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Ao Presidente da Nação Argentina, Mauricio MACRI; Ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação Produtiva, Lino BARANAO; Presidente do CONICET, Alejandro CECCATO;
No mês de outubro de 2016 foi aprovado o Orçamento Geral da Administração Nacional para o Exercício Fiscal 2017, que promulgou um importante corte para a área da Ciência Tecnologia. O presidente Macri, na propaganda eleitoral da aliança Cambiemos, prometeu um aumento de 0,65% até 1,5% do PIB (Produto Bruto Interno) para financiar o sistema científico-tecnológico. Porém, no seu primeiro ano de governo, reduziu o orçamento destinado ao setor, o que teve impacto imediato na atividade científica das Universidades Federais e nos centros de pesquisa do país.
No que refere especificamente ao CONICET, o ajuste se traduz na diminuição de 50% no número de vagas na Carreira de Pesquisador Científico, em relação ao número esperado. Enquanto no ano 2015 foram aprovados 943 candidatos, no ano 2016 o número caiu para 455. Essa redução no número de cargos será repetida no edital do ano 2017, já que o Diretório do CONICET, na sua primeira sessão do ano, acordou só 450 vagas.
Estas decisões foram aprovadas por um Diretório cuja composição é irregular, uma vez que um dos seus membros (Doutor Vicente Macagno) teria que ser liberado das suas funções e substituído pelo Doutor Roberto Salvarezza, que junto ao reeleito Doutor Miguel Laborde, tem há nove meses adiados sues nomeamentos, o que representa um prazo de tempo significativamente maior do que o razoável.
Como foi denunciado desde o ano passado, este corte tem conseqüências direitas nas chances de desenvolvimento científico soberano de nosso país. Os novos institutos terão dificuldades para funcionar pelas restrições de pessoal (pesquisadores, técnicos e administrativos) e pela falta de um Plano de Infraestrutura. Um grande número de equipes de pesquisa não poderá manter e/ou somar pesquisadores novos e centenas de jovens pesquisadores serão compelidos a continuar suas carreiras no exterior, inaugurando desse modo uma nova fuga de cérebros na Argentina.
Nós, pesquisadores e universitários, demandamos uma política de Estado de promoção e desenvolvimento da ciência e da educação, em todos os níveis. Também manifestamos nossa profunda preocupação e nosso repúdio ao governo nacional cuja estratégia central é o ajuste econômico, junto ao ataque aos trabalhadores no geral e ao sistema público de ciência e tecnologia em particular.
Por isso, nós, os trabalhadores abaixo assinado, pedimos:
– Ampliação do orçamento para ciência, tecnologia e as universidades, federalização dos recursos humanos, infraestrutura e desenvolvimento de políticas de vinculação ao setor público;
-Incorporação ao CONICET dos 489 pesquisadores avaliados favoravelmente no edital do ano 2016;
– Aumento do número de vagas para Carreira de Pesquisador Científico previstas no edital do ano 2017;
– Regularização da composição do Diretório do CONICET.
Este é o único caminho para garantir a continuidade do desenvolvimento científico e soberano na Argentina.
Agrupación Construcción de Graduadxs (FCNyM-UNLP)
Ateneo Científicos Tucumanos
Científicos y Universitarios Autoconvocados Bariloche
Científicos y Universitarios Autoconvocados Buenos Aires
Científicos y Universitarios Autoconvocados Córdoba – La 12 de Noviembre
Ciencia y Universidad Ni un Paso Atrás – Mendoza
Científicos y Universitarios Autoconvocados Paraná
Científicos y Universitarios Autoconvocados Rosario
Científicos y Universitarios Autoconvocados Santa Fe
Científicos y Universitarios Autoconvocados Salta
Científicos y Universitarios Autoconvocados La Rioja
Científicos y Universitarios Autoconvocados Patagonia Norte
Frente Universitario Norpatagónico
Trabajadores Autoconvocados CENPAT – Puerto Madryn
Assine aqui

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Omar A. Gómez Orduz, Associação Colombiana de Estudantes Universitários, Norma Morales de Cortiñas, representante de las Madres de la Plaza de Mayo e a presidenta da ANPG, Tamara Naiz

