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A Academia Brasileira de Ciências (ABC),  a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e a Associação Nacional dos Pós-Graduandos (ANPG) repudiam veementemente a intimação policial do Dr. Elisaldo Carlini para depor sobre suposta apologia às drogas. Professor emérito da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), membro titular da ABC, diretor do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid), primeiro representante da SBPC no Conselho Nacional de Políticas sobre Drogas (Conad), condecorado pela Presidência da República e premiado internacionalmente, aos 88 anos o Dr. Carlini continua sendo o mais respeitado cientista brasileiro com atuação na área de drogas. Já nos anos 1970 ele produziu pesquisas pioneiras que caracterizaram a ação anti-convulsivante da maconha, que apenas nos últimos anos começou a ser amplamente reconhecida no Brasil. As descobertas do Dr. Carlini permitiram a formulação de remédios eficazes para tratar doenças como epilepsia e esclerose múltipla, hoje utilizados em diversos países. Acusar o Dr. Carlini de apologia às drogas equivale a criminalizar a inteligência e o conhecimento técnico-científico. Trata-se de uma provocação cruel e vazia contra um cientista que dedicou toda sua vida à fronteira do conhecimento. Nas palavras de Bertolt Brecht, “há homens que lutam um dia e são bons, há outros que lutam um ano e são melhores, há os que lutam muitos anos e são muito bons. Mas há os que lutam toda a vida e estes são imprescindíveis”. O Dr. Elisaldo Carlini é imprescindível e sua carreira é uma apologia à vida.
São Paulo e Rio de Janeiro, 23 de fevereiro de 2018

O jornal Diário de Pernambuco publicou no dia 18 de fevereiro uma reportagem completa sobre a vida dos pós-graduandos brasileiros. Com o título O lado B de ser cientista, a matéria discute as dificuldades que os estudantes de pós-graduação encontram nos dias de hoje, entre elas, depressão, assédio e isolamento.
A presidenta da ANPG, Tamara Naiz, participou da reportagem e cedeu uma entrevista exclusiva para o Jornal.
Veja a entrevista abaixo e confira o link da matéria aqui
Como é a realidade do desenvolvimento de transtornos mentais entre estudantes de pós-graduação stricto sensu no Brasil?
É algo comum. Uma realidade não só brasileira, mas que no país têm crescido. Aqui, além de toda a pressão que provoca o adoecimento, temos a falta de direitos trabalhistas, previdenciários e estudantis entre os pós-graduandos. As pessoas colocam a saúde em risco durante viagens de campo, dentro dos laboratórios, e não têm nenhum direito. Se elas se acidentam realizando pesquisa, não têm onde recorrer. Atrasamos cerca de 10 anos a entrada no mercado formal e não temos direito de afastamento por motivo de saúde nem esse tempo contado na aposentadoria. A bolsa não tem reajuste desde 2013. Muitas vezes, você não sabe o que está fazendo. É um profissional formado, tem obrigações, mas nenhum direito.
Por que esse tema é tão pouco debatido dentro da própria academia?
A academia começa a olhar o assunto agora, mas as pessoas ainda pensam: “sempre foi assim. Eu passei por isso, agora meu orientando passará”. É como se fosse uma cultura arraigada e corporativista. As pessoas que são alvo de denúncias de assédio são professores e são julgados pelos pares. É difícil ser imparcial. Sempre quem faz a denúncia de sigilo, aguentar calado, pois fica marcado e não consegue entrar em um concurso, não consegue entrar no doutorado. É gerada uma perseguição acadêmica, as pessoas são mal vistas, retaliadas. Isso enfraquece as denúncias, não há segurança de que o processo é levado a sério. Por isso defendemos ouvidorias e que seja garantido que as comissões de julgamento tenham representantes de diversas categorias e não apenas professores.
Existe alguma perspectiva ou projeto para que o assunto seja incluído em estratégias e políticas públicas no país?
Existem conversas, mas que não estão resolvendo muito. Desde 2015, estamos tentando montar com a Capes e o Ministério da Educação um grupo de trabalho para debater a situação socioeconômica do pós-graduando. Mas isso não sai do papel. Existem hoje alguns estudos que abordam assédio e adoecimento na academia, mas infelizmente poucos de dimensão quantitativa. Acredito que o componente de mudanças políticas atrapalhou, mas faltou vontade também. Iríamos nos reunir uma vez por mês, levantar dados, estudos, para subsidiar a compreensão do tema. É meio absurdo desde 2015 não termos nenhuma resposta.

