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A ANPG convida o conjunto dos pós-graduandos brasileiros para ocupar Brasília entre os dias 10 e 12 de agosto. O objetivo é pressionar o governo pela reversão dos cortes nas áreas de Educação e Ciência e Tecnologia, em especial, cortes significativos nas verbas de custeio da Capes e paralização da concessão de novas bolsas em algumas modalidades.

Reunida em São Carlos, durante a 67a reunião anual da SBPC, a diretoria da entidade deliberou a convocação de um conjunto de atividades e mobilizações contra os cortes nessas áreas. Entre elas já está marcada audiência pública da comissão de educação da câmara federal que contará com a presença dos ministérios da Educação e da Ciência, Tecnologia e Inovação para debater “A importância da pós-graduação e os direitos dos pós-graduandos”. Além da audiência pública, a entidade está requerendo reuniões com todas as autoridades do setor, na tentativa de restabelecer o fluxo financeiro para os programas de pós-graduação.

Os cortes estão impactando de forma diferente cada universidade no Brasil. Em alguns lugares, a própria Reitoria ou pró-reitoria tem estimulado o movimento. Na UFBA, por exemplo, a pós-graduação também foi atingida por atrasos da FAPESB e os pós-graduandos tem se organizado para combater os cortes.

Ocupe Brasília terá acampamento
Além de buscar reuniões, a ANPG está organizando um acampamento em frente o MEC, como forma de pressionar seus dirigentes a cumprirem os compromissos assumidos, como o grupo de trabalho sobre direitos.

Para Tamara Naiz, Presidenta da entidade, “esse grupo de trabalho é importante para avançarmos em curto e médio prazo na pauta de direitos para os pós-graduandos, definida pelo congresso da ANPG”.

Sobre o conjunto de atividades em Brasília, Tamara diz que o acampamento e as manifestações que devem acontecer durante a próxima terça-feira (11), “é um grito de apelo da pós- graduação brasileira contra os cortes orçamentários e contra a interrupção do ciclo virtuoso de crescimento que a pós-graduação brasileira vivenciou nos últimos anos”.

Veja a Convocatória Oficial do Dia Nacional de Mobilização da Pós-Graduação

Da redação

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No dia do estudante, próximo dia 11 de agosto, as entidades ligadas à educação e os trabalhadores farão um ato público em defesa da democracia, da educação e da Petrobras.

O ato, que será realizado às 14h, no auditório Nereu Ramos, na Câmara dos Deputados, terá como foco principal a defesa da Petrobras como operadora única do pré-sal e contra o projeto de lei 131/2015, de autoria do senador tucano José Serra, que derruba a participação mínima de 30% da estatal na exploração do pré-sal.

Caso o projeto do senador estivesse em vigor hoje, a Petrobras poderia ficar de fora do consórcio de Libra (único bloco do Pré-Sal licitado), o que acarretaria uma perda, para o Estado, de R$ 246 bilhões. Além disso, se o projeto de lei for aprovado, o fundo social perderá R$ 100 bilhões e, consequentemente, a educação deixará de receber 50 bilhões, já que pela atual legislação 50% dos recursos do fundo social do pré-sal destinam-se à educação.

Segundo a senadora Fátima Bezerra (PT-RN), a visão que entidades ligadas ao setor e o senador José Serra têm dos resultados das alterações propostas divergem bastante. “As contas mostram claramente uma redução de recursos para educação. Não vamos aceitar que seja retirado qualquer centavo da educação. Esse dinheiro faz muita diferença diante do desafio e do compromisso que temos na realização das metas do novo Plano Nacional de Educação (PNE)”, destacou a senadora.

O ato está sendo organizado em conjunto pela União Nacional dos Estudantes (UNE), Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG), União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), Central Única dos Trabalhadores (CUT), Federação Única dos Petroleiros (FUP), Federação de Sindicatos de Trabalhadores, Técnico-Administrativos em Instituições de Ensino Superior (Fasubra), Confederação Nacional dos Trabalhadores em Agricultura (Contag), pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e pela Frente Parlamentar Mista em Defesa da Petrobras.