A ANPG participa, entre os dias 9 e 12 de de março da reunião do Secretariado Geral da Organização Continental Latino-Americana e Caribenha de Estudantes (OCLAE), na cidade de Buenos Aires, Argentina.  O encontro reúne entidades nacionais e federações estudantis de toda a América Latina e Caribe para debater e construir uma plataforma comum das reivindicações estudantis no continente. Na ocasião também será comemorado o aniversario de 99 anos da fundação da Federação Universitária da Argentina (FUA) e da Reforma de Córdoba.
A ANPG está representando os estudantes de pós-graduação de toda a América Latina e Caribe no secretariado geral da OCLAE. “Nós da ANPG valorizamos e lutamos pela integração educacional e científica e tecnologia em nosso continente, também pela cooperação solidária entre nossos povos. A OCLAE tem se revelado cada vez mais um importante espaço para a discussão dessa temática e acredito que temos boas contribuições para tal debate e para a organização dos pós-graduados em nossa região”, disse Tamara Naiz, presidenta da ANPG, que está em Buenos Aires.
Tamara ainda completa: “É muito importante trazer a experiência do movimento estudantil com a pós-graduação para a América Latina. A ANPG está ajudando a organizar entidades por vários países e temos muita história para contar”.
Primeiro dia
A programação do dia 09 foi muito intensa. Entre as ações foi feito um balanço das atividades da OCLAE e das organizações membro no último período, um debate sobre a conjuntura na América Latina e Caribe, um intercâmbio com representantes das Mães da Praça de Maio e um debate com professores da Universidade de Buenos Aires sobre os Impactos e desafios da política de Trump para a América Latina.
SOBRE A OCLAE
A OCLAE foi fundada em 1966, reúne 38 federações estudantis de 24 países do continente, inclui organizações do movimento estudantil secundarista, universitário e de de pós-graduação, tem assento no conselho consultivo da ONU. Participa, ainda, do Instituto Internacional da Unesco para Educação Superior da América Latina e Caribe (Iesalc) e compõe a comissão de segmento da rede de enlaces da Unesco.
Entre os seus principais objetivos de trabalho estão:  lutar pela erradicação do analfabetismo, a acessibilidade da educação, bem estar do estudante e igualdade na cobertura à educação; a defesa da autonomia universitária, liberdade e pluralidade da academia e da educação pública e gratuita; promover e desenvolver a solidariedade efetiva dos alunos na sua luta contra o fascismo, o imperialismo, o colonialismo, neocolonialismo, a fome, a injustiça social e toda conduta ou afirmação que fere a dignidade humana e para a unidade e integração latino-americana.
A OCLAE vem se consolidando como importante espaço de discussão para definir os rumos da educação no continente. Seus fóruns discutem questões como a regulamentação do ensino privado, o fortalecimento da educação pública, a mobilidade acadêmica e a integração latino-americana, condição para um desenvolvimento soberano do Brasil, e um tema caro para a ANPG.
Continue acompanhando a participação da ANPG na reunião do Secretariado Geral da OCLAE.

A Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG), vem a público manifestar sua indignação e repúdio à brutal repressão da polícia sobre manifestação do dia 7 de março ocorrida na USP.

Nesse dia as entidades representativas da comunidade acadêmica da USP (ADUSP, SINTUSP, DCE-USP) organizaram uma manifestação contra a votação apressada pelo Conselho Universitário do documento Parâmetros de Sustentabilidade Econômico-Financeira da USP. É lastimável que o Reitor da USP, professor Marco Antonio Zago, em vez de dialogar preferiu lançar a repressão policial sobre a comunidade acadêmica.

Nós, da ANPG, estamos do lado dos estudantes, professores e funcionários em seu clamor pela anulação da Reunião do Conselho Universitário de 7 de março de 2017. É inaceitável que em uma universidade as decisões do seu conselho superior sejam tomadas esmagando o direito de livre manifestação.

Associação Nacional de Pós-Graduandos,

10 de março de 2017.

