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De 25 a 27 de outubro, Ouro Preto (MG) sediará o 39° Conselho Nacional de Associações de Pós-Graduandos (Conap), reunindo APGs e comissões pró-APG de todo o país para debater a proposta de Documento de Direitos dos Pós-Graduandos e Novo Estatuto da ANPG, além de convocar o XXIV Congresso Nacional de Pós-Graduandos. Esta edição do CONAP terá como tema: “A pós-graduação brasileira e os direitos dos pós-graduandos.” 

 
Como participar
 
Para participar, cada APG ou comissão pró-APG deve eleger um(a) delegado(a), que terá direito a voto no fórum. O(a) delegado(a) tem direito a um(a) suplente e apenas 2 observadores. Os representantes discentes que quiserem participar como observadores também podem se inscrever e devem comprovar essa condição.
 
Então, cada APG ou comissão pró-APG tem direito a:
1 delegado
1 suplente
2 observadores
 
Mais observadores, desde que sejam representantes discentes
 
Não tem APG? Monte uma!
 
Caso na sua universidade ainda não exista APG, construa uma! Basta divulgar a proposta de montar a APG, reunir os interessados e debater o Estatuto, as eleições, etc. Modelos de estatuto, ata de fundação e posse seguem anexos.
 
Montar uma APG é fácil! É exatamente como montar um C.A.!
 
– Organize uma reunião de Pós-Graduandos
– Dê a maior publicidade possível
– Discutam um estatuto para a Associação
– Escolham uma diretoria
– Façam uma ata de eleição e posse
 
Seguem anexos:
 
1) Regimento do 39° CONAP – rege todas as regras de funcionamento da atividade
 
2) Modelo de ata de fundação da comissão pró-APG – para o caso de fundação de comissão pró-APG
 
3) Modelo de Estatuto de APG – para o caso de fundação de APG
 
 
5) Ata Padrão de eleição de delegado(a) e suplente ao CONAP – válido para todos(as) os(as) delegados(as)

6) Regulamento do CONAP 

 
 
Eleição dos delegados
 
Para credenciar seus delegados, a APG ou comissão pró-APG deve estar FILIADA à ANPG. São apenas três passos:
 
1)     Preencha o formulário Online: 
 
2)     Pague a anuidade para a ANPG no valor de R$ 200,00 – Número da conta da Associação Nacional de Pós-Graduandos 6698-2 Ag. 4328-1, Banco do Brasil  (Obs: não esqueça de IMPRIMIR O COMPROVANTE).
 
3)     Envie o comprovante de pagamento junto com cópias dos documentos da entidade (ata de fundação e estatuto, ata de eleição, ata de posse) para o e-mail [email protected].
A eleição do(a) delegado(a) é simples. Basta realizar uma reunião da APG ou comissão pró-APG e definir quem será o(a) delegado(a) e o(a) suplente. Esta reunião deve ser registrada em ata padrão, que deve ser assinada pela maioria dos diretores da entidade.
 
Link da ATA PADRÃO

É a APG ou comissão pró-APG quem inscreve o delegado e suplente, para isso basta apenas enviar a ata de escolha do delegado e suplente preenchida, junto com os comprovantes de matricula para o email [email protected]. Lembre-se: antes de enviar a ata e os comprovantes de matrícula, a APG (ou comissão) deve estar FILIADA à ANPG.
 
Para retirar o crachá, o delegado deve comparecer ao credenciamento que será instalado em Ouro Preto nos dias do evento com seu documento de identidade, além de pagar a inscrição individual (delegados, suplentes e representantes discentes: R$ 75,00 / demais observadores: R$ 150,00). 
 
No caso de haver mais de uma APG na universidade, será considerada a APG geral. Caso não haja APG geral, todas as APGs podem se credenciar normalmente, conforme  Regimento.
 
Atenção!
 
Solicitem desde já passagens, inscrição e diárias em sua universidade!
 
Participe do CONAP e ajude a continuar a construção da história da ANPG, que já acumula 27 anos de ações em defesa da ciência e do Brasil!

