criticando os cortes na educação ocasionados pela atual política de ajuste fiscal, os quais representam um retrocesso em diversas pautas do movimento nacional de pós-graduação, bem como o comprometimento da qualidade das pesquisas e até mesmo uma possível inviabilização de muitas pesquisas, principalmente se seguirem os cortes nos recursos PROAP. A tarde, aconteceu, também, uma Assembleia Geral de Pós-Graduandos, onde foram discutidos os cortes e a situação da IES frente à tais cortes. O objetivo da assembleia foi a elaboração de uma carta para ser entregue ao Reitor da universidade, ao pró-reitor de Pós-Graduação e Pesquisa e também a Associação Nacional de Pós-Graduandos apontando problemas ocasionados pelos cortes e posicionamento de pós-graduandos frente a essa conjuntura.

 “Se os cortes seguem e isso representar a diminuição de diárias, passagens e materiais de laboratório, para além da perda de qualidade na pesquisa que isso representa, as próprias atividades de pós-graduação podem ser inviabilizadas. Não podemos aceitar esse cenário, não somos os culpados pela crise e não devemos pagar a conta, por isso dizemos NÃO AOS CORTES NA EDUCAÇÃO!”

Da redação, com informações da APG-UFSM

Neste Dia do Estudante, 11 de agosto, a Associação Nacional de Pós-Graduandos está acampada em frente ao Ministério da Educação, onde ficará até amanhã (12), com o objetivo de pressionar o governo pela reversão dos cortes na Educação, Ciência e Tecnologia, especialmente, os cortes nas verbas de custeio da Capes e a paralisação da concessão de novas bolsas em algumas modalidades.

Como parte da mobilização, atos foram feitos em diversas universidades brasileiras. Os pós-graduandos de diversas mobilidades se reuniram em diferentes mobilizações para discutir a Campanha por Mais Direitos e a busca por melhorias.

Na universidade Federal de Sergipe (UFS), estudantes da pós-graduação das mais diversas áreas do conhecimento, se mobilizaram contra os cortes na Educação, na Ciência e Tecnologia e a favor da ampliação do investimento na Ciência de forma que traga avanços na soberania nacional.

Da redação

Ana Luiza Lima, estudante de medicina da UFRN que discursou emocionada na cerimônia de dois anos do Programa Mais Médicos, em Brasília, onde falou sobre as transformações que sua vida sofreu a partir das políticas públicas educacionais do atual governo, que permitiram que pessoas de classes sociais menos abastadas pudessem, finalmente, estudar medicina e tornarem-se doutoras e doutores, foi atacada em suas redes sociais por médicos e futuros médicos, que utilizaram adjetivos como “ignorante”, “vadia” e “médica vagabunda pobre”.

Abaixo, segue relato da estudante:

QUEM QUER A CABEÇA DA ESTUDANTE DE MEDICINA?

“Me pergunta, que tipo de sentimento é o medo? Te respondo — dos outros! O meu é o mesmo há várias luas…Deixa os verme falar pelos cotovelos eu ainda falo pelas ruas!!!!” – Emicida.

Vim aqui pra deixar coisas claras. Vim falar porquê a minha garganta não aguenta o nó que se formou. E eu NUNCA fui de calar. Fui convidada a falar sobre a transformação que a educação causou na minha vida e sobre a alegria de cursar medicina. E assim escrevi um texto, de coração e de peito aberto. E hoje penso em tudo que eu disse e tudo que eu queria ter dito mas não foi ouvido. Minhas palavras ecoaram. Porém nunca foram direcionadas à NENHUM partido político. Foi o reconhecimento de um acerto e uma reafirmação do que eu acredito e luto. Fui atacada em minha página pessoal brutalmente por MÉDICOS E FUTUROS MÉDICOS, além de outras pessoas. O machismo e a elite mostraram sua cara. Fui chamada de vadia, de MÉDICA VAGABUNDA DE POBRE, ignorante, não merecedora de cursar medicina. Me foi dito que iam fazer de TUDO pra que eu não conseguisse emprego depois de formada. De que eu não sabia com QUEM estava lidando. Que eu merecia LEVAR UMA SURRA pra aprender a deixar de ser corrupta. Me mandaram CALAR MINHA BOCA NOJENTA DE POBRE E DE VADIA. De novo. Está tudo guardado, não para dar respostas. Mas porque aprendi desde cedo a não responder ódio com violência. Não. Eu NÃO tenho a SUA sede de sangue.

Mas eu tenho uma novidadinha pra essa classe COVARDE de profissionais. A mesma classe que eu já vi combinando entre si no MESMO grupo, de “tratar mal os negros, as feministas e os gays que chegassem nos consultórios médicos, pra que esse povinho aprendesse seu devido lugar”. A novidade é que minhas palavras não foram em nenhum momento pra vocês. Vocês que ignoram a realidade cruel vivida todos os dias nos hospitais públicos. Minhas palavras foram pros profissionais de saúde que dão o sangue todo dia, mesmo com condições péssimas de trabalho, com salários atrasados, numa saúde abandonada e caótica. Eles sim, são verdadeiros heróis. Minhas palavras foram direcionadas àqueles que acreditam e lutam por um mundo transformado a partir da educação e do amor. Minhas palavras foram um agradecimento aos professores, a classe Trabalhadora com T maiúsculo!! Que têm seu serviço desvalorizado ao máximo, mas toma a linha de frente na luta pela transformação diária do futuro de milhões de jovens sem oportunidade no país.

Eu não fui nenhuma heroína, e eu conheço mil médicos que são verdadeiros heróis. Que não precisaram de mais NADA além de força de vontade pra vencer na vida. Mas me desculpa, é que eu penso além. Eu sonho com o dia em que vamos cobrar das nossas crianças, apenas COMPETÊNCIA pra vencer, e não mais heroísmo.

Eu tô falando com aqueles meninos que você tem medo quando para no sinal, tô falando daqueles com fuzil na mão vigiando um fio de vida nos morros das grandes cidades. Tô falando daquela menina que mora na rua e cata latinha, daquele nos campos com enxada na mão cortando cana. Daquela que perde a infância nas esquinas da prostituição. Tô falando daqueles que você insiste em dizer que não existem. Por quê quando você percebe que ELES EXISTEM, coça em você uma ferida podre de 515 anos. Te dá um medo na espinha quando aparece alguém pra defender uma educação por eles e para eles. Te gela a alma a chegada do dia em que o povo não vai mais esquecer seus Amarildos e suas Cláudias Silvas….

Eu já consigo imaginar muitos de vocês rindo, pensando na reeleição garantida, enquanto veem no jornal o povo gritando por mais prisões e menos escolas. E apesar de me doer, eu entendo esse grito.
Eu engoli meu medo porque sei que toda luta pode ser desmerecida. Eu dei minha cabeça à prêmio, e voltei pra casa com a esperança real de um hospital universitário pra minha região onde muita gente tem sorte de ter a esperança de ter um prato de comida.

Eu recebi um agradecimento da prefeita de uma das maiores cidades do país, dizendo que graças às minhas palavras, um novo plano pra educação pública vai ser pensado, e que ela se encheu de esperança e disposição para lutar com unhas e dentes pelos professores da rede pública e pelos jovens em situação de risco. Isso já me curou de todos os medos e de todo o ódio que me foi jogado.
Esperança. Vontade de mudar. EMPODERAMENTO de um povo PELO seu povo.

Eu sei que eu não sou nada nesse sistema corrompido e intricado. Eu sei que não sou ninguém diante dos poderosos desse país. Mas eu tenho outra novidade, eu não estou sozinha, e gente como eu, é quem te causa os piores pesadelos à noite.

E eu vou seguir, mesmo frágil, mesmo com medo, mas sempre acreditando.

“Então serra os punhos, sorria. E jamais volte pra sua quebrada de mão e mente vazia.”

