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Estudantes do programa de pós-graduação em Direitos Humanos da Universidade Federal de Pernambuco publicam nota contra a PL da Terceirização. Confira abaixo:

NÓS, MEMBROS DO PPGDH/UFPE, DIZEMOS NÃO À TERCEIRIZAÇÃO!

A comunidade do Mestrado em Direitos Humanos da Universidade Federal de Pernambuco, abaixo assinada, se solidariza à luta dos/as trabalhadores/as e suas entidades representativas contra o PL que regulamenta a terceirização do trabalho no Brasil. Nesse sentido, apoia a paralisação de 15 de Abril e se soma à luta paralisando as atividades estudantis nesta data histórica e de resistência. Assim, se contrapõe a qualquer proposta que ameace os direitos dos/as trabalhadores/as e precarize as relações de trabalho. Na esteira dessa resistência, reivindica uma reforma política que dê fim ao financiamento privado de campanhas, cujo elemento está na raiz dos problemas de representação democrática e representa um grande obstáculo à ampliação de direitos e da cidadania no Brasil. Hoje o Congresso Nacional legisla para os poderosos deste país, seus financiadores. Nós repudiamos o voto de parlamentares que endossem essa proposta vil de ataque aos/as trabalhadores/as e, portanto, nos colocamos contra a postura reacionária e interessada do Presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, apoiador deste projeto. Por tudo isso dizemos não à terceirização! Pela defesa da dignidade da pessoa humana e pela promoção do valor social do trabalho, na luta por uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos, fundada na harmonia social.

Assinam esta carta:

Cleyton Feitosa
João Paulo Dias
Flávia Gusmão
Bruno Arrais
Patrícia Guarany
Bruno Correia
Leonardo Ibraim
Fernanda Schuler
Daniel Cisneiros
Denise Moura
Gonzalo Salcedo
Hebe Pires
Kátia Assad
Mariana Arcoverde
Ana Cristina Freire
Lívia Barros
Heloísa Santos
Paulo Valfredo
Jefferson França
Fabiana Moura
Rafael Morato
Eduardo Scanoni
Elis Costa
Kalline Lira
Marta Thais Leite
Angélica Alves
Fernando Cardoso
Adrielmo de Moura Silva
Erika Von Sohsten
Elba Ravane
Professora Maria José Luna
Professor Marcelo Pelizzoli
Professora Celma Tavares
Professor Sandro Sayão

Da redaçãoMatéria relacionada:

15/04/2015 – ANPG é a favor da Paralisação Nacional do dia 15 de Abril e contra o PL 4330

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O atual Congresso Nacional, retrógrado e dominado pelos interesses dos patrões, aprovou na noite do dia 8 de abril, por 324 a 137 votos, o Projeto de Lei 4330 que retira direitos dos trabalhadores e das trabalhadoras e ameaça a liberdade e a organização sindical.

Diante da gravidade da situação, a CUT, CTB, Intersindical/CCT, NCST e CSP-Conlutas convocam em 15 de abril toda sua base sindical, Federações, Confederações e todas/os trabalhadoras/es do Brasil para o Dia Nacional de Paralisação contra a aprovação do PL 4330/04. Iniciativa que a ANPG apoia, ajuda a convocar e participa.

Devemos articular também com as categorias que estão em greve e construir, em todos os Estados, atividades conjuntas com movimentos populares parceiros, no final da tarde, em defesa dos direitos trabalhistas, da democracia, da reforma política, da democratização dos meios de comunicação, da Petrobrás e contra a corrupção e o retrocesso.

Estamos diante de um verdadeiro retrocesso na história das conquistas da classe trabalhadora. Só os trabalhadores organizados na luta conseguirão barrar o Projeto de Lei 4330 que desregulamenta o trabalho e impõe as terceirizações.

ANPG

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Pós-Graduandos da UFPE publicam nota contra a Terceirização

O ministro Aldo Rebelo recebeu a presidenta da Associação Nacional de Pós-Graduandos, Tamara Naiz. Um dos principais pontos foi a garantia de direitos para os pós-graduandos.

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A entidade propôs um levantamento do perfil dos estudantes de pós-graduação no País.

Crédito: Ascom/MCTI

O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aldo Rebelo, recebeu na última quinta-feira (9) a presidenta da Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG), Tamara Naiz, e outros dirigentes da entidade. A presidenta da União Nacional dos Estudantes (UNE), Vic Barros, também participou da audiência.