Obs: A hospedagem está inclusa nos valores citados acima. Para a alimentação, o bandejão da universidade estará disponível para os inscritos e cobrará R$ 3,00 por refeição.  

Pesquisa aponta Universidade Aberta do Brasil como exemplo de política pública para formação docente

O sistema Universidade Aberta do Brasil (UAB), carro-chefe da parceria entre a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Ensino Superior (Capes) e as Instituições Públicas de Ensino Superior do país (Ipes) em prol da formação de professores no Brasil, foi o objeto de estudo dos professores Maria Renata da Cruz Duran, do Departamento de História da Universidade Estadual de Londrina (Uel) e Celso José da Costa, da Universidade Federal Fluminense (UFF). Eles analisaram o sistema UAB como estratégia de democratização e interiorização do ensino.

Para os pesquisadores, a análise mostrou que a UAB é um bom exemplo de política pública para formação docente. De acordo com eles, nessa área, na América Latina, é comum entender-se o governo federal como um grande líder de programas e procedimentos em escala nacional. "No caso do sistema UAB, uma das vantagens é que se agregam diferentes esforços em prol da formação docente, investindo em propostas emergentes no seio do ensino superior público brasileiro", explicou Maria Renata. Ainda segundo ela, o sistema investe numa descentralização gerencial que permite aos órgãos competentes no campo do ensino, instituições de ensino superior, o atendimento mais adequado de suas demandas. Com isso, as chances desse sistema ser mais eficaz em termos de política pública aumentam, e muito.

Com o título "Políticas Públicas de Formação Docente no Brasil: desenvolvimento do Sistema Universidade Aberta do Brasil e capacitação de coordenadores de polos das regiões Norte, Nordeste e Sul", o trabalho, realizado em 2011, foi um dos finalistas do Prêmio Péter Murányi 2013, na modalidade Educação.

Além da descentralização, os pesquisadores afirmam que o sistema universidade aberta do Brasil contribui para a promoção de um amplo processo de inclusão digital no país, colocando em pauta temas como a ética na sociedade do conhecimento e a diversificação na produção e licenciamento de recursos educacionais. O professor Celso José da Costa aponta que essa inclusão digital potencializa a capacidade de difusão internacional do conhecimento no Brasil. "Em rede, aquilo que se produz sobre o país e por brasileiros atinge território internacional, contribuindo para a disseminação de nossa cultura e para nossa integração em âmbito mundial.

De acordo com os pesquisadores a expectativa de trocas e de fusão da sociedade à universidade é grande, mas também muito difícil de ser implementada. "É importante, porém, escapar das armadilhas de programas prontos, universais ou homogeneizantes, na dependência de estruturas alheias ao campo da formação inicial, porque ressalta a necessidade de integrar formação inicial e continuada, de manter nossas políticas públicas a longo prazo e de maneira sustentável e de conferir novos significados e meios de atuação à formação superior no país e suas principais instituições" alertam.

A professora Maria Renata ressalta que a pesquisa prosseguirá "A riqueza dos resultados, certamente, irá se converter para uma melhoria da formação docente em nível nacional, objetivo que a pesquisa científica tem o dever de buscar atingir", afirma.

(Edna Ferreira / Jornal da Ciência)

 

Pesquisa foi realizada em 21 países, com o melhor resultado para a China

Matéria do Portal Uol

Uma pesquisa divulgada nesta quinta-feira (3) mostra que, entre 21 países, o Brasil fica em penúltimo lugar em relação ao respeito e à valorização dos seus professores. Para montar o Índice Global de Status de Professores, da Varkey GEMS, os estudiosos entrevistaram mil pessoas em cada um dos países.

 
De acordo com o estudo, os professores têm o melhor status na China e o pior, em Israel.
 
Em cada país, os pesquisadores analisaram se a profissão é muito procurada, qual é o status social dos professores e se os entrevistados acreditam que os alunos respeitam os docentes. Os dados foram reunidos em um índice e, em seguida, classificados.
 
Os países pesquisados foram: Brasil, China, República Tcheca, Egito, Finlândia, França, Alemanha, Grécia, Israel, Itália, Japão, Países Baixos, Nova Zelândia, Portugal, Turquia, Cingapura, Coreia do Sul, Espanha, Suíça, Reino Unido e Estados Unidos.
 