Já parou para pensar que a ciência está presente em tudo o que acontece no mundo? Ela salva vidas, ajuda a entender o comportamento humano e ainda colabora para a construção de uma economia sustentável e eficiente.
Para chamar a atenção da comunidade sobre a importância da ciência e dar visibilidade à pesquisa científica brasileira, a cidade de São Paulo será palco de um movimento internacional que ocorre no próximo mês, a Marcha pela Ciência​.
Organizada por cientistas e entusiastas que reivindicam maior reconhecimento da sociedade e dos governantes, a mobilização teve início nos Estados Unidos e já ultrapassa a marca de 300 marchas satélites em diversos países, envolvendo instituições de ponta em ciência e educação. Em São Paulo, a iniciativa partiu de alunos e professores da USP, em parceria com a Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG).
Para os organizadores, um dos objetivos principais da mobilização é democratizar os estudos científicos e torná-los mais acessíveis e abertos à comunidade. “Precisamos aproximar a sociedade da ciência​, pois ela é utilizada para o bem comum”, comenta Flávia Virginio Fonseca, aluna de doutorado do Departamento de Parasitologia do Instituto de Ciências Biomédicas da USP. “As pessoas não se interessam pela ciência e parte disso se deve à falta de preparo dos próprios cientistas para lidar com a divulgação dos estudos de maneira fácil e objetiva”. Por isso queremos também conscientizar a comunidade científica sobre a importância dessa parceria com a comunidade. “A ciência deve ser inclusiva”, comenta. ​
A data escolhida para o manifesto, 22 de abril​, coincide com o Dia Internacional da Terra, e representa a união dos cientistas e da sociedade em geral pela valorização das pesquisas na manutenção de políticas públicas e o incentivo para o desenvolvimento de soluções inovadoras e sustentáveis. “No Brasil, temos uma carência de investimentos em pesquisa e de políticas públicas.​ Estudos que podem trazer benefícios à saúde pública, ao meio ambiente e novas tecnologias sustentáveis enfrentam a falta de apoio das autoridades”, afirma Felipe Simões, aluno de graduação em Biologia pela Universidade de São Paulo.
Boa parte da população brasileira, segundo os cientistas, enxerga a ciência como algo de difícil acesso e compreensão. “Para esses ela parece complexa porque envolve experimentos e tecnologia, o que não significa que seja difícil ou chata. A ciência é uma excelente ferramenta no desenvolvimento do pensamento crítico​, necessários em todas as esferas da vida”, destaca a Nathalie Cella, docente do Instituto de Ciências Biomédicas da USP.
Reunindo o maior número possível de instituições e parceiros, a Marcha pela Ciência – SP pretende disseminar a ideia de que a ciência é fundamental para a construção de políticas e regulamentos de interesse público. Além disso, a organização criou uma página no Facebook com o objetivo de divulgar o evento e mostrar que acreditam em uma educação científica mais aberta e consciente. Nas próximas semanas, será publicado um manifesto com mais informações sobre o evento. Os entusiastas da causa também poderão contribuir com os custos operacionais do evento através de crowdfunding.
Serviço:
22 de Abril de 2017 às 14h no Largo da Batata – São Paulo
Financiamento coletivo: http://www.catarse.me/marcha_pela_ciencia_sao_paulo
Petição: http://bit.ly/2mfcVPn
Facebook: www.facebook.com/marchapelacienciasp
Website: www.marchapelacienciasp.com | Contato: [email protected]
Twitter: @marchacienciasp | Instagram: @marchapelacienciasp
 