Da redação

Governo corta 75% das verbas para a pós-graduação, ameaça o trabalho de pesquisadores e coloca em risco a evolução acadêmica do País

Até 2014, o Brasil vivia um salto científico. Em 20 anos, passou do 24º para o 13º lugar entre os países com maior número de pesquisas produzidas, tendo passado à frente de nações como Suíça, Suécia e Holanda. Alcançou visibilidade no meio acadêmico internacional e pavimentava um futuro ainda mais animador. Um ano depois, essa perspectiva está abalada. No âmbito do contingenciamento financeiro na pasta da educação, universidades brasileiras têm sofrido com um corte de 75% na verba federal destinada ao custeio das pesquisas em cursos de mestrado e doutorado, chegando ao cúmulo de os próprios pesquisadores precisarem comprar material de laboratório, como luvas e reagentes químicos. Além disso, a diminuição do repasse compromete outras necessidades na formação de mestres e doutores, como subsídio ao trabalho de campo e participação em congressos e verba de convites para formação de bancas. “Os últimos anos foram de incentivos. Mas, hoje, vivemos uma turbulência”, afirma Isac Almeida de Medeiros, presidente do Fórum de Pró-Reitores de Pós-Graduação e Pesquisa (Foprop). A perspectiva é que as consequências sejam sentidas em dois ou três anos, tempo médio de produção de uma pesquisa. “Se o corte persistir, vamos ficar para trás.”

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PANE
Alan Ambrosi, doutorando em Engenharia Química: “É triste ver que a
pós-graduação brasileira tenha entrado nesse colapso”

O corte no repasse atinge diretamente o Programa de Apoio à Pós-Graduação (Proap), administrado via universidade e subsidiado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). A diminuição de 75% anunciada pela Capes em julho pegou as administrações das federais de surpresa, uma vez que as instituições trabalham com um planejamento financeiro para o ano com base nos gastos e na previsão de repasse do governo. Há, inclusive, casos extremos, como a Universidade Federal da Bahia (UFBA). Lá, o repasse diminuiu de R$ 4,27 milhões para R$ 1,07 milhão. Somente os gastos já empenhados somam R$ 2,02 milhões, o que deixa a instituição no vermelho. Sem encontrar outra saída, a decisão foi paralisar as pesquisas. Em outras universidades, o dinheiro, que normalmente era enviado no mês de fevereiro ou março, nem chegou. “Os programas que obtiveram nota 6 da Capes ainda não receberam recurso algum neste ano”, afirma Edilson Silveira, pró-reitor de pesquisa e pós-graduação da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), a contenção é tamanha que as defesas de tese e dissertação não têm mais verba para pagar diárias de professores de fora da instituição para participação em banca, sendo que ter pelo menos um discente externo é item obrigatório na maioria dos cursos. A solução tem sido realizar conferências via Skype. Aluno de doutorado em engenharia química na mesma universidade, Alan Ambrosi, 30 anos, viajou para Boston, nos Estados Unidos, para apresentar um trabalho em um congresso. O auxílio financeiro no valor de R$ 3.822,67 havia sido aprovado para ele e outra colega, mas seria repassado somente após a viagem. “Tivemos a infelicidade de retornar e ouvir que não havia sinais de ressarcimento do valor aprovado. As contas de inscrição, passagens, diárias chegam e nos desdobramos para poder pagá-las”, afirma. A bolsa para um doutorando é de R$ 2,2 mil e, para mestrando, é de R$ 1,5 mil. Mas esses valores são destinados a gastos pessoais básicos, como moradia, alimentação e transporte. Para Guilherme Rollim, coordenador geral da associação de pós-graduandos da UFRGS, uma vez que existe a exigência de apresentar trabalhos em eventos para concluir a formação, o corte de verbas para viagens comprometerá a conclusão de trabalhos, além de impedir pesquisas de campo. “Pagaremos para trabalhar.”

