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Governo corta 75% das verbas para a pós-graduação, ameaça o trabalho de pesquisadores e coloca em risco a evolução acadêmica do País

Até 2014, o Brasil vivia um salto científico. Em 20 anos, passou do 24º para o 13º lugar entre os países com maior número de pesquisas produzidas, tendo passado à frente de nações como Suíça, Suécia e Holanda. Alcançou visibilidade no meio acadêmico internacional e pavimentava um futuro ainda mais animador. Um ano depois, essa perspectiva está abalada. No âmbito do contingenciamento financeiro na pasta da educação, universidades brasileiras têm sofrido com um corte de 75% na verba federal destinada ao custeio das pesquisas em cursos de mestrado e doutorado, chegando ao cúmulo de os próprios pesquisadores precisarem comprar material de laboratório, como luvas e reagentes químicos. Além disso, a diminuição do repasse compromete outras necessidades na formação de mestres e doutores, como subsídio ao trabalho de campo e participação em congressos e verba de convites para formação de bancas. “Os últimos anos foram de incentivos. Mas, hoje, vivemos uma turbulência”, afirma Isac Almeida de Medeiros, presidente do Fórum de Pró-Reitores de Pós-Graduação e Pesquisa (Foprop). A perspectiva é que as consequências sejam sentidas em dois ou três anos, tempo médio de produção de uma pesquisa. “Se o corte persistir, vamos ficar para trás.”

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PANE
Alan Ambrosi, doutorando em Engenharia Química: “É triste ver que a
pós-graduação brasileira tenha entrado nesse colapso”

O corte no repasse atinge diretamente o Programa de Apoio à Pós-Graduação (Proap), administrado via universidade e subsidiado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). A diminuição de 75% anunciada pela Capes em julho pegou as administrações das federais de surpresa, uma vez que as instituições trabalham com um planejamento financeiro para o ano com base nos gastos e na previsão de repasse do governo. Há, inclusive, casos extremos, como a Universidade Federal da Bahia (UFBA). Lá, o repasse diminuiu de R$ 4,27 milhões para R$ 1,07 milhão. Somente os gastos já empenhados somam R$ 2,02 milhões, o que deixa a instituição no vermelho. Sem encontrar outra saída, a decisão foi paralisar as pesquisas. Em outras universidades, o dinheiro, que normalmente era enviado no mês de fevereiro ou março, nem chegou. “Os programas que obtiveram nota 6 da Capes ainda não receberam recurso algum neste ano”, afirma Edilson Silveira, pró-reitor de pesquisa e pós-graduação da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), a contenção é tamanha que as defesas de tese e dissertação não têm mais verba para pagar diárias de professores de fora da instituição para participação em banca, sendo que ter pelo menos um discente externo é item obrigatório na maioria dos cursos. A solução tem sido realizar conferências via Skype. Aluno de doutorado em engenharia química na mesma universidade, Alan Ambrosi, 30 anos, viajou para Boston, nos Estados Unidos, para apresentar um trabalho em um congresso. O auxílio financeiro no valor de R$ 3.822,67 havia sido aprovado para ele e outra colega, mas seria repassado somente após a viagem. “Tivemos a infelicidade de retornar e ouvir que não havia sinais de ressarcimento do valor aprovado. As contas de inscrição, passagens, diárias chegam e nos desdobramos para poder pagá-las”, afirma. A bolsa para um doutorando é de R$ 2,2 mil e, para mestrando, é de R$ 1,5 mil. Mas esses valores são destinados a gastos pessoais básicos, como moradia, alimentação e transporte. Para Guilherme Rollim, coordenador geral da associação de pós-graduandos da UFRGS, uma vez que existe a exigência de apresentar trabalhos em eventos para concluir a formação, o corte de verbas para viagens comprometerá a conclusão de trabalhos, além de impedir pesquisas de campo. “Pagaremos para trabalhar.”

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Em nota, a Capes assegura o repasse de R$ 2,52 bilhões para o fomento do sistema nacional de pós-graduação em 2015. Cerca de R$ 2 bilhões serão destinados às bolsas, que não sofrerão nenhum arrocho. Os 8% a menos no repasse da Capes são referentes justamente ao corte nas verbas de custeio, os 75% a menos que têm tirado o sono de mestrandos e doutorandos, segundo o Foprop. “Entendemos que o governo preferiu manter as bolsas em detrimento do custeio da pós-graduação, mas esses gastos são imprescindíveis”, afirma Gustavo Henrique Rigo Canevazzi, 27 anos, aluno de doutorado em ciências fisiológicas da Universidade Federal de São Carlos (Ufscar) e diretor da Associação Nacional de Pós-Graduandos. 