Os entrevistados responderam a perguntas sobre como o ensino se compara a outras profissões, se consideravam a remuneração dos professores justa, se encorajariam os seus filhos a se tornarem professores e o quanto achavam que os alunos respeitam os professores.
 
Eles também foram questionados sobre atitudes em relação a professores de ensino fundamental, professores de ensino médio e diretores de escola, assim como a atitudes em relação ao sistema de ensino.
 
Os estudiosos também questionaram sobre a remuneração e as condições de trabalho dos professores. Em 95% dos países, os pesquisados apoiam um salário maior para os professores em relação ao que ganham atualmente.
 
A pesquisa mostra que, entre os entrevistados, os brasileiros foram os que mais disseram que os professores tiveram influência em suas vidas.
 
Os brasileiros também disseram que apoiam salários mais altos para os professores e 88% acham que eles deveriam ser remunerados de acordo com o desempenho de seus alunos.
 
A desvalorização desses profissionais fica clara quando os entrevistados são perguntados se gostariam que seus filhos fossem professores: apenas 20% responderam que sim. Por outro lado, 45% dos pesquisadores disseram que não encorajariam seus filhos a se tornarem docentes.
 
Na China, que ficou em primeiro lugar no ranking, 50% dos pais encorajariam os seus filhos a serem professores, enquanto apenas 8% fariam o mesmo em Israel, último colocado entre os 21 países. Em geral, os países que mais respeitam os professores são aqueles que mais encorajam os seus filhos a terem essa profissão.
 
 

 

Edital com mil vagas para o Estados Unidos será lançado em novembro

O Ministério da Educação anunciou ontem (3) uma nova modalidade de bolsa do Programa Ciência sem Fronteiras, voltada para o mestrado profissional. O edital com mil vagas será lançado em novembro e os bolsistas iniciam o estudo no segundo semestre de 2014. Inicialmente, serão oferecidas vagas de mestrado profissional apenas em instituições nos Estados Unidos. Os cursos terão duração de um e dois anos e são mais voltados para o mercado de trabalho.

"É uma formação que não tem como objetivo fazer depois o curso de doutorado. É mais voltada para a produção. Então, isso ajuda muito a produtividade do país, o aumento da eficiência, a formação de alto nível", explicou o ministro da Educação, Aloizio Mercadante.

Os temas e áreas identificados como prioritárias para o mestrado profissional são engenharias e demais áreas tecnológicas; computação e tecnologias da informação; tecnologia aeroespacial; petróleo, gás e carvão mineral; energia; biotecnologia; nanotecnologia e novos materiais. O mestrado profissional soma-se às bolsas já concedidas pelo programa, que são de graduação, tecnólogo, doutorado e pós-doutorado.

O Ciência sem Fronteiras foi lançado em 2011 com a meta de chegar a 101 mil bolsas em 2014. Pode concorrer às bolsas de graduação quem fez o Enem e teve nota igual ou superior a 600 pontos. É preciso ainda ter domínio em língua inglesa.

A iniciativa privada é responsável por conceder 26 mil bolsas. O ministro disse que a participação do setor no Ciência sem Fronteiras está abaixo do esperado. Mercadante não informou a quantidade de bolsas já concedidas pela iniciativa privada, mas disse que deveriam ser cerca de 12 mil e o número está abaixo desse patamar. Na avaliação dele, a nova modalidade, mais voltada para a prática profissional, pode incentivar a participação das empresas.

(Yara Aquino / Agência Brasil)

 
O dia de ontem (1) no Rio de Janeiro foi marcado pela votação e aprovação do Plano de Carreira dos professores municipais do Rio de Janeiro na Câmara dos Vereadores

A Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro aprovou ontem (1º) o polêmico Plano de Cargos, Carreiras e Remunerações (PCCR) dos professores da rede municipal. Proibidos de entrar na casa por uma barreira policial, cerca de mil grevistas protestavam contra o projeto de lei do lado de fora da Câmara. Após o fim da votação, que terminou por volta das 19h, houve confronto entre os PMs do Batalhão de Choque e manifestantes. A polícia usou bombas de gás lacrimogêneo e spray de pimenta para dispersar a multidão.
 