“Trouxemos propostas para a valorização da pós-graduação no País”, contou Tamara. “Falamos sobre nossa campanha por mais direitos para os pós-graduandos, a valorização das bolsas de pesquisa, a melhoria nas relações acadêmicas e a garantia de recursos para a área.”

O titular do MCTI se mostrou simpático às reivindicações apresentadas, segundo o vice-presidente da associação, Cristiano Junta. “O ministro enfatizou que está disposto a avançar bastante no que diz respeito aos direitos das mães pós-graduandas”, destacou.

Outra proposta consiste no levantamento do perfil dos estudantes de pós-graduação no País. Segundo a ANPG, os dados disponíveis são fragmentados e desatualizados. “O ministério pode ajudar nisso, por meio do CNPq [Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico], dos perfis da Plataforma Lattes”, disse Tamara. “Diante das metas de expansão na área, é preciso garantir condições para essas pessoas.”

Os dirigentes também expressaram o entendimento de que, embora o contexto econômico exija ajustes, eles não deveriam atingir a área de educação e a de ciência, tecnologia e inovação. De acordo com Cristiano Junta, a entidade aprofundará as discussões com o MCTI durante caravana por direitos marcada para os dias 27 a 29, em Brasília.

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Fonte: MCTI

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A ANPG lançou, em setembro de 2014, a Campanha por Mais Direitos para as Pós Graduandas e para os Pós-Graduandos, baseada no Documento de Direitos e Deveres, aprovado no 24º CNPG. Este documento foi elaborado a partir das dificuldades e potencialidades locais vivenciadas para o desenvolvimento científico do país e destinado a regular direitos e deveres dos pós-graduandos matriculados em Instituições de Ensino Superior públicas e privadas brasileiras, nas modalidades lato e stricto sensu.

Além de abordar questões do cotidiano dos pesquisadores brasileiros, a Campanha por mais Direitos para as Pós-Graduandas e para os Pós-Graduandos defende mais verbas para a área de Ciência e Tecnologia.
Entendendo que o Estado deve assumir posição de indutor do desenvolvimento nacional, é preciso assegurar os investimentos públicos para Educação, Ciência, Tecnologia & Inovação, o que é fundamental e estratégico para o país.
O aumento dos orçamentos do MCTI e do MEC que ocorreram nos últimos anos resultaram na forte expansão do acesso à educação, sobretudo com o expressivo crescimento das vagas nas universidades, no número de pós-graduandos no país e na criação de novos programas e cursos de pós-graduação. Ocorreram no sistema de ciência e tecnologia fatos significativos, como a ampliação da infraestrutura de pesquisa, a multiplicação do número de fundações de Amparo à Pesquisa, a aprovação de leis estaduais de inovação e a preocupação dos governos em desenvolver essa política. Todavia, para que a expansão da pesquisa e da pós-graduação brasileira seja qualitativa, é necessário um aporte de recursos a cada novo projeto e programa, para que as ações correntes não sejam prejudicadas.
Mesmo com os avanços, o investimento na área vem diminuindo ao longo dos anos, estando ainda aquém do suficiente para diminuir desigualdades e déficits históricos. Portanto, na medida em que o governo federal contingencia recursos para ciência e tecnologia, os estados também o fazem, reduzindo os investimentos numa área que é fundamental para o desenvolvimento da economia e para melhorar a vida das pessoas.
O Brasil ainda precisa “dar um salto” para superar a grande distância que o separa dos países mais avançados em produção científica e das áreas de fronteira do conhecimento, como no caso de países como os Estados Unidos (EUA), que o investimento no setor gira em torno de 2,7% do PIB (US$ 398,2 bilhões). No Brasil, os investimentos em pesquisa e desenvolvimento respondem por 1,2% do produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços fabricados no país), tendo a Ciência e Tecnologia, por sua vez, participação de 1,5% no PIB. O Brasil e a América Latina têm um atraso histórico em inovação, ciência e tecnologia que requer políticas públicas e um maior compromisso do setor privado para fomentar o desenvolvimento da economia do conhecimento.
Para tal, a meta de investimento de 2% do PIB brasileiro em C,T&I representaria um avanço significativo para investir em transferência de tecnologia e no fomento à pesquisa nas universidades e institutos.
Para chegar a essa meta, um caminho possível é a destinação dos royalties do minério para C,T&I no novo Código Mineral. Uma das principais propostas do novo código é o aumento da alíquota da Contribuição Financeira sobre Exploração Mineral (Cfem), que é paga pelas empresas que atuam no setor a título de royalties pela exploração dos recursos. Essa destinação é coerente para potencializar não só a economia brasileira como um todo, mas a formação de novos trabalhadores mais bem qualificados e a independência tecnológica tão ansiada pelos setores produtivos brasileiros. Não menos importante são os investimentos em tecnologias que diminuam os impactos ambientais (causados também pela mineração), resguardando a seguridade humana, a sustentabilidade ambiental e desonerando os pequenos produtores.
Além disso, é necessária uma nova lei federal que componha os recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Ciência e Tecnologia (FNDCT), que hoje é principal financiador do Programa Ciência Sem Fronteiras, para onde é destinada a maior parte do Fundo. Um programa como o CsF, com a grande importância que tem para o fortalecimento da educação brasileira através do investimento na formação de recursos humanos qualificados, deveria ser financiado pelos recursos do petróleo, desonerando, assim, o FNDCT.
Com essas e outras pautas, a ANPG convoca todos os pós-graduandos brasileiros para ir à Brasília de 27 a 29 de abril para pressionar nossos parlamentares a se comprometerem com a Ciência Brasileira. A Caravana à Brasília também abordará os outros eixos da Campanha por mais direitos:
– Universalização, valorização e estabelecimento de mecanismo de reajuste anual dos valores das bolsas de pesquisa;
Assistência Estudantil: direito à moradia universitária, bandejão, atenção à saúde, passe-livre estudantil;
Mais condições de Pesquisa: 13a Bolsa de Pesquisa, Taxa de Bancada, Financiamento para eventos científicos, Tradução e Publicação, Auxílio Defesa, Direito a afastamento por razões de saúde, Férias, Equipamento de proteção individual (EPI), Adicional insalubridade;
Melhoria nas relações acadêmicas: Combate ao assédio moral e sexual, orientação e atenção periódica, direito à representação discente;
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30/03/2015 – Campanha por Mais Direitos para os(as) Pós-Graduandos(as): Melhoria nas Relações Acadêmicas