Marcha pela Ciência SP

À comunidade Mackenzista,
No dia 8 de março de 2017, dia em que se comemora a luta das mulheres por uma sociedade mais igualitária, mais justa e fraterna, a Universidade Presbiteriana Mackenzie recebeu em seu campus Higienópolis o deputado Jair Bolsanaro.
Bolsonaro foi à Universidade, a convite de um professor, para conhecer o centro de pesquisa Grafeno e, como conta o próprio professor em sua página do Facebook, debater estratégias de contra-ataque de supostas fake News.
Bolsonaro, atualmente, é réu no Supremo Tribunal Federal por incitação ao estupro e acusado de apologia ao crime e injúria. Bolsonaro já foi condenado pelo TJ do Distrito Federal pelo mesmo crime e, pela 6ª vara cível do Fórum de Madureira, no Rio de Janeiro, por declarações homofóbicas, por defender o uso de violência em manifestantes e por enaltecer a ditadura militar.
Em um momento em que o país vive uma crise institucional, precisamos garantir que, sob a égide da liberdade de expressão, não sejam autorizados discursos fascistas, misóginos, homofóbicos, em especial nos espaços de aprendizagem.
Bolsonaro não representa um posicionamento político, não representa um ponto de vista, mas a negação dos direitos humanos, do respeito às diferenças, da igualdade de gênero, temas essenciais a uma sociedade democrática.
Pelo exposto, nós, alunas e alunos da Pós-Graduação, atuais e egressos, desagravamos sua presença na Universidade e aguardamos a posição oficial da instituição sobre o lamentável ocorrido.
Adriano Camargo Barbosa-Mestrando em Direito Político e Econômico
André Hoffman- Doutorando em Direito Político e Econômico
André Pereira R. Tokarski – Mestre em Direito Político e Econômico
Barbara D. Lago Modernell- Mestranda em Direito Político e Econômico
Camila Pellegrino- Mestra em Direito Político e Econômico
Carolina Lopes Placca-Mestranda em Direito Político e Econômico
Claudia Marcia Costa- Doutoranda em Direito Político e Econômico
Cristiane Alves Macedo- Secretaria do Programa de Pós-Graduação em Direito Político e Econômico
Eugenia Maria Veloso de Araujo Pickina- Mestra em Direito Político e Econômico
Felipe Rebêlo – Doutorando em Direito Político e Econômico
Fernando R. M. Bartoncello- Doutorando em Direito Político e Econômico
Isabella Christina Bolfarini-Doutoranda em Direito Político e Econômico
Isabelle Dias C. Santos – Doutoranda em Direito Político e Econômico
Jana Maria Brito Silva- Doutoranda em Direito Político e Econômico
Juliana Leme Faleiros-Mestra em Direito Político e Econômico
Júlio Cesar Silva Santos- Mestre em Direito Político e Econômico
Leticia M. Borges- Mestra de Direito Político e Econômico
Maykel Ponçoni- Mestranda em Direito Político e Econômico
Monica Sapucaia Machado- Doutoranda de Direito Político e Econômico
Nathalia Lima-Mestranda de Direito Político e Econômico
Patrícia Cristina Brasil-Doutoranda em Direito Político e Econômico
Patrícia Roguet- Mestra em Direito Político e Econômico
Paula Brasil-Doutoranda em Direito Político e Econômico
Roberta Dib Chohfi-Mestra em Direito Político e Econômico
Teddy Falcão – Mestrando em Educação, Arte e História da Cultura
Vera Gers Dimitrov- Mestranda em Direito Político e Econômico

Os dados da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) sobre o Sistema Nacional de Pós-Graduação apontam que as mulheres são maioria nessa modalidade da educação brasileira. Os números mais recentes, de 2015, indicam 175.419 mulheres matriculadas e tituladas em cursos de mestrado e doutorado, enquanto os homens somam 150.236, uma diferença de aproximadamente 15%.
Apenas na modalidade de mestrado acadêmico, as mulheres somaram 11 mil matrículas a mais que os homens e aproximadamente 6 mil títulos a mais foram concedidos a mulheres do nesse ano. A modalidade de doutorado também traz realidade semelhante, com um total de 54.491 mulheres matriculadas e 10.141 tituladas, ao passo que os homens somaram 47.877 matrículas e 8.484 títulos naquele ano.
Ainda que o crescimento da participação feminina seja uma realidade, existe uma série de desafios para uma plena igualdade de gêneros, inclusive na ciência e na pós-graduação. Áreas do conhecimento tradicionalmente masculinas, como Engenharias, Computação e Ciências Exatas e da Terra continuam com a presença maciça de homens, ainda que a perspectiva apresentada com os números dos últimos 15 anos seja de maior igualdade nessa relação.
Além disso, apesar de hoje, as brasileiras serem maioria da população, viverem mais, acumularem mais anos de estudo e terem aumentado ano a ano a responsabilidade por manter os domicílios do País, ainda ganham menos que os homens brasileiros e são vítimas de violência doméstica, deixando o Brasil com a quinta maior taxa de feminicídio do mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).
O rendimento médio mensal real das mulheres é menor que os homens: R$ 1.480 para mulheres e R$ 1.987 para homens, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad 2014). Na comparação, as mulheres receberam em média 74,5% do rendimento de trabalho dos homens em 2014.
Confira os dados:
Total de discentes por situação, nível, e sexo, ano de 2015.