Os professores entraram em greve no dia 8 de agosto. Eles querem, entre outras reivindicações, o reajuste de 19%, maior autonomia pedagógica e o fim dos bônus por meritocracia. O plano de cargos e salários apresentado pela prefeitura recebeu 35 votos a favor e três contra. Sete vereadores da oposição se retiraram antes do término da sessão, quando começou o embate mais violento entre policiais e manifestantes, e não votaram.
 
As principais críticas do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe) ao projeto de lei são a migração dos professores para o plano de 40 horas, a baixa valorização de mais formação e a polivalência, quando um docente especializado em uma disciplina passa a dar aulas de outras matérias. Além disso, os grevistas acreditam que o plano comtempla apenas 7% da categoria.
 
O prefeito do Rio, Eduardo Paes, defendeu o PCRR, ressaltando que nenhum profissional será forçado a aderir ao plano de 40 horas e que o regime de polivalência é experimental e não-obrigatório. Paes ainda afirmou que o reajuste exigido pelo Sepe é inviável para as contas da prefeitura, que já terão o impacto de mais de três bilhões com o aumento determinado por ele.
 
(Jornal da Ciência)


Vinícius Lisboa



Imagem: Agência Brasil 



Rio de Janeiro – A Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj) entregou ontem (5) as outorgas de Cientista do Nosso Estado e Jovem Cientista do Nosso Estado a 200 pesquisadores, com bolsas de 36 meses que somam recursos de R$ 18,360 milhões da Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia. O programa já beneficia mais de 500 cientistas, com doutorado concluído há pelo menos dez anos, e mais de 300 jovens cientistas, que concluíram o doutorado há menos de dez anos. Para os cientistas, a bolsa é de R$ 2,8 mil e para os jovens cientistas, R$ 2,1 mil.
 
"É muito difícil para um jovem doutor entrar na ciência. Nossas pesquisas são caras e demandam investimento muito grande. Quando o estado dá esse investimento, faz com que as pessoas consigam se destacar, consolidar novos grupos de pesquisa e nucleações. Isso é fundamental para a renovação da ciência e para o corpo de cientistas do estado", disse a jovem cientista Alessandra Matos, que obteve pela segunda vez a bolsa para estudar a reação dos hospedeiros a um tipo de pneumonia bacteriana.

Na cerimônia de entrega, o governador, Sérgio Cabral, e o presidente da Faperj, Ruy Garcia Marques, anunciaram que a antiga sede da Secretaria Estadual de Fazenda será transformada no Palácio da Ciência, futura sede da fundação e da Academia Brasileira de Ciência. O projeto está em avaliação pelo Tribunal de Contas do Estado e ainda será licitado.
 
O Edifício Sulamérica, de 1910, é assinado pelo arquiteto francês Joseph Gire, o mesmo que projetou o Copacabana Palace, o Hotel Glória e o Edifício A Noite, sede histórica da Rádio Nacional.
 
Edição: Denise Griesinger

(Agência Brasil) 

 


A ANPG se solidariza com o povo boliviano e concorda com o teor da carta

Na última semana de agosto, o Centro Acadêmico Guimarães Rosa (Relações Internacionais – USP) divulgou uma carta manifestando repúdio às declarações feitas pela professora Maristela Basso, livre-docente de Direito Internacional da Faculdade de Direito da USP, sobre a Bolívia durante o Jornal da Cultura. Em respeito aos cidadãos bolivianos, a ANPG apóia a iniciativa e concorda com o conteúdo da carta. 
 