24/03/2015 – Campanha por Mais Direitos para os(as) Pós-Graduandos(as): Mais condições de pesquisa
27/11/2014 – Campanha por mais Direitos para os(as) Pós-Graduandos(as): Assistência Estudantil
01/10/2014 -Campanha por Mais Direitos para os(as) Pós-Graduandos(as): Bolsas de Pesquisa

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Nos dias 27, 28 e 29 de abril a ANPG promoverá uma Caravana à Brasília por Mais Direitos aos pós-graduandos e pós-graduandas. As pautas a serem debatidas estão refletidas no documento de direitos e deveres, aprovado no 24º Congresso da entidade, realizado em maio de 2014 na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Concomitante com a Caravana, a Associação Nacional de Pós-Graduandos promoverá o Seminário Nacional de Assistência Estudantil: Políticas, Direitos e Perspectivas para a Pós-Graduação, a ser realizado na Universidade de Brasília (UnB).

No dia 27, haverá a abertura do Seminário às 18 horas, que tem como convidados o Prof. Dr. Jaime Martins de Santana, Decano de Pesquisa e Pós-Graduação da UnB, o reitor da universidade, Ivan Marque de Toledo Camargo, a Presidenta da Associação Nacional de Pós-Graduandos, Tamara Naiz, e o Presidente da Associação de Pós-Graduandos da Unb, Gabriel Nascimento. Na sequência, haverá a mesa Desafios das políticas de assistência estudantil para a pós-graduação no Brasil, entre as 18h30 e as 20h30. Os convidados para debate são o Secretário Executivo do Ministério da Educação, Luiz Claudio Gonzaga, o reitor da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e presidente da Andifes, Targino de Araújo Filho.

A partir das nove da manhã do dia 28, acontecerá a mesa “Democratização da Pós-Graduação e Mudanças no Perfil Socioeconômico dos Estudantes Superior brasileiro”. Os convidados são o Presidente da Capes, Jorge Almeida Guimarães, o Prof. Dr. Jaime Martins de Santana, decano de Pesquisa e Pós-Graduação da UnB e a coordenadora geral do Fonaprace, Myriam Serra.

No dia 29 acontecerá a terceira mesa do Seminário, intitulada “Desafios e perspectivas para a implementação de mais direitos para os pós-graduandos”, que terá representantes do MEC/Capes, MCTI/CNPq e Andifes como convidados.

As inscrições para o Seminário serão feitas durante o próprio evento.

Da Redação

A Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) lança abaixo-assinado por mais direitos para as pós-graduandas e para os pós-graduandos e por mais verbas para Ciência e Tecnologia.

Por Mais Direitos para os Pesquisadores, não aos Cortes Orçamentários

Nós da Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG), das APGs, pós-graduandos e demais membros da comunidade acadêmica de todo o país nos dirigimos aos Ministérios da Educação e Ciência, Tecnologia e Inovação, bem como ao Governo Federal e suas agências de fomento para expressar nossas reivindicações diante da grave situação atual do país:

· Valorização das bolsas: universalização, humanização e estabelecimento de mecanismo de reajuste anual;
· Assistência Estudantil para os pós-graduandos: direito à moradia e restaurante universitários, atenção à saúde, e passe-livre estudantil;
· Melhores condições de Pesquisa: 13ª Bolsa de Pesquisa, Taxa de Bancada, Financiamento para eventos científicos, Tradução e Publicação, Auxílio Defesa, Direito a afastamento por razões de saúde; Licença maternidade remunerada de 180 dias e licença paternidade, Férias, Equipamento de proteção individual (EPI), e Adicional insalubridade;
· Melhoria nas relações acadêmicas: Combate ao assédio moral e sexual, orientação e atenção periódica, e direito à representação discente;
· Mais verbas para Ciência e Tecnologia: Investimento de 2% do PIB brasileiro em C,T&I, Destinação dos royalties do minério para C,T&I no novo Código Mineral, Aporte de recursos a cada novo projeto e programa, para que as ações correntes não sejam prejudicadas. Além disso, Lei federal que componha os recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Ciência e Tecnologia (FNDCT) e que o Programa Ciência sem Fronteiras seja financiado pelos recursos do petróleo, desonerando, assim, o FNDCT.
· Não aos cortes no Orçamento de 2015 para as áreas de Educação, Ciência e Tecnologia.
· Abaixo ao Plano Levy de ajuste fiscal!

Acesse a integra do documento de direitos e deveres e os demais materiais da campanha por mais direitos. Participe da Caravana à Brasília por mais Direitos para os Pós-Graduandos entre os dias 27 a 29 de abril!

>> Para assinar a petição, clique aqui!

No dia 25 de março a APG-UFSCar realizou sua atividade anual de recepção dos pós-graduandos. Este ano a atividade contou com duas mesas de discussão, uma intitulada “Direitos dos Pós-Graduandos e Produtivismo Acadêmico” e outra “Assédio na Pós-Graduação.”

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Após uma abertura feita pelos diretores da APG-UFSCar, onde se ressaltou as atividades da entidade no último ano, deu-se início a mesa primeira mesa. Hérisson Joaquim de Oliveira, diretor da APG-USP São Carlos considerou a dura situação dos pós-graduandos, diante disso afirmou que “a única coisa que podemos fazer é lutar pela criação do Estatuto de Direitos dos Pós-Graduandos. Um estatuto que reconheça o caráter híbrido de estudante/trabalhador, do profissional melhorando sua formação e que legisle na defesa dos nossos direitos.” Hérisson afirmou ainda “Esse documento já existe e nosso dever é unir a base e cobrar o governo pra que atenda nossas demandas.”

Cristiano Junta, vice-presidente da ANPG, que também compôs a mesa, chamou a atenção de que a luta pelos direitos dos pós-graduandos é uma luta pela democratização da ciência no Brasil. Durante o debate, Cristiano afirmou que a responsabilidade da atual situação da CAPES é da presidenta Dilma Rousseff, “eu como muitas outras pessoas que votaram e fizeram campanha para Dilma queríamos derrotar Aécio Neves e toda a corja de reacionários misóginos, racistas e homofóbicos das mais diversas plumagens que se alinharam com ele. Mas, Dilma não está fazendo aquilo para o que ela foi eleita, em vez disso, ela veio com uma política de ajuste fiscal feito às custas de direitos dos trabalhadores e gastos sociais. Só o povo na rua pode mudar essa situação.”

