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Foto: Lado B Filmes
Até domingo cerca de mil pós-graduandos debatem no Rio de Janeiro
Começou hoje (01) no Centro de Tecnologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) o 24º Congresso Nacional dos Pós-Graduandos. Delegações de pesquisadores de todo o país participaram nesta manhã da abertura do evento e da mesa que discutiu o tema do Congresso: a valorização da ciência e dos pesquisadores.
Os pesquisadores da Unicamp vieram para o Rio de Janeiro organizados, com quase 50 pós-graduandos para debaterem suas demandas, elencadas em uma publicação, que distribuíram aos demais participantes do congresso. Eles ressaltaram a falta de transparência no processo de seleção para pós, a lógica elitista devido à falta de assistência estudantil e a necessidade do pesquisador de ser reconhecido, ao mesmo tempo, como um estudante trabalhador com direitos.
O mestrando Felipe Costa, que estuda política de ciência e tecnologia na Universidade de Campinas, relatou que o curso se aprofunda nas formas de produção da área no Brasil. Segundo ele, sua área de atuação tem tudo a ver a com os debates do 24º CNPG.  “Questionamos muito o produtivismo acadêmico, hoje a pós-graduação é quase uma linha industrial de produção”, destacou. Além disso, Felipe levantou a questão da supervalorização da pesquisa em detrimento da extensão, na sua opinião, “tão importante quanto para produzir conhecimento”.
Já o pós-graduando Marcos Elder Parente, que cursa especialização em políticas públicas de gênero e raça na Universidade Federal da Bahia (UFBA) e é presidente da Associação Fraternidade dos Povos Indígenas do Brasil (Fibras) participa como ouvinte do 24º CNPG e veio paramentado com o cocar do seu povo, os Tupinambá do litoral Norte da Bahia.  Para ele a universidade recebe investimento público e deve retribuir com conhecimento público para comunidade, inclusive para os povos indígenas. “A efetivação da Lei  nº 11.645, [do ensino da cultura afro-brasileira e indígena na rede de ensino] é primordial para que nossos futuros professores que estão aqui hoje não reproduzam a cartilha ultrapassada que não contempla nossa história”, afirmou.
Marcos explicou também que pressiona a direção do seu curso inserir uma verdadeira diversidade nos debates da sua especialização, incluindo todos os povos, não apenas os negros.
A doutoranda de estudos de gênero Dalila Santos, também veio da UFBA. Ela participa há um ano da Associação de Pós Graduandos (APG) da sua universidade. “Vim trazer as nossas pautas para fortalecer as pautas nacionais. Devemos pensar políticas de forma coletiva. Acabamos não tendo muitos espaços  e oportunidades para discutir de forma coletiva a pós-graduação, que é muito individual”, destacou.
Os amigos Michel Naslavsky, doutorando em genética da Universidade de São Paulo (USP) e Ana Claudia Ruy Cardia, mestranda em Direito e diretora da APG da Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP)  vieram participar dos debates e “ouvir as perspectivas dos representantes discentes de outras universidades, as nossas dificuldades às vezes são as mesmas e podemos nos ajudar”, destacou Ana.
Michel destacou o tema pertinente do 24º CNPG. “Falta reconhecimento social para o pós-graduando. São bolsas abaixo do valor de mercado correspondente ao nosso nível de estudo. A falta de valorização faz do acesso à pós-graduação, um acesso limitado e que não colabora com a inserção social”, ressaltou.
O 24º CNPG, que vai de hoje até domingo, é portanto um espaço importante para a interação dos pós graduandos brasileiros. Diversas realidades, culturas e sotaques se  misturam e interagem, produzindo um resultado, ao mesmo tempo diverso e rico. Tanto de opiniões como de ações.
Durante os quatro dias de evento devem participar cerca de mil pesquisadores que estão construindo o maior Congresso Nacional de Pós-Graduandos da história da ANPG.
Cristiane Tada do Rio de Janeiro

Mesa de abertura do Congresso
Mesa de abertura do 24 Congresso Nacional de Pós-Graduandos. Foto: Lado B Filmes

Neste dia 1º de maio, feriado do Dia do Trabalho, pós-graduandos de todo o Brasil se reúnem, no Centro de Tecnologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, para debater a importância da valorização da ciência e dos pesquisadores durante o 24º Congresso Nacional de Pós-Graduandos. Este é o maior Congresso da história da ANPG: são mais de 100 universidades participantes e a estimativa é de receber 1000 pós-graduandos de todo o Brasil durante os quatro dias.