Leia na íntegra: 
 
Nota de repúdio às declarações da Profª. Maristela Basso sobre a Bolívia
 
São Paulo, 31 de agosto de 2013
 
O Centro Acadêmico Guimarães Rosa (Relações Internacionais – USP) vem a público manifestar seu amplo repúdio e indignação em relação às declarações da Professora de Direito Internacional da USP, Maristela Basso, sobre a Bolívia e o povo boliviano. Comentarista política do telejornal da TV Cultura, a docente disse no programa do dia 29/8/2013:
 
“A Bolívia é insignificante em todas as perspectivas, (…) nós não temos nenhuma relação estratégica com a Bolívia, nós não temos nenhum interesse comercial com a Bolívia, os brasileiros não querem ir para a Bolívia, os bolivianos que vêm de lá e vêm tentando uma vida melhor aqui não contribuem para o desenvolvimento tecnológico, cultural, social, desenvolvimentista do Brasil.”
 
O fato de a Bolívia supostamente não ter relevância econômico-comercial para o Brasil e ser um país pobre não a torna menos merecedora de nosso mais profundo respeito. Da mesma forma, os imigrantes bolivianos que vêm ao Brasil “tentar uma vida melhor” e que de maneira geral sofrem com as intempéries do trabalho precário e da subcidadania merecem no mínimo a nossa solidariedade. 
 
Respeito e solidariedade foram conceitos que passaram longe da declaração professora Maristela Basso. É estarrecedora a tranquilidade e a naturalidade com a qual ela fez o seu comentário explicitamente degradante e xenofóbico em relação a um país vizinho.
 
A fala da professora expressa o mesmo desprezo que um brasileiro ou qualquer outro latino-americano poderia sofrer por parte dos países “desenvolvidos” – muitos dos quais, não por coincidência, nossos colonizadores. Desconheceria a docente que nós também compartilhamos de um passado colonial? Ou talvez isso simplesmente não importe quando supostamente não existem “interesses estratégicos e comerciais”, o que nos faz pensar sobre o lugar que ocupam as temáticas de paz e direitos humanos nos estudos e preocupações da professora.
 
O fato é que nós temos muito mais a ver com a Bolívia do que quer dar a entender a fala de Maristela Basso. Compartilhamos com este país vizinho e o resto da América Latina de um passado de brutal exploração. Uma exploração que começou com a colonização, mas que não acabou com ela e cujos efeitos ainda tentamos superar. Exploração que ainda predomina na mente colonial dos “países desenvolvidos”, ao inferiorizar tanto os governos quanto a população latino-americanos, incluindo o Brasil. Não podemos nos tornar iguais àqueles que nos subjugam.
 
Há razões históricas para a Bolívia ser pobre como é hoje em dia e para haver tantos imigrantes bolivianos se arriscando no Brasil. São as mesmas razões pelas quais em toda América Latina, incluindo o Brasil – como se sabe ainda um dos países mais desiguais do mundo – há tanta pobreza. Uma delas certamente é a obra histórica da uma elite que descolonizou o continente em proveito próprio, mas jamais para emancipar de fato o seu país e o seu povo. Elite que, afinal, pensava como o colonizador. E que falava como Maristela Basso fala. 
 
É, portanto, essa mentalidade negligente com o nosso passado e que subsidia com naturalidade a xenofobia o que de fato não contribui, em nenhuma perspectiva, para o nosso desenvolvimento. E é contra essa mentalidade – tão bem representada pela lamentável fala de Maristela Basso – que apresentamos todo nosso repúdio.
 
Com a mesma determinação, nos solidarizamos com a Bolívia, o povo boliviano e os imigrantes que aqui vivem e convidamos a todas as entidades interessadas a assinar e divulgar essa nota.
 
Atenciosamente,

Centro Acadêmico Guimarães Rosa


Presidentes da SBPC, ABC e Andifes assinam carta abrindo debate sobre modelo de fomento para inovação 


Os presidentes da SBPC, Helena Nader, da ABC, Jacob Palis, e da Andifes, Jesualdo Pereira Farias, assinam documento, no qual falam do papel da Finep no financiamento da ciência e tecnologia e conclamam as autoridades competentes para um debate mais aprofundado para o aperfeiçoamento do modelo de fomento para inovação.
 
Leia a íntegra da carta no endereço: http://sbpcnet.org.br/site/arquivos/carta_a_finep.pdf
 
(Jornal da Ciência)
 
 


USC assinou acordo com a Capes nesta quinta-feira. Selecionados serão recebidos pela universidade sediada em Los Angeles a partir de agosto de 2014

A Universidade do Sul da Califórnia (USC), sediada em Los Angeles, assinou, na tarde desta quinta-feira, um acordo com a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) para a concessão de bolsas de doutorado a brasileiros. Os valores pagos aos bolsistas podem chegar US$ 50 mil por ano, custeados pelo governo federal e pela própria universidade. O pacto terá duração de 5 anos, podendo ser prorrogado por outros cinco e não há teto para o número de pesquisadores a serem admitidos.

As oportunidades valem para as 18 faculdades da instituição, que envolvem mais de 90 centros de pesquisa e transitam entre áreas como tecnologia, saúde e arte. Para participar, os candidatos precisam produzir um projeto, sob orientação de um professor da USC, e submetê-lo à aprovação pela própria instituição. Uma vez aprovado, o aluno entra com o pedido de liberação da bolsa junto à Capes. O Brasil é o quarto país a firmar esse tipo de acordo com a universidade, atrás de Taiwan, Chile, México e China.

De acordo com o vice-reitor de Iniciativas Globais da USC, Anthony Bailey, que foi a Brasília assinar o acordo com o presidente da Capes, Jorge Almeida Guimarães, o grande diferencial da parceria é o nível da bolsa. Trata-se do "Global Fellowship Program", que é o mais alto incentivo oferecido pela instituição. Entre os benefícios estão o pagamento de duas passagens de ida e volta, a cobertura de estadia de filhos e cônjuges e auxílio-acomodação. A ideia é que os primeiros contemplados comecem a estudar em agosto do ano que vem.

Sobre o interesse pelos brasileiros, Anthony explicou, em entrevista ao GLOBO, que a universidade vê com bons olhos a criatividade das pessoas que vivem no país:

– As soluções para o futuro tendem a vir de pessoas criativas. E os brasileiros veem o mundo de uma forma bem ampla. São abertos a enxergar as coisas de formas diferentes. Além disso, eles se relacionam muito bem com as outras pessoas, o que ajuda na comunicação. Afinal, uma boa pesquisa tem que ser bem comunicada – disse.

A vice-presidente de Admissões e Planejamento da instituição, Katherine Harrington, também visitou o Brasil, e comentou que, acima de tudo, a instituição busca estudantes e pesquisadores de alto nível.

– Queremos pessoas muito qualificadas academicamente e interessadas em fazer pesquisas independentes. Também esperamos que não meçam esforços em contribuir com novos conhecimentos para o futuro, mas que não estejam interessados apenas em obter este conhecimento. É preciso levá-lo a novos lugares – definiu.

Interdisciplinaridade

Referência mundial em áreas como medicina esportiva, atletismo e desenvolvimento de games, a universidade também é famosa por abrigar a melhor faculdade de Cinema do mundo. No meio de toda essa diversidade, um dos pilares da instituição é justamente convergir as diferentes áreas do conhecimento em busca de um ensino interdisciplinar. Para Katherine, este deve ser o mote das universidades:

– Acho que as universidades têm que trabalhar para resolver problemas reais, os quais não envolvem exigências de uma única área. Nós pensamos em soluções para problemas complexos, como guerras, pesquisas de sustentabilidade e fome, que envolvem múltiplas dimensões. Por isso, precisamos convergir muitas áreas do conhecimento para conseguir resolvê-los. Não podemos ficar fechados em áreas específicas.

O intercâmbio de estudantes, na opinião dela, tem tudo a ver com isso. Através destes programas, é possível chegar uma rede criativa de pessoas que podem aprender umas com as outras. A USC, inclusive, é a universidade norte-americana que mais recebe alunos internacionais. Atualmente são mais de 8.000 alunos provenientes de 115 países.

– Sabemos que os líderes do futuro atuarão em cidades globais, e não cidades da China ou do Brasil. E intercâmbios, como este que estamos firmando parceria com a Capes, expõem os contemplados a professores e estudantes de todas as partes do mundo.

A relação do Brasil com a instituição vem sendo construída há algumas décadas. Desde a década de 1950, jé exite uma parceria com a Fundação Getúlio Vargas e, no início deste ano, a universidade abriu em São Paulo seu primeiro escritório na América Latina. Em agosto, a USC também formalizou uma parceria com a Universidade Federal de São Paulo, para o uso de células-tronco no tratamento da cegueira provocada pela idade avançada.