Machismo acadêmico torna pesquisadoras mais vulneráveis

Quase um terço das pesquisadoras ouvidas em um levantamento de 2015 disse acreditar que foram desqualificadas por serem mulheres. Foto: Gabriel Melo/Esp.DP.
Quase um terço das pesquisadoras ouvidas em um levantamento de 2015 disse acreditar que foram desqualificadas por serem mulheres. Foto: Gabriel MelEsp.DP.


Em agosto de 2017, durante reunião com estudiosos de várias partes do mundo, a vice-diretora de um dos maiores centros de pesquisa de Pernambuco, que prefere não se identificar, explicava um estudo que queria desenvolver sobre a transmissão de determinada doença. Diante de sua explanação, a plateia riu. Foi necessário que um cientista homem, mais velho, interviesse. Ele defendeu a proposta e pediu que ela fosse ouvida. Quem havia menosprezado a fala passou a apoiar.
Levantamento feito em novembro de 2015 pelo Instituto Avon e Data Popular mostrou que 67% das mulheres já relataram que assédio no ambiente acadêmico. Além disso, 28% disseram acreditar que foram desqualificadas por serem mulheres. “Estudo muito desde cedo. Entrei na graduação aos 16 anos e concluí o doutorado aos 27. Com o tempo, percebi que os homens chegavam aos postos de liderança mais rapidamente”, disse a cientista. Apesar de representarem 50% da produção científica brasileira, as mulheres têm dificuldades para alcançar postos mais avançados. “Estou em um cargo de direção e tenho 43 anos, mas sou uma exceção. Os demais diretores são homens ou mulheres mais velhas, todas com idade na casa dos 50 anos”, pontua.
Concilar vida acadêmica e maternidade é o principal desafio das cientistas, dizem as pesquisadoras ouvidas pelo Diario. “Cheguei a pesar 43 kg durante o doutorado porque estava amamentando e não me alimentava direito. Dar conta de casa, bebê e pesquisa é um desafio.” A pesquisadora observa hoje que, entre os estudantes de mestrado e doutorado orientados por ela, as alunas desistem mais facilmente da carreira. “Já cheguei com uma pesquisadora na Inglaterra e ela recebeu uma bolsa de doutorado sem precisar de seleção. Ela deixou de ir porque ia se casar”, conta. “Percebo que as mulheres ainda precisam fazer essas escolhas. Além disso, noto que quando alunas faltam porque o filho está doente, e não os homens.”
A presidente da Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG), Tamara Maiz, enfatiza que, no Brasil, as mulheres realizam metade das pesquisas – um dos maiores índices do mundo. No entanto, o ambiente acadêmico é mais hostil para as pesquisadoras do que para os pesquisadores. “Uma questão fundamental nesse sentido é pensar como esse cenário adverso pode atrapalhar o rendimento acadêmico delas a ponto de desencadear transtornos psicológicos e comprometer suas carreiras”, pontua. Em dezembro de 2017, foi sancionada a Lei Federal 13.536/2017, que dá direito a afastamento por maternidade a bolsistas de pesquisa. Agora, é possível solicitar suspensão das atividades acadêmicas por até 120 dias recebendo bolsa.
De acordo com dados do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), apesar de as bolsas serem concedidas equitativamente entre homens e mulheres, elas são minoria nos mais altos níveis da hierarquia científica. De um total de 112 cientistas, apenas 27 mulheres chegaram à categoria de Pesquisador Sênior, isto é, a modalidade de pesquisadores que “se destacam entre seus pares como líder e paradigma na sua área de atuação”. 
Discriminada por causa da idade

Conciliar a vida em família com os estudos é um desafio, diz Helena (nome fictício). Foto: Shilton Araújo/Esp.DP.
Conciliar a vida em família com os estudos é um desafio, diz Helena (nome fictício). Foto: Shilton Araújo/Esp.DP.

