A Mostra Científica do 3º Salão Nacional de Divulgação Científica – que será realizado entre 22 e 26 de julho – prorrogou o prazo e receberá trabalhos até o dia 17 de junho. A Mostra Científica visa receber trabalhos acadêmicos de estudantes de graduação, pós-graduação e pesquisadores de todos os estados e instituições de ensino e pesquisa do país, sendo estes provenientes de estudos diversos, em andamento ou concluídos, reflexões e relatos de experiência relacionados ao fomento da inovação científica, social, artística e cultural e a estas enquanto produto ou processo.
A mostra é uma das atividades do 3º Salão Nacional – promovido pela Associação Nacional de Pós-Graduandos – que será realizado dentro da programação da 65ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), na Universidade Federal de Pernambuco. O tema do salão será "Inovação, Desenvolvimento Sustentável e Soberania Nacional", o evento exibirá a Mostra Científica do 3° Salão Nacional de Divulgação Científica.
Dentre as outras atividades promovidas pelo salão, estão debates, conferências, oficinas, feira de ciências e apresentações culturais.
A submissão de resumos está aberta através do e-mail ([email protected]). Na Mostra serão apresentados trabalhos na modalidade sessão coordenada, considerando sete eixos temáticos: Inovação de processos e/ou produtos; Políticas e ações de fomento à inovação; Experiências exitosas em inovação; Inovação: conceito e crítica nas ciências humanas; Experiências e propostas em divulgação científica; Inovação e desenvolvimento sustentável; Inovação: conceito, crítica e processos de criação em arte e linguagem.
Para maiores detalhes sobre o processo de submissão de trabalhos, acesse o edital.
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As discussões pautaram principalmente as demandas das agências nacionais de fomento, relacionadas à avaliação dos programas de pós-graduação (Qualis periódicos, livros, técnico) e produtividade em pesquisa (bolsas de produtividade do CNPq), além de breve debate sobre a formação no campo como demanda dos pós-graduandos. No evento, os representantes fortaleceram a necessidade da inserção do debate da formação na pós-graduação em saúde coletiva nos eventos da Abrasco deste ano, assim como a proposta de criação de uma comissão para debater como aprofundar e operacionalizar as mudanças que têm sido debatidas pelos pós-graduandos para a formação em saúde coletiva, relacionadas principalmente com a formação docente e de bases teórico/práticas no campo em saúde coletiva.
De interesse comum aos diferentes programas de pós-graduação é importante destacar o relato da mudança na pontuação para produtividade (reduziu para 35% do total da avaliação dos programas) e mudança na classificação dos periódicos, onde se observa que publicação em revistas a partir do estrado B3 já possuem pouca relevância para fins de produção acadêmica. Considerando ainda que para docentes em geral somente se avalia publicação de artigos em periódicos, já a produção discente considera também trabalhos em eventos (com exceção de algumas áreas). Alguns pontos gerais comuns a todos os programas estão explicitados na apresentação da Profa Rita Barradas Barata, representante da área de saúde coletiva na CAPES. Também tem sido implementado o Qualis Livros e a pontuação por produção técnica, para além dos periódicos, a somarem na pontuação da produção docente/discente nos programas.
Outro debate importante trazido pelo prof. Antonio Augusto Silva (Comitê Assessor do CNPq) foram as bolsas de produtividade do CNPq, onde pela escassez de recursos e apertado financiamento em detrimento dos programas prioritários do governo com a CAPES, particularmente o Ciência sem Fronteiras, estas bolsas estão cada vez mais restritas, quase num estado em que a progressão somente ocorre em casos de rebaixamento ou morte do pesquisador, sendo que não há verba para bolsas novas e os pesquisadores do estratos mais elevados não caem e/ou não são rebaixados por uma questão de "mérito ao longo da vida". Sendo que devido a este motivo, tem sido pensada uma categoria de pesquisador emérito, pois a categoria existente de sênior, dá a ideia de velho e improdutivo, não sendo atrativa aos pesquisadores. Isso se reflete também na redução de editais de fomento à realização de projetos de pesquisa. Ainda por esse inflacionamento da receita da CAPES nos últimos anos, foi colocado que a mesma irá oferecer bolsas de iniciação científica. Para a ANPG é importante balizarmos essa discussão do papel da CAPES e CNPq, onde a entidade possui representação e devemos discutir estas dimensões, considerando as demandas prioritárias e as pressões advindas de financiamento, que resultam em fortalecimento de algumas políticas e quebra na valorização de outras importantes.