 Apresentação1
Fonte: CAPES

Em referência ao Dia Internacional das Mulheres, a Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) homenageia as mulheres cientistas com nomes de destaque nos debates por mais espaços de poder e representatividade feminina na ciência no Brasil e no mundo. Na biografia e nas pesquisas dessas cientistas destaca-se o enfrentamento para afirmarem sua capacidade e competência nos diversos ramos da ciência. Algumas delas, mesmo que não tenham sofrido diretamente certa discriminação de gênero, ainda dedicam suas pesquisas a temas de direitos sociais.
A ANPG é uma entidade de muita luta que se honra de fazer parte dos que defendem uma sociedade mais justa e um desenvolvimento amplo da Ciência, Tecnologia e Inovação. Por isso destaca nesse momento especial algumas das grandes cientistas que também lutam pela ciência e por mais direitos. Assim, espera que elas também possam inspirar todas as mulheres que dedicam e querem dedicar sua vida à ciência e a uma sociedade mais avançada e realmente justa.
1 – Bertha Maria Julia Lutz (SP 02/08/1894 – RJ16/09/1976)
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Bertha Lutz foi uma da pioneira enquanto feminista e cientista. Docente e pesquisadora do Museu Nacional foi a segunda mulher a entrar para o serviço público nacional. E uma das pioneiras do movimento feminista do Brasil, responsável direta por ações políticas resultantes de leis que deram direito ao voto às mulheres e igualdade de direitos políticos no início do século XX. Bertha era bióloga graduada na Sciences (ciências naturais) de Sorbonne em Paris, especialista em anfíbios.
Filha de Adolfo Lutz, cientista e pioneiro da Medicina Tropical, e de Amy Bruce Lee, enfermeira inglesa[1], Bertha era bióloga de profissão. Licenciou-se em 1918 em Sciences (ciências naturais) em Paris, na Sorbonne, com especialização em anfíbios anuros. No ano seguinte, passou em um concurso e se tornou docente e pesquisadora do Museu Nacional, tornando-se a segunda brasileira a fazer parte do serviço público no Brasil.
No ano de 1932 o Código Eleitoral concedeu às mulheres do Brasil o direito ao voto. Resultado de muitas lutas dos movimentos feministas da época tendo Bertha como uma de suas líderes. Outras bandeiras feministas também foram levantadas por esta bióloga e advogada combativa, como: luta pelo direito feminino ao trabalho, luta pela licença maternidade, luta contra o trabalho infantil, equiparação de salários e direitos entre homens e mulheres.

2 – Celina Turchi
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Celina Turchi
Graduada em Medicina pela Universidade Federal da Goiás, mestrado em epidemiologia pela London School of Hygiene & Tropical Medicine/UK, doutorado pelo Departamento de Medicina Preventiva da USP. Pesquisadora e Bolsista de Produtividade em Pesquisa do CNPq (PQ 1C) . Membro do Comitê Assessor do CNPq (2004-2010). Professora titular aposentada do Instituto de Patologia Tropical e Saúde Pública da Universidade Federal de Goiás/ Departamento de Saúde Coletiva. Pesquisadora do Instituto de Avaliação de Tecnologia em Saúde e membro do Comitê Gestor. Atua como Pesquisadora no Centro de Pesquisa Aggeu Magalhães – Fiocruz/Pernambuco com Bolsa de Especialista Visitante desde 2014. Orientadora no Programas de Pós-graduação: Medicina Tropical e Saúde Pública em Doenças Infecciosas/UFG; Universidade Federal de Pernambuco e do CPqAM – Fiocruz (PE). Experiência na área de Epidemiologia das Doenças Infecciosas. Endereço para acessar este CV: http://lattes.cnpq.br/5867052489026059
A professora e pesquisadora Dra Celina está entre as dez cientistas mais influentes do mundo, segundo a revista britânica Nature (2016). Ela coordena pesquisas, do Grupo de Pesquisa da Epidemia da Microcefalia (MERG), sobre a microcefalia no Brasil e a sua relação com o zika vírus. Celina foi responsável por trazer informações sobre o zika e a relação com a má formação em fetos, questão essa de urgência na saúde pública de nosso país.

3 – Helena Bonciani Nader

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É presidenta da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em sua terceira gestão, Professora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e doutora em biologia molecular pela mesma universidade. Professora Honoris Causa da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) (2005). E também Professora visitante das universidades: Loyola Medical School (Chicago, USA), W. Alton Jones Cell Science Center (NY, USA), Istituto Scientifico G. Ronzoni (Milão, Itália) e Opocrin Research Laboratories (Modena, Itália). Endereço para acessar este CV: http://lattes.cnpq.br/7175631659428994
A Professora Helena tem sido combativa e jogado importante papel nos últimos anos na defesa da ciência e da educação brasileira. Colocou-se firme contra a fusão do Ministério da Ciência e Tecnologia com o das Comunicações, assim como, luta pelos recursos para a Ciência. Helena afirma que os cortes nas universidades públicas e nos programas de investimentos na Ciência, como na Capes e Ciências Sem Fronteira sejam catastróficos para o desenvolvimento nacional.

4 – Raquel Rolnik

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Possui graduação e mestrado em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade de São Paulo (USP) e doutorado em Graduate School Of Arts And Science History Department – New York University (1995) e livre docência pela FAUUSP (2015). Desde 1979 é professora universitária no campo da arquitetura e urbanismo, sendo atualmente Professora Associada e chefe do Departamento de Projeto da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP. Urbanista, foi Diretora de Planejamento da cidade de São Paulo e consultora de cidades brasileiras e latinoamericanas em política urbana e habitacional. Foi também Secretária Nacional de Programas Urbanos do Ministério das Cidades entre 2003 e 2007. É autora de livros e artigos sobre a questão urbana e foi Relatora Internacional do Direito à Moradia Adequada do Conselho de Direitos Humanos da ONU (2008-2014). Desde 2011, é bolsista de produtividade de pesquisa do CNPq. Endereço para acessar este CV: http://lattes.cnpq.br/4877046230472486
A professora e urbanista Raquel tem dedicado seus estudos à luta pelo direito à moradia, foi relatora especial da ONU para o Direito à Moradia Adequada por seis anos. Em livro lançado recentemente, Guerra dos Lugares, Raquel denuncia a financeirização da moradia no Brasil e no mundo e denuncia a maximização dos lucros em detrimento da pobreza da maioria da população.

5 – Sônia Guimarães

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Foi a primeira doutora negra em Física, em Materiais Eletrônicos, no Brasil (1989). É professora do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA). Com Doutorado (PhD) em Materiais Eletrônicos – The University Of Manchester Institute Of Science And Technology, Mestrado em física aplicada e Graduação em licenciatura em ciências ambas pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).  Endereço para acessar este CV: http://lattes.cnpq.br/3737671551535600
Em entrevista para o Correio Braziliense a Professora Dra Sônia fala um pouco da importância de se estar atenta à discriminação de gênero também em sala de aula. As mulheres são minoria nas áreas de exatas e muitos colocam em dúvida suas capacidades intelectuais para estes cursos superiores – no caso, de engenharia e física, onde a Professora ministra suas aulas. Então, a Professora Sônia propõe o debate em sala e estimula suas alunas a continuarem desenvolvendo seu potencial.
INTERNACIONAIS
1 – Katherine Johnson, Mary Jackson e Dorothy Vaughan

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Mary Jackson at Work NASA Langley

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Doroty J Vaughan

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Katherine Johnson

Consideradas como verdadeiros computadores as Matemáticas da Nasa Katherine Johnson, Mary Jackson e Dorothy Vaughan pertenciam ao seleto grupo de matemáticos que fizeram os cálculos essenciais para as operações espaciais à primeira empreitada humana na órbita da Terra. Katherine foi quem fez os cálculos sobre a trajetória da viagem feita por Alan Shepard em 1961 entre outras jornadas ao espaço sideral.
As três matemáticas negras enfrentaram muitos preconceitos e a lei de segregação racial dos Estados Unidos à época, em meados do século passado, que limitava às profissões de uma mulher negra estadunidense. A entrada de Katherine Johnson na NASA só possível para devido à falta de engenheiros pós Segunda Guerra. (Fonte: El País)

2 – Avtar Brah

Avtar Brah
Socióloga inglesa pela Birkbeck  University of London, premiada com a Mais Excelente Ordem do Império Britânico no Palácio de Buckingham (MBE), em 2001, em reconhecimento à sua pesquisa. Foi Professora associada na Leicester University na década de 1980. Já nos idos de 1985 depois tornou-se Professora da Universidade Aberta, mais tarde foi para Birkbeck  University  e como professora convidada na Universidade da Califórnia. Brah é membro da Academia de Sociedades Aprendidas para as Ciências Sociais e da Associação Sociológica Britânica (tradução livre).
Feminista, Brah é especialista em questões de raça, gênero e identidade étnica. Entre suas várias publicações no Cartographies of Diaspora destaca-se por suas discussões sobre “diferença” e “diversidade” na questões de cultura, identidade e política, aprofundando-se em pontos sobre classe, sexualidades, etnicidade, geração e nacionalismo nos distintos discursos, práticas e contextos políticos.