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Foto: Marcos Nagelstein/Ag. Istoé 

Fonte: IstoÉ

Foto: Bruno Bou Haya
Foto: Bruno Bou Haya

O 4º Salão Nacional de Divulgação Científica da ANPG, realizado entre os dias 12 e 17 de julho, na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), contou com vasta programação, que incluíram debates acerca do Financiamento da Ciência Brasileira, duas conferências, uma mostra científica e atos políticos contra os cortes orçamentários na Educação, Ciência, Tecnologia e Inovação, além de programação cultural diversificada e a comemoração dos 29 anos da entidade.

Com tão vasta programação, não poderia ser diferente que os ex-presidentes da Associação Nacional de Pós-Graduandos estivessem presentes nos debates, prestigiando o evento.

Luana Bonone, que foi nossa presidenta na gestão 2012-2014, foi uma delas. Em entrevista à nossa equipe, Luana comenta as lutas de sua gestão, a situação do Brasil e a luta dos pós-graduandos. Confira:

-Você é mestre ou doutora em qual programa e por qual universidade?
Mestra em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP.

– Quais foram as principais lutas empreendidas durante a sua gestão?
Como no congresso que nos elegeu foi anunciado o reajuste de bolsas conquistado na gestão anterior, nossas principais bandeiras passaram a ser por um mecanismo permanente de valorização das bolsas, garantia de inclusão dos pós-graduandos no PNAES (Plano Nacional de Assistência Estudantil) e universalização das bolsas de pesquisa para pós-graduandos. Debatemos bastante também os critérios de avaliação dos programas pela Capes, questionando o produtivismo exacerbado e valorizando os critérios de qualidade (reivindicando mais critérios qualitativos, inclusive). Outra pauta fundamental foi a recomposição do FNDCT (Fundo Nacional para o Desenvolvimento da Ciência e Tecnologia), desfalcado pela retirada dos recursos do petróleo deste fundo.

– Comente a situação do país durante sua gestão.
Vivenciamos o período em que o Brasil saiu do mapa da fome, conforme seria anunciado em setembro de 2014 pela ONU. Uso esse dado, anunciado após o final da gestão, para exemplificar de maneira contumaz a importância das políticas públicas de combate à desigualdade em curso naquele período. Entretanto, tais avanços conviveram com uma política econômica que, no sentido contrário, permaneceu alimentando a especulação do capital financeiro em lugar da produção, em que pese os debates sobre inovação terem ganhado vulto. O MCT virou MCTI em 2011 e isso trouxe impactos importantes na política do ministério, que viu na inovação uma espécie de tábua de salvação da indústria nacional (em contraste com a política de juros altos praticada). Entretanto, neste processo, por diversas vezes o investimento em ciência básica chegou a estar ameaçado e a lógica de financiamento buscava favorecer em especial as grandes corporações e instituições (havia uma tese sendo defendida, de que a FINEP deveria se converter em uma instituição financeira, um banco, por exemplo). Por outro lado, a pós-graduação brasileira cresceu no período, assim como os investimentos públicos em Educação e em C,T&I.

– Como você vê a ANPG antes e como enxerga agora?
Tive a oportunidade de conhecer a ANPG quando eu ainda estava na graduação, na UFMG, e cheguei a contribuir na organização de um congresso em Belo Horizonte, em 2006. Naquela época o congresso da ANPG não reunia muito mais que 100 pessoas. Lembro que discutia-se com muita urgência a inserção dos recém mestres e doutores no mercado de trabalho, pauta sem dúvida ainda bastante atual. Bom, desde então vi a ANPG crescer muito em termos de participação dos pós-graduandos nas suas atividades, em termos de visibilidade, de articulação junto a outras instituições e junto ao Poder Público, em termos mesmo de produção científica, por meio da revista e das mostras. Em 2009 foi criado o Salão Nacional de Divulgação Científica, que é um espaço muito rico de debate, troca, elaboração, divulgação e manifestações política e cultural. Penso que o poder de mobilização e influência da ANPG cresceu e tem potencial para crescer ainda mais. O que nunca mudou foi a certeza de que a ANPG, desde a sua fundação, cumpre um papel fundamental de organização e articulação dos pós-graduandos, dando espaço para atuação, debate e elaboração de pautas, contribuindo inclusive na formação cidadã e política de pessoas que tendem a ter espaços importantes de atuação na sociedade, seja em universidade, em instituições públicas, institutos de pesquisa ou atividades no setor privado. 

– Na sua opinião , quais os principais avanços na luta dos pós-graduandos ao longo dos 29 anos da ANPG?
Bom, a política de vinculação das bolsas aos salários docentes chegou a ser implementada no ano de 1985 por proposição e mobilização da ANPG. Ainda que tenha caído poucos meses depois, esta conquista foi histórica e até hoje é referência na elaboração das pautas dos pós-graduandos. A ANPG também mobilizou pós-graduandos contra o fechamento da Capes durante o governo Collor, na década de 1990, outro marco importante. A partir dos anos 2000 a entidade passou a compor as comissões que elaboram os PNPG (Plano Nacional de Pós-Graduação), além de ter voz e voto no Conselho Técnico-Científico e no Conselho Superior da Capes, e mais recentemente conquistou assento também do Conselho Deliberativo do CNPq. Esta conquista de espaços quer dizer que a ANPG tem canais para influenciar a elaboração e implementação da política nacional de pós-graduação e pesquisa. Usamos esses canais, por exemplo, para garantir a publicação da Portaria que garante licença-maternidade às bolsistas Capes em 2011 (o CNPq já implementava tal política). Mas o marco da geração que eu participei foi na gestão em que a Elisangela Lizardo presidiu a ANPG, quando conseguimos realizar uma paralisação nacional de pós-graduandos, mobilizando APGs e grupos de pós-graduandos em todo o país pelo reajuste das bolsas de pesquisa (que completavam quatro anos sem qualquer reajuste). No mesmo período, fizemos uma campanha com um vídeo na internet chamada “#MinhaBolsaNãoAumentou” que viralizou. E o resultado foi que, mesmo não estando previsto no orçamento aprovado pelo Congresso Nacional, foi anunciado o reajuste de bolsas pelos presidentes da Capes e do CNPq no próprio congresso da ANPG em 2012.

– Comente a atual situação em que passa o Brasil e quais são os desafios que a ANPG precisará enfrentar nos próximos tempos na luta por mais direitos para os pós-graduandos?
Penso que o Brasil vive um momento de crise econômica e social. É um período bastante delicado, pois nos anos anteriores tivemos avanços importantíssimos em termos de mobilidade social, acesso a direitos (inclusive educação) e redução da pobreza. Entretanto, o ambiente internacional conturbado, marcado por uma política de guerras (Afeganistão, Iraque, Palestina, etc.) e de crise financeira com impactos.

Confira as entrevistas com outros ex-presidentes da ANPG:

Especial ex-presidentes no 4o Salão – Hugo Valadares

Especial ex-presidentes no 4o Salão: Elisangela Lizardo

Da Redação

Após conceder 101.446 bolsas de intercâmbio para estudantes brasileiros, o Programa Ciência sem Fronteiras passa por reformulação. Segundo o presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Carlos Afonso Nobre, o governo brasileiro está estudando diretrizes para a segunda edição do programa.

A tendência, segundo ele, é aumentar as bolsas para a pós-graduação.Muitos dos alunos que participaram do Ciência sem Fronteira, no estágio da graduação sanduíche, se interessaram em continuar os estudos e ir para a pós-graduação, acrescentou. Portanto, “é natural, até para dar vazão ao interesse que o programa gerou nesses estudantes, que o Ciência sem Fronteiras 2 tenha oportunidades de pós-graduação”, disse Nobre.

O presidente explica que o Ciência sem Fronteiras permitiu o intercâmbio acadêmico ainda na graduação, algo que antes era financiado pela Capes apenas na pós-graduação. Na primeira fase do programa, 78,9% das bolsas foram concedidas a graduandos. “A tendência é aumentar as bolsas para a pós-graduação, mas os parâmetros finais ainda não foram definidos”, mas ele acredita que as diretrizes sejam fixadas “nos próximos meses”.

A segunda edição do Ciência sem Fronteiras foi anunciada em meados do ano passado, pela presidenta Dilma Rousseff, que prometeu mais 100 mil bolsas de 2015 a 2018. Com o contingenciamento no Orçamento, o programa também sofrerá cortes, de acordo com o Ministério da Educação. Nenhum edital da nova edição foi lançado ainda.

O Ciência sem Fronteiras foi lançado em 2011 com a meta de conceder inicialmente 101 mil bolsas – 75 mil bancadas pelo setor público e 26 mil por empresas privadas. As bolsas são voltadas para as áreas de ciências exatas, matemática, química e biologia, engenharias, áreas tecnológicas e de saúde. O objetivo é promover a mobilidade internacional de estudantes e pesquisadores, e incentivar a visita de jovens pesquisadores altamente qualificados e professores seniores ao Brasil.

Fonte: Agência Brasil

Amanhã (29), os Pós-Graduandos em Saúde que estiverem participando da reunião da ABRASCO estão convidados a participar de uma reunião às 16h30. O encontro acontecerá na Tenda ABRASCO JOVEM.
Desde o primeiro dia do 11º ABRASCÃO/2015 o Fórum Nacional de Pós-Graduandos em Saúde (FNGPS) da ANPG tem realizado discussões sobre”Formação e Direitos dos Pós-Garduandos em Saúde e os principais enfrentamentos no cotidiano” com o intuito de potencializar e dinamizar a participação dos pós-graduandos dos diversos programas de pós-graduação em Saúde Coletiva e de áreas afins.
Os estudantes de pós-graduação reunidos no Fórum Nacional de Pós-Graduandos em Saúde (FNPGS/ANPG) convidam todas e todos interessados em debater a conjuntura política atual da pós-graduação brasileira, sobretudo da saúde coletiva e a sistematizar o posicionamento desse coletivo frente aos enfrentamentos vivenciados no cotidiano da formação.
Mantenha-se em contato com a sua representação. Conecte-se e participe dos canais:
Grupo do Fórum Nacional de Pós-Graduandos em Saúde (Facebook)
E-mail: [email protected]
Grupo no Gmail: [email protected]

Nesta semana, Guilherme Beiró, aluno da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), afirmou que sofreu assédio sexual e moral ao longo de seis anos de curso. A violência teria partido de um professor e a denúncia não foi feita antes pois o estudante de jornalismo tinha medo de represálias. A situação fez com que a instituição divulgasse nota de posicionamento.

O relato de Beiró publicado no Facebook explica que o abuso foi cometido por professor conhecido da universidade e que a pressão psicológica era imensa. “O desgaste emocional é absurdo. É o tipo de situação que quem nunca passou jamais saberia como é. Mas eu passei, eu senti e eu fui, por todas as relações de poder envolvidas entre aluno/professor e profissional/mercado de trabalho, extremamente humilhado e abusado”, escreveu. Beiró afirma, ainda, que tem provas do abuso, como mensagens explícitas.

No texto, ele comenta que, agora que está se formando, quer garantir que o professor não será capaz de repetir com outros alunos o tipo de atitude. Embora não cite o nome do professor, o estudante ressaltou que quem passou pelo curso de jornalismo da universidade sabe de quem ele está falando. “Não fui o primeiro, mas espero ter sido o último. Meu objetivo é, com isso, buscar orientar outros alunos que sofreram abuso, seja sexual, moral ou de ambos os tipos, a como dizerem basta”.

Em matéria do Zero Hora, a PUC-RS posiciona-se sobre o tema. Segundo as informações, por enquanto, a situação do professor está inalterada e que ele permanece na grade curricular para o próximo semestre. “A PUC-RS informa que um aluno apresentou denúncia ao coordenador do curso de Jornalismo e ao diretor da Faculdade de Comunicação Social (Famecos) sobre comportamento indevido de um docente do curso. O estudante e o professor foram ouvidos pelo coordenador e pela direção da Faculdade. A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Jurídica da Universidade, que avaliará a instauração ou não de sindicância, em caráter de sigilo, visando a preservar o direito à privacidade das pessoas referidas na denúncia”, explicou a instituição.

Fonte: Portal Comunique-se

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No último mês, estudantes de pós-graduação bolsistas da FAPESB tiveram suas bolsas atrasadas, sob a justificativa de cortes na agência oriundos dos cortes orçamentários realizados no Ministério da Educação (MEC) e de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

Diante deste quadro, e como resultado da ação contínua da Comissão de Mobilização da APG/UFBA, com passadas nos programas e participação no calendário de greve da UFBA, os/as estudantes encaminharam a construção de um ato na Fapesb contra os atrasos das bolsas, com protocolo de um ofício solicitando posição pública da agência sobre a situação das bolsas, dos cortes e de questões referentes ao contrato (retirada da cláusula que exige dedicação exclusiva dos estudantes, impedindo-os de exercer atividade docente remunerada durante os anos de vigência do contrato). Além desta, foi encaminhada uma nova Assembleia Geral, com a pauta “Indicativo de greve dos/as estudantes da pós-graduação”.

No ato, realizado no último dia 23, fomos recebidos por diretores da agência, que informaram que o Governo do Estado da Bahia direciona à agência de pesquisa 1% de seu orçamento anual (91,2 milhões, em 2014), e que com os cortes orçamentários nacionais, resultado da política de austeridade imposta pelo governo federal/Plano Levy, este valor foi reduzido à metade. Tal condição impacta na concessão de novas bolsas e no atraso do depósito das já vigentes.

Para os/as estudantes, estes cortes impactam diretamente no funcionamento dos programas de pós-graduação e na pesquisa, já que além destes cortes no MEC e MCTI, os/as estudantes já haviam sido surpreendidos, na semana passada, por um corte de 75% nas verbas da PROAP (Programa de Apoio à Pós-graduação).

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Segundo o diretor científico da FAPESB, Sr. Saulo Carneiro, apesar do contingenciamento nas verbas anuais repassadas pelo Estado, não haverá cortes nas bolsas, e sim a não realização de novas bolsas a partir de 2016, se a situação econômica permanecer como está ou se aprofundar. Este também se comprometeu a lançar documento oficial da FAPESB explicando a situação aos bolsistas e se dispondo a resolver as questões pendentes, o que significa regularizar o pagamento das bolsas e discutir na diretoria as nossas pautas sinalizadas no oficio, a saber, retirada da cláusula do Termo de Outorga que exige dedicação exclusiva dos estudantes e a dilatação dos prazos de bolsas e relatórios pelo período de vigência da greve das IFES.

Encerramos a reunião com o protocolo do ofício junto à diretora financeira e com o aguardo de uma nova reunião para debater as pautas e garantir que as reivindicações dos/as estudantes sejam atendidas.

A APG UFBA e sua Comissão de Mobilização, em conjunto com os/as estudantes dos programas seguirão mobilizados, na luta contra os cortes orçamentários e pela sua reversão, em defesa da educação pública, gratuita e de qualidade, e em defesa dos direitos dos/as pós-graduandos/as.

Clara Lima, pela Comissão de Mobilização da APG UFBA

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No dia 26 de julho (domingo), teve início o 1º Fórum da Juventude do BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) e da OCX – Organização da Cooperação de Xangai (Índia, Cazaquistão, Quirguistão, China, Paquistão, Rússia, Tadjiquistão e Uzbequistão), em Ufa, na Rússia.

O objetivo do encontro – realizado pela União Russa da Juventude e que conta com a participação de representantes de comunidades jovens sociopolíticas, econômicas e científicas de todos os países-membros do grupo – é consolidar relações entre os países que compõe o bloco, no âmbito da juventude e, em especial, nas áreas de mobilidade acadêmica e cooperação científica e tecnológica. Tamara Naiz, presidenta da ANPG, que compõe a delegação brasileira na reunião em Ufa, contribuirá para as discussões no que tange a defesa da Educação e da Ciência, Tecnologia e Inovação “como eixos estruturantes para nações que pretendem se desenvolver de forma soberana e sustentada social, ambiental e economicamente. Outro ponto a ser levantado será a importância da cooperação cientifica e tecnológica para inovação entre os países que compõe o bloco”, afirma.

Os jovens, com idade entre 20 e 35 anos, discutiram os resultados da Cúpula do Brics e a elaboração de um roteiro de trabalho para projetor conjuntos, além de propor a eliminação do regime de vistos entre os países-membros de ambos os grupos, o que traria maior intercâmbio cultural entre as nações. Um “Banco de Ideias” para projetos de inovação também foi um projeto defendido.

Na programação, painéis sobre diplomacia pública, cooperação cultural, humanitária e migração, além de ciência e tecnologia e empreendedorismo juvenil. No dia 21, o Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), órgão de crédito multilateral, criado pelas potências emergentes como alternativa ao FMI e ao Banco Mundial, iniciou, oficialmente, suas atividades. A implantação do órgão surgiu da necessidade de os países do BRICS desempenharem um papel mais relevante nas organizações multilaterais criadas após a Segunda Guerra Mundial.

Além de representantes da Associação Nacional de Pós-Graduandos, integram a comitiva brasileira da reunião, que acontecerá até dia 29, membros da União Nacional dos Estudantes (UNE), do Conselho Nacional de Juventude (Conjuve), da Central Única dos Trabalhadores (CUT), do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) e da linha de pesquisa sobre o BRICS do grupo de estudos “Movimentos Antissistêmicos”, da Universidade Paulista (UNIP) e do CNPq.

Da redação, com informações da UNE

Presidenta da ANPG, Tamara Naiz, participa da mesa "Avaliação do programa Ciência sem Fronteiras" durante a 67a RA da SBPC. Além dela, compunham a mesa Adalberto Luís Val (CAPES) e Geraldo Nunes Sobrinho (CNPq).
Presidenta da ANPG, Tamara Naiz, participa da mesa “Avaliação do programa Ciência sem Fronteiras” durante a 67a RA da SBPC. Além dela, compunham a mesa Adalberto Luís Val (CAPES) e Geraldo Nunes Sobrinho (CNPq). Foto: Bruno Bou

Durante a 67ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), foi apresentada uma avaliação preliminar do programa Ciência sem Fronteiras (CsF) pela CAPES e CNPq, que afirma que o programa cumpriu sua meta de conceder mais de 100 mil bolsas em quatro anos e mais de 30 países de destino, com estudantes de cerca de 15 áreas consideradas prioritárias para o desenvolvimento do Brasil, como engenharia, tecnologia e saúde.

Durante a abertura da reunião anual, Tamara Naiz presidenta da ANPG, discorreu sobre o assunto, afirmando que, apesar dos avanços, a juventude ainda quer mais: “Reconhecemos os avanços nos últimos anos quanto à educação e aos programas de incentivo à pesquisa, porém queremos mais possibilidades. Reafirmamos nossa luta contra os cortes, por mais avanços. E queremos respostas com uma agenda de investimentos no setor, já que a Ciência é o principal meio para gerar riqueza e dignidade à população brasileira”, afirmou.

A segunda fase do programa foi anunciada em junho de 2014 pela presidenta Dilma Rousseff, com a promessa de um maior equilíbrio da oferta de bolsas entre as modalidades. Até o momento, a graduação foi a área mais contemplada pelo programa de intercâmbio, com cerca de 78% das bolsas.

A ANPG continua na luta pela ampliação da pós-graduação no programa, pela abertura de vagas para a área de humanas e pela abertura de oportunidades junto aos países em desenvolvimento, em especial os membros do BRICS, América Latina e África.

Da redação com informações da CAPES

A Defesa do SUS é o centro do debate da Conferência Livre de Saúde
O Fórum Nacional de Pós-Graduandos em Saúde (FNGPS) vinculado à ANPG é um espaço para debates e articulações do movimento dos pós-graduandos em saúde. No intuito de ampliar cada vez mais seus espaços de diálogo com o conjunto de pós-graduandos da área da saúde, o FNPGS estará à frente de duas atividades no período pré-congressual do 11º Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva – o Abrascão 2015. São elas a roda de conversa Formação e Direitos dos Pós-Graduandos em Saúde: Nossos Principais Enfrentamentos no Cotidiano, no dia 27 de julho; e aPlenária do Encontro Nacional de Pós-Graduandos em Saúde, no dia 28, durante as atividades pré-congressuais do Abrascão
+ Confira a programação completa do 11º Abrascão
Para potencializar e dinamizar a participação dos representantes discentes dos diversos programas de pós-graduação em Saúde Coletiva e de áreas afins, bem como de demais estudantes interessados, foi elaborado um formulário eletrônico para a realização do mapeamento de estudantes interessados nas discussões. As atividades da ANPG são gratuitas e não exigem pré-inscrição. Os interessados devem escrever para as representantes Lúcia Guerra ([email protected]) e Manuelle Matias ([email protected]). Para as atividades congressuais só poderão participar os estudantes inscritos.
Entre os temas a serem discutidos, estão a avaliação discente nos programas de Pós-Graduação, o esgotamento dos modelos produtivistas, entre outros.“Estamos apostando nesses encontros durante o Congresso para fortalecer mais nossa articulação junto aos pós-graduandos em saúde, principalmente nesse cenário de crise orçamentária na pós-graduação”, diz Manuelle Matias, representante discente no Fórum de Coordenadores dos Programas de Pós-Graduação em Saúde Coletiva e mestranda do Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (IMS/Uerj). No decorrer do Congresso haverá ainda outras atividades de mobilização a serem pactuadas com o conjunto de pós-graduandos presentes no Congresso.
Confira as atividades propostas pela representação estudantil de Pós-Graduação durante o Abrascão 2015:
Segunda-feira, 27 de julho 
Roda de Conversa: Formação e Direitos dos Pós-Graduandos em Saúde: Nossos Principais Enfrentamentos no Cotidiano 
Proponente: Fórum Nacional de Pós-Graduandos em Saúde, ANPG
Coordenador: Dalmare Anderson – ANPG (AL)
Coordenadora: Lúcia Dias da Silva Guerra – FSP/USP (SP)
Coordenadora: Manuelle Maria Marques Matias – UERJ (RJ)
Coordenador: Lenilton Silveira – ANPG (RN)
Coordenadora: Mariana Bertol – FSP/USP (SP)
Terça-feira, 28 de julho de 2015
Plenária do Encontro Nacional de Pós-Graduando em Saúde 
Proponente: Fórum Nacional de Pós-Graduandos em Saúde, ANPG
Coordenador: Dalmare Anderson – ANPG (AL)
Coordenadora: Lúcia Dias da Silva Guerra – FSP/USP (SP)
Coordenadora: Mariana Borges – USP (SP)
Coordenadora: Flávia Cavalcante – Fórum de Graduação em Saúde Coletiva
Mantenha-se em contato com a sua representação. Conecte-se e participe dos canais:
Site da Associação Nacional de Pós-Graduandos – ANPG
Grupo do Fórum Nacional de Pós-Graduandos em Saúde (Facebook)
E-mail: [email protected]
Grupo no Gmail: [email protected]
E-mail: [email protected]
Grupo no Gmail: [email protected]

Fonte: Abrasco

O 4o Salão Nacional de Divulgação Científica da ANPG, que aconteceu entre os dias 12 e 17 de julho, na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), reuniu uma vasta programação que foi desde debates sobre Financiamento da Ciência Brasileira, até uma mostra científica, duas conferências e atos políticos contra os cortes orçamentários na Educaçao e C,T&I e contra a redução da maioridade penal. Além disso, houve também atividades culturais como um sarau, show da Liga do Funk e Preta Rara e um arraial em comemoração aos 29 anos da entidade, comemorados no domingo (12). O evento ocorreu concomitantemente à programação da 67ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).

Fique por dentro de como foram as atividades do 4o Salão da ANPG!

Ampliar as fontes de investimento em ciência e pesquisa é “ordem do dia”

Uma mesa “de peso” deu início aos debates da programação do 4º Salão Nacional de Divulgação Científica da ANPG , na tarde desta segunda-feira (13).

A abertura contou com a intervenção de um ator interpretando o físico Albert Eistein (1879 – 1955), falando da importância da imaginação, intuição, mistérios do universo e, claro, da importância da ciência e da pesquisa para desvendá-los.

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Pluralidade e troca de conhecimento fazem a Mostra Científica da ANPG
A Mostra Científica do 4º Salão Nacional de Divulgação Científica da ANPG, realizada na segunda e terça-feira (13 e 14), reuniu pós-graduandos, graduandos e professores universitários que apresentaram trabalhos de diversas áreas do conhecimento e promoveram uma verdadeira troca de conhecimento. Além disso, os debates, surgidos a partir da apresentação dos trabalhos, contribuíram para a pluralidade e para o pensamento crítico e construtivo da educação.
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Soberania Nacional é discutida durante debate sobre reposição do FNDCT

Na manhã do segundo dia (14) de programação do 4º Salão Nacional de Divulgação Científica da ANPG, um debate posicionado estrategicamente gerou sentimento de que lutas importantes devem ser travadas para garantir mais investimentos na área de Ciência e Tecnologia.

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Conferência com ministro de C,T&I atrai grande público no 4º Salão da ANPG

Na tarde dessa terça-feira (14), a Tenda da ANPG (Associação Nacional de Pós-Graduandos) do 4º Salão Nacional de Iniciação de Divulgação Científica, teve lotação máxima ao receber mais um importante atividade da programação. Dessa vez, uma conferência com tema “Desafios e Perspectivas para o Financiamento da Ciência, Tecnologia e Inovação no Brasil”, com a presença do Ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação no Brasil, Aldo Rebelo.

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“Esse ajuste tem que parar! Sou estudante e quero pesquisar!” – ato contra os cortes na Educação e C&T percorre os espaços da SBPC

No início de quarta-feira (15), pós-graduandos, graduandos e secundaristas uniram-se em um ato político, com o mote “Contra os Cortes, Por Mais Democracia e Mais Direitos”. O ato percorreu espaços da 67ª Reunião Anual da SBPC e foi realizado durante o 4º Salão Nacional de Divulgação Científica da ANPG, realizado na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).

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16º Encontro Nacional de Jovens Cientistas é realizado durante o 4º Salão de Divulgação Científica

“Mão na massa”! Foi assim que Franklin Rumjanek , biólogo e pesquisador do Instituto Ciência Hoje, definiu a forma de propagar a Ciência para a juventude e sociedade no geral.

Para ele, o convite para participar do “16º Encontro Nacional de Jovens Cientistas – a Juventude com Ciência: As várias formas de transformar o Brasil”, foi bastante pontual, já que desde quando o Instituto lançou o primeiro produto para a divulgação Científica, o objetivo era cooperar com o desenvolvimento do país. Segundo ele, era uma ação revolucionária, já que uma pessoa engajada com a Ciência é também engajada na sociedade e promove transformações significativas.

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A Defesa do SUS é o centro do debate da Conferência Livre de Saúde

Na manhã dessa quarta-feira (15), a tenda da ANPG, montada na Universidade Federal de São Carlos, ficou tomada por profissionais, estudantes, pós-graduandos e especialistas de entidades ligadas à saúde para participar da Conferência Livre De Juventude Preparatória para a 15ª Conferência Nacional de Saúde.

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Atividade em intensa construção

“Para a sociedade, no geral, o cientista é o máximo!”, disse Marcia Cançado, professora titular da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) , durante o quarto dia de programação do 4º Salão Nacional de Divulgação Científica da ANPG (Associação Nacional de Pós-Graduandos), realizado na última quinta-feira (16), no debate com o tema “A popularização e divulgação da Ciência como Propulsoras da Inclusão Social e Produtiva”.

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Por um PAC pela educação

Um debate com ex-presidentas da ANPG (Associação Nacional de Pós-Graduandas) – Soraya Smaili e Luana Bonone – e o vice-presidente da entidade, Cristiano Flecha, ampliou a discussão sobre o lema “Pátria Educadora”, adotado pelo governo federal nesse período. As questões abordadas levaram em conta a conjuntura atual e a necessidade de envolver a Ciência, para o alcance pleno dos objetivos a que ele propõe.

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Reunião da Diretoria da ANPG em São Carlos define lutas e atividades do próximo semestre
No domingo (12), dia de comemoração para a Associação Nacional de Pós-Graduandos, já que a entidade completou 29 anos de trajetória, também deu-se o início da programação do seu já tradicional Salão Nacional de Divulgação Científica, com a reunião da diretoria plena para definir a próxima agenda de lutas, os desafios para o segundo semestre, apresentação das atividades do evento, entre outras definições.
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ANPG participa da abertura da 67ª Reunião da SBPC
Na noite de ontem (12) foi aberta oficialmente a 67ª Reunião Anual da SBPC, que acontece até sexta-feia (18) na Universidade Federal de São Carlos. A cerimônia contou com a participação de um grande número de dirigentes das áreas de C,T&I e Educação, as entidades estudantis ANPG (Associação Nacional de Pós Graduandos) e UPES (União Paulista dos Estudantes Secundaristas) e os ministros da Educação, Renato Janine e de Ciência, Tecnologia e Inovação, Aldo Rebelo.
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ANPG entrega carta de reivindicações ao Ministro Aldo Rebelo durante a 67a RA da SBPC
Durante a conferência, a ANPG e o Cômite São Carlense em defesa da Educação, entregaram uma carta ao Ministro, com diversas reivindicações das entidades, destacando os necessários reajustes anuais de bolsas e taxação das grandes fortunas, evitando os cortes praticados pelos ajustes fiscais.
Tamara Naiz, presidenta da ANPG, questionou o ministro sobre qual a agenda de investimento para pesquisa, ciência e inovação, já que por conta do tamanho e disponibilidade de recursos naturais no país, é injustificável não existirem mais incentivos.
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ANPG tem moções aprovadas em carta oficial da SBPC
Na quinta-feira (16), quarto dia de programação da 67º Reunião da SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência), foi realizada a Assembleia Geral Ordinária dos Sócios da SBPC.
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Da Redação