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Foi prorrogado prazo para submissão de trabalhos para o IX Congresso Latino-Americano Interdisciplinar do Adolescente – CLIOA, para 12/04. Cada autor pode inscrever até três trabalhos através do endereço http://inf.ufrgs.br/clioa/.

O evento é bianual e acontecerá durante os dias 11, 12 e 13 de junho, em Porto Alegre, sendo realizado pela UFRGS e com patrocínio da ANPG, CNPq e apoio da SBPC. Com o tema “Adolescentes e Jovens: múltiplas realidades, múltiplos olhares”, o congresso contará com mesas redondas, apresentações de trabalhos (oral e em pôster), conferências, sessões culturais e relatos de adolescentes e jovens das mais diversas áreas, bem como de alunos da educação básica, graduação e, também, pós-graduandos.
Nessa edição, a presidenta da ANPG, Tamara Naiz, participará na mesa “O papel da divulgação científica na formação de jovens e adolescentes”, que será moderada pela Profa Dra Nádya Pesce da Silveira, presidente da FAPERGS, e terá a presença do Prof. Dr Alberto Passos Guimarães Filho, Físico Pesquisador Titular do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas, da jornalista e professora do Departamento de Comunicação Social da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Prof. Dra Isaltina Maria de Azevedo Mello Gomes, e o Prof Dr Sigmar de Mello Rode, presidente da Associação Brasileira de Editores Científicos (ABEC/Brasil).

No mesmo evento haverá a Mostra Educacional de Tecnologias Educacionais para o Adolescente (META), que tem como focos temáticas de pesquisa e discussões sobre jovens e adolescentes em perspectivas trans, inter e multidisciplinares, e a mostra científica do CLIOA.

Mais informações podem ser encontradas no site http://inf.ufrgs.br/clioa/inscricoes.php .

Da Redação

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Inscrições abertas para o IX CLIOA

No discurso da cerimônia de posse, Luis Manuel Rebelo Fernandes afirmou que poderá “negociar com a área econômica do Governo um descontingenciamento progressivo dos recursos do FNDCT que ainda existem”

Com uma plateia em torno de 800 pessoas, a cerimônia de posse do cientista político Luis Manuel Rebelo Fernandes como o novo presidente da Finep, realizada segunda-feira, 23, na sede da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), reuniu os principais nomes do cenário político e acadêmico da Ciência, Tecnologia e Inovação do País.

Fernandes, que foi presidente da financiadora entre 2007 e 2011 e sucede ao professor Glauco Arbix no cargo, enalteceu em seu discurso que o principal desafio é tornar o investimento governamental em P&D mais eficiente e eficaz na promoção e alavancagem de investimentos empresariais em inovação. O novo presidente da Finep arrancou aplausos da plateia ao afirmar que não há, no mundo, uma instituição que opere instrumentos e mecanismos tão abrangentes no fomento de pesquisa científica e tecnológica e na promoção da inovação como a Finep.

Segundo Fernandes, é preciso preservar a capacidade singular da financiadora de operar programas e instrumentos em toda a cadeia de geração de conhecimento e em toda a cadeia de inovação. Sem perder o foco em ações estratégicas, estruturadas e de impacto para o desenvolvimento do Brasil. Ele pontuou ainda que é preciso consolidar e aprofundar o papel da Finep como instituição financeira.

“A Finep não pode aceitar que a sua atuação fique confinada a apenas uma ponta dessas cadeias, ou concentrada em um único instrumento. Isso não só frustraria a realização da sua missão institucional como privaria o Brasil do contributo de uma agência com capacidade singular de promover e disseminar a inovação no país”, ressaltou.

Ele destacou ainda que o desafio de integrar as áreas de pesquisa com a indústria não é novo. De acordo com Fernandes, o tema já estava no centro da política industrial de 2004, chamada Política Tecnológica de Comércio Exterior.