3 – Doreen Massey
(3/01/1944 – 11/03/2016)
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A geógrafa inglesa foi Nobel de Geografia no ano de 1998, dentre outros títulos e premiações, graduou-se em Oxford, fez mestrado em Ciência Regional na Universidade de Pensilvânia. No Centro de Estudos Ambientais (CES), em Londres, referência sobre economia contemporânea britânica, Doreen desenvolveu seus estudos em parceria com outros pesquisadores de referência. Mais tarde tornou-se Professora Emérita de Geografia na Universidade Aberta. Doreen destacou-se com estudos de geografia marxista, feminista e cultural. Mesmo depois de aposentar-se na Universidade a Professora seguiu sendo referência e continuou como palestrante, inclusive em programas de tevê.
 
4 – Sabina Nikolayevna Spielrein (07/11/ 1885 – 12 ou 14/08/1942)
Sabina Nikolayevna Spielrein
Sabina Spielrein foi uma psicanalista russa, umas das pioneiras mundiais na psicanálise, que desenvolveu pesquisas sobre esquizofrenia e tornou-se membro da Sociedade de Psicanálise de Viena, em 1911. Nos idos de 1923 Spielrein montou um jardim de infância com Vera Schimdt afim de pesquisar o amadurecimento crítico e analítico das crianças. A psicanalista teve um fim trágico em 1942 sendo assassinada junto com suas duas filhas pelos nazistas em Rostov, cidade onde nasceu.
Fontes:
Sites: El País; Plataforma Lattes; Super Interessante; Correio Brasiliense
 
 

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O Ministério da Educação liberou, nesta sexta-feira, 3, recursos financeiros da ordem de R$ 316,25 milhões para pagamentos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). Esse valor custeará aproximadamente 190 mil bolsas em diversos programas, além de apoiar a realização de eventos científicos e de atividades de pesquisa em programas estratégicos.
A maior parte dos recursos, R$ 182 milhões, será destinada ao pagamento de 90 mil bolsistas em diversas modalidades: mestrado, doutorado, pós-doutorado, professor visitante e professor sênior, além de iniciação científica, supervisão e do programa Idiomas sem Fronteiras. Também estão englobados neste valor pagamentos no âmbito dos programas de Apoio à Pós-Graduação (Proap), de Excelência Acadêmica (Proex) e de Doutorado Interinstitucional (Dinter).
Outros R$ 45,3 milhões permitirão o pagamento de 71.675 bolsas do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (Pibid), 5.255 bolsas do Plano Nacional de Formação de Professores da Educação Básica (Parfor) e 983 bolsas do Observatório da Educação.
Além disso, cerca de R$ 16 milhões serão repassados a 14 mil bolsistas da Universidade Aberta do Brasil (UAB) e 3 mil bolsistas de mestrados profissionais, enquanto R$ 2,5 milhões beneficiarão 2.212 participantes do programa Ciência sem Fronteiras. Está também garantido o pagamento de 2.327 bolsas dos programas tradicionais da CAPES e o custeio de 129 projetos com o repasse de R$ 10 milhões.
Por fim, R$ 40,55 milhões custearão o pagamento de quatro contratos firmados com editoras que fornecem conteúdos à comunidade acadêmica por meio do Portal de Periódicos. Os demais R$ 19,9 milhões referem-se a despesas diversas, como as administrativas, com convênios e de capacitação, entre outras.
Com informações do MEC

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Caros pós-graduandos e pós-graduandas,
A Associação Nacional de Pós-Graduandos reunida em Fortaleza no último dia 01/02 decide convocar  as Associações de Pós-graduandos (APGs) e o conjunto dos pós-graduandos brasileiros para a jornada de lutas 2017 da nossa categoria em defesa da ciência brasileira e dos nossos direitos.
De modos que Defender a ciência passa inevitavelmente por defender melhores condições para a produção científica, que no Brasil que hoje esta ameaçada com o drástico programa de ajuste fiscal que o atual governo vem implementando.
Sabemos que o ano de 2016 foi conturbado para o povo Brasileiro, a crise econômica e política se agravou com o passar do ano e culminou hoje numa crise institucional generalizada. Essa crise, tem trazido perspectivas nada otimistas para a democracia, para os direitos sociais e para a ciência brasileira.
Num retrospecto rápido, podemos perceber que o ano de 2016 foi um ano muito difícil para a ciência brasileira. Desde de a extinção do MCTI, já no primeiro dia de governo interino de Michel Temer, descaracterizando o Sistema Nacional de CTI, até medidas de todo tipo que tem demonstrado seu impacto direto na ciência nacional e na vida dos pesquisadores. Vejamos algumas das medidas do governo para Ciência e Educação:

