Category

Notícias

Category

 
 

uesc

Neste Dia do Estudante, 11 de agosto, a Associação Nacional de Pós-Graduandos está acampada em frente ao Ministério da Educação, onde ficará até amanhã (12), com o objetivo de pressionar o governo pela reversão dos cortes na Educação, Ciência e Tecnologia, especialmente, os cortes nas verbas de custeio da Capes e a paralisação da concessão de novas bolsas em algumas modalidades.

Como parte da mobilização, atos foram feitos em diversas universidades brasileiras. Os pós-graduandos de diversas mobilidades se reuniram em diferentes mobilizações para discutir a Campanha por Mais Direitos e a busca por melhorias.

Na Universidade Estadual de Santa Cruz – UESC, na Bahia, aconteceu uma panfletagem em comemoração ao dia do estudante e explicando a audiência pública que aconteceu em Brasília hoje contra os cortes orçamentários em Educação, CT&I. A panfletagem, que foi feita pelas salas de aula da pós-graduação da UESC, mostrou as reivindicações em defesa da democracia, por mais investimentos e contra os cortes. Além disso, a APG mobilizou uma reunião para o dia 19 para discutir os resultados da Audiência.

uesc2 uesc3

Da redação

fiocruzrj3

Neste Dia do Estudante, 11 de agosto, a Associação Nacional de Pós-Graduandos está acampada em frente ao Ministério da Educação, onde ficará até amanhã (12), com o objetivo de pressionar o governo pela reversão dos cortes na Educação, Ciência e Tecnologia, especialmente, os cortes nas verbas de custeio da Capes e a paralisação da concessão de novas bolsas em algumas modalidades.

Como parte da mobilização, atos foram feitos em diversas universidades brasileiras. Os pós-graduandos de diversas mobilidades se reuniram em diferentes mobilizações para discutir a Campanha por Mais Direitos e a busca por melhorias. A APG-Fiocruz/RJ mobilizou seus estudantes para discutir a importância da pós-graduação para o avanço da pesquisa e, neste contexto, lembrar que os estudantes de pós-graduação também merecem ser valorizados.

Foi realizada uma Mesa de Discussão: “Pátria Educadora: A qualificação da ciência para o desenvolvimento nacional”  com a convidada Claudia Levy (Secretária-geral da SBPC), Mychele Alves (Diretora da ASFOC) e Geovane Lopes (Coordenador Geral da APG). A atividade foi pautada a cerca das condições da greve na Fiocruz e principalmente pelo marco que representa a data com a simultânea audiência pública em Brasília que pauta o direito dos pós-graduandos. Discussões sobre quantidade versus qualidade das produções acadêmicas, bem como a importância do pós-graduando para o desenvolvimento da pesquisa da Fiocruz e do país também foram abordadas.

Posteriormente, foi realizado um ato com a presença de gestores da Fiocruz e alunos do Escola Politécnica Joaquim Venâncio. As palavras de ordem do ato foram: “Pátria Educadora sem corte na Educação” e “Por Direitos para @s Pós-Graduand@s”.

Da redação com informações da APG Fiocruz/RJ

usprp

Neste Dia do Estudante, 11 de agosto, a Associação Nacional de Pós-Graduandos está acampada em frente ao Ministério da Educação, onde ficará até amanhã (12), com o objetivo de pressionar o governo pela reversão dos cortes na Educação, Ciência e Tecnologia, especialmente, os cortes nas verbas de custeio da Capes e a paralisação da concessão de novas bolsas em algumas modalidades.

Como parte da mobilização, atos foram feitos em diversas universidades brasileiras. Os pós-graduandos de diversas mobilidades se reuniram em diferentes mobilizações para discutir a Campanha por Mais Direitos e a busca por melhorias.

Na USP Ribeirão Preto aconteceram palestras, organizadas pela Associação de Pós-Graduandos da universidade, na manhã e na tarde desta terça-feira sobre os cortes orçamentários sofridos pelas áreas estratégicas para o desenvolvimento do país, como a Ciência, Tecnologia, Inovação e Pesquisa.

O objetivo da APG foi esclarecer para sensibilizar pós-graduandos ainda não ligados à luta, buscando ganhar adeptos para o movimento, através de palestras e discussões acerca da importância do pós-graduandos na sociedade, a falta de investimento do governo, a formação dos docentes e o papel da representação discente.

usprp2

Da redação

ufmt

Neste Dia do Estudante, 11 de agosto, a Associação Nacional de Pós-Graduandos está acampada em frente ao Ministério da Educação, onde ficará até amanhã (12), com o objetivo de pressionar o governo pela reversão dos cortes na Educação, Ciência e Tecnologia, especialmente, os cortes nas verbas de custeio da Capes e a paralisação da concessão de novas bolsas em algumas modalidades.

Como parte da mobilização, atos foram feitos em diversas universidades brasileiras. Os pós-graduandos de diversas mobilidades se reuniram em diferentes mobilizações para discutir a Campanha por Mais Direitos e a busca por melhorias.

Na Universidade Federal de Mato Grosso – UFMT, foi feita uma intervenção da ANPG, através do Diretor de Políticas Educacionais, Caiubi Juhn, na Assembléia do Sindicato dos Técnicos da Ufmt – SINTUF. Na ocasião, Caiubi destacou, em sua fala, a luta contra os cortes que assolam a Educação, Ciência e Tecnologia e a Campanha por Mais direitos para as pós-graduandas e pós-graduandos, além do destaque ao lançamento da Frente Parlamente Mista em Defesa da C,T&I e Pós-Graduação.

ufmt2 ufmt3

Da redação

usp2

Neste Dia do Estudante, 11 de agosto, a Associação Nacional de Pós-Graduandos está acampada em frente ao Ministério da Educação, onde ficará até amanhã (12), com o objetivo de pressionar o governo pela reversão dos cortes na Educação, Ciência e Tecnologia, especialmente, os cortes nas verbas de custeio da Capes e a paralisação da concessão de novas bolsas em algumas modalidades.

Como parte da mobilização, atos foram feitos em diversas universidades brasileiras. Os pós-graduandos de diversas mobilidades se reuniram em diferentes mobilizações para discutir a Campanha por Mais Direitos e a busca por melhorias.

A USP Capital contou com dois atos em localidades diferentes, um na Avenida Paulista e outro dentro de um dos campi da universidade, no bairro do Butantã.

Na Paulista, estiveram presentes mais de dois mil estudantes de todo o Estado, entre pós-graduandos, graduandos e secundaristas, bem como diversas forças políticas e entidades estudantis. O ato saiu do vão do MASP e caminhou até a Câmara, onde acontecia uma votação do Plano Municipal de Educação.

Já no campus, a diretoria da APG Helenira “Preta” Rezende se reuniu no Restaurante Universitário Central ao meio-dia e realizou uma panfletagem sobre os problemas enfrentados pelos pós-graduandos brasileiros, buscando conscientizar a comunidade acadêmica da luta enfrentada.

usp

Da redação

IMG_4733

Foto: Bruno Bou Haya

O 4º Salão Nacional de Divulgação Científica da ANPG, realizado entre os dias 12 e 17 de julho, na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), contou com vasta programação, que incluíram debates acerca do Financiamento da Ciência Brasileira, duas conferências, uma mostra científica e atos políticos contra os cortes orçamentários na Educação, Ciência, Tecnologia e Inovação, além de programação cultural diversificada e a comemoração dos 29 anos da entidade.

Com tão vasta programação, não poderia ser diferente que os ex-presidentes da Associação Nacional de Pós-Graduandos estivessem presentes nos debates, prestigiando o evento.

Hugo Valadares, professor no curso de Engenharia Eletrônica na Universidade Tecnológica Federal do Paraná e graduado, mestrado, doutorado e pós-doc pela UNICAMP, e, além de tudo, presidente da gestão 2008-2010, foi um deles. Em entrevista à nossa equipe, ele comenta as lutas de sua gestão, a situação do Brasil e a luta dos pós-graduandos. Confira:

Quais foram as principais lutas empreendidas durante a sua gestão (2008-2010)?

O marco principal da minha gestão foi a construção da ANPG no meio institucional. Fizemos um trabalho, que já vinha desde a fundação da ANPG, que tivemos a oportunidade de fazer a ANPG conhecida dentro do meio governamental, onde já tinha uma grande entrada, mas conseguimos estreitar relações com o Ministério de Ciência e Tecnologia, da Educação, com os conselhos (Confap, Conset) e as amis diversas universidades. Um ponto fundamental para conseguir fazer essa inserção na comunidade acadêmica e transformar a ANPG em uma entidade mais conhecida, foi a criação do 1º Salão, em 2009. Foi um momento muito importante que foi capaz de catapultar bastante essa visibilidade que a ANPG acabou tendo e hoje, com a presença do ministro no 4º Salão, vemos o avanço que alcançamos com aquele gérmen que foi plantado lá em 2009. Em seis anos, tivemos uma virada. E claro, a participação que temos tido na SBPC, que começou a ser bem mais visível, começamos a ter uma relação muito mais próxima, inclusive a Tamara hoje participa da mesa de abertura. Então a marca daquela gestão foi muito institucional e também de termos feito um congresso, o CNPG, onde quase mil pessoas participaram desse congresso no Rio de Janeiro, entre delegados e observadores, ante os 127 que participaram do congresso anterior, em Campinas. Então, costumo dizer que a nossa gestão foi a que cavou a ANPG no seio da discussão da ciência e tecnologia no país e que a gente passou a ser mais ouvido. Claro que isso se tornou uma coisa mais gradativa, hoje a ANPG tem mais voz, é muito mais reconhecida e tá no meio da discussão da ciência e educação nacionais. E claro, essas pautas que a gente discutiu hoje, como o avanço e o aumento de bolsas, são pautas permanentes, pois infelizmente ainda continuamos aquém daquilo que a gente precisa, mas a ANPG nunca deixou de olhar o lado do estudante/pesquisador/trabalhador com um olhar muito atento. Infelizmente, ainda temos muito o que alcançar, mas a ANPG joga um papel fundamental nesse sentido.

Gostaria que você comentasse como era a situação do país durante a sua gestão.

Estávamos no segundo governo Lula e era um momento de certa estabilidade institucional no Brasil. Apesar de ter passado, poucos anos antes, a questão do mensalão, o Lula estava com a popularidade muito alta, estava conseguindo implantar algumas medidas importantes. Estávamos no meio da crise econômica, mas essa só veio nos afetar posteriormente. Então, nesse aspecto, continuamos tendo a expansão de vagas na universidade, das vagas para professores. Eu mesmo, sou um remanescente da última parcela do REUNI. O país estava numa evolução rápida, os recursos não estavam tão escassos como hoje. Foi um momento propício para termos recursos para fazer nossas atividades e toda essa questão institucional.

Como você vê a ANPG antes e como você a enxerga agora?

A ANPG sempre foi uma entidade muito importante, com pautas muito avançadas, mas creio que hoje é uma entidade massificada dentro da pós-graduação brasileira. Antes, era um ilustre desconhecido, que representava os estudantes de pós-graduação estatutariamente. Mas como eu disse, o Congresso que nos elegeu, teve a participação de 127 pessoas, incluindo os delegados, e dentro dessa perspectiva você vê que a ANPG era uma entidade classista, que representa os pós-graduandos, mas que, naquela época, ainda estava um pouco incipiente. Hoje, a Tamara dá entrevista para o Jornal Nacional, vejo o ministro de Ciência e Tecnologia vindo na tenda da ANPG participar de um debate junto com o vice-presidente da SBPC, então fundamental do movimento social dentro do debate de C&T e, principalmente, na valorização daquilo que eu chamo de profissão de pós-graduando, que, apesar de ser um momento de formação do pesquisador, este está fazendo muito trabalho. Essas dicotomias ainda permanecem na pós-graduação brasileira, mas acredito que, em termos de entidade, vem uma crescente muito importante, então acho que a tendência é que isso continue e se amplifique no futuro.

Na sua opinião, qual os principais avanços na luta dos pós-graduandos ao longo dos 29 anos da ANPG? Comente a atual situação que o Brasil passa e quais os desafios que a ANPG precisará enfrentas nos próximos tempos.

A criação da ANPG se confunde um pouco com a gênese do MCTI, períodos muito parecidos, então você tinha uma pós-graduação, 29 anos atrás, muito incipiente. Era algo que atingia gente da classe mais abastada, que tinha acesso à universidade e a poder se tornar um professor universitário e, principalmente na década de 90, a pesquisa e a pós-graduação passaram por um período de muita dificuldade. As universidades regrediram a quantidade de investimento que recebiam; não havia programas consolidados de pós-graduação em quantidades necessárias para um país de proporções continentais como o Brasil; e é claro que a importância da ANPG cresce junto com a importância da pesquisa e pós-graduação dentro do próprio país. Hoje, é muito comum encontrar alguém que faz mestrado, que faz doutorado, não que a pós-graduação, assim como o ensino superior público, esteja universalizada, mas já é possível afirmar que, hoje, a pós-graduação já deixou de ser uma “super novidade”. É claro que ainda existem muitos desafios, a classe trabalhadora, o filho do pedreiro, ainda não está chegando na pós-graduação, até porque a pós-graduação de excelência ainda é feita pelas universidades públicas, e quase cem por cento retroalimentada por estudantes provenientes de universidades públicas. Então acredito que a pós-graduação brasileira, nesse aspecto, não está, ainda, nem perto do desafio que lhe é colocado para um país de extensões continentais. Uma vez ouvi um comentário do professor Jorge Guimarães, quando fiz parte da elaboração do Plano Nacional de Pós-Graduação 2011-2020, em que ele colocava que, no Brasil, de dez doutores, nove estão empregados e o outro está fazendo pós-doc. Era uma perspectiva legal de se imaginar que já tinha emprego praticamente certo, mas ao mesmo tempo, é um dado muito preocupante, pois significa que não existe doutor sobrando. Ou seja, nós ainda não formamos doutores suficientes para suprir a necessidade do país. Eu vejo que se o Brasil quiser sair dessa posição de exportador absoluto de commodities, e para usar uma frase de Lula, começar a exportar caixa de chip ao invés de toneladas e toneladas de arroz, acredito que seria muito importante esse investimento na área de C&T e em todas as áreas, nas ciências duras, não só naquelas que, aparentemente, respondem por um produto, mas precisamos pensar que ainda precisamos evoluir na pós-graduação. Já demos passos importantes, todavia, o valor da bolsa, que ainda não aumenta, congelado há três anos; a quantidade de bolsas, que ainda é insuficiente; a burocracia, eu diria, em algumas áreas, dificulta mesmo a importação de suplementos que são necessários para a realização das pesquisas. Isso, para mim, é uma questão muito absurda. Hoje ainda não existe uma licença saúde, uma licença maternidade institucionalizada. Existe apenas uma portaria, que pode ser revogada a bel prazer de um ministro. Ainda existe um debate muito forte na academia sobre o produtivismo, sobre a quantidade versus a qualidade. Hoje, o que a CAPES me cobra, como doutor recém-formado, é que eu indexe artigos em revistas importantes, se ele vai ter impacto, se serve para algo, se tem relevância para o Brasil, isso pouco importa. São debates nos quais ainda não conseguimos avançar. Tenho esperança que a gente consiga. É importante que a pesquisa brasileira esteja vinculada aos problemas brasileiros, que a pesquisa de base seja muito incentivada, mesmo que não traga um produto imediato, mesmo que ela não chegue num denominador que apresente um resultado financeiro direto, precisamos ter espaço para isso. Claro que a ciência aplicada, que traz resultados para amanhã, é importante. Tudo é importante no rol da ciência, e vejo que esses desafios, apesar de só acontecerem porque a pós-graduação ter se tornado algo maior, apesar de não tão grande assim. A gente avançou muito pouco no que tange os direitos dos pós-graduandos, mesmo que tenhamos avançado. Eu desejo que a ANPG consiga manter essa importância que tem hoje, se tornar uma entidade ainda mais conhecida no meio científico. Eu acredito que a gente tem muita condição de poder trazer essa discussão para o debate e fazer com que seja ouvida e que a gente consiga avançar na importância que se tem o pós-graduando para todo um sistema científico, tecnológico, produtivo e de formação para o nosso país.

Confira as entrevistas com outros ex-presidentes da ANPG:
Especial ex-presidentes no 4o Salão – Hugo Valadares

Especial ex-presidentes no 4o Salão: Elisangela Lizardo

Da redação

IMG-20150807-WA0108
Fotos: coordenação de comunicação da APG USP Capital
Há muito tempo existe um conhecido problema de segurança no Campus “Armando Salles de Oliveira”, conhecido como ‘Cidade Universitária’ da USP. Problemas frequentes com assaltos e estupros, e com homicídios ocasionais.
A Cidade Universitária é um dos maiores complexos universitários do país e abriga a maior parte das atividades de graduação e pós-graduação da Universidade de São Paulo. E, há muito tempo, a comunidade acadêmica sofre com a falta de diálogo das administrações para resolver o problema.
Esta semana o movimento estudantil foi surpreendido com um plano negociado nos bastidores entre a Reitoria e a Secretaria de Segurança pública do Estado de São Paulo. E a APG USP-Capital está liderando a resistência ao plano, com a organização de um protesto, que começou hoje (07), às 13 horas, em frente à reitoria. A intenção é que eles sejam recebidos pelo Reitor antes da assinatura do convênio com a Secretaria de Segurança Pública.
Segundo Mariana Moura, coordenadora geral da APG, “Zago foi eleito com o compromisso do diálogo. Infelizmente, essa não tem sido sua prática cotidiana. Os estudantes tem assento nas Comissões de Direitos Humanos e na Comissão Gestora do Campus e não foram chamados a opinar sobre essa assunto tão importante”.
IMG-20150807-WA0106 (1)
Phillipe Pessoa, diretor da ANPG, está acompanhando o movimento e garante que “a partir do diálogo, podemos encontrar soluções mais eficazes, que passam pela ocupação e iluminação do Campus, eliminando os grandes vazios onde acontecem a maioria dos atos criminosos”. Segundo Pessoa, “a experiência recente já provou que a presença da Polícia Militar no Campus não contribuiu para a redução no número de crimes, ao contrário”.
Natália Dias, tambem diretora da APG, questiona o modelo da Polícia Militar como um todo. Segundo ela, “a Polícia Militar é uma instituição que recebe um sem número de questionamentos por sua atuação, e muitos especialistas na área de segurança pública propõem a sua extinção e a unificação das polícias. Trazer a PM para o Campus, em serviço 24 horas, sem consultar os estudantes e moradores do Conjunto Residencial da USP (CRUSP) é uma decisão muito questionável.”
WP_20150807_005 IMG-20150807-WA0105
 
Da Redação

alice_portugal_apoia_pos-graduandos82627
Deputada Alice Portugal segura cartaz da Campanha por mais Direitos para os Pós-Graduandos

Debate que será realizado na próxima semana, e discutirá a importância dos cursos de pós-graduação e seu alcance na sociedade e contará com os ministro da Educação e de Ciência, Tecnologia e Inovação, e da presidenta da ANPG, Tamara Naiz

A Comissão de Educação da Câmara dos Deputados promoverá, na próxima terça-feira (11) audiência pública para debater os desafios encontrados pelos estudantes de pós-graduação, e a importância da qualificação oferecida pelos cursos. A audiência é um requerimento da deputada Alice Portugal (PCdoB-BA), vice-presidente da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Ciência, Tecnologia e Pós-Graduação.

“Trata-se de pauta ampla, porém factível, que necessita ser submetida ao debate neste Colegiado”, defende a parlamentar. Alice ainda enfatiza a necessidade de discutir a qualidade dos cursos de especialização no país, uma pauta cara à ANPG. A atual indústria da especialização cria, dia após dia, cursos que nem sempre estão de acordo com a legislação, ou com o padrão exigido pelo Ministério da Educação.

Para o debate, foram convidados o ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aldo Rebelo e a presidente da Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG), Tamara Naiz.

A Associação Nacional dos Pós-Graduandos reúne na Campanha por mais Direitos para os(as) pós-graduandos(as) uma pauta de reivindicações que inclui a universalização e valorização das bolsas de pesquisa; o estabelecimento de mecanismo de reajuste anual dos valores das bolsas de pesquisa; a assistência estudantil com direito à moradia universitária, bandejão, atenção à saúde, passe-livre estudantil; entre outras. (Saiba mais aqui)

Para debater o viés educacional, também devem comparecer à audiência o presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Carlos Afonso Nobre, o presidente da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), Targino de Araújo Filho, e a conselheira da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Fernanda Sobral.

Da redação

Uma medida provisória publicada no Diário Oficial da União de hoje (31) libera crédito extraordinário de R$ 5,1 bilhões para o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). O recurso faz parte do total de R$ 9,8 bilhões em créditos extraordinários abertos em favor do Ministério da Educação, de encargos financeiros da União e de operações oficiais de crédito.

Dos recursos destinados ao Fies, R$ 4,2 bilhões vão para concessão de contratos do programa; R$ 400 milhões, para integralização de cotas do Fundo de Garantia de Operações de Crédito Educativo; e R$ 578 milhões, para a administração do Fies.

As inscrições para o processo seletivo da segunda edição de 2015 do Fies serão abertas na próxima segunda-feira (3), pela internet. No final de junho, o ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, anunciou que seriam ofertadas 61,5 mil vagas.

A Medida Provisória 686, de 30 de julho de 2015, também prevê recursos para a avaliação da educação superior e da pós-graduação (R$ 35 milhões); para a produção, aquisição e distribuição de livros e material didático e pedagógico para educação básica (R$ 116 milhões); e a implantação e adequação de estruturas esportivas escolares (R$ 461 milhões).

Para completar o montante total de créditos extraordinários liberados, R$ 4,6 bilhões estão previstos para subvenção de operações de financiamento do Programa de Sustentação do Investimento e do Programa Emergencial de Reconstrução de Municípios Afetados por Desastres Naturais.

A ANPG acredita que o Fies da pós é um mecanismo que contribui para a ampliação da pós-graduação no país, mas, a entidade prioriza essa expansão pela via pública, com a luta pela universalização e valorização das bolsas de pesquisa.

O Fies da pós-graduação não atenderá a cursos de especialização, os chamados lato sensu, nem cursos de ensino a distância. Alunos já contemplados com bolsas de estudo pelo Programa de Suporte à Pós-Graduação de Instituições de Ensino Particulares (Prosup) também não poderão solicitar o financiamento.

Da redação com informações da Agência Brasil

O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) divulgou os resultados do 10º Censo do Diretório dos Grupos de Pesquisa no Brasil, uma espécie de inventário das equipes de pesquisadores em atividade no país. Com dados coletados em 2014, foram mapeados 35.424 grupos de pesquisa, 29% mais do que o registrado em 2010 e três vezes mais do que o resultado do Censo de 2000. O número de pesquisadores em atividade e seu nível de formação aumentaram. Dos 180 mil pesquisadores atuantes, 116 mil têm pelo menos nível de doutorado, ou 65% do total. Em 2010, o índice era de 63% e em 2000, de 57%.

Também se observou uma redução da concentração regional em relação a 2010. O Nordeste aumentou sua participação no total dos grupos de 18,3% para 20,4% entre 2010 e 2014, aproximando-se do Sul, estável na casa dos 22%. Em 2004, a participação do Nordeste era de 14,2%. O Sudeste, que tinha 46,8% dos grupos em 2010, hoje tem 43,8% do total.

Os indicadores em alta são atribuídos, em boa medida, ao programa de reestruturação e expansão das universidades federais, o Reuni, que ampliou o número de professores e de vagas nas instituições vinculadas ao Ministério da Educação (MEC), inclusive em regiões distantes dos principais centros de produção do conhecimento. “Surgiu um novo perfil da qualificação dos professores contratados em universidades federais. Muitos se formaram em programas de doutorado dinâmicos, com a perspectiva de seguir fazendo ciência, e formaram grupos de pesquisa em instituições que nem sempre tinham tradição nisso”, diz Elizabeth Balbachevsky, professora da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (fflch-USP), pesquisadora da área de ciência e inovação.

Rogério Meneghini, coordenador científico da biblioteca SciELO Brasil, complementa: “Investiu-se muito dinheiro nas universidades federais para ampliar a oferta de vagas para estudantes e isso teve impacto também na pesquisa”. O crescimento dos grupos, ele observa, é uma notícia boa, mas não significa que isso resulte na produção de pesquisa de impacto. “O Brasil perdeu posições em rankings de qualidade da pesquisa, o que pode ser resultado do crescimento muito rápido de grupos de pesquisadores”, afirma.

Apesar da redução da concentração regional, vários indicadores destacam o desempenho de unidades da federação com mais tradição em pesquisa. São Paulo, por exemplo, tem 78,5% de seus pesquisadores com nível de doutorado. É o maior percentual entre as unidades da federação. A média brasileira é de 61%. Da mesma forma, entre os pesquisadores do estado de São Paulo, o número de artigos publicados em revistas internacionais chegou a 3,3 artigos por autor em 2010, enquanto a média no Brasil foi de 2,5 artigos por autor. No censo de 2002, foram registrados 2 artigos por autor em São Paulo e 1,4 no Brasil.

A participação feminina teve uma suave alta entre 2010 e 2014. Quarenta e seis por cento dos postos de liderança nos grupos são ocupados por mulheres, diante de 45% em 2010 e 42% em 2004. Já no número total de pesquisadores manteve-se a divisão de 50% para cada gênero observada em 2010. Também houve mudanças na participação das áreas do conhecimento no total dos grupos, com um crescimento mais expressivo em ciências humanas (de 19,5% para 20,9% do total entre 2010 e 2014), sociais aplicadas (de 12,6% para 13,7%) e linguística, letras e artes (de 6,6% para 6,9%).

Para Elizabeth Balbachevsky, a mudança nas grandes áreas pode ter vínculo com o avanço feminino. “O crescimento dos grupos foi mais significativo em áreas que atraem mais as mulheres, como ciências humanas e sociais aplicadas”, afirma. A pesquisadora destaca que, nessas áreas, vem se quebrando a tradição de fazer pesquisa de forma isolada, com um aumento da formação de grupos de pesquisa. “Tem se consolidado uma cultura de pesquisa coletiva em ciências humanas, incentivada por iniciativas como os projetos temáticos da FAPESP e programas que estimulam a formação de redes”, afirma.

Influência

A socióloga Fernanda Sobral, da Universidade de Brasília (UnB), aponta a influência de programas como o dos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs), mantidos pelo CNPq e pelas fundações estaduais de amparo à pesquisa, na disseminação de novos grupos de pesquisa. “Cada um desses institutos forma redes com pesquisadores de várias instituições e regiões”, afirma. Ela considera o fenômeno responsável, ao menos em parte, pelo desempenho do Nordeste e o avanço das mulheres. “Ainda que os coordenadores dos INCTs sejam majoritariamente pesquisadores do sexo masculino sediados no Sul e no Sudeste, há participação de grupos de outras regiões ou liderados por mulheres”, afirma. “Mas a política de pós-graduação e programas como o Casadinho também ajudaram a reduzir a concentração da pesquisa”, diz, referindo-se a uma iniciativa do CNPq que conecta programas de pós-graduação consolidados com outros, mais jovens.

Quando são analisados os artigos publicados em revistas internacionais, algumas áreas se destacam. Nas ciências biológicas, o número de artigos publicados por ano por pesquisador com nível de doutor chega a 1,9. Também se distinguem as ciências da saúde (1,76 artigo por pesquisador/ano), ciências exatas e da Terra (1,49 artigo) e agrárias (1,22). Esse perfil é diferente do das ciências humanas (0,21 artigo por pesquisador/ano), ciências sociais aplicadas (0,24 artigo) e linguística, artes e letras (0,09), que, contudo, assumem os primeiros lugares quando a produção é medida por capítulos de livro (entre 0,68 e 0,77 capítulo por pesquisador/ano). “Há notável resiliência dessas áreas”, diz Balbachevsky. “Seus pesquisadores seguem publicando livros e capítulos de livros apesar de isso ter perdido valor em processos de avaliação.”

Fonte: UOL