“Não é uma tarefa fácil porque é preciso transformar mentalidades, seja em universidades e institutos de ciência e tecnologia ou dentro das próprias empresas. Boa parte das empresas encara a inovação como um gasto supérfluo que prejudicará a sua sobrevivência, ao invés de ser o motor fundamental da promoção da sua competitividade. Isso é um longo processo, mas contamos com parcerias importantes para levar essa visão adiante, como o MEI (Mobilização Empresarial pela a Inovação)”, comentou.

Na visão de Fernandes, dentro das próprias universidades é crescente o entendimento da necessidade da interação com o mercado. Mas, além da mudança cultural, ele afirmou que a Finep, como agência de fomento, tem como principal desafio tornar mais efetivos os investimentos.

“Isso implica ter mais foco estratégico nas ações, garantir captação de recursos que permitam integrar recursos associando subvenção a crédito, mobilizando capacidades instaladas nas universidades e nos institutos de Ciência e Tecnologia, para atender a demanda de desenvolvimento tecnológico das empresas”.

Recuperação do FNDCT

Para o novo presidente da Finep, a estratégia é o foco em resultados no combate  à dispersão de investimentos. “Isso seria o correto e o necessário em qualquer momento, ainda mais agora, quando vivemos uma era de restrição por conta das medidas de ajuste fiscal”, reforçou.

Outro ponto relevante do discurso de posse foi a recomposição da capacidade de investimento do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). Ele observou que há ações imediatas no sentido de recuperar a arrecadação para a área de Ciência e Tecnologia.

“Podemos negociar com a área econômica do Governo um descontingenciamento progressivo dos recursos do FNDCT que ainda existem. É possível acertar, no âmbito da governança do sistema nacional de Ciência e Tecnologia, a retirada de ações orçamentárias ordinárias da administração direta que vêm sendo bancadas pelo FNDCT .Isso independe de mudanças legislativas, depende de compreensão em relação ao papel do fundo”, detalhou.

Fernandes pontuou ainda que há grandes esperanças com relação à regulamentação do fundo do Pré-Sal, também destacado no discurso do ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Aldo Rebelo. “Talvez possamos garantir uma nova fonte importante de arrecadação de recursos ou para o FNDCT, que é o mais desejado, pois o fundo já existe com mecanismos de financiamentos já estabelecidos ou constituindo um novo fundo voltado para o apoio da CT e Inovação”, afirmou Fernandes.

Segundo o novo presidente da Finep, o momento atual é semelhante ao início da década passada. Ele lembrou que, por coincidência o secretário do Tesouro era o atual ministro da Fazenda, Joaquim Levy. “Tivemos muito sucesso em negociar com a equipe econômica, incluindo Levy. Temos que manter essa visão de participação solidária no esforço de ajuste, mas combinado com uma liberação progressiva de recursos para a área de Ciência, Tecnologia e Inovação”, disse.

Estiveram presentes ao evento o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Aldo Rebelo; o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes; além dos ex-ministros do MCTI Roberto Amaral e Marco Antonio Raupp e do presidente da Firjan, Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira. O professor Otávio Velho, presidente de Honra da SBPC, também estava presente.

Amante de futebol e torcedor assumido do Vasco da Gama, Fernandes contou com o apoio de Eurico Miranda, presidente do Vasco da Gama, que fez questão de comparecer à posse. E, não por acaso, em seu discurso, Aldo Rebelo comentou que a nova gestão de Fernandes na Finep vai ser tão iluminada quanto a passagem do jogador Ademir Marques no Vasco da Gama, no final da década de 1940.

Veja o discurso na íntegra em: http://www.sbpcnet.com.br/site/arquivos/arquivo_415.pdf

Fonte: Jornal da Ciência

A reitoria da UFSCar abriu uma sindicância para investigar o assedio possivelmente sofrido por Thais Moya, ex-doutoranda da Universidade, pelo seu antigo orientador em 2010 e 2011. Thais relatou os episódios durante uma pesquisa supostamente sigilosa feita pela IES, destinada aos pós-graduandos, e que foi divulgada entre alunos e professores. O caso ganhou notoriedade pública após a doutoranda relatar o assédio sofrido em sua página do Facebook, juntamente com uma foto sua de cabelos raspados, em protesto. “Depois de muito pensar e ponderar, decidi raspar meus cabelos e publicar meu protesto em minha página do facebook, pois estava evidente, para mim, que as vias oficiais não funcionam, pelo contrário, nos casos relatados foram válvulas de ação do corporativismo presente em algumas esferas de nossa universidade”, disse a pós-graduanda à ANPG.