  • Propostas que tramitam no Congresso Nacional, com o apoio do MEC, de cobranças de mensalidades, taxas e serviços nas Universidades públicas;
  • Mudanças na legislação do petróleo que diminuem a participação das Estatais e sua remuneração, de onde vem expressiva parte dos investimentos em CTI no Brasil. Além das propostas de venda de diversas riquezas nacionais como o Aqüífero Guarani;
  • Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do Teto de gastos que tramitou na Câmara e no Senado (com o número 241 e 55, respectivamente). Essa PEC pode enterrar a ciência e a pós-graduação brasileira porque além de reduzir os investimentos em educação, não permite a garantia de que haverá qualquer recursos para a ciência brasileira, já que o gasto na área não é considerado de natureza obrigatória.
  • Proposta de reforma da previdência aprovada no Congresso Nacional que coloca em prática o fim da aposentadoria integral. Isto porque só quem contribuir por 49 anos de idade terá direito a ela. As novas regras da previdência afetam diretamente os pós-graduandos e pesquisadores, que retardam sua entrada no sistema providenciaria, para qualificar altamente a formação. Com as novas normas uma pessoa que decida fazer pós-graduação só poderá se aposentar com rendimento integral por volta dos 75 anos de idade – uma injustiça para quem dedicou um tempo precioso da sua vida para a pesquisa brasileira.
  • Medida provisória de terceirização que tem por objetivo flexibilizar a terceirização de toda e qualquer atividade laboral, permitindo, inclusive a contratação de terceirizados para atividades fins, tornando possível a contratação de professores terceirizados nas Universidades e institutos, ao invés de concursos públicos. Existem diversos estudos e dados que comprovam que a liberação ilimitada da terceirização aumenta o subemprego, reduz os salários e coloca em risco a vida dos trabalhadores/as.

Diante de tudo isso a Associação Nacional de Pós-Graduandos reafirma o seu compromisso com a defesa da democracia e dos direitos sociais, assim como o compromisso irrestrito com a defesa do desenvolvimento científico nacional. Convocamos assim, as APGs e aos pós-graduandos para participar e ajudar a construir este calendário de lutas, realizando assembleias, paralisados, debates, mobilizações e manifestações diversas em cada programa de pós-graduação e universidade, assim como nas mobilizações nas cidades para discutir e agir diante da atual situação.
BANDEIRAS DE LUTAS:

  • Valorização das bolsas de pós-graduação: Reajuste já do valor das bolsas CAPES e CNPq.
  • Implementação da Portaria Normativa MEC MEC n°13 de 11 de maio de 2016, que institui Políticas de Ações Afirmativas na pós-graduação em âmbito das IFES.
  • Não a Reforma da Previdência que penaliza os pesquisadores! Pelo direito de contagem da Pós-graduação como tempo de contribuição previdenciaria! Por direitos providenciarias para os pós-graduandos.
  • Em defesa do orçamento da CTI e do FNCT como fundo não contigenciável! Nenhum corte no financiamento da CTI e Educação.
  • Fora Temer, Nenhum Direito a Menos!

CALENDÁRIO DE LUTAS:
08/03 – Dia Internacional das Mulheres: nos somaremos com os movimentos de mulheres, respeitando seu protagonismo, na defesa dos direitos das mulheres, contra a violência, e contra a reforma da previdência.
15/03 – Dia Nacional de Paralisação da Educação:  Em defesa da educação publica, gratuita e de qualidade. Contra a reforma do ensino e  Contra a reforma da previdência. Indicativo de greve nacional por tempo indeterminado. Pelos direitos dos pós-graduandos. Em defesa do orçamento da Ciência brasileira.
31/03 – Fora, Temer! No dia do aniversario do Golpe militar de 1964, faremos um paralelo com o golpe de 2016 e reafirmaremos a defesa das democracia, a importância do sufrágio universal e da luta social! Eleições Diretas já!
Março-Abril – Jornada de Mobilização dos Pós-Graduando: A Ciência Resiste!

Associação Nacional de Pós-Graduandos

Fortaleza, fevereiro de 2017.