A abertura do evento contou com a presença de Débora Foguel, Pró-reitora de pesquisa da UFRJ; Carlos Lima Leite, da Central Única dos Trabalhadores do Rio de Janeiro; o professor Walter Suemitsu, Decano do CT da UFRJ, Euzébio Jorge, presidente do Centro de Estudos e Memória da Juventude (CEMJ); Leila Leal, da APG da UFRJ; e Virginia Barros, presidenta da União Nacional dos Estudantes. Em seguida, iniciou-se o debate da primeira mesa do encontro.

Mesa “Valorização da Ciência e dos Pesquisadores”

 

A mesa principal desta quinta-feira não contou (como previsto) com a presença do Ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Clelio Campolina, que também não enviou um representante, em seu lugar. Campolina foi substituído pelo reitor da UFRJ e anfitrião do evento, professor Carlos Levi, que atendeu prontamente ao convite da ANPG. Além dele, a Presidenta da ANPG, Luana Bonone, e o Vice-Presidente da ANPG, Cristiano Fecha, integraram a mesa.

Cristiano Fecha, Luana Bonone e professor Carlos Levi, durante primeira mesa do Congresso
Cristiano Fecha, Luana Bonone e professor Carlos Levi, durante primeira mesa do Congresso. Foto: Lado B Filmes

O reitor da UFRJ falou sobre a importância da universidade, como base da formação da estrutura social do país, e explicou que esta instituição – a universidade- se sustenta, em tempos atuais, pela tríade do ensino de graduação e pós-graduação, da pesquisa e da extensão. Dessa forma, segundo Levi, o papel dos estudantes de pós-graduação, a partir da interação com a sua instituição de ensino, é garantir a continuidade do projeto de universidade. Por fim, o reitor comentou e pediu o apoio dos presentes para que seja discutido um programa que a universidade está planejando implementar, o UFRJ Sem Fronteiras, que visa a internacionalização das atividades universitárias, com alternativas e estratégias que se adequem às necessidades dos estudantes da universidade carioca.

A Presidenta da ANPG, Luana Bonone, tomou como gancho a fala do reitor sobre o projeto UFRJ Sem Fronteiras, baseado no programa Ciências Sem Fronteiras (CsF) do MCTI e MEC, para destacar alguns pontos que, em sua opinião, precisam ser melhorados no programa do governo federal, como a inclusão da área de humanas no programa. Falou também sobre a desvalorização das bolsas de pesquisa e dos esforços da ANPG em prol do reajuste imediato.

Durante sua intervenção, o vice-presidente da ANPG, Cristiano Fecha, comentou sobre a grandeza deste congresso e a regulamentação da categoria dos pós-graduandos: “Esse congresso é o maior em número de delegados eleitos, dessa forma, temos plenas condições de ir à Brasília e reivindicar a pauta dos benefícios pós-graduandos e a regulamentação da categoria dos pós-graduandos junto aos ministérios”, comentou Cristiano.

Ao final da exposição da mesa, os delegados e observadores de todo o Brasil puderam fazer perguntas e expor suas opiniões sobre o tema. O congresso segue ate o dia 4, na UFRJ.

Por Natasha Ramos, do Rio de Janeiro

Cristo de Corcovado e Bahia de Guanabara RJ Brasil
Cidade maravilhosa é palco para discussão da valorização da ciência e dos pesquisadores

Às vésperas da Copa do Mundo, a capital fluminense recebe o 24º Congresso da Associação Nacional de Pós Graduandos (ANPG) que começa nesta quinta-feira (1) e vai até domingo (04).

A cidade símbolo de descontração, praia e futebol, vai receber pós-graduandos e autoridades em educação para discutir um assunto importante nesse feriado e fim de semana adentro: a valorização da ciência e dos pesquisadores.

Reunidos na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), cerca de mil pesquisadores de todos os Estados do Brasil são aguardados para debater o ensino, formas de avaliação, e principalmente políticas que assegurem mais direitos para os pós-graduandos. Qual a melhor forma de melhorar o financiamento da C,T&I no Brasil, ampliar condições de pesquisa e de assistência estudantil?

Não por acaso a UFRJ é a sede do evento. A instituição é uma das mais bem avaliadas há anos na Avaliação Trienal dos cursos de pós-graduação stricto sensu da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

A cidade cartão postal do Brasil também não foi escolhida à toa. Às vésperas da realização de um dos maiores eventos esportivos do mundo, em que será o palco da atenção do mundo, ela traz o clima perfeito de entusiasmo para a discussão dos rumos do ensino e da pesquisa nas universidades do nosso país. Durante o encontro os pós-graduandos vão eleger também a nova diretoria à frente da Associação, que vai pautar a luta por melhorias no setor nos próximos dois anos.

Além do protagonismo na participação de importantes decisões na educação brasileira, de quebra os pós-graduandos ainda poderão desfrutar da deslumbrante paisagem carioca, e até mesmo conhecer alguns pontos turísticos como o Cristo Redentor e o Pão de Açúcar, que fazem do Rio de Janeiro uma das cidades mais bonitas do mundo.

Cristiane Tada, do Rio de Janeiro

mostra científica
Confira a lista final com todos os trabalhos a serem apresentados na Mostra Científica do 24º Congresso Nacional de Pós-Graduandos, com data e local indicados. Ao todo são 118 trabalhos a serem apresentados em dois dias (01/05 às 15 horas e 02/05 às 9 horas)
Cliquei aqui para ver!
 

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Nesta quinta-feira (1º), começa o 24º Congresso Nacional de Pós-Graduandos, que será realizado no Campus do Fundão da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Para as pessoas que se inscreveram no evento, seguem algumas orientações sobre como proceder quando chegar à cidade maravilhosa:

Primeiro, é necessário se dirigir ao setor de credenciamento do Congresso, no campus Fundão, da UFRJ, antes de ir para o hotel. Lá, você receberá orientações sobre o hotel para o qual hotel será encaminhado. Somente os participantes credenciados terão acesso às acomodações.

Locomoção:

– Do aeroporto Santos Dummon para o Fundão*
Na saída do aeroporto, no ponto de ônibus à direita, pegue qualquer um que vai até o terminal Central do Brasil. Você pode pegar as linhas de ônibus 322, 324 ou 326, que levam para a UFRJ, campus do Fundão. Qualquer dúvida, informe-se com algum fiscal no terminal.

– Da rodoviária para o Fundão*
Pegue um ônibus que vai para o Terminal Central do Brasil, e siga as mesmas instruções acima.
– Do aeroporto Galeão para o Fundão*
Procure se informar sobre o(s) ponto(s) de ônibus onde passam as seguintes linhas: 998 (descer em frente ao Centro de Tecnologia da UFRJ) ou 915 (descer em frente à passarela do hospital universitário, dali será necessário pegar um ônibus interno da UFRJ para o Centro de Tecnologia).
*Informações retiradas do site da UFRJ. 

Sugestão: Caso optem por pegar um taxi dos aeroportos ou rodoviária até Fundão, sugerimos que se dividam em grupos de quatro pessoas, assim, o preço a ser pago será bem inferior. Verifiquem o preço da corrida com o taxista antes. O preço médio das corridas pode ser verificado aqui.

Outras informações:

O bandejão para os inscritos no Congresso custa R$ 2,00 (dois reais), e servirá almoço e jantar.

Caso tenha mais alguma dúvida, ligue no (11) 5082-3691, envie e-mail para [email protected] ou [email protected], ou, ainda, envie sua dúvida no perfil da ANPG do Facebook. Sugerimos que as possíveis dúvidas sejam encaminhadas até amanhã para que possamos solucioná-las antes do início do Congresso.

Ministro de Ciência, Tecnologia e Inovação, Clelio Campolina, participa de debate com as sociedades científicas associadas na SBPC
Ministro de Ciência, Tecnologia e Inovação, Clelio Campolina, participa de debate com as sociedades científicas na SBPC

A Associação Nacional de Pós-Graduandos esteve presente no encontro do ministro de Ciência, Tecnologia e Inovação, Clelio Campolina, com dirigentes das principais sociedades científicas brasileiras na Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que ocorreu na semana passada (17/4). Essa foi a primeira vez que ministro visitou a SBPC, depois de assumir a pasta, há cerca de um mês.

O encontro, mediado pela presidenta da SBPC, Helena Nader, foi realizado no auditório da Universidade de São Paulo (USP), e reuniu cerca de 60 pessoas, entre representantes de sociedades científicas, cientistas e pesquisadores.

Durante o evento, os participantes ressaltaram vários problemas do setor para o ministro, dentre eles o financiamento de CT&I, a exclusão das áreas de ciências humanas no Ciências sem Fronteiras (CsF), a redução dos recursos destinados ao Fundo Nacional de programa Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) e da destinação de cerca de um terço do total desses recursos ao programa CsF, além das legislações que travam e burocratizam a importação de insumos para pesquisa.
A Presidenta da ANPG, Luana Bonone, apresentou ao ministro a pauta de valorização da ciência e dos pesquisadores, apontando para o fato da dicotomia entre a valorização da ciência básica e a formação de recursos humanos de um lado e a corrida pela inovação tecnológica de outro não ser algo tão positivo. Falou da importância da assistência estudantil para pós-graduandos, apresentou o nível de desvalorização das bolsas de pesquisa, ao que o ministro não respondeu, e defendeu o estabelecimento de um pacto pela Ciência e Tecnologia, convocando, inclusive, a SBPC para o pacto.
“O pacto defende a bandeira de 2% do PIB e os royalties do minério para financiar as políticas de ciência e tecnologia, a fim de estabelecer uma política articulada de valorização da ciência e desenvolvimento tecnológico, incluindo a área de ciências humanas, que foi um tema também pautado por algumas sociedades científicas presentes da reunião”, explica Luana.

Apesar de reconhecer as deficiências do setor, o ministro acredita em avanços. “Sou realista, mas ao mesmo tempo entusiasta. Sei que os diagnósticos são muitos, mas algumas soluções já estão em andamento. O que temos que fazer é um diagnóstico recorrente e aplicar incrementos”, disse.

A presidente da SBPC, Helena Nader, avaliou o encontro e disse que quem saiu ganhando foi a ciência. “O encontro foi muito importante porque o ministro ouviu as preocupações e os gargalos da sociedade científica, do escasso andamento dos financiamentos da ciência e de algumas legislações que estão atrapalhando o crescimento do País”, disse.

 Da redação com informações da SBPC

A comissão de Credenciamento do 24º Congresso Nacional de Pós-Graduandos encerrou, na tarde desta quarta-feira (23), o credenciamento dos delegados e suplentes aptos a participarem do evento com direito a voz e voto.
>> Confira a Lista de Delegados
>> Confira a Lista de Suplentes
IMPORTANTE: Os nomes marcados com asterisco têm até as 23h59 de segunda-feira (28) para mandar um comprovante de matrícula para o email [email protected].
Em caso de dúvidas envie e-mail para [email protected] ou ligue (11) 5082-3691.
 