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Em nota, a Capes assegura o repasse de R$ 2,52 bilhões para o fomento do sistema nacional de pós-graduação em 2015. Cerca de R$ 2 bilhões serão destinados às bolsas, que não sofrerão nenhum arrocho. Os 8% a menos no repasse da Capes são referentes justamente ao corte nas verbas de custeio, os 75% a menos que têm tirado o sono de mestrandos e doutorandos, segundo o Foprop. “Entendemos que o governo preferiu manter as bolsas em detrimento do custeio da pós-graduação, mas esses gastos são imprescindíveis”, afirma Gustavo Henrique Rigo Canevazzi, 27 anos, aluno de doutorado em ciências fisiológicas da Universidade Federal de São Carlos (Ufscar) e diretor da Associação Nacional de Pós-Graduandos. 

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Foto: Marcos Nagelstein/Ag. Istoé 

Fonte: IstoÉ

Foto: Bruno Bou Haya
Foto: Bruno Bou Haya

O 4º Salão Nacional de Divulgação Científica da ANPG, realizado entre os dias 12 e 17 de julho, na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), contou com vasta programação, que incluíram debates acerca do Financiamento da Ciência Brasileira, duas conferências, uma mostra científica e atos políticos contra os cortes orçamentários na Educação, Ciência, Tecnologia e Inovação, além de programação cultural diversificada e a comemoração dos 29 anos da entidade.

Com tão vasta programação, não poderia ser diferente que os ex-presidentes da Associação Nacional de Pós-Graduandos estivessem presentes nos debates, prestigiando o evento.

Luana Bonone, que foi nossa presidenta na gestão 2012-2014, foi uma delas. Em entrevista à nossa equipe, Luana comenta as lutas de sua gestão, a situação do Brasil e a luta dos pós-graduandos. Confira:

-Você é mestre ou doutora em qual programa e por qual universidade?
Mestra em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP.

– Quais foram as principais lutas empreendidas durante a sua gestão?
Como no congresso que nos elegeu foi anunciado o reajuste de bolsas conquistado na gestão anterior, nossas principais bandeiras passaram a ser por um mecanismo permanente de valorização das bolsas, garantia de inclusão dos pós-graduandos no PNAES (Plano Nacional de Assistência Estudantil) e universalização das bolsas de pesquisa para pós-graduandos. Debatemos bastante também os critérios de avaliação dos programas pela Capes, questionando o produtivismo exacerbado e valorizando os critérios de qualidade (reivindicando mais critérios qualitativos, inclusive). Outra pauta fundamental foi a recomposição do FNDCT (Fundo Nacional para o Desenvolvimento da Ciência e Tecnologia), desfalcado pela retirada dos recursos do petróleo deste fundo.

– Comente a situação do país durante sua gestão.
Vivenciamos o período em que o Brasil saiu do mapa da fome, conforme seria anunciado em setembro de 2014 pela ONU. Uso esse dado, anunciado após o final da gestão, para exemplificar de maneira contumaz a importância das políticas públicas de combate à desigualdade em curso naquele período. Entretanto, tais avanços conviveram com uma política econômica que, no sentido contrário, permaneceu alimentando a especulação do capital financeiro em lugar da produção, em que pese os debates sobre inovação terem ganhado vulto. O MCT virou MCTI em 2011 e isso trouxe impactos importantes na política do ministério, que viu na inovação uma espécie de tábua de salvação da indústria nacional (em contraste com a política de juros altos praticada). Entretanto, neste processo, por diversas vezes o investimento em ciência básica chegou a estar ameaçado e a lógica de financiamento buscava favorecer em especial as grandes corporações e instituições (havia uma tese sendo defendida, de que a FINEP deveria se converter em uma instituição financeira, um banco, por exemplo). Por outro lado, a pós-graduação brasileira cresceu no período, assim como os investimentos públicos em Educação e em C,T&I.

– Como você vê a ANPG antes e como enxerga agora?
Tive a oportunidade de conhecer a ANPG quando eu ainda estava na graduação, na UFMG, e cheguei a contribuir na organização de um congresso em Belo Horizonte, em 2006. Naquela época o congresso da ANPG não reunia muito mais que 100 pessoas. Lembro que discutia-se com muita urgência a inserção dos recém mestres e doutores no mercado de trabalho, pauta sem dúvida ainda bastante atual. Bom, desde então vi a ANPG crescer muito em termos de participação dos pós-graduandos nas suas atividades, em termos de visibilidade, de articulação junto a outras instituições e junto ao Poder Público, em termos mesmo de produção científica, por meio da revista e das mostras. Em 2009 foi criado o Salão Nacional de Divulgação Científica, que é um espaço muito rico de debate, troca, elaboração, divulgação e manifestações política e cultural. Penso que o poder de mobilização e influência da ANPG cresceu e tem potencial para crescer ainda mais. O que nunca mudou foi a certeza de que a ANPG, desde a sua fundação, cumpre um papel fundamental de organização e articulação dos pós-graduandos, dando espaço para atuação, debate e elaboração de pautas, contribuindo inclusive na formação cidadã e política de pessoas que tendem a ter espaços importantes de atuação na sociedade, seja em universidade, em instituições públicas, institutos de pesquisa ou atividades no setor privado. 

– Na sua opinião , quais os principais avanços na luta dos pós-graduandos ao longo dos 29 anos da ANPG?
Bom, a política de vinculação das bolsas aos salários docentes chegou a ser implementada no ano de 1985 por proposição e mobilização da ANPG. Ainda que tenha caído poucos meses depois, esta conquista foi histórica e até hoje é referência na elaboração das pautas dos pós-graduandos. A ANPG também mobilizou pós-graduandos contra o fechamento da Capes durante o governo Collor, na década de 1990, outro marco importante. A partir dos anos 2000 a entidade passou a compor as comissões que elaboram os PNPG (Plano Nacional de Pós-Graduação), além de ter voz e voto no Conselho Técnico-Científico e no Conselho Superior da Capes, e mais recentemente conquistou assento também do Conselho Deliberativo do CNPq. Esta conquista de espaços quer dizer que a ANPG tem canais para influenciar a elaboração e implementação da política nacional de pós-graduação e pesquisa. Usamos esses canais, por exemplo, para garantir a publicação da Portaria que garante licença-maternidade às bolsistas Capes em 2011 (o CNPq já implementava tal política). Mas o marco da geração que eu participei foi na gestão em que a Elisangela Lizardo presidiu a ANPG, quando conseguimos realizar uma paralisação nacional de pós-graduandos, mobilizando APGs e grupos de pós-graduandos em todo o país pelo reajuste das bolsas de pesquisa (que completavam quatro anos sem qualquer reajuste). No mesmo período, fizemos uma campanha com um vídeo na internet chamada “#MinhaBolsaNãoAumentou” que viralizou. E o resultado foi que, mesmo não estando previsto no orçamento aprovado pelo Congresso Nacional, foi anunciado o reajuste de bolsas pelos presidentes da Capes e do CNPq no próprio congresso da ANPG em 2012.

– Comente a atual situação em que passa o Brasil e quais são os desafios que a ANPG precisará enfrentar nos próximos tempos na luta por mais direitos para os pós-graduandos?
Penso que o Brasil vive um momento de crise econômica e social. É um período bastante delicado, pois nos anos anteriores tivemos avanços importantíssimos em termos de mobilidade social, acesso a direitos (inclusive educação) e redução da pobreza. Entretanto, o ambiente internacional conturbado, marcado por uma política de guerras (Afeganistão, Iraque, Palestina, etc.) e de crise financeira com impactos.

Confira as entrevistas com outros ex-presidentes da ANPG:

Especial ex-presidentes no 4o Salão – Hugo Valadares

Especial ex-presidentes no 4o Salão: Elisangela Lizardo

Da Redação

Após conceder 101.446 bolsas de intercâmbio para estudantes brasileiros, o Programa Ciência sem Fronteiras passa por reformulação. Segundo o presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Carlos Afonso Nobre, o governo brasileiro está estudando diretrizes para a segunda edição do programa.

A tendência, segundo ele, é aumentar as bolsas para a pós-graduação.Muitos dos alunos que participaram do Ciência sem Fronteira, no estágio da graduação sanduíche, se interessaram em continuar os estudos e ir para a pós-graduação, acrescentou. Portanto, “é natural, até para dar vazão ao interesse que o programa gerou nesses estudantes, que o Ciência sem Fronteiras 2 tenha oportunidades de pós-graduação”, disse Nobre.

O presidente explica que o Ciência sem Fronteiras permitiu o intercâmbio acadêmico ainda na graduação, algo que antes era financiado pela Capes apenas na pós-graduação. Na primeira fase do programa, 78,9% das bolsas foram concedidas a graduandos. “A tendência é aumentar as bolsas para a pós-graduação, mas os parâmetros finais ainda não foram definidos”, mas ele acredita que as diretrizes sejam fixadas “nos próximos meses”.

A segunda edição do Ciência sem Fronteiras foi anunciada em meados do ano passado, pela presidenta Dilma Rousseff, que prometeu mais 100 mil bolsas de 2015 a 2018. Com o contingenciamento no Orçamento, o programa também sofrerá cortes, de acordo com o Ministério da Educação. Nenhum edital da nova edição foi lançado ainda.

O Ciência sem Fronteiras foi lançado em 2011 com a meta de conceder inicialmente 101 mil bolsas – 75 mil bancadas pelo setor público e 26 mil por empresas privadas. As bolsas são voltadas para as áreas de ciências exatas, matemática, química e biologia, engenharias, áreas tecnológicas e de saúde. O objetivo é promover a mobilidade internacional de estudantes e pesquisadores, e incentivar a visita de jovens pesquisadores altamente qualificados e professores seniores ao Brasil.

Fonte: Agência Brasil

Amanhã (29), os Pós-Graduandos em Saúde que estiverem participando da reunião da ABRASCO estão convidados a participar de uma reunião às 16h30. O encontro acontecerá na Tenda ABRASCO JOVEM.
Desde o primeiro dia do 11º ABRASCÃO/2015 o Fórum Nacional de Pós-Graduandos em Saúde (FNGPS) da ANPG tem realizado discussões sobre”Formação e Direitos dos Pós-Garduandos em Saúde e os principais enfrentamentos no cotidiano” com o intuito de potencializar e dinamizar a participação dos pós-graduandos dos diversos programas de pós-graduação em Saúde Coletiva e de áreas afins.
Os estudantes de pós-graduação reunidos no Fórum Nacional de Pós-Graduandos em Saúde (FNPGS/ANPG) convidam todas e todos interessados em debater a conjuntura política atual da pós-graduação brasileira, sobretudo da saúde coletiva e a sistematizar o posicionamento desse coletivo frente aos enfrentamentos vivenciados no cotidiano da formação.
Mantenha-se em contato com a sua representação. Conecte-se e participe dos canais:
Grupo do Fórum Nacional de Pós-Graduandos em Saúde (Facebook)
E-mail: [email protected]
Grupo no Gmail: [email protected]

Nesta semana, Guilherme Beiró, aluno da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), afirmou que sofreu assédio sexual e moral ao longo de seis anos de curso. A violência teria partido de um professor e a denúncia não foi feita antes pois o estudante de jornalismo tinha medo de represálias. A situação fez com que a instituição divulgasse nota de posicionamento.

O relato de Beiró publicado no Facebook explica que o abuso foi cometido por professor conhecido da universidade e que a pressão psicológica era imensa. “O desgaste emocional é absurdo. É o tipo de situação que quem nunca passou jamais saberia como é. Mas eu passei, eu senti e eu fui, por todas as relações de poder envolvidas entre aluno/professor e profissional/mercado de trabalho, extremamente humilhado e abusado”, escreveu. Beiró afirma, ainda, que tem provas do abuso, como mensagens explícitas.

No texto, ele comenta que, agora que está se formando, quer garantir que o professor não será capaz de repetir com outros alunos o tipo de atitude. Embora não cite o nome do professor, o estudante ressaltou que quem passou pelo curso de jornalismo da universidade sabe de quem ele está falando. “Não fui o primeiro, mas espero ter sido o último. Meu objetivo é, com isso, buscar orientar outros alunos que sofreram abuso, seja sexual, moral ou de ambos os tipos, a como dizerem basta”.

Em matéria do Zero Hora, a PUC-RS posiciona-se sobre o tema. Segundo as informações, por enquanto, a situação do professor está inalterada e que ele permanece na grade curricular para o próximo semestre. “A PUC-RS informa que um aluno apresentou denúncia ao coordenador do curso de Jornalismo e ao diretor da Faculdade de Comunicação Social (Famecos) sobre comportamento indevido de um docente do curso. O estudante e o professor foram ouvidos pelo coordenador e pela direção da Faculdade. A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Jurídica da Universidade, que avaliará a instauração ou não de sindicância, em caráter de sigilo, visando a preservar o direito à privacidade das pessoas referidas na denúncia”, explicou a instituição.

Fonte: Portal Comunique-se

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No último mês, estudantes de pós-graduação bolsistas da FAPESB tiveram suas bolsas atrasadas, sob a justificativa de cortes na agência oriundos dos cortes orçamentários realizados no Ministério da Educação (MEC) e de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

Diante deste quadro, e como resultado da ação contínua da Comissão de Mobilização da APG/UFBA, com passadas nos programas e participação no calendário de greve da UFBA, os/as estudantes encaminharam a construção de um ato na Fapesb contra os atrasos das bolsas, com protocolo de um ofício solicitando posição pública da agência sobre a situação das bolsas, dos cortes e de questões referentes ao contrato (retirada da cláusula que exige dedicação exclusiva dos estudantes, impedindo-os de exercer atividade docente remunerada durante os anos de vigência do contrato). Além desta, foi encaminhada uma nova Assembleia Geral, com a pauta “Indicativo de greve dos/as estudantes da pós-graduação”.

No ato, realizado no último dia 23, fomos recebidos por diretores da agência, que informaram que o Governo do Estado da Bahia direciona à agência de pesquisa 1% de seu orçamento anual (91,2 milhões, em 2014), e que com os cortes orçamentários nacionais, resultado da política de austeridade imposta pelo governo federal/Plano Levy, este valor foi reduzido à metade. Tal condição impacta na concessão de novas bolsas e no atraso do depósito das já vigentes.

Para os/as estudantes, estes cortes impactam diretamente no funcionamento dos programas de pós-graduação e na pesquisa, já que além destes cortes no MEC e MCTI, os/as estudantes já haviam sido surpreendidos, na semana passada, por um corte de 75% nas verbas da PROAP (Programa de Apoio à Pós-graduação).

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Segundo o diretor científico da FAPESB, Sr. Saulo Carneiro, apesar do contingenciamento nas verbas anuais repassadas pelo Estado, não haverá cortes nas bolsas, e sim a não realização de novas bolsas a partir de 2016, se a situação econômica permanecer como está ou se aprofundar. Este também se comprometeu a lançar documento oficial da FAPESB explicando a situação aos bolsistas e se dispondo a resolver as questões pendentes, o que significa regularizar o pagamento das bolsas e discutir na diretoria as nossas pautas sinalizadas no oficio, a saber, retirada da cláusula do Termo de Outorga que exige dedicação exclusiva dos estudantes e a dilatação dos prazos de bolsas e relatórios pelo período de vigência da greve das IFES.

Encerramos a reunião com o protocolo do ofício junto à diretora financeira e com o aguardo de uma nova reunião para debater as pautas e garantir que as reivindicações dos/as estudantes sejam atendidas.

A APG UFBA e sua Comissão de Mobilização, em conjunto com os/as estudantes dos programas seguirão mobilizados, na luta contra os cortes orçamentários e pela sua reversão, em defesa da educação pública, gratuita e de qualidade, e em defesa dos direitos dos/as pós-graduandos/as.

Clara Lima, pela Comissão de Mobilização da APG UFBA

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No dia 26 de julho (domingo), teve início o 1º Fórum da Juventude do BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) e da OCX – Organização da Cooperação de Xangai (Índia, Cazaquistão, Quirguistão, China, Paquistão, Rússia, Tadjiquistão e Uzbequistão), em Ufa, na Rússia.

O objetivo do encontro – realizado pela União Russa da Juventude e que conta com a participação de representantes de comunidades jovens sociopolíticas, econômicas e científicas de todos os países-membros do grupo – é consolidar relações entre os países que compõe o bloco, no âmbito da juventude e, em especial, nas áreas de mobilidade acadêmica e cooperação científica e tecnológica. Tamara Naiz, presidenta da ANPG, que compõe a delegação brasileira na reunião em Ufa, contribuirá para as discussões no que tange a defesa da Educação e da Ciência, Tecnologia e Inovação “como eixos estruturantes para nações que pretendem se desenvolver de forma soberana e sustentada social, ambiental e economicamente. Outro ponto a ser levantado será a importância da cooperação cientifica e tecnológica para inovação entre os países que compõe o bloco”, afirma.

Os jovens, com idade entre 20 e 35 anos, discutiram os resultados da Cúpula do Brics e a elaboração de um roteiro de trabalho para projetor conjuntos, além de propor a eliminação do regime de vistos entre os países-membros de ambos os grupos, o que traria maior intercâmbio cultural entre as nações. Um “Banco de Ideias” para projetos de inovação também foi um projeto defendido.

Na programação, painéis sobre diplomacia pública, cooperação cultural, humanitária e migração, além de ciência e tecnologia e empreendedorismo juvenil. No dia 21, o Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), órgão de crédito multilateral, criado pelas potências emergentes como alternativa ao FMI e ao Banco Mundial, iniciou, oficialmente, suas atividades. A implantação do órgão surgiu da necessidade de os países do BRICS desempenharem um papel mais relevante nas organizações multilaterais criadas após a Segunda Guerra Mundial.

Além de representantes da Associação Nacional de Pós-Graduandos, integram a comitiva brasileira da reunião, que acontecerá até dia 29, membros da União Nacional dos Estudantes (UNE), do Conselho Nacional de Juventude (Conjuve), da Central Única dos Trabalhadores (CUT), do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) e da linha de pesquisa sobre o BRICS do grupo de estudos “Movimentos Antissistêmicos”, da Universidade Paulista (UNIP) e do CNPq.

Da redação, com informações da UNE

Presidenta da ANPG, Tamara Naiz, participa da mesa "Avaliação do programa Ciência sem Fronteiras" durante a 67a RA da SBPC. Além dela, compunham a mesa Adalberto Luís Val (CAPES) e Geraldo Nunes Sobrinho (CNPq).
Presidenta da ANPG, Tamara Naiz, participa da mesa “Avaliação do programa Ciência sem Fronteiras” durante a 67a RA da SBPC. Além dela, compunham a mesa Adalberto Luís Val (CAPES) e Geraldo Nunes Sobrinho (CNPq). Foto: Bruno Bou

Durante a 67ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), foi apresentada uma avaliação preliminar do programa Ciência sem Fronteiras (CsF) pela CAPES e CNPq, que afirma que o programa cumpriu sua meta de conceder mais de 100 mil bolsas em quatro anos e mais de 30 países de destino, com estudantes de cerca de 15 áreas consideradas prioritárias para o desenvolvimento do Brasil, como engenharia, tecnologia e saúde.

Durante a abertura da reunião anual, Tamara Naiz presidenta da ANPG, discorreu sobre o assunto, afirmando que, apesar dos avanços, a juventude ainda quer mais: “Reconhecemos os avanços nos últimos anos quanto à educação e aos programas de incentivo à pesquisa, porém queremos mais possibilidades. Reafirmamos nossa luta contra os cortes, por mais avanços. E queremos respostas com uma agenda de investimentos no setor, já que a Ciência é o principal meio para gerar riqueza e dignidade à população brasileira”, afirmou.

A segunda fase do programa foi anunciada em junho de 2014 pela presidenta Dilma Rousseff, com a promessa de um maior equilíbrio da oferta de bolsas entre as modalidades. Até o momento, a graduação foi a área mais contemplada pelo programa de intercâmbio, com cerca de 78% das bolsas.

A ANPG continua na luta pela ampliação da pós-graduação no programa, pela abertura de vagas para a área de humanas e pela abertura de oportunidades junto aos países em desenvolvimento, em especial os membros do BRICS, América Latina e África.

Da redação com informações da CAPES