“Você tem certeza de que vai conseguir fazer o mestrado? Isso é para gente jovem.” Com essa pergunta, a administradora Helena (nome fictício), 53 anos, foi recebida na entrevista da seleção do Programa de Pós-Graduação em Administração da UFPE. Percebeu que as pressões de ingressar em um mestrado já haviam começado. Até então, sabia que sairia menos, encontraria os amigos com menor frequência, mas não tinha consciência de que a idade poderia ser considerada um empecilho para estudar. “Tendo terminado o mestrado, sei que o que ela (a entrevistadora) disse não pode ser levado em conta. Não existe idade para estudar. Ainda sonho em fazer o doutorado”, afirma.
Helena acreditava que tinha a maturidade como vantagem sobre os mais jovens. “Meus filhos já estavam crescidos e eu tinha um emprego estável que me dava condições de estudar. Conciliar estudo e trabalho não é fácil, mas estar em uma empresa que me incentivava foi fundamental”, afirma. Ela conversava com os filhos, na época com 15 e 17 anos, sobre a importância do que estava fazendo. Nem sempre eles entendiam, mas foi possível concluir o curso com o apoio deles. “Meu marido e filhos nem sempre compreendiam minha ausência e cobravam que eu estivesse mais com eles. Em determinada altura do campeonato, decidi mudar o lugar de estudo do quarto, onde eu ficava isolada, para a sala, onde todos ficavam reunidos. Certo dia, minha filha disse que não aguentava mais olhar para as minhas costas, pois eu estava lá, mas sempre de costas e sem interagir. Porém, de maneira geral, me apoiaram muito”, conta.
Além de considerar que é preciso “estar bem da cabeça” para encarar uma pós-graduação, chegou à conclusão de que o projeto de vida do pós-graduando precisa ser um projeto de toda a família. “O apoio de quem está com você, seja filhos, parceiros, pai, mãe, é fundamental, pois todos acabam sendo afetados pela sua nova rotina. Lembro que eu deitava com o meu marido, conversávamos e eu esperava ele dormir para levantar de mansinho e ir estudar. Conciliar a vida em família com os estudos é, sem dúvida, um desafio, mas se você tem vontade, planos e metas, consegue êxito sem maiores prejuízos. Acho que a pessoa se estressa mais se pensar que gostaria de estar fazendo outra coisa. Se você for estudar pensando que queria estar na praia, em uma festa ou em outro lugar, a ansiedade aumenta. Procurei esvaziar minha mente para focar no livros”, diz.

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O Marco legal da Ciência e Tecnologia e Inovação foi criado há mais de 10 anos e consiste em mecanismos legais para aproximar as universidades da indústria e estimular o empreendedorismo no Brasil.  Agora, no começo de 2018, ele está perto de ser colocado em prática.
Ontem, 8 de fevereiro, foi publicado o Decreto 9.283, no Diário Oficial da União, que descreve uma série regras legais necessárias para que empresas privadas e instituições públicas de pesquisa possam interagir de forma mais intensa, além de eliminar ou suavizar uma série de entraves burocráticos— por exemplo, relacionados à importação de equipamentos ou à prestação de contas de projetos de pesquisa — que dificultam o desenvolvimento da ciência no país. Ele regulamenta o Marco Legal de CTI, publicado em janeiro de 2016, modificando dispositivos de nove leis federais, entre elas a Lei de Inovação (de 2004) e a Lei de Licitações (de 1993).
O jornalista Herton Escobar fez um especial em sua coluna no Estado de São Paulo que explica o que é o Marco Legal e as modificações que ele traz. Clique aqui para ler.
“Muita gente vai criticar, dizendo que não está perfeito, e não está mesmo. Mas está muito bom”, elogiou a pesquisadora Helena Nader, professora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e ex-presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), lembrando que o decreto é resultado de uma negociação de quase dez anos entre a comunidade científica, a indústria e o governo federal, envolvendo vários ministérios.
Fonte: Estadão e Jornal da Ciência

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Está circulando na internet e redes sociais boatos sobre a descontinuidade do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (Pibid).  A história foi baseada em um trecho de e-mail recebido por bolsistas, coordenadores e supervisores do Pibid da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
A ANPG conversou com a Capes que garantiu que isso foi um mal-entendido. Segundo uma matéria publicada no site da Nova Escola com o professor responsável pelo Pibid, Guilherme Prado, há um edital do Pibid vigente desde 2014, que está previsto desde o início para ser encerrado no final deste mês. “Avisos por e-mail sobre os prazos de encerramento dos programas são um procedimento padrão. Os bolsistas precisavam saber que receberiam até fevereiro, e que teríamos até março para fazer a prestação de contas”, relata Guilherme.
Já na segunda quinzena de março, a Capes assegura que outro edital será aberto e as instituições podem inscrever seus projetos e aguardar a seleção. O resultado, porém, não tem previsão de divulgação.
Veja a matéria da Nova Escola: https://novaescola.org.br/conteudo/10014/calma-o-pibid-nao-vai-acabar
Fonte: Capes e NOVA ESCOLA

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A diretora de comunicação, Karol Rocha, o presidente da FAPEMIG, Evaldo Vilela, e Laís Moreira, vice-presidente sudeste

Hoje a vice-presidente Sudeste da ANPG, Laís Moreira, e a diretora de comunicação da entidade, Karol Rocha, se reuniram com o presidente da FAPEMIG, Evaldo Vilela, para tratarem de questões relativas a bolsas e também sobre a situação da ciência em Minas Gerais.
A ANPG apresentou três pautas durante a reunião. A primeira delas foi sobre a formação de grupo de trabalho entre estado, FAPEMIG, ALMG e ANPG e foi muito bem recebida pelo presidente da Fundação. Este será um grupo de trabalho permanente e com o objetivo de pensar soluções e coletivizar os problemas e, principalmente, deixar os pós-graduandos mais informados da situação geral.  A primeira reunião será na primeira quinzena de março.
Outra pauta foi sobre as bolsas e o presidente reforçou que o pagamento continuará sendo feito. Ele também solictou a ajuda de todos para que continuassem nas campanhas, tanto na mídia como nas universidades para a regularização, pois elas são essenciais para alcançar essa notoriedade dentro do governo.  Durante a reunião também foi confirmado o pagamento das bolsas de fevereiro ainda na próxima semana.
A ANPG também questinou o presidente da FAPEMIG sobre as questões dos editais, que continuam sendo lançados mesmo com o atraso de bolsas. “O professor Evaldo explicou que esta é uma questão técnica. Atualmente a fundação tem direito a 1% da arrecação do estado para o investimento em ciência e tecnologia e os editais são uma garantia do fomento em nossos laboratórios e em nossas pesquisas. Além disso, a verba dos editais não podem ser utilizadas para bolsas”, contou a vice-presidente.

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Estão abertas as inscrições de trabalhos para o “I Simpósio Nacional sobre Saúde, Envelhecimento e estado de Bem-estar”, que será realizado entre os dias 18 e 19 de abril de 2018, no auditório do Museu da Vida, no campus Manguinhos, da Fiocruz. Os trabalhos deverão ser enviados até o dia 2 de março de 2018.
Com inscrições (gratuitas) até o dia 26 de março, o evento, que é uma parceria entre o Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict)/Fiocruz, por meio do Grupo de Informação em Saúde e Envelhecimento (Gise) e o Centro de Estudos Estratégicos da Fiocruz (CEE/Fiocruz, tem por objetivo debater as diferentes dimensões relacionadas ao problema da mortalidade prematura por doenças crônicas não transmissíveis apontadas pela ONU nos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável e nas políticas relacionadas.
O I Simpósio acontece no campus Manguinhos da Fiocruz, no Museu da Vida, que fica na Av. Brasil. 4.365, Manguinhos, Rio de Janeiro (RJ).
Outras informações podem ser obtidas pelo telefone (21) 3865-3240, pelo e-mail [email protected] ou pelo facebook
Serviço
Evento: I Simpósio Nacional sobre Saúde, Envelhecimento e estado de Bem-estar
Data/Horário: 18 e 19/04/2018 – das 9h30 às 16h
Inscrições de trabalhos: Até 02/03/028
Inscrições para o evento: Até 26/03/2018
Informações: (21) 3865-3240 | [email protected] | Facebook: https://www.facebook.com/events/183818178882804/
Local: Museu da Vida/Fiocruz – Av. Brasil, 4.365, Manguinhos, Rio de Janeiro (RJ)


Documento do Estudante tem padrão nacional e mecanismos que garantem mais segurança e confiabilidade
Após anos de debate entre o movimento estudantil, artistas, produtores culturais e o poder público foi regulamentada no último dia 5 de outubro a nova lei da meia-entrada (n° 12.933/2013), que garante o acesso dos estudantes em eventos culturais e esportivos pagando metade de preço.
Desde 2001 uma medida provisória (2.208/2001) que determinava que qualquer comprovante era válido como documento estudantil fez com que milhares de falsas instituições de ensino surgissem, gerando um descontrole do acesso à meia-entrada. Com isso, os produtores culturais passaram a dobrar o valor dos ingressos. O que era meia passou então a ser inteira, e o que era inteira passou a ser o dobro.
Com a nova lei regulamentada, o documento do estudante passa a ter um padrão único, nacional, definido pelas entidades estudantis UNE, UBES e ANPG, o que impedirá a falsificação.

CONFIRA OS 10 PASSOS PARA SOLICITAR O SEU DOCUMENTO:

1) Digitalize os seguintes documentos:
. 1 (uma) foto 3×4 recente. Tamanho máximo do arquivo: 3MB. JPEG ou PNG. O fundo da foto deve ser neutro e não conter nada além da imagem da pessoa fotografada (padrão RG., Carta de Motorista, Passaporte);
. 1 (um) documento de identificação (RG, CPF, CNH, RNE – Registro Nacional de Estrangeiros – ou passaporte).
. 1 (um) comprovante de matrícula, como declaração de escolaridade, boleto com o comprovante de pagamento ou boleto autenticado (com a autenticação mecânica do banco, realizada ao efetuar o pagamento).
2) Acesse o portal do Documento do Estudante;
3) Crie um login de entrada no site ou use o seu perfil no facebook.
4) Após se cadastrar, você será direcionado à página inicial onde preencherá os seus dados pessoais.
5) Depois, será encaminhado para a página onde é necessário fornecer os dados de sua instituição de ensino.
6) Na página seguinte, anexe os seus documentos (foto 3×4, documento de identificação e comprovante de matrícula).
7) Em seguida, você irá visualizar o padrão oficial do documento (clique em “quero este modelo”).
8) Confira se está tudo correto e confirme os seus dados.
9) Escolha a forma de pagamento: cartão ou boleto. O documento do estudante possui um custo de confecção de R$ 35 + taxas de frete (correspondente ao frete para qualquer lugar do Brasil).
10) Após efetuar pagamento, o seu documento do estudante chegará no endereço que você cadastrou. Você poderá acompanhar o processo de envio via e-mail.
Ficou com alguma dúvida? Acesse: https://www.documentodoestudante.com.br/duvidas-frequentes/

Garanta já seu Documento do Estudante!
Fonte: UNE

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Começam, nesta segunda-feira, 29 de janeiro, as inscrições para a 29ª edição do Prêmio Jovem Cientista (PJC), cujo tema será “Inovações para a conservação da natureza e transformação social”. Podem concorrer estudantes do Ensino Médio, Ensino Superior, mestres e doutores. Há, ainda, mais duas categorias dentro do prêmio: Mérito Científico para o pesquisador doutor que, ao longo de sua trajetória, tenha se destacado na área relacionada ao tema da edição, e Mérito Institucional para instituições dos ensinos médio e superior com o maior número de trabalhos qualificados.
As inscrições e os trabalhos podem ser enviados até o dia 31 de julho, para o site www.jovemcientista.cnpq.br. A partir do mês de fevereiro serão disponibilizadas web aulas no site do PJC, voltadas para o tema deste ano, com o intuito de auxiliar os participantes no decorrer do prêmio.
Instituído em 1981, o PJC incentiva a pesquisa científica e os estudantes e jovens pesquisadores que buscam soluções inovadoras para os desafios do país. Biodiversidade, empreendedorismo e sustentabilidade, inovação e inclusão digital são algumas das linhas de pesquisa que podem ser consultadas no site do prêmio.
A 29ª edição do Prêmio Jovem Cientista é uma iniciativa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) / Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Fundação Roberto Marinho, Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza e Banco do Brasil.
Conheça as linhas de pesquisa
Na 29ª edição do Prêmio Jovem Cientista, estudantes do ensino superior, mestres e doutores poderão inscrever trabalhos relacionados a uma das seguintes linhas de pesquisa:

  • Benefícios socioeconômicos gerados por unidades de conservação e demais áreas protegidas;
  • Biodiversidade, serviços ecossistêmicos e bem-estar humano;
  • Empreendedorismo e modelos de negócios para a inclusão digital e uso sustentável de recursos naturais;
  • Incentivos econômicos para a conservação e o uso sustentável da natureza;
  • Inovações para a conservação e o uso sustentável da natureza;
  • Inovações para a inclusão digital da sociedade brasileira;
  • O papel da biodiversidade e dos serviços ecossistêmicos na adaptação às Mudanças do Clima;
  • Práticas inovadoras em educação, comunicação e divulgação sobre biodiversidade;
  • Produção e consumo ambientalmente sustentáveis;
  • Tecnologias digitais para transformação social;
  • Tecnologias para incentivar a prática de economia colaborativa e sustentável.

Já na categoria Ensino Médio, poderão ser inscritos trabalhos relacionados a uma das seguintes linhas de pesquisa:

  • Comunicação e mobilização para a valorização de áreas protegidas;
  • Empreendedorismo e soluções locais para a conservação e o uso sustentável da natureza;
  • Inovações para a conservação da natureza e o uso sustentável no ambiente escolar;
  • Práticas inovadoras em educação ambiental e conservação da natureza;
  • Tecnologias digitais para a conservação da natureza;
  • Tecnologias digitais para transformação social.

Fonte: CNPq

Diante da realidade social e política conturbada que o Brasil vive hoje, o Estado Democrático de Direito vem sofrendo retaliações, modificações e ameaças. O Judiciário, o Ministério Público e a Polícia Federal, tem usado dos seus poderes de forma arbitrária e abusiva, se sobrepondo à democracia. Estas instituições se tornaram instrumentos não da garantia das leis, mas da negação delas, sendo amparados pelo apoio e espetacularização dos oligopólios midiáticos.
A hipertrofia do Poder Judiciário – com destaque para a Operação Lava Jato – tem sido braço fundamental para a continuidade do golpe de estado em curso no nosso país. Fica cada vez mais evidente como a condução das operações dessas instituições tem como alvo os alicerces da democracia, partidos políticos, movimentos sociais e lideranças políticas.
Nesse cenário, no dia 24 de janeiro a 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), que fica em Porto Alegre, julgará o recurso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, sobre a sentença do juiz Sérgio Moro. Esse é um processo marcado por perseguições e decisões parciais, sem provas consistentes, sem fundamento jurídico e fruto de tratamento seletivo.
Com apenas 30 anos de uma frágil democracia, nosso país já sofre uma nova ruptura quando a presidenta Dilma Rousseff foi afastada da Presidência da República sem crime de responsabilidade, por uma articulação de setores da elite, do parlamento, da mídia e do judiciário. O que está em jogo no país neste momento não é apenas a condenação de Lula, mas o desdobramento do golpe, um verdadeiro ataque ao estado democrático de direito. E isso não é novo na história de nosso país, ainda que com suas particularidades, o que se tenta fazer hoje em muitos aspectos se assemelha à tentativa de golpe de 1961 quando os militares tentaram impedir que João Goulart tomasse posse com a renúncia de Jânio Quadros, ao fim e ao cabo se trata da tentativa de retirar lideranças políticas da disputa do poder por meios não democráticos ou constitucionais.
Agora no caso de Lula, também querem condená-lo sem provas, com o intuito de impedir o seu direito de ser candidato. Portanto, se ousarem condená-lo provarão o caráter político de todo este processo. Se há corrupção e improbidades, que se façam as investigações cabíveis, mas em consonância com o Estado de Direito. Sendo assim, as entidades estudantis, UBES, UNE e ANPG, reafirmam sua posição em defesa do direito de Lula ser candidato.
No dia 24 Porto Alegre, que é sede do tribunal onde acontecerá o julgamento de Lula, será palco de grandes manifestações de resistência. A história nos mostra que em 1961 a capital gaúcha também foi palco de grandes lutas na campanha pela legalidade, para garantir que João Goulart fosse empossado presidente. Na ocasião, a UNE transferiu a sua sede para Porto Alegre, convocando os estudantes do Brasil à se somarem nessa luta em defesa da democracia.
Vale ressaltar que a Câmara Municipal de Porto Alegre aprovou nos últimos dias a “Lei Anitivandalismo” (chamada assim pelo governo), que abre brechas para que a guarda municipal possa coibir manifestações. Além disso, o prefeito da capital, Nelson Marchezan, solicitou o Exército e a Força Nacional para atuarem no dia 24 do julgamento e reprimir manifestações. Ações como essas, evidenciam a perseguição aos movimentos sociais e populares.
Diante de todos esses acontecimentos, a União Nacional dos Estudantes, em conjunto com a União Brasileira de Estudantes Secundaristas (UBES), toma novamente a decisão de transferir simbolicamente a sua sede para Porto Alegre. Acreditamos que os estudantes brasileiros precisam estar aonde existe luta e resistência pela democracia e pelos nossos direitos. Convocamos, pois, os estudantes de canto a canto do país para somarem-se às próximas lutas em Porto Alegre e em todo o Brasil, que serão decisivas para os rumos da democracia.

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Em 13º lugar entre os países que mais produzem artigos científicos no mundo, o Brasil tem a maior porcentagem disponível gratuitamente e sem entraves via internet – o chamado acesso aberto. Os dados estão em relatório publicado este mês pela Science-Metrix, uma empresa norte-americana dedicada a avaliar atividades ligadas a ciência e tecnologia.
Dos artigos publicados em periódicos brasileiros, 74% têm acesso aberto. O fenômeno se deve em grande parte à biblioteca virtual  SciELO (sigla de Scientific Electronic Library Online), que reúne 283 periódicos brasileiros e por volta de mil de outros países. O acesso aberto parece ser uma estratégia relevante para difusão da ciência produzida em cada país, dado que artigos facilmente disponíveis têm mostrado um índice de citação maior. O engajamento Brasileiro nessa tendência foi detalhado na edição de setembro de 2017 de Pesquisa FAPESP.
leia o artigo na íntegra aqui