Na mesa sobre Assédio na pós-graduação a advogada e feminista Fernanda Vargues Martins fez uma exposição elucidativa sobre a questão do assédio moral e sexual. Fernanda afirmou “Se seu colega ou sua colega demonstrar queda de rendimento e sinais de cansaço ou depressão, pode estar sendo coagido. Prestemos atenção nesses sinais para oferecer ajuda.”

A advogada listou os tipos mais comuns de assédio, que consistem em ameaçar constantemente, amedrontando quanto à perda do emprego, da bolsa ou da parceria; sobrecarregar de tarefas, não responder pedidos de ajuda ou de informações; desmoralizar publicamente; ignorar a presença; desviar da função ou retirar material necessário à execução da tarefa, impedindo sua execução; espalhar entre os colegas que a vítima está com problemas nervosos; divulgar boatos sobre a moral da vítima e muitas vezes das pessoas que a apóiam e até não aprovar artigos.

Fernanda ressaltou que as vítimas de assédio podem procurar a política para relatar o crime se quiserem, mas além disso elas podem recorrer também “as instâncias disponíveis na Universidade, nos representantes dos alunos, entre eles a APG.” Daniel Rizzolli, Advogado CUT – São Carlos, também participou da mesa enfatizando aspectos legais daquilo que pode ser feito em casos de assédio na universidade.

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Pós-graduandos das universidades do Estado de São Paulo fazem carta em apoio à greve dos professores estaduais, paralisados desde 13 de março. Os docentes buscam valorização profissional e melhorias na rede pública. A causa já recebeu apoio de entidades como Adusp e Sintusp, que em carta afirma que o apoio se deve ao fato de que as escolas estão cada vez mais precarizadas pelos cortes feitos pelo governo do Estado e os baixos salários, já que os professores possuem o menor piso salarial de nível superior da região.

Segundo a carta dos Pós-graduandos em apoio à greve, a luta pode abrir portas para a construção de uma educação emancipadora, começando com a própria valorização da categoria.

Para assinar o documento, mande seu nome completo, curso de pós-graduação e universidade para [email protected]
A carta, que é assinada por diversos pós-graduandos, está na íntegra abaixo:

Nós, Pós-Graduandos das universidades do estado de São Paulo, viemos através desta carta manifestar nosso mais completo apoio e solidariedade aos professores da rede estadual de ensino, em greve desde o dia 13 de março de 2015.
O movimento grevista dos professores nos enche de coragem e esperança para, finalmente, enfrentar o processo de sucateamento e descaso com que a educação pública é conduzida no estado de São Paulo, pelas mãos do Governador Geraldo Alckmin (PSDB).
Acreditamos que a luta dos docentes possa ser capaz de abrir as portas para a construção de uma educação definitivamente emancipadora, que prepare os estudantes para o exercício da cidadania e da participação ativa na sociedade, o que começa com a própria valorização da categoria dos docentes. Desta forma, as reivindicações dos professores nos parecem extremamente legítimas, pois lutam por melhores condições de trabalho e ensino, que devem ser encampadas por todos os setores da sociedade.
Acreditamos, ainda, que estas demandas devem ser tomadas como solo fértil para fomentar debates em torno da aplicação de um novo paradigma de educação escolar, que pense o processo de aprendizagem como uma ação criativa, como uma troca entre docentes e discentes capaz de levar em conta as experiências dos indivíduos, e capaz de promover as mudanças que urgem em nossa sociedade.
Ressaltamos, por fim, que o direito de greve é um princípio fundamental de democracia e reconhecemos as reivindicações dos professores em toda sua legitimidade: endossamos a voz deste movimento, em greve e em luta, por melhores condições de trabalho e ensino, e exigimos que todas as suas pautas sejam atendidas pelo Governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), sem que haja corte no ponto destes trabalhadores.
Nenhum direito a menos! Nenhum passo atrás!

