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A Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) manifesta seu apoio à implementação de cotas étnico-raciais no processo de seleção para o ingresso na cursos de graduação da Universidade Estadual de Campinas.
Na última década, principalmente a partir da Lei nº 12.711/2012 (votada e aprovada por unanimidade no Supremo Tribunal Federal), medidas de ações afirmativas têm sido implementadas em todo país em universidades federais e estaduais para garantir o acesso dos mais diversos grupos sociais ao ensino superior.
Segundo o Censo de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), São Paulo é o estado mais populoso do país, concentrando 21,6 % da população brasileira. Destes, 36% se autodeclaram pretos e pardos.
Entendemos o ensino superior como um direito inalienável, portanto, universidades públicas devem contemplar todos os grupos étnicos formadores da nação em seus quadros de discentes e docentes. Somente a reserva de vagas em seus processos de seleção pode democratizar o ingresso nestes espaços, assim como a reparação histórica e social pautada pela frente de luta dos movimentos negros, garantindo a efetiva equidade.
Todavia, entendemos a necessidade de avanço equivalente na inclusão social nas universidades pelos povos indígenas, ainda excluídos, sem vez e voz nos mais diversos contextos da sociedade brasileira.
O Estado deve reforçar seu compromisso com as políticas públicas de inclusão e igualdade racial, devendo estar realmente preparado para garantir a expansão proporcional e a permanência destes grupos historicamente excluídos, sobretudo, através das políticas afirmativas.

São Paulo, 15 de fevereiro de 2017

De acordo com a recomendação do Ministério Público Federal (MPF), foi interrompido o procedimento de cobrança administrativa no que se refere ao recebimento cumulado de bolsas CAPES e, especificamente, da Rede Nacional de Formação de Profissionais da Educação (RENAFOR). A Capes enviou o ofício para as Universidades sobre o assunto.

No mesmo ofício, a Capes informa que já procurou a Procuradoria Federal para fazer um recurso ao erário dos recursos recebidos em duplicidade (CAPES e FNDE).

Esta nova reviravolta terá um impacto nos processos internos disciplinares que estão sendo movidos por algumas universidades e instituições nos casos do RENAFOR.

A ANPG já está trabalhando para ter essa recomendação do Ministério Público na integra para divulgar aos notificados para substanciar outros processos. Esta ação juntamente com as demais vitórias parciais demonstram a certeza que a movimentação está sendo feita e que este assunto está longe de se encerrar. ANPG continua na luta pelos direitos dos pós-graduandos e atenta a esta situação.

Veja o Ofício

Veja as recomeçadões oficiais no Ministério Público: PRDC-MPF-Recomendação-01-2017

Saiba mais: https://www.anpg.org.br/acumulo-de-bolsas-fnde-e-capes-saiba-sobre-a-reuniao-entre-a-agencia-e-a-anpg/

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Crédito: visual.hunt

A igualdade de gênero, na ciência e em outros setores da sociedade, é considerada pela ONU uma meta vital para o desenvolvimento das nações. Ela está, entretanto, longe de ser atingida. De acordo com um estudo conduzido em 14 países, as probabilidades de uma mulher obter um título universitário, de mestrado e de doutorado nas áreas da ciência conhecidas como STEM (da sigla em inglês para Science, Technology, Engineering and Mathematics) são de, respectivamente, 18%, 8% e 2%. Para um homem, esses números são mais que o dobro (37%, 18% e 6%).
Com a finalidade de diminuir essas lacunas, a ONU declarou 11 de fevereiro como sendo o Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência. Aproveitando essa oportunidade, o São Paulo Research and Analysis Center (SPRACE), em colaboração com a Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear (CERN), realizará uma edição especial do tradicional evento internacional MasterClass nos dias 10 e 11 desse mês. Um de seus objetivos é chamar a atenção para essa acentuada diferença na escolha e atuação profissional de homens e mulheres em relação às áreas STEM.
“A motivação principal ao promover o evento é mostrar, especialmente às meninas, que estudar e trabalhar em Física pode ser muito estimulante e gratificante. Após serem expostas a essa realidade, em geral bem distante das suas, quem sabe elas possam ser incentivadas a incluir ciências, em particular Física de Partículas, entre suas opções para uma futura escolha profissional”, diz Sandra Padula, uma das organizadoras do evento, professora da Unesp e pesquisadora do CERN.
Assim como em edições anteriores, o MasterClass levará estudantes do Ensino Médio para conhecer a sede do SPRACE, no campus da Unesp da Barra Funda, em São Paulo. Lá, as alunas serão apresentadas ao mundo da Física de Altas Energias. Mentores irão trabalhar junto com as participantes para abordar importantes conceitos dessa área descobertos ao longo dos séculos XX e XXI, mas que ainda são pouco contemplados na maioria dos currículos escolares do nosso país.
O evento oferece palestras e também atividades práticas. Entre essas, destaca-se a análise de dados reais produzidos pelo Large Hadron Collider (LHC), o acelerador de partículas do CERN. As alunas também participarão de uma videoconferência com outros institutos ao redor do mundo. Nessa edição especial do evento MasterClass, essa atividade dará a oportunidade para as estudantes conversarem com pesquisadoras internacionais e ouvirem sobre suas trajetórias e suas visões em relação à igualdade de gênero na ciência. A programação do evento encontra-se em https://www.sprace.org.br/events/MasterClass-2017/mc-feminino.
O MasterClass tradicional nesse ano será realizado entre os dias 10 e 14 de março. Para saber mais sobre o evento, acesse o site do SPRACE: https://www.sprace.org.br/events/MasterClass-2017/
Fonte: Unesp Notícias