A comissão de sindicância, que foi aberta após uma Comissão de Averiguação ter sido criada em 2014, terá 60 dias para concluir os trabalhos, sendo que a expectativa de divulgação dos resultados é em meados de maio. A Averiguação encaminhou os resultados preliminares das investigações no dia 6 de março. A universidade afirma, em nota, que a comissão sugeriu que seja mantido o caráter sigiloso da investigação, “por se tratar de informações pessoais – ou seja, relativas à “vida privada, honra e imagem” das pessoas”.

Thais Moya relatou, em seu perfil no Facebook e para a ANPG, o que a levou a denunciar os abusos: “Eu vi nessa pesquisa a oportunidade de relatar institucionalmente, de modo seguro e sem possíveis retaliações, duas situações de abuso de professor contra estudantes. Uma situação na qual eu fui agarrada e beijada pelo meu professor e ex-orientador em duas ocasiões sem o meu consentimento e que, desde então, o mesmo progressivamente retirou-me dos projetos que ele coordena, além de dificultar meu desenvolvimento acadêmico. E outra situação que eu testemunhei de outro professor do Programa humilhar, durante dias, seu ex-orientando por meio da página do grupo de estudo (CIS, atual Quereres) no facebook e e-mails. Diante de permanente e injustificável perseguição pública, eu, na mesma página do facebook, me posicionei criticamente a tal postura. Desde meu posicionamento, o referido professor – que antes me elogiava publicamente, além de termos tido freqüentes parcerias de trabalho – passou a me tratar friamente e com desprezo”, afirma.

Essa sindicância acontece depois da grande repercussão do caso de Thais e da cobrança firme e insistente dos pós graduandos envolvidos. A ANPG continuará acompanhando esse caso e pressionando para que uma resolução justa se dê o mais rápido possível.

Documento de Direitos dos Pós-Graduandos

Da Redação com informações do R7 

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ANPG lançou, em setembro de 2014, a Campanha por Mais Direitos para as Pós-Graduandas e para os Pós-Graduandos, baseada no Documento de Direitos e Deveres, aprovado no 24º CNPG. O documento foi elaborado a partir das dificuldades e potencialidades locais vivenciadas para o desenvolvimento científico do país e destinado a regular direitos e deveres dos pós-graduandos matriculados em Instituições de Ensino Superior públicas e privadas brasileiras, nas modalidades lato e stricto sensu. Dentre as pautas da Campanha, está a 13ª bolsa de pesquisa, a taxa de bancada, o financiamento de eventos científicos, a tradução e publicação de trabalhos acadêmicos, e o auxílio defesa.

A ANPG entende o pós-graduando como, além de um estudante, um trabalhador, pois exerce uma atividade produtiva laboral ao mesmo tempo que está em processo de formação educacional. Além disso, uma vez que esse não pode, muitas vezes, ter vínculo empregatício, o pós-graduando tem na sua atividade de pesquisa a sua principal ou única ocupação. Sendo assim, o pós-graduando é um híbrido entre estudante e trabalhador e por diversas vezes depende da bolsa de pesquisa para seu sustento. A partir dessa ótica, os pós-graduandos devem receber seus direitos trabalhistas, como a 13ª bolsa.

O eixo de melhores condições de pesquisa é muito complexo, pois envolve várias situações que requerem medidas diferentes. A primeira situação que precisamos destacar é aquela que envolve atividades que, por sua natureza, apresentam algum nível de perigo à saúde do pós-graduando. Nessas, é preciso que discutamos como implantar adicional insalubridade, bem como Equipamento de Proteção Individual (EPI).

Esse direito é consagrado na legislação brasileira mediante avaliação pericial de risco em situações reais e se reproduz com freqüência em laboratórios, onde a presença de agentes químicos, tóxicos, radioativos, corrosivos ou explosivos colocam em risco a saúde do pós-graduando.

Ainda falando em saúde, é preciso regulamentar o afastamento por motivo de saúde para o pós-graduando que, uma vez doente, não conta com o apoio do sistema nacional de seguridade (INSS). Especialmente, em tempos de alta produtividade, como o que vivemos, é comum que a pressão pela produção acadêmica provoque muitas doenças nos pós-graduandos, especialmente doenças psicológicas. Nesses casos, não se conta com o apoio de nenhum órgão oficial e tão pouco é comum se dar relevância ou humanidade a esse problema, mesmo frente a número que demonstram grande recorrência do problema. No caso da perda de bolsa, que pode significar a perda do próprio sustento, agrava-se ainda mais a situação.

Outros direitos já consagrados aos trabalhadores brasileiros também faltam à categoria. Não são poucas as situações em que pós-graduandos ficam responsáveis por experimentos laboratoriais que não são interrompidos com as atividades letivas, fazendo com que o mesmo não tenha direito efetivo às férias. Na mesma categoria, podemos encarar o 13º salário. Na opinião da ANPG, a bolsa, mais do que auxilio à pesquisa, deve ser encarada como a única forma de sustento para o pós-graduando que, para recebê-la, assina contrato de exclusividade e fica impedido de exercer sua profissão. Alem disso, é preciso destacar, a pesquisa desenvolvida pelo pesquisador não é de interesse só dele.

Nesse sentido, os gastos com a divulgação dos seus resultados, parciais ou totais, não podem concorrer com seu sustento e, portanto, não devem ser descontadas da bolsa. Algumas modalidades de bolsa mais completas já possuem taxa de bancada (um recurso a ser recebido mensalmente, junto à bolsa, pelo pós-graduando de programa stricto sensu para custear suas atividades acadêmicas, valor adicional utilizado para compra de equipamentos e suprimentos a pesquisa), financiamento para participação em congressos, bem como para tradução e publicação em revistas “qualizadas” de língua estrangeira, exigência de muitos programas. Também nessa seara, podemos falar sobre o auxílio defesa, tendo em vista que os custos para impressão, encadernação e formação da banca, como viagens e hospedagens dos examinadores, muitas vezes precisa ser bancada pelo próprio pesquisador.

A Campanha por mais Direitos para as Pós-Graduandas e para os Pós-Graduandos defende também as seguintes pautas:

– Assistência Estudantil: direito à moradia universitária, bandejão, atenção à saúde, passe-livre estudantil;
– Melhoria nas relações acadêmicas: Combate ao assédio moral e sexual, orientação e atenção periódica, direito à representação discente;
– Mais verbas para Ciência e Tecnologia: Investimento de 2% do PIB brasileiro em C,T&I, Destinação dos royalties do minério para C,T&I no novo Código Mineral, Lei federal que componha os recursos do FNDCT, Aporte de recursos a cada novo projeto e programa, para que as ações correntes não sejam prejudicadas.

Participe conosco da Campanha!

Nos dias 27, 28 e 29 de abril, a ANPG e o movimento nacional dos pós-graduandos vão à Brasília por Mais Direitos para os pesquisadores do Brasil. A Caravana realizará manifestações e blitz no Congresso Nacional, pedindo apoio aos parlamentares sobre as pautas por mais direitos. Além disso, a entidade pedirá audiência com os ministros do MCTI e MEC para apresentar as pautas da Campanha.

A Associação também promoverá, durante esse período, o Seminário Nacional de Assistência Estudantil: Políticas, Direitos e Perspectivas para a Pós-Graduação, que será realizado na Universidade de Brasília (UnB) durante o período da Caravana.

Divulgue a agenda de mobilização da sua instituição através do e-mail: [email protected]

>>Veja o Documento de Direitos e Deveