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De acordo com reportagem do Valor Econômico nenhum país do grupo dos Brics conseguiu ficar entre os 25 primeiros

O Brasil caiu no Índice Global de Inovação e ficou em 64ª lugar entre 142 países, perdendo seis posições em relação a 2012 e 17, em relação a 2011. O indicador foi divulgado nesta segunda-feira em Genebra pela Organização Mundial de Propriedade Intelectual (OMPI), pela Universidade de Cornell (EUA) e pelo Insead, escola de administração francesa.

A classificação leva em conta 84 indicadores para avaliar elementos da economia nacional que favorecem atividades de inovação, como instituições, capital humano e pesquisa, infraestrutura, aperfeiçoamento das empresas, além de provas manifestas em conhecimento e tecnologia e resultados criativos.

Nenhum país do grupo dos Brics conseguiu ficar entre os 25 primeiros e, na verdade, todos estagnaram ou perderam posições em termos de inovação: a China ficou em 35ª, perda de um posto em relação a 2012 e de seis em relação a 2011; a Rússia ficou em 62ª posição, perdendo 11 comparado a 2012 e 17 em relação a 2011; Índia ficou em 66ª posição, perdendo dois postos comparado a 2012 e quatro comparado a 2011.

Por sua vez, outros emergentes melhoraram em termos de inovação, caso do México (63ª) e Indonésia (85ª).Mas a OMPI nota também que os Brics e outros países de renda média tiveram bom desempenho em outros indicadores introduzidos este ano para capturar a qualidade das inovações.

O Brasil se posiciona melhor também em termos de qualidade das principais universidades ou desempenho de empresas exportadoras.Os cinco países considerados como campeões da inovação são Suíça, Suécia, Reino Unido, Holanda e EUA.

(Assis Moreira / Valor Econômico)

 


Universidades e instituições de saúde, ciência e tecnologia estão sendo convidadas a indicar trabalhos de pesquisa para concorrer a prêmio de R$ 200 mil

Foi iniciado o processo de indicações ao "Prêmio Péter Murányi 2014" que contemplará com R$ 200 mil o autor do melhor trabalho da área de saúde. Nas últimas semanas, mais de duas mil universidades, institutos, fundações de apoio à pesquisa e outras entidades ligadas à área de premiação começaram a receber a carta-convite encaminhada pela Fundação Péter Murányi solicitando a indicação de trabalhos à premiação.

Ao receber a carta-convite, o dirigente de cada instituição deverá manifestar por escrito seu interesse em participar do Prêmio. O envio de até dois trabalhos científicos, de sua livre escolha, deverá ser feito até 30 de setembro. Os trabalhos indicados deverão ser inovadores, ter aplicabilidade prática e contribuir para a melhoria da qualidade de vida das populações situadas abaixo do paralelo 20 de latitude norte, região do globo onde se encontram a maior parte das nações em desenvolvimento. O edital, com o regulamento do prêmio, está disponível em no site da fundação.

Os trabalhos serão avaliados por uma Comissão Técnica e Científica, resultando na seleção de três finalistas que serão submetidos a um Júri. O vencedor receberá R$ 200 mil, um troféu e um certificado; já os demais finalistas, diploma e menção honrosa. Os prêmios serão entregues em uma cerimônia que ocorrerá em abril de 2014, em São Paulo. Além dos prêmios, vencedor e finalistas terão a oportunidade de apresentar seus trabalhos na 66ª Reunião Anual da SBPC – um dos maiores eventos científicos do País.

Sobre o prêmio – O Prêmio Péter Murányi, gerido pela Fundação de nome homônimo, tem o objetivo de premiar pessoas físicas ou jurídicas, entidades públicas ou privadas, de qualquer parte do mundo, que se destaquem por suas descobertas inovadoras e práticas focadas no desenvolvimento e no bem-estar social das populações em desenvolvimento. O prêmio é concedido anualmente e de modo alternado para pesquisadores atuantes em quatro áreas: saúde, educação, alimentação e desenvolvimento científico e tecnológico.

O Prêmio conta com o apoio da Academia Brasileira de Ciências (ABC), da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), da Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras (ANPEI), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), do Centro de Integração Empresa Escola (CIEE), da Academia de Ciências do Estado de S. Paulo (ACIESP) e da Associação dos Cônsules Honorários no Brasil (ACONBRAS).

(Assessoria de Comunicação da Fundação Péter Murányi)

(Jornal da Ciência)

A destinação dos royalties do petróleo para a educação foi uma das principais reivindicações apresentadas por estudantes

Combate à corrupção, reforma política, democratização dos meios de comunicação e dinheiro dos royalties do petróleo para a educação foram as principais reivindicações apresentadas por estudantes ligados à UNE e à Ubes ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), no início da tarde desta quinta-feira (27).

Os jovens, que foram recebidos no gabinete da Presidência, também demonstraram repúdio ao projeto da chamada "cura gay" (PDC 234/2011), em tramitação na Câmara dos Deputados, pediram a saída do deputado Marco Feliciano (PSC-SP) do comando da Comissão de Direitos Humanos da Câmara e apoio ao passe livre para todos os alunos matriculados nas redes públicas e privadas de ensino do país.

Os estudantes pediram também mais celeridade na tramitação do Plano Nacional da Educação (PLC 103/2012) e ouviram do presidente do Senado que a matéria deve ser analisada na próxima semana.

– O Congresso Nacional está há dois anos e meio debatendo o PNE. Queremos que o Senado reafirme a garantia de 10% do pib [Produto Interno Bruto] para a educação, conforme prevê o plano. O presidente Renan se comprometeu a acelerar a tramitação. Não podemos admitir que, em pleno século 21, tenhamos mais de 10 milhões de analfabetos. Na próxima quarta-feira, vamos novamente ao Congresso para garantir que a matéria seja aprovada – avisou a presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Virgínia Barros.

A líder estudantil destacou as recentes conquistas obtidas pela mobilização popular e disse que a UNE e a UBES (União Brasileira de Estudantes Secundaristas) vão continuar apoiando as manifestações nas ruas.

– Todas essas medidas discutidas hoje pelo Congresso Nacional são fruto das lutas das ruas. Se hoje o Congresso aceita debater temas tão polêmicos é conquista do povo. Por isso somos solidários e continuaremos na pressão – afirmou.

Também participaram da reunião com os estudantes os senadores Eunício Oliveira (PMDB-CE), Antônio Carlos Valadares (PSD-SE), Vanessa Graziotini (PCdoB-AM), Eduardo Braga (PMDB-AM), Inácio Arruda (PC do B-CE), Wellington Dias (PT-PI), e Gim Argello (PTB-DF).

(Agência Senado)

(Jornal da Ciência)

Estão abertas, a partir do dia 1 de julho, as inscrições para a 9º edição do Prêmio Construindo a Igualdade de Gênero. Este ano, as propostas de concursos de redações, artigos científicos e projetos pedagógicos escolares devem basear nas questões da igualdade de condições entre mulheres e homens.

A escolha do tema é livre, porém, é recomendado que reflexões envolvendo formas de discriminação sexual, étnica, racial e por orientação, sejam consideradas durante a construção dos textos. Os docentes também podem participar do prêmio inscrevendo um projeto pedagógico sobre questões de discriminação entre mulheres e homens, raça ou orientação sexual.

A iniciativa dos Projetos Pedagógicos visa ampliar e replicar boas experiências que existam ou serão realizadas nas escolas brasileiras, além de fomentar o envolvimento da comunidade escolar em torno do debate sobre a igualdade.

As propostas devem ser enviadas até o dia 30 de setembro. Para obter mais informações sobre o prêmio, acesse o portal igualdade de gênero.

O Prêmio é organizado pela secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), Ministério da Educação (MEC), Ministério de Ciências Tecnologia e Inovação (MCTI) e Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e ONU Mulheres.

(Coordenação de Comunicação Social do CNPq)
 

Aula especial no PPGICS traz a socióloga Madel Luz para debater o tema hoje (01/07)
 
Encerrando a disciplina “Seminários Interdisciplinares de Pesquisa I, do Programa de Pós-Graduação em Informação e Comunicação em Saúde (PPGICS/Icict), no dia 1º de julho, será ministrada a aula especial "(Des)Caminhos das Ciências Sociais na(da) Saúde", com a pesquisadora Madel Luz. O evento ocorrerá às 13h30, no Prédio da Expansão do Campus da Fiocruz, sala 710, localizado na Avenida Brasil, 4.036, em Manguinhos.
 
O coordenador da disciplina, professor André Ferreira Neto, fala da relevância de se discutir a interdisciplinaridade em um momento em que os conhecimentos são cada vez mais transversais, com várias faces e também levanta suas inquietações com o assunto. “É um dos grandes temas que nós, professores e alunos nos defrontamos e refletimos: o que é ser interdisciplinar? Como ser interdisciplinar? Como fugir da tradição disciplinar que compartimenta e feudaliza conhecimentos e saberes? Como podemos exercer uma prática de pesquisa e ensino que fuja da tendência massiva dominante?”
 
Diante dos desafios colocados no exercício da interdisciplinaridade, a aula contará com a presença daquela que é considerada uma das pioneiras na reflexão sobre Ciências Sociais e Saúde, Madel Luz, que é professora titular aposentada da UERJ e da UFRJ, além de ser professora colaboradora da UFRGS e da UFF. Com larga experiência em Sociologia da Saúde, com ênfase em Saúde Coletiva, a pesquisadora explora os seguintes temas: racionalidades médicas, práticas integrativas e complementares em saúde, corpo e saúde, políticas e instituições de saúde, trabalho, produção científica e saúde, biociências e cultura.
 
Para enriquecer a discussão para a aula, está disponível no site do Icict, o texto a partir do qual é possível refletir sobre o tema proposto: “Complexidade do campo da Saúde Coletiva: multidisciplinaridade, interdisciplinaridade e transdisciplinaridade de saberes e práticas – análise sócio-histórica de uma trajetória  paradigmática”, da pesquisadora Madel Luz. Para baixá-lo, acessehttp://www.icict.fiocruz.br/content/ciencias-sociais-e-saude-sob-otica-da-interdisciplinaridade
 
A aula é aberta a alunos e docentes de Informação e Comunicação em Saúde, profissionais que atuem na área e público em geral. Não há necessidade de inscrição.

Texto de referência para aula: LUZ, Madel T.. Complexidade do campo da Saúde Coletiva: multidisciplinaridade, interdisciplinaridade e transdisciplinaridade de saberes e práticas – análise sócio-histórica de uma trajetória paradigmática. Saude soc. 2009, vol.18, n.2 p. 304-31
 

3º Salão Nacional de Divulgação Científica da ANPG ocorre dentro da programação oficial

A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) acaba de definir a programação da 65ª Reunião Anual, cuja temática será “Ciência para o novo Brasil”. A reunião acontecerá entre os dias 21 e 26 de julho, em Recife. O 3º Salão Nacional de Divulgação Científica da ANPG ocorrerá dentro da programação oficial do evento, com o tema "Inovação, Desenvolvimento Sustentável e Soberania Nacional". 

No total, a SBPC promoverá 266 atividades, com a participação de pesquisadores renomados do Brasil e exterior, e gestores do sistema estadual e nacional de C&T. Haverá 82 conferências, 87 mesas-redondas, 60 minicursos, 16 encontros, nove sessões especiais, seis simpósios e seis assembleias.
 
Entre os temas que serão debatidos nas conferências, mesas-redondas e simpósios estão: Educação, ciência e tecnologia – são pilares para a inovação; Agricultura Brasileira: 40 anos de contribuição da Embrapa; Impactos das células-tronco no tratamento da insuficiência renal aguda; Amazônia Azul – A governança necessária; Novas oportunidades para a inovação em fármacos; Sistema nacional de ciência, tecnologia e inovação: trajetória recente e novos desafios; e Impacto e avaliação da pesquisa.
 
Dentre as atividades preparadas pela ANPG para a reunião, incluem-se mostra científica, seminário de formação de pós-graduação em saúde, debates, conferências, oficinas, feira de ciências e apresentações culturais.
 
Um dos participantes da 65ª Reunião Anual da SBPC será o pesquisador alemão Ulrich Glasmacher, da Universidade de Heidelberg, célebre universidade alemã. Ele irá proferir, no dia 23/06, a conferência Climate change: geological and social properties.
 
Conforme a SBPC, “assim como ocorre em todas as reuniões anuais da SBPC, a de Recife tem como um de seus objetivos principais popularizar e valorizar a produção científica nacional e inseri-la no cotidiano dos cidadãos. Também a exemplo dos eventos anteriores, a 65ª Reunião Anual será um importante fórum para a difusão dos avanços da ciência nas diversas áreas do conhecimento e um espaço de debates de políticas públicas para a ciência e tecnologia.”
 
Junto com a 65ª Reunião Anual da SBPC, serão realizadas também a SBPC Jovem, a SBPC Cultural, a ExpoT&C e a SBPC Mirim. A SBPC Jovem é um evento com atividades que visam despertar o interesse dos jovens pela ciência e tecnologia. A programação contará com oficinas, salas temáticas, apresentações culturais, além da Feira SBPC Jovem, para a qual foram selecionados 50 trabalhos científicos, entre os enviados por estudantes e professores do ensino básico de todo o Brasil.
 
Na SBPC Cultural serão realizadas diversas atividades culturais com foco na tradição regional. A ExpoT&C, por sua vez, é uma mostra de ciência, tecnologia e inovação (C,T&I) que reunirá centenas de expositores, como universidades, institutos de pesquisa, agências de fomento, entidades governamentais e outras organizações interessadas em apresentar novas tecnologias, produtos e serviços.

O evento contará com pavilhões climatizados onde ficarão abrigados os estandes dos expositores. A ANPG estará presente com estande na exposição, recebendo os participantes e colocando-os em contato com os diretores de todo país.

 
A novidade da 65ª Reunião Anual é a SBPC Mirim, um espaço para a realização de oficinas, contação de histórias e atividades de iniciação à pesquisa, só para crianças. Confira aqui a programação completa. 

 

 A Associação Nacional de Pós-Graduandos divulga a lista de trabalhos aprovados na Mostra do 3° Salão Nacional de Divulgação Científica, atividade que integra a programação da 65° Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência. 

Os trabalhos aprovados com pendência têm até o dia 02 de julho para enviar as correções, no seguinte endereço eletrônico: [email protected]. Dúvidas sobre a mostra também podem ser enviadas para o mesmo e-mail. 

A comissão organizadora orienta que os autores fiquem atentos aos prazos do edital:

02 de Julho. Envio das correções para os trabalhos aprovados com pendência

08 de julho.  Prazo final para confirmação do pagamento de inscrição. 

08 de julho. Prazo final para envio do documento de apresentação do trabalho.

08 de julho. Divulgação da programação final. 

22 a 26 de julho. Realização da Mostra Científica. 

Confira aqui a lista dos trabalhos aprovados:https://www.anpg.org.br/admin/biblioteca/docs/Trabalhos_aprovados_._quadro.pdf

Os estudantes enfatizam a importância da mobilização social para a democracia e expressam repúdio ao antipartidarismo, ao racismo e à repressão policial

Pós-graduandos e pesquisadores que vivem fora do país publicaram uma carta aberta sobre as recentes manifestações. Os estudantes expressaram alegria em relação às mobilizações que, segundo eles, fortalecem o espaço público e o diálogo social. Contudo, também demonstraram forte preocupação com os setores sociais que buscam sufocar a presença dos partidos e abaixar as bandeiras. A carta pretende reforçar valores democráticos, repudiando, também, reinvindicações de cunho racista e a repressão policial. Estudantes que vivem fora do país e quiserem assinar a carta devem mandar nome, universidade, curso e alguma identificação por número de documento (e.g. número de CPF) para: [email protected].

Leia a carta na íntegra abaixo ou clicando aqui.

Carta aberta de estudantes de pós-graduação e pesquisadores que vivem fora do País

É com alegria e preocupação que – não estando em casa para poder caminhar pelas ruas – contribuímos por  meio  da presente carta com as atuais manifestações que ocorrem no Brasil. Alegria porque democracia é a livre  manifestação de pensamento e é também o fortalecimento do espaço público por meio do diálogo social. Preocupação porque  notamos,  de  parte  de  um  grupo  setorizado  e  infeliz,  uma tentativa  de transformar o atual momento  histórico em uma farsa golpista  onde  a diversidade de opiniões  e de partidos  é vista erroneamente como um atentado  à “pátria”.

Explicamo-nos: suprapartidarismo faz parte da democracia, antipartidarismo faz parte da ditadura.  Se o Brasil, com as presentes reivindicações de melhor qualidade  de transporte público e de direito à cidade, aprofunda sua democracia, só o faz porque a sua Constituição e os atos do seu Governo Federal garantem o direito  à livre associação e ao livre pensamento. Aqueles que foram para as ruas essa semana com o intuito de levantar apenas a sua voz e abafar todas as bandeiras – que não a do Brasil
– fazem um desserviço à própria nação que dizem defender e corroboram com aquela mesma violência policial que alvejou (e, infelizmente, ainda alveja)  a população em várias partes do país. Bandeira alguma deve ser imposta – muito menos a bandeira do silêncio e do único pensamento. Assim:

– repudiamos aqueles que não permitem  o uso de bandeiras de partidos políticos e movimentos sociais;

– repudiamos todo tipo de reivindicação de cunho racista e antidemocrático;

– repudiamos a reação desproporcional das forças policiais;

– lembramos que nosso país passou por longos anos de ditadura militar, no qual as bandeiras e a diversidade de partidos eram proibidas, onde a nossa dívida  externa  cresceu exponencialmente e onde a miséria social foi disseminada;

– afirmamos que o presente Governo Federal foi democraticamente eleito e que vivemos num Estado Democrático de Direito.

Posicionamo-nos pela manutenção da Democracia na forma do atual Governo Federal e convidamos todos ao exercício do respeito democrático à diversidade de opiniões e ao processo eleitoral através do voto.

Saudações,

Clique aqui para ver as assinaturas.

 
O Ministério da Saúde ainda está recebendo inscrições para o 8° Concurso do XII Prêmio de Incentivo em Ciência e Tecnologia para o Sistema Único de Saúde (SUS) deste ano. A iniciativa, também promovida pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos, pretende valorizar o pesquisador em saúde e reconhecer a sua contribuição ao desenvolvimento social e econômico do país. As inscrições poderão ser feitas até o dia 26 de julho no portal da saúde do governo. 
 
Podem participar do prêmio pesquisadores, estudiosos e profissionais da saúde ou de qualquer área científica, com produção em nível de pós-graduação e trabalho aprovado em banca ou publicado, no período entre 21 de maio de 2012 e 9 de junho de 2013. A temática a ser apreciada deverá pertencer à área de Ciência e Tecnologia em Saúde. Clique aqui para ver o cartaz de divulgação com detalhes sobre as categorias e premiações.
O Prêmio de Incentivo em Ciência e Tecnologia para o SUS busca incorporar inovações produzidas pelo conhecimento científico ao sistema de saúde e faz parte da estratégia de Sustentação e Fortalecimento do Esforço Nacional em Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde.  Clique aqui para ver o edital do concurso. 
 

Mariana Tokarnia

Repórter da Agência Brasil
Brasília – Movimentos sociais e organizações que atuam em educação pedem a aprovação do Plano Nacional de Educação (PNE). Eles defendem o PNE como o "verdadeiro Pacto pela Educação Pública", proposto pela presidenta Dilma Rousseff em resposta às manifestações que ocorrem em todo o país. O PNE estabelece metas para serem cumpridas no setor até 2020, como a destinação de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro para educação, e que atualmente está em tramitação no Congresso Nacional.
A reivindicação está em carta aberta da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, rede composta por mais de 200 organizações em todo o Brasil. "Achamos uma pena ela não ter falado do PNE. O plano é autorizado pela Constituição Federal e é o verdadeiro pacto pela qualidade na educação pública", diz o coordenador da campanha, Daniel Cara.
Entre as metas do PNE está: ter 100% das crianças e jovens de 6 a 14 anos na escola, alfabetizar todas as crianças até no máximo os 8 anos de idade, oferecer educação em tempo integral em 50% das escolas públicas de educação básica e atender, na pré-escola, 100% das crianças de 4 e 5 anos e, nas creches, 50% das crianças até os 4 anos de idade. O movimento pede a aprovação do PNE sem as alterações feitas no Senado Federal.
Além da aprovação do PNE, as organizações pedem a destinação dos royalties do petróleo à educação. As entidades dizem, no entanto, que o Projeto de Lei 5500/2013 – enviado ao Congresso Nacional pela presidenta Dilma Rousseff e destacado por ela como uma forma de melhorar a educação pública e garantir a meta dos 10% do PIB – é insuficiente para cumprir a meta estipulada pelo PNE.
"Para cumprir com a correta meta de investimento equivalente a 10% do PIB em educação pública, a área necessita de toda a receita arrecadada com o petróleo oriunda de contratos exploratórios atuais e futuros na área de concessão, além da totalidade do Fundo Social do Pré-Sal. E outras fontes de recursos podem ainda ser necessárias", diz a carta.
O texto acrescenta: "A presidenta Dilma Rousseff está certa ao dizer que o Brasil precisa investir mais recursos em políticas públicas educacionais. Mas isso não basta. Os recursos novos precisam ser aplicados em um plano de Estado capaz de fazer com que a União, os 26 estados, o Distrito Federal e os 5.565 municípios caminhem para um mesmo destino, unindo esforços rumo à universalização do direito à educação pública de qualidade para todos e todas".
Edição: Fábio Massalli
 
(Agência Brasil)