A rede Nacional de Médicas e Médicos Populares divulgou, nesta terça-feira (11), nota em solidariedade à jovem, que segue na íntegra:

Nota de Desagravo da Rede de Médicas e Médicos Populares à Ana Luiza Lima

A onda de ódio não passará!

A Rede Nacional de Médicas e Médicos Populares vem, através desta nota, prestar solidariedade à estudante de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Ana Luiza Lima, que recentemente comoveu todo o país com seu discurso na comemoração dos dois anos do Programa Mais Médicos. Seu discurso emocionado, por meio do qual agradece as recentes políticas educacionais que permitiram “a neta de um agricultor sonhar em ser doutora” (nas próprias palavras dela) inspirou milhões, mas provocou a ira de um setor reacionário e conservador, que encontra em parte da nossa categoria uma das suas mais perversas formas de expressão.

A onda conservadora dentro da categoria mostrou sua face logo após o anúncio da vinda de médicas e médicos cubanos para atender áreas de difícil provimento destes profissionais por parte do governo federal. Erigiu funerais da Presidenta Dilma e do Ministro Alexandre Padilha e perpassou por cenas nefastas como o “corredor polonês” contra os médicos cubanos no Ceará, com direito a ovos arremessados e xingamentos que não merecem mais ser repetidos. Vários colegas foram perseguidos pelos conselhos regionais de Medicina (CRMs) Brasil afora por se posicionarem favoráveis ao Programa Mais Médicos e não se alinharem com o discurso corporativista, permanecendo as ameaças dos CRMs sobre os médicos que contribuem com o programa (supervisores e tutores) até hoje.

Agora a vítima é uma estudante de Medicina que cometeu o pecado de falar a verdade. Uma estudante oriunda de família humilde que ousou entender que seu sucesso hoje foi fruto de uma política pública e ousou agradecer à Presidenta Dilma pelo esforço de manter políticas voltadas aos mais pobres deste país. O ódio contra Ana Luiza manifestou-se não apenas sob a forma de machismo – numa das regiões do país onde as mulheres mais sofrem com violência e onde o patriarcado se mantém firme e forte – mas, fundamentalmente, como ódio de classe, ódio ao que representou o seu discurso, ódio ao agradecimento à Presidenta, ódio de quem não suporta ver seus privilégios ameaçados.

Por tudo isto e muito mais, a Rede Nacional de Médicas e Médicos Populares denuncia a ofensiva conservadora que se materializa no ódio à Ana Luiza e presta irrestrita solidariedade à nossa futura colega. Saiba, Ana Luiza, que assim como você, existem médicas e médicos que se preocupam com o povo brasileiro, que respeitam sua diversidade étnica, sexual, religiosa e ideológica, que se preocupam com a conformação do SUS como sistema de direitos sociais, público, gratuito, integral e de qualidade. Assim como você, existem médicas e médicos que sonham e que fundamentalmente lutam por um futuro onde este tipo de agressão à você fique num passado distante.

Todo apoio à Ana Luiza Lima

Rede Nacional de Médicas e Médicos Populares

Da redação com informações do Pragmatismo Político 

Organizadas pela Associação Nacional de Pós-Graduandos, atividades vão até quarta-feira (11)

Desde a noite de domingo (9), por volta de 35 manifestantes estão acampados em frente ao Ministério da Educação (MEC) em protesto contra os cortes nas áreas de Educação e Ciência e Tecnologia. O grupo é organizado pela Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG), que promove o Ocupe Brasília até quarta-feira (12), para pressionar o governo a reverter medidas como a paralisação na concessão de bolsas e a redução das verbas de custeio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

Na terça-feira (11), definida como Dia Nacional de Mobilização contra os Cortes pela ANPG, haverá uma audiência pública da comissão no auditório do Congresso Nacional. A presidente da instituição,Tamara Naiz, e os ministros da Educação, Renato Janine Ribeiro, e de Ciência, Tecnologia e Inovação, Aldo Rebelo debaterão sobre os direitos dos pós-graduandos.

Em julho, o Capes anunciou o corte de 75% nas verbas para o Programa de Apoio à Pós-Graduação (Proap), que financia custos como a organização e a participação de pós-graduandos em congressos, passagens de professores externos para examinar bancas de mestrado e doutorado, tradução de artigos e manutenção de equipamentos. “O conhecimento não se constrói individualmente, ele depende de debates. Os cortes prejudicam o resultado das pesquisas de pós-gradução”, afirma o diretor de comunicação da ANPG Marcelo Marigliani. “Não adianta o pesquisador guardar o que produziu como se fosse algo para benefício próprio. A divulgação é uma forma de devolver para a sociedade o investimento que recebeu, mas o pós-graduando não tem dinheiro para fazer isso por contra própria”, explica Tamara Naiz, presidente da ANPG.

Segundo Marigliani, a suspensão do Edital Pró-Equipamentos 2015 interrompe pesquisas e pode causar o fechamento de laboratórios. “Nossa preocupação é de que a pós-graduação corre o risco de parar. Falamos tanto sobre desenvolvimento, mas para construir países economicamente fortes é necessário desenvolver novos produtos e tecnologias. Então, precisamos de investimento em ciência e tecnologia”, argumenta. “Queremos sensibilizar o MEC e a presidente Dilma Rousseff porque esses cortes não trazem consequências por apenas um ano. A redução do investimento pode atrasar pesquisas de trinta anos de trabalho”, afirma.

Tamara Naiz afirma que os manifestantes também querem reabrir as concessões de novas bolsas no exterior e garantir que o MEC crie um grupo de trabalho para discutir as condições dos pós-graduandos, conforme prometido em um acordo feito com a instituição em abril. Outro objetivo é promover os direitos da classe, que não possui garantias trabalhistas. “Não podemos tirar licença maternidade, então as mulheres ainda têm que escolher entre ficarem grávidas ou fazerem uma pós-graduação. Como não temos direitos previdenciários, se algum pós-graduando tiver um problema de saúde, terá que trancar a pesquisa e perder a bolsa”, exemplifica.

A ANPG também propõe que o MEC crie campanhas contra assédios sexual e moral na pós-graduação e crie mecanismos nas universidades para acolhar vítimas.

Programação

Na terça-feira (11), às 14h30, a ANPG promove uma audiência pública em frente ao Congresso Nacional. No final da tarde, haverá o lançamento de uma frente parlamentar. Durante a manhã de quarta-feira (12), o grupo participará de reuniões no Congresso para discutir projetos de leis. Na quinta-feira (13), às 12h, os manifestantes conversarão com a presidente Dilma Rousseff no Palácio do Planalto.

Fonte: Correio Braziliense

UFPA

Neste Dia do Estudante, 11 de agosto, a Associação Nacional de Pós-Graduandos está acampada em frente ao Ministério da Educação, onde ficará até amanhã (12), com o objetivo de pressionar o governo pela reversão dos cortes na Educação, Ciência e Tecnologia, especialmente, os cortes nas verbas de custeio da Capes e a paralisação da concessão de novas bolsas em algumas modalidades.

Como parte da mobilização, atos foram feitos em diversas universidades brasileiras. Os pós-graduandos de diversas mobilidades se reuniram em diferentes mobilizações para discutir a Campanha por Mais Direitos e a busca por melhorias.

Em ato chamado pelo SINDPROIFES, o ato realizado na UFPA teve como objetivo central chamar a atenção da sociedade para os cortes orçamentários e demonstrar o descontentamento com tal política. Além disso, o ato também quis mostrar a tentativa de golpe contra a democracia, cobrando do governo Dilma que a Pátria Educadora realmente aconteça, mas sem cair para o lado golpista. Além disso, o ato também chamou para a passeata do dia 20 em defesa de um Brasil mais justo, soberano, democrático e com direitos sociais garantidos.

Da redação