Da Redação


Com o slogan “Um outro mundo é possível”, o Fórum Social Mundial (FSM) surgiu no Brasil como um grande fórum de movimentos sociais de todo o mundo que se reuniram para pensar alternativas para as transformações globais recorrentes da atualidade, bem como as consequências geradas a partir dessa crise epistêmica e social dos últimos cinquenta anos, como a transformação do capitalismo em um sistema cada vez mais radical e violento, com o aprofundamento da concentração de riquezas e a falência de um modelo global de Estado.

Tendo sido realizado mais de quatro vezes no Brasil, a última edição do FSM aconteceu em Túnis, na Tunísia, norte do continente africano, com participação da Associação Nacional de Pós-graduandos, entre 24 e 28 de março de 2015.

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A presidenta da ANPG, Tamara Naiz, fala durante a Assembléia da Juventude do FSM

A Assembléia da Juventude do FSM, realizada no dia 24 de março de 2015 na capital do país, contou com apenas uma entidade estudantil brasileira, sendo ela a ANPG. Durante a fala que emocionou estudantes de toda parte do mundo, a presidenta da ANPG, Tamara Naiz, pautou a luta dos estudantes brasileiros por mudanças significativas em nosso sistema educacional, como a luta pela destinação dos royalties do pré-sal pra educação ou a aprovação dos 10% do PIB para a educação no PNE em 2014. Além da discussão educacional, a presidenta destacou a luta por uma reforma política ampla com participação da diversidade da população brasileira, a luta pela paz no mundo e o apoio irrestrito à organização política, ao que foi ovacionada.

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Intervenção do diretor Gabriel Nascimento em mesa que discutiu participação democrática da sociedade civil

Durante todo o fórum, a presidenta da ANPG e o diretor Gabriel Nascimento fizeram intervenções, discutindo os problemas brasileiros e mundiais de organização social, pautando sempre as reformas democráticas que o Brasil necessita.

Da Redação

ANPG debate os cortes no orçamento e a luta pelos direitos dos pós-graduandos na UNICAMP

No dia 31 de abril pós-graduandos da UNICAMP se reuniram com os diretores da ANPG, Cristiano Junta e Luiz Fernando Ramos Lemos, para debater os cortes do orçamento e a campanha por mais direitos aos pós-graduandos.

Durante a reunião se avaliou que com os severos cortes no orçamento do governo estadual, que retirou mais de 200 milhões das universidades estaduais paulistas e os cortes já anunciados por Dilma no orçamento do governo federal, o atendimento das reivindicações dos pós-graduandos fica prejudicado, além de comprometer a qualidade geral do ensino e pesquisa no país.

Junta, vice-presidente da ANPG, afirmou “não é possível atender as reivindicações populares com esse ajuste brutal de 1,2% do PIB de superávit primário. Os pós-graduandos devem ter como objetivo se unificar na luta para derrotar o ajuste fiscal do Plano Levy, o ministro mãos de tesoura. Não foi para isso que o povo votou em Dilma, este é o programa que foi derrotado nas eleições de 26 de outubro.”

Luiz Fernando, diretor de Estaduais da ANPG, enfatizou a importância de se reforçar as organizações populares e, no caso da pós-graduação, as APGs e a ANPG. Na UNICAMP, os pós-graduandos tradicionalmente construíram APGs por programa de pós-graduação, entretanto, ainda há muitos programas que não contam com uma entidade.

O pós-graduando em Biologia, Thiago Seike, trouxe a ideia de que se criasse um mecanismo para cobrar dos programas de pós-graduação uma forma de coibir casos de abuso e assédio moral na categoria, com ouvidorias nas universidades para denunciar tais casos.

Marina Weyl Costa, pós-graduanda em Engenharia Mecânica da UNICAMP, disse que seria bom se em seu programa houvesse uma APG e, junto com outro estudante de seu programa, propôs fazer uma discussão com os pós-graduandos para construir a entidade.

Por fim, se encaminhou que a ANPG, em conjunto com as APGs da UNICAMP e pós-graduandos interessados, irá se empenhar no esforço de levar uma delegação representativa da UNICAMP na Caravana à Brasília nos dias 27, 28 e 29 de abril. Decidiu-se ainda fazer estudos sobre o impacto financeiro no orçamento da união para o atendimento das reivindicações dos pós-graduandos, como meio de demonstrar para o Governo Federal que é possível, sim, dar um reajuste nas bolsas e garantir mais direitos aos pós-graduandos.

Da Redação

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