Luisa Massarani Foto: Fiocruz
Agência FAPESP – A brasileira Luisa Massarani, chefe do Museu da Vida, foi eleita para dirigir a Rede de Popularização da Ciência e da Tecnologia da América Latina e do Caribe (Red Pop) no período 2014-2015.
O acesso à biodiversidade é o tema do debate que reúne representantes da comunidade científica; entre eles, a presidente da SBPC, Helena Nader
À mesa, a deputada federal Jandira Feghali, da Comissão de Seguridade Social da Câmara dos Deputados, a pesquisadora Lígia Bahia, do Instituto de Estudos em Saúde Coletiva e a jornalista e editora de saúde do portal Viomundo, Conceição Lemes, com mediação de José Noronha, professor do PPGICS/Icict, diretor do Centro Brasileiro de Estudos de Saúde – Cebes, que discutirão os impasses e desafios do Sistema Único de Saúde – SUS e um dos coordenadores do livro “A Saúde no Brasil em 2030: diretrizes para a prospecção estratégica do sistema de saúde brasileiro”.
Segundo José Noronha, o debate “é uma comemoração da Constituição Cidadã, do direito à saúde que foi inscrito no texto constituinte e, ao mesmo tempo, olhar os desafios que estão postos para a realização deste mandamento constitucional, que diz que a saúde é um direito de todos e um dever do Estado”. O professor se refere ao artigo 196 (Capítulo II, Seção II, da Saúde) da Constituição Brasileira que tem como enunciado: “A saúde é um direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos, e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação.”
O evento, com entrada franca, ocorrerá no Salão de Leitura Henrique Leonel Lenzi, da Biblioteca de Ciências Biomédicas, que fica no Pavilhão Haity Moussatché, na Fiocruz, na Avenida Brasil, 4.365, em Manguinhos.
Serviço
A reunião contará com a presença de Maria Cândida de Almeida, da PUC-SP, que é doutora em Comunicação e Semiótica por esta universidade, e atua como artista, consultora e designer nas áreas de web design, design gráfico, fotografia e vídeo; Sérgio Augusto Correa de Faria, da Assessoria de Comunicação do Ministério da Saúde, assessor especial do Ministro, chefe da Divisão de Publicidade e Promoção Institucional do Ministério; e Ricardo Hoffmann, vice-presidente e diretor geral da filial de Brasília da Agência Borghi/Lowe. O debate será mediado pela professora do PPGICS, Maria Cristina Soares Guimarães.

Vic Barras Foto: UNE
O 53º Congresso da UNE terminou ontem em Goiânia com a eleição da nova diretoria e presidência da entidade. A maior organização de juventude do país elegeu a pernambucana Vic Barros, 27 anos, aluna de Letras na Universidade de São Paulo (USP) sua nova presidenta. Em um processo eleitoral que teve participação recorde e delegados representando 98% das instituições de ensino superior no Brasil, Vic foi eleita pela chapa “Bloco da unidade para o Brasil avançar, com 2607 votos (69%), dentro de um total 3.764 delegados credenciados.
As outras chapas concorrentes foram “Oposição de Esquerda da UNE”, com 618 votos (16,4%) e “Campo popular que vai botar a UNE pra lutar”, com 539 votos (14,3%)
(Da União Nacional dos Estudantes)