(Eduardo Vanini/O Globo)

 
 
O estudante maranhense de engenharia mecânica participa da construção e análise de um modelo de jato executivo na Coreia do Sul

Bolsista de graduação sanduíche em engenharia mecânica da Hanyang University, localizada na Coreia do Sul, João Luis de Meneses Barros é estudante da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA) e conseguiu uma oportunidade de estágio no Applied Aerodynamics Laboratory (AEROLAB), Laboratório de Aerodinâmica da Hanyang University. Anteriormente, o aluno já havia participado de estágio na STX Corporation (Divisão de Plantas e Máquinas) e também foi voluntário na UNESCO, apresentando projeto sobre a realidade brasileira em colégios coreanos por meio do Programa de Conscientização Cultural (Cross Cultural Awareness Programme).
 
Com duração de dois meses, o estágio foi realizado em um laboratório e o estudante participou principalmente da fase do projeto conceitual de aeronaves. "O projeto trata-se de um conceito de aeronave não-convencional que os cientistas acreditam ser o modelo promissor nas próximas gerações de aeronaves, mas hoje encontramos basicamente apenas modelos em fase de testes. A configuração chama-se Blended Wing-Body (comumente conhecido como BWB), em que o corpo e a asa da aeronave tem formatos aerodinâmicos semelhantes, agindo em conjunto para gerar força de sustentação de voo. Pesquisas neste seguimento apontam que aeronaves comerciais desse modelo poderiam comportar de 450 a 800 passageiros, sendo em média 20% mais econômicas em combustível do que aeronaves convencionais de mesma classe", explica o aluno.
 
O Estágio – Segundo o estudante, ele participa da construção e análise de um modelo de jato executivo, com capacidade de 14 a 19 pessoas. Devido a este conceito ser bem menor que os primeiros protótipos neste seguimento, o estudante ressalta que o projeto acaba se tornando bastante delicado, em que a viabilidade ainda está em estudo. "No estágio, fiquei responsável por fazer um levantamento de dados de aeronaves tradicionais da mesma classe, fazer estudo de estimativa de peso que a aeronave teria para decolagem, bem como o estudo de aerofólios (design que dá forma aerodinâmica à aeronave, fazendo-a gerar força de sustentação) para condição de voos transônicos. Acompanhei as simulações mais complexas que meus superiores faziam, que é a parte que mais consome tempo, devido à enorme capacidade computacional requerida", relata João.
 
Resultados – João destaca que o estágio neste laboratório foi uma excelente oportunidade de acompanhar de perto o início de um projeto de uma aeronave real, que encerra em si todas as competências em engenharia, e a mais alta tecnologia disponível no mercado. "Esta experiência foi uma ampliação dos horizontes de potencialidade do setor. Fiquei bastante feliz pelo feedback positivo dos meus superiores, principalmente pela minha adaptação à cultura de trabalho e vivência coreana, o que me rendeu um convite para estudar o nível de Mestrado e PhD em Aeronáutica pelo laboratório", destaca o bolsista.
 
O Laboratório – Sob coordenação do professor PhD Jin-Soo Cho, presidente da Sociedade Aeroespacial da Coreia do Sul e um dos mais importantes pesquisadores do país, o Applied Aerodynamics Laboratory é mantido na Hanyang University e tem como foco de pesquisa o projeto conceitual e preliminar de aeronaves de asa fixa, helicópteros, turbo máquinas e demais sistemas que façam uso de análise de Dinâmica de Fluidos.
 
Este faz parte de uma rede de laboratórios de pesquisa diretamente ligados à Korean Aerospace Industries (KAI), a equivalente da Embraer, e com faturamento de US$ 1,9 bilhão em 2012. Reconhecido como "Laboratório de Excelência" pela companhia coreana, participou de projetos tal como o desenvolvimento do caça supersônico de treinamento T-50.
 
(Assessoria de Comunicação do CNPq)


(Jornal da Ciência)