O II Seminário de Internacionalização da Ciência Brasileira debateu as perspectivas e desafios para transformar a ciência realmente internacionalizada. Marcelo Marcos Morales, diretor cientifico do CNPq, Nagyla Maria Galdino Drumond, SECITECE, CE, e Lindeberg Lima Gonçalves, SBPC estiveram com o pós-graduando apresentado o que está disponível hoje e os próximos passos necessários para alcançar os objetivos.
O debate também girou em torno do “Ciências sem fronteiras” e seus benefícios e defeitos do programa. Para Morales é necessário que exista um programa mais conciso de internacionalização. “É preciso começar pela pós-graduação e incluir as universidades neste processo”, disse. O professor Lindeberg também concorda: “Quando se pensa em internacionalização da ciência é preciso pensar primeiro da internacionalização das universidades”.
A professora Nagyla também reforça que é preciso fortalecer a ciência brasileira e para isso é preciso que o Estado tenha a ciência como uma politica pública fundamental.
O II Seminário foi uma das atividades realizadas pela ANPG dentro da 10 Bienal da Une.

A mesa sobre Ações Afirmativas na pós-graduação contou com a presença de do secretário geral da ANPG, Gabriel Nascimento, Luciana de Oliveira Dias, ABPN, Rita Gomes do Nascimento, Secadi-MEC, Frei David Santos, Educafro, e Roger Richer da UNE.
“É preciso ter um discurso conciso de como queremos que as ações afirmativas dentro da pós-graduação. É necessário desmistificar a pós, que é um ambiente conservador”, afirmou Gabriel Nascimento.
Para Rita Gomes do Nascimento as ações afirmativas na pós-graduação são fundamentais para criar uma agenda de inclusão de negros no campo da ciência. E Luciana de Oliveira Dias concorda. “Ela é essencial, pois está no meio da graduação e do mercado de trabalho”.
Luciana também trouxe para o debate a experiência da UFG (Universidade Federal de Góias) que instituiu cotas em toda a universidade desde 2015. De acordo com a professora, essas ações já tem alguns resultados alcançados como, por exemplo, a manifestação do racismo oculto, a quebra de nichos de privilégios, constituição de ambiente acadêmico cientifico tematicamente desafiador, representatividade quantitativa e problematização do conhecimento cientifico único e vislumbre de pluralidade de saberes.
A mesa aconteceu no segundo dia do I Encontro de jovens negras e negros que aconteceu em Fortaleza, CE, dentro da 10 Bienal da Une.

Com o objetivo de criar uma agenda de ciências e tecnologia para a Conferência de Córdoba que acontecerá em 2018, a ANPG reuniu em uma mesa Fernando Sasa, AUGM, Heidi Villuendas Ortega, Oclae, Francisco Tamarit, presidente da Conferência de Coórdoba, Luiz Roberto Liza Curi, presidente do Conselho Nacional de Educação e Tamara Naíz, presidenta da ANPG.
O debate girou em torno da necessidade de criar uma estratégia pautada em uma maior união entre as universidades da América Latina e Caribe para um maior desenvolvimento das ciências e tecnologia em toda a região. Para Curi, que apresentou um panorama do ensino superior no Brasil, é preciso ter um plano estratégico que também envolva politicas públicas. Para Francisco Tamarati, presidente da Conferência Regional de Educação superior de Córdoba, 2018. É necessário que alunos, universidades e instituições se unam para desenvolver uma agenda de compromisso para um trabalho em conjunto em toda a América Latina e Caribe. “É preciso preservar a pluralidade de cada país e criar meios de ter um maior e mais efetivo compartilhamento de informações, pois isso traz benefícios sustentáveis, qualidade de vida e mais competividade para toda a região”, explicou.
Tamarati fez uma convocação e convidou a todos os estudantes a participarem ativamente desse debate. A ANPG se comprometeu a contribuir com conhecimento e organizar os estudantes de toda a América Latina.

Começou hoje, 30 de janeiro, o I Encontro de Jovens Cientistas Negros e Negras com o lançamento da campanha O lugar de negro e negra é na ciência.
O evento começou com a Comenda Milton Santos de Promoção dos Negros na Ciência, que contou em sua mesa com Tamara Naiz, presidenta da ANPG, Moara Saboia, presidenta da UNE, Frei David Santos, Educafro, Nagila Maria, presidenta da União dos estudantes da Bahia, Flávia Steffany, presidenta da união dos Estudantes de São Paulo, e Edson Franco, da Unegro. “Esse é um momento especial, pois ações afirmativas precisam estar nas pautas de todos os estudantes. A ANPG está nessa luta desde 2014 e em seu último Congresso assinou o compromisso sobre essa bandeira. Aprovar essa portaria foi uma das lutas mais intensas que eu vivenciei”, afirmou Tamara Naiz.
Após a comenda se formou a mesa o lugar de Negro da Ciência, com a professora Roseane da Silva Borges, professora da USP e Dennis Oliveira, professor da USP. As apresentações debateram o papel do negro nas ciências e as mais diversas formas de modificação de uma sociedade racista cujo potencial de violência racista começa pelo próprio olhar racista da Academia brasileira. “Uma arquitetura que foi montada no Brasil após o século 19 apresenta que o negro é periférico, pois sua agenda e sua expressão periférica. E isso se estabeleceu, inclusive nas Universidades, que reproduzem esse ciclo da periferização. Isso precisa ser combatido”, contou o professor Dennis Oliveira.
“É preciso pensar na Universidade que queremos. Que além de ser pública e de qualidade, temos de pensar em pluralidade. O próprio tema O lugar do negro na Ciência a gente supõe que há um lugar de negro no Brasil e se há um lugar é porque ele é cristalizado. O problema é ausência de negros. Vivemos em um país racista que tem um sistema que legitima isso”, explicou a professora Rosane da Silva Borges.
O I Encontro de Jovens Cientistas Negros acontece durante a 10 Bienal da UNE em Fortaleza. Amanha, 31 de janeiro acontecerá a mesa. É chegada a hora de ações afirmativas na pós-graduação, às 9 horas na Escola Porto Iracema das Artes.

O diretor do CAPES, Patrício Pereira Marinho, apresentou o programa que será lançado nos próximos meses: Mais Ciência, mais Desenvolvimento Programa Johana Dobereiner será o substituto do Sem Fronteiras.
De acordo com Marinho, o programa visa fortalecer a ciência brasileira. “Estamos criando um grupo de trabalho com Capes e outros atores e instituições que discutirão o programa. O primeiro passo é enviar uma pesquisa para as pro-reitorias e com as respostas vamos formaliza-lo”, explicou.
Marinho ainda contou que o papel do CAPES, será guiar, monitorar e avaliar as Universidades. A apresentação aconteceu na mesa A Internacionalização do ensino superior e da produção cientifica nacional, que faz parte do II Seminário de Internacionalização da Ciência Brasileira, que acontece dentro da 10 Bienal da UNE.

A Coordenação Científica da Mostra de Ciência e Tecnologia avaliou, nos últimos 5 dias, 227 resumos submetidos à Mostra de Ciência e Tecnologia da 10a Bienal da UNE!
Nesta edição, 40 pareceristas contribuíram para a seleção de trabalhos em 6 áreas de concentração e 2 eixos temáticos. Ao todo, 108 trabalhos foram selecionados. Minas Gerais foi o estado que mais teve trabalhos selecionados, contando com 18 trabalhos de 8 instituições diferentes.
Confira se o seu trabalho foi aprovado para apresentação na Mostra de Ciência e Tecnologia da 10a Bienal da UNE: