
A Associação Nacional de Pós-Graduandos vem por meio desta se solidarizar com a Universidade de Brasília e todos seus integrantes e repudiar veemente as tentativas de desmonte da rede pública de Universidades no Brasil por parte do Governo Federal.
Na atual quadra política, entendemos que a crise orçamentária que a UnB passa é consequência direta do estrangulamento de seu orçamento por parte do Governo. Esta ação é parte das tentativas de desmonte do sistema de ensino superior público no país.
A Emenda Constitucional 95 diminuiu e congelou por 20 anos um péssimo cenário pro financiamento da educação brasileira.
Indo na direção oposta do que foi aprovado no Plano Nacional de Educação (PNE) o governo federal trás uma crise de financiamento com cortes e contingenciamentos de recursos que vão na contramão de um projeto que permita as universidades brasileiras jogarem papel estratégico na construção de políticas para saída da crise que o a país atravessa.
Além disso, soma-se a este motivo, o fato da UnB e outras universidades púbicas estarem sendo palco de resistência democrática como outrora já havia acontecido durante a ditadura civil-militar que acometeu o país na década de 60 e que teve essas instituições como primeiro alvo para minar espaços de debates e críticos acerca dos rumos do país.
Essas tentativas de enfraquecer a Universidade pública fazem parte de um projeto político antidemocrático e antinaciinal, que visa além de outras coisas, como retirada de direitos e venda do patrimônio natural do país, a diminuição do tamanho e da importância das universidades e o fim de qualquer tentativa de execução da função social das mesmas, que é a de servir ao desenvolvimento social.
Dentro das universidades publicas se desenvolve a pesquisa e a ciência brasileira, se forma profissionais qualificados e se pensa os desafios das regiões. É preciso que estejamos atentos e defendamos essa fundamental instituição para construção de um Brasil independente, soberano, sustentado e com qualidade de vida para o povo.
Em defesa da Universidade de Brasília e de todas as universidades públicas apresentamos nossa solidariedade e apoio as lutas dos trabalhadores, dos pós-graduandos e dos movimentos estudantis em geral, também reforçamos a defesa da autonomia universitária. Neste momento a comunidade acadêmica precisa estar unida e em dialogo com a sociedade na defesa da Universidade pública forte, autonoma, gratuita, de qualidade e socialmente referenciada. Devemos seguir denunciando estas e outras tentativas de ataque a coisa pública e outros retrocessos que temos vivenciado.
Diretoria executiva da ANPG.
Hoje, 27 de abril, aconteceu na Universidade de Brasília, UnB, um ato para o lançamento do manifesto em defesa do ensino público. A presidenta da ANPG, Tamara Naiz, participou do evento e representou a entidade que se solidariza com a causa.
Leia o manifesto:
Manifesto de apoio à Reitoria da UnB e em defesa do ensino público superior brasileiro: A quem interessa que a crise seja entendida como um problema de gestão?
Nós, professores(as), técnicos(as) administrativos e estudantes da Universidade de Brasília, nos manifestamos publicamente em defesa da Universidade de Brasília e das medidas adotadas pela Reitora Márcia Abrahão e sua equipe de gestão para tentar reverter o quadro de crise que assola a UnB e o ensino público superior brasileiro.
Compreendemos que o foco do conflito não é interno à UnB, pois a razão da crise econômica é a Emenda Constitucional 95 aprovada em dezembro de 2016, que impõe limite aos gastos públicos por vinte anos. Considerar a educação pública como gasto e não como investimento é um equívoco político, que só faz sentido na medida em que a opção defendida é a da privatização das universidades públicas brasileiras.
O Ministério da Educação do governo Temer regride as políticas públicas de democratização ao ensino superior e impede que as universidades utilizem os recursos que arrecadam sob a alegação que cumpre as diretrizes da referida Emenda Constitucional 95. Ao mesmo tempo as universidades se tornam alvo de manobras arbitrárias de setores do poder judiciário e espetacularizadas pela mídia, como as conduções coercitivas que ocorreram com reitores da UFSC e UFMG.