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Mais presenças confirmadas no 24º Congresso Nacional de Pós-Graduandos: Ennio Candotti, Presidente de Honra e atual Vice-Presidente  da SBPC; Mateus Fiorentini, Secretário Executivo da OCLAE; Alcindo Ferla, Coordenador Nacional da REDE UNIDA; Janeusa Trindade Souto, professora da UFRN e membro do FONAPRACE; Marina Crespo Pinto Pimentel Landeiro, Coordenação do CNPq do programa Ciências Sem Fronteiras; Lassana Danfa, Presidente do I Encontro dos Estudantes do PEC-G e PEC-PG no Brasil; Celi Nelza Zulke Taffarel, professora da UFBA; José Eudes Baima Bezerra, professor da UFC; Maria Emília Boito, Membro da Secretaria Operativa Nacional do Plebiscito pela Constituinte; José Carlos Zanelli, professor da UFSC; Renísia Cristina Garcia Filice, Membro da Associação Brasileira de Pesquisadores/as Negros/as- ABPN; Thiago Thobias, Diretor de Políticas de Educação do Campo, Indígena e para as Relações Étnico-Raciais (SECADI/MEC); e Dirce Mendes Fonseca, da UNICEUB

O evento, que será realizado entre os dias 1 e 4 de maio, na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), tem como tema central a “Valorização da Ciência e dos Pesquisadores”.

Veja em quais mesas eles participarão:

Quinta-feira – 1º de maio 

 

Paineis Simultâneos :: 14h-16h

 

Painel 1 :: Política Nacional de C,T&I e Soberania Nacional
Convidado: José Eudes Baima Bezerra, professor da UFC
Ementa: conjuntura, com foco na C,T&I

Painel 3 :: Democracia e Participação: reforma política no Brasil
Convidada: Virginia Barros, Presidenta da UNE, e Maria Emília Boito, Membro da Secretaria Operativa Nacional do Plebiscito pela Constituinte

Painel 4 :: Integração Científica e Tecnológica na América Latina
Convidados: Álvaro Maglia, Secretário Executivo AUGM,  Jaime Benvenuto Lima Junior, Pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação da UNILA, e, como mediador, Mateus Fiorentini, Secretário Executivo da OCLAE

Painel 6 :: Formação na Pós-Graduação em Saúde
Convidados: Luis Eugênio Portela, Presidente da ABRASCO, Ivone Evangelista Cabral, Coordenadora da Comissão Intersetorial de Recursos Humanos do CNS, e Alcindo Ferla, Coordenador Nacional da REDE UNIDA

Sexta-feira – 2 de Maio

 

9h-12h – Mesa: “Direitos dos pós-graduandos: demanda necessária a um Brasil desenvolvido”
Convidado: José Henrique Paim, Ministro da Educação, Janeusa Trindade Souto, UFRN – FONAPRACE, Ennio Candotti, Presidente de Honra e atual Vice-Presidente da SBPC, Celi Nelza Zulke Taffarel, professora da UFBA

Paineis Simultâneos :: 14h-16h

 

Painel 1 – Internacionalização e Mobilidade: CsF, sanduíches e PEC-PG
Convidados: Marina Crespo Pinto Pimentel Landeiro, do CNPq, e Lassana Danfa, Presidente do I Encontro dos Estudantes do PEC-G e PEC-PG no Brasil
Ementa: debater as condições dos estudantes fora de seu país, e retorno desse processo de integração, tanto para o aluno quanto para o país.

Painel 2 – Assistência Estudantil para a Pós-Graduação
Convidados: Janeusa Trindade SoutoUFRN – FONABRACE, e Hercília MeloDiretoria de Diretora de Ciência, Tecnologia e Inovação do ANPG

Painel 3 – Assédio Moral e outros abusos na relação acadêmica
Convidado: Guilherme Sales Soares de Azevedo Melo, Presidente da Comissão de Integridade do CNPq, Phillipe Pessoa de Santana, Representante Discente da USP, e José Carlos Zanelli, da UFSC
Ementa: Debater os abusos mais recorrentes na relação acadêmica, como a existência de plágio, e em especial na relação orientador/orientando. Identificar situações que configuram assédio moral na universidade.

Painel 4 – Democratizar a universidade: mudar a composição social da Academia.
Convidados: Renísia Cristina Garcia FiliceMembro da Associação Brasileira de Pesquisadores/as Negros/as- ABPN, e Thiago Thobias, Diretor de Políticas de Educação do Campo, Indígena e para as Relações Étnico-Raciais (SECADI/MEC) 

Painel 5 – Papel da pós-graduação lato sensu no desenvolvimento do país.
Convidados: Dirce Mendes Fonseca, professora da IESB

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O Plenário aprovou, em segundo turno, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 290/13, da deputada Margarida Salomão (PT-MG), que muda vários dispositivos constitucionais para melhorar a articulação entre o Estado e as instituições de pesquisa com o objetivo de estimular o desenvolvimento científico, tecnológico e a inovação.

A PEC contou com o voto unânime de 354 deputados e será enviada ao Senado, onde também precisará passar por dois turnos de votação.
(Agência Câmara de Notícias)

Fonte: Jornal da Ciência

Lei diminuirá entraves burocráticos da pesquisa científica

A Comissão Especial da Câmara dos Deputados aprovou, na tarde desta quarta-feira (23), o Projeto de Lei Nº 2177/2011, que “estabelece normas, princípios, diretrizes e prioridades da Política Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, altera a Lei nº 10.973, de 2 de dezembro de 2004 (i.e. Lei da Inovação), e dá outras providências”. Os parlamentares presentes na 11ª reunião da Comissão aprovaram o parecer do relator do projeto, deputado Sibá Machado (PT/AC), com complementação de voto.
Durante a reunião, o deputado Alex Canziani (PTB/PR) apresentou um destaque no texto no Art.9o, § 4o que diz que as bolsas de estudos são isentas de imposto de renda e não integrarão a base de cálculo da contribuição previdenciária, pois segundo ele o Ministério da Fazenda entende que a redação do dispositivo precisa de aperfeiçoamento, já que confronta com artigo da Constituição. Em relação a isso, foi assumido o compromisso de buscar, no Plenário, uma melhor redação para tal dispositivo. Depois de aprovado pelo Plenário da Câmara, o projeto de lei segue para o Senado Federal.
Para Sibá Machado, a aprovação é mais uma vitória da comunidade científica, que espera com ansiedade o novo arcabouço legal como forma de acabar com os entraves burocráticos da pesquisa brasileira. A proposta facilita uma série de procedimentos burocráticos, como compras de produtos, importação de equipamentos, contratação de serviços, interação entre entidades governamentais e empresas privadas. Além disso, vai beneficiar o pesquisador ao definir regras mais claras sobre pagamento de bolsas, liberação para pesquisas em instituições privadas e participação dos lucros decorrentes de seus trabalhos intelectuais.
PL 2177/2011
O projeto, de autoria do deputado Bruno Araújo (PSDB/PE), faz parte de um conjunto de legislações que visa envolver instituições de pesquisas científicas e tecnológicas, públicas e privadas, no processo de inovação. A proposta é somar esforços para alavancar o desenvolvimento científico e tecnológico do país, elevando-o a patamares internacionais.
Intitulado inicialmente de Código Nacional de Ciência e Tecnologia, o projeto sofreu desmembramentos para facilitar sua tramitação e para que fossem trabalhados com mais especificidade temas como Fundações de Apoio, Regime Diferenciado de Contratação (RDC), e Biodiversidade. Inclui ainda uma modificação na Constituição, com a tramitação da Proposta de Emenda à Constituição PEC 290/2013, que “altera e adiciona dispositivos na Constituição Federal para atualizar o tratamento das atividades de ciência, tecnologia e inovação”. Essa PEC 290 foi aprovada ontem em segundo turno e, agora segue para o Senado Federal.
(Camila Cotta/SBPC)

Fonte: Jornal da Ciência