Compreendemos que a ocupação da Reitoria, por um grupo que se identifica como autonomista, nesse momento, torna vulnerável a UnB aos interesses privatistas e neoliberais do MEC e foca no alvo errado. As expectativas de solução dos problemas que vivenciamos, identificadas nas notas do movimento ocupante, apontam, em grande parte, para problemas que só podem ser resolvidos estruturalmente pelo MEC e não por um ato de gestão interna à UnB.
A demonstração de força por meio da unidade da comunidade acadêmica da UnB é uma providência necessária diante dos riscos eminentes de paralisação das atividades da universidade. Para que isso ocorra será necessário a potencialização do diálogo interno, a ampliação de nossa capacidade de diálogo com a sociedade, e a demonstração de força coletiva da UnB em novos atos conjuntos.
O ato convocado pelo DCE e pelo SinTFUB no MEC, no dia 10 de abril, foi bem sucedido em termos de quantidade e qualidade das representações presentes – com exceção da omissa diretoria atual da Associação dos Docentes da Universidade de Brasília (ADUnB). E aponta para a possibilidade de fortalecermos a unidade interna. Entretanto, o grupo que desrespeitou o comando unificado do ato foi o mesmo que ocupou a Reitoria, e embora pouco representativo, sem respaldo das entidades representativas, procura de forma unilateral e por isso autoritária impor à Reitoria os termos do diálogo possível. A quem interessa a UnB paralisada nesse momento em que é acusada falsamente de má gestão de recursos públicos?
Compreendemos que a atual gestão tem se mostrado aberta ao diálogo, tem convidado a comunidade acadêmica para plenárias sobre a situação da crise financeira da UnB, não se recusa a receber as entidades representativas dos três segmentos, tem solicitado aos donos das empresas terceirizadas a revisão dos contratos de modo que se evitem as demissões de funcionários, e tem envidado esforços junto à Andifes e à imprensa para esclarecer a sociedade do que está ocorrendo.
Por fim, não é possível deixar de observar a semelhança da tática utilizada para desqualificar mulheres em cargos de gestão utilizada pelo grupo que tomou de assalto o poder a partir do impeachment da primeira mulher eleita presidenta do Brasil, com 54 milhões de votos. O Ministério da Educação desse governo procura sustentar a narrativa que o problema da UnB é de gestão com manchetes irresponsáveis em anúncios pagos com recurso público, como “A verdade sobre a UnB”.
À primeira mulher eleita para o cargo de Reitora da UnB – que já foi no período do Reuni a Decana responsável pelo planejamento e execução das obras de ampliação da Universidade de Brasília – não cabe a acusação de incompetência na gestão dos recursos destinados ou arrecadados pela Universidade.
Para que o diálogo entre os três segmentos da UnB possa ser fortalecido por meio de suas entidades representativas, e para que a Reitora Márcia Abrahão e sua equipe possam dar continuidade às diversas frentes de ação em defesa da UnB, com o apoio da comunidade acadêmica, solicitamos que àqueles que hoje ocupam a Reitoria considerem nossos argumentos e a desocupem, para que possamos nos manter em luta, unificados em defesa da UnB e do ensino público superior brasileiro.
Brasília, 23 de abril de 2018.
Assine o manifesto aqui: https://goo.gl/forms/CxXdKRmXd7Ud4dCz1

A ANPG apresenta o primeiro informativo de 2018, com informações do 41 CONAP, Jornada de Lutas, campanha da previdência e muito mais.
Faça o download aqui: informatico anpg A2

A Associação de Pós-graduandos da Universidade Federal de Goiás (UFG) vai realizar um debate com o tema “Em defesa da ciência, da universidade e do Brasil: o que é público não se vende!“. Os debatedores serão o presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Professor Dr. Ildeu de Castro Moreira, a presidenta da Associação Nacional dos Pós-Graduandos (ANPG), doutoranda Tamara Naiz, e a vice-reitora da UFG, Professora Dra. Sandramara Matias.
O debate faz parte das atividades de preparação para o 26º Congresso Nacional de Pós-Graduandos. O evento, que é a instância máxima de deliberação da ANPG, será realizado entre os dias 29 de junho e 1 de julho de 2018, na Universidade de Brasília (UnB). Mais informações sobre o evento nacional estão disponíveis na página do Congresso.

Com o tema Em defesa da ciência, da universidade e do Brasil: o que é Público não se vende! o XXVI Congresso Nacional de Pós-Graduandos já tem local e data marcada para acontecer. O evento, que é a instância máxima de deliberação da ANPG, será realizado entre os dias 29, 30 de junho a 1 de julho de 2018, na Universidade de Brasília (UnB).
Para que a participação de todos aconteça da melhor forma possível, a ANPG está fazendo um levantamento sobre a necessidade de ter uma creche no evento. Por isso, aguardamos a sua colaboração ao responder este questionário para que possamos organizar tudo.
Para responder clique aqui

No dia 18 de abril o secretário-geral da ANPG, Vinícius Soares, esteve em reunião com o pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduacao da UFPE, Ernani Fernandes, e hoje, 23 de abril, esteve com com a pró-reitora de pesquisa e pós-graduacao da UFRPE, professora Maria Madalena. A pautas dos dois encontros foi a continuação da Jornada de Lutas, na qual a diretoria está apresentando os projetos de lei que tramitam na câmara e e nossas campanhas da previdência e de assédio.
“As duas instituições se comprometeram em serem parcerias nestas duas campanhas. Também nós comprometemos a produzir um vídeo sobre o assédio para exibir para os professores e alunos que chegarem nas universidades”, contou Soares.
Outra pauta debatida nas reuniões foi sobre as ações afirmativas. “ A UFPE se comprometeu à retomar a comissão para discutir como será implementada na universidade e a UFRPE informou que já foi aprovado as ações afirmativas para Pós-Graduação, incluindo negros, pardos, portadores de necessidades especiais e trans. As cotas já irão funcionar para os próximos editais da universidade”.
As bolsas de pesquisa também foram assuntos em ambos os encontros. “Em ambas as universidades não houveram cortes, mas devido a expansão do sistema de pós-graduação a porcentagem de bolsista caiu”, disse. Importante ressaltar que a UFRPE tem cerca de 1800 alunos de pó-graduação enquanto a UFPE tem um pouco mais de 7000 no stricto sensu. Metade dos alunos das duas instituições são bolsistas Capes e FACEPE.
Por último, o secretário da entidade reforçou da importância da licença maternidade para as pós-graduandas e não somente para as bolsistas (entenda mais a lei aqui). “A UFRPE irá incluir esta pauta no conselho universitário para estender os prazos das atividades acadêmicas das não bolsistas enquanto não aprovamos a emenda da lei.

Nos últimos anos tem se observado um aumento na incidência de problemas de saúde mental entre universitários, com crescente casos de suicídio. Há casos de ansiedade, depressão, desistência do curso e tentativas de suicídio na Universidade de Brasília (UnB).
Segundo a APG os casos são abafados e não há dados formais sobre o problema. Na maioria das vezes a causa está na própria universidade. Por isso, a associação fez uma pesquisa com a participação de mais de 630 pós-graduandos e verificou que os casos de ansiedade, desânimo, irritabilidade, tristeza e isolamento social, entre outros, não são isolados, e sim sistêmicos.
Entre os resultados mais impressionantes, destaca-se a taxa de estudantes que pensa em suicídio com frequência diária a uma vez por semana (9,83%). A questão chegou a tal ponto que o problema não pode mais ser negligenciado, demandando das instituições de ensino superior, medidas preventivas e interventivas para minimizar seu impacto.
Confira a pesquisa na íntegra: Resumo questionário 2.0
Enquanto isso, pós-graduandos se unem para acolhimento mútuo e pensar juntos em soluções.
Com muita dor e pesar, nesta terça-feira, a Associação Nacional de Pós-graduandos recebeu a notícia da perda de mais uma pesquisadora em consequência da depressão, doença que cada vez mais se torna comum no âmbito da pós-graduação.
A primeira turma de Especialização em Desenvolvimento, Etnicidade e Políticas Públicas, na Amazônia – Instituto Federal da Amazônia CMZL, ficará marcada pelo talento da discente Carolina ( nome fictício), economista formada pela Universidade Federal do Amazonas e que estava à frente da Comissão de Fundação da Associação de Pós-Graduandos do IFAM. Jovem, extremamente educada, inteligente e dedicada aos estudos, possibilitou a todos que tiveram a oportunidade de conhece-la, talvez, as melhores conversas e debates possíveis.
Com um caráter extremamente social, buscava discutir a economia para além dos números. Sua visão era para além dos métodos de econometria! Exercitava sempre que possível seu campo social, com reflexões para além dos índices. Entendia que o desafio de se fazer ciência no país possui muitos entraves, mas que estava disposta em seguir para um mestrado após a especialização, buscando formas de melhorar nossa sociedade através de sua pesquisa.
Infelizmente, Carolina foi mais uma vítima do fenômeno de adoecimento na pós-graduação que vem acometendo centenas de pós-graduandos brasileiros. Pesquisas e informações disponíveis têm demonstrado que os índices de estresses e adoecimento estão assustadoramente altos. A situação agrava-se em um cenário de cortes e contingenciamento de recursos das Instituições e da Pesquisa, crescendo a perspectiva pessimista em relação a carreira acadêmica. Associado ao fato que esse tema tem sido tratado em algumas universidades e programas de pós-graduação com descaso em um ambiente que não tem sido garantido os direitos básicos para assegurar a permanência do pós-graduando na academia em condições humanamente saudáveis.
Diariamente temos sido expostos a situações que são vistas como naturais pelo meio acadêmico, como falta de recursos para pesquisa e sobrevivência, pressão para produção cientifica em massa, carga excessiva de trabalho e diversos tipos de assédio que tem levado ao adoecimento mental do pós-graduando. O que faz com que esse profissional que dedica parte de sua vida para pesquisa e o desenvolvimento nacional tenha que interromper sua formação acadêmica e, consequente, evadir dos cursos de pós-graduação, e por vezes, a tirar sua vida.
Precisamos falar do Adoecimento na Academia e adotar políticas para combater a deterioração das condições de vida dos pós-graduandos, de forma a garantir um espaço mais humanizado na produção cientifica e evitar que talentos como Carolina e tantos outros que nos deixaram sejam perdidos.
Associação Nacional dos Pós-graduandos, 18 de abril de 2018

O ano de 2018 já começou com tristes notícias de suicídios de mais pós-graduandos no Brasil. Por isso, está na hora de toda a pós-graduação abrir os olhos para a depressão no meio acadêmico e se unir para que casos assim deixem de acontecer.
A vida de uma pós-graduando não é simples: prazos apertados, pouco dinheiro, exigência de publicar artigos , além de uma carga excessiva de cobranças. Tudo isso aliado pode levar a depressão facilmente e essa doença tem se tornado cada vez mais comum. Para se ter uma ideia, a OMS (Organização Mundial da Saúde) já estima que ela chega a atingir 5,8 % pessoas no Brasil.
Além disso, a depressão está diretamente ligada ao suicídio, que tem números alarmantes, principalmente no aumento de casos entre jovens: comparando os anos de 2010 e 2012, ocorreu um aumento de 30% nos casos, com pessoas entre 15 e 29 anos
Precisamos falar sobre depressão
Envolto aos sentimentos ruins, talvez haja dificuldade em diferenciar uma fase ruim de um diagnóstico de depressão. Para entender, o médico psiquiatra Fernando Fernandes, que mantém o canal no youtube Psiquiatria Online, para o esclarecer questões ligadas à doença, diz que não existe uma causa única que leve alguém a um quadro depressivo.“ Ela é multifatorial e existem fatores desencadeantes, caso haja uma origem biológica e predisposição genética para o desenvolvimento”.
Na pós-graduação o fator externo é acentuado pela cobrança acadêmica e a incerteza quanto ao futuro profissional. Além desses fatores, muitos pós-graduandos relatam casos de assédio moral dentro das Universidades, o que piora o quadro.
No V Salão dew Divulgação Científica a ANPG debateu o assunto em uma mesa especifícia sobre assédio:
Mas como detectar a depressão?
Para o médico psiquiatra Guido Boabaid May*, o sinal extremo de que algo está “fora do lugar” acontece quando há sensação de esforço extremo – ou até impossibilidade – para realizar as atividades do dia a dia. “ Ao perceber que as atividades estão sendo prejudicadas Indicamos que a pessoa busque ajuda profissional e um tratamento adequado”, aconselha.
O que pode desencadear a depressão entre os pós-graduandos:
Pressão por desempenho
Pressão por publicação de artigos
Ambiente Competitivo
O estudante o tempo todo se compara aos colegas, concorre com outros alunos por determinadas publicações. Isso pode dar a sensação de que se vive em um local hostil
Mudança de cidade;
Estresse
Dificuldades financeiras
Uso de álcool e drogas
Relação abusiva, neste caso pode se encaixar o assédio na vida acadêmica
Fonte: Fernando Fernandes, médico psiquiatra e pesquisador do Hospital das Clínicas.
Como ajudar alguém com depressão
A empatia, essa capacidade de se colocar no lugar de alguém, sentir sua dor, é a nossa grande “arma” para ajudar alguém com depressão. Portanto: ofereça-se!
Seja Disponível
Ofereça seu tempo para encontrar e sair com a pessoa que está se sentindo depressiva
Ouça
Apenas falar já pode ajudar a diminuir o sofrimento. Pratique a escuta atenciosa.
Não proponha soluções
Evite as frases de auto ajuda e de exagerado otimismo, nem minimize os sentimentos da outra pessoa
Esqueça as regras
Não aponte estratégias e planos perfeitos para a cura da depressão
Estimular procurar ajuda profissional
Aconselhe e encoraja a pessoa a buscar tratamento. Se for o caso, tente ajudá-la a tirar os preconceitos de se consultar com psicólogos e psiquiatras
Avisar pessoas próximas
Caso a pessoa com depressão sinalize que pensa em suicídio, que não quer mais viver, entre em contato com pessoas da família.
Fonte: Fernando Fernandes, psiquiatra e pesquisador do Programa de Transtornos do Humor do Instituto de Psiquiatria da USP, Guido Boabaid May, psiquiatra e CEO da GnTech e Guilherme Polanczyk, doutor em psiquiatria e professor associado do Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP.
Para quem precisa de ajuda, neste link estão os telefones e endereços de instituições que oferecem o serviço gratuito

Recentemente os diversos atores, atrizes e entidades que constroem a luta pela construção e consolidação do Sistema Único de Saúde foram surpreendidos neste final de semana com a divulgação do Fórum que discutia a construção de um “Novo Sistema Nacional de Saúde” organizado pela Federação Brasileira de Planos de Saúde – FEBRAPLAN. Com justificativa de novidade e acumulação, esta proposta não evoca as formulações expressas na VIII Conferencia Nacional de Saúde ratificadas na Constituição Cidadã ao buscar legitimar a aquisição de planos de saúde populares, com assistência comprometida à ideia de pagamento. Passados apenas 30 anos da Constituição de 1988 e da criação do SUS, os setores que balizaram o golpe de 2016 querem consolidar a retirada do direito universal à saúde.
O SUS, que nunca teve seu problema de subfinanciamento devidamente enfrentado, figura, sem dúvidas, dentre os mais bem estruturados modelos de saúde do mundo, sendo o único sistema universal de saúde no mundo que atende a mais de 100 milhões de pessoas. Países que possuem sistemas semelhantes investem cerca de 9% de seus PIB’s em saúde pública enquanto no Brasil o investimento chega a apenas 4%. Ações recentes como a EC 95 que congela por 20 anos os gastos públicos em saúde, educação e assistência social podem de fato, ferir de morte este sistema.
A Associação Nacional de Pós-graduandos se coloca contra qualquer alternativa ao SUS. Conclamamos toda a sociedade a levantar-se contra o desmonte do Sistema Único de Saúde e à retirada do direito universal à saúde pública, gratuita e de qualidade e dos demais direitos democráticos duramente conquistados pelo povo brasileiro.
Diretoria Executiva ANPG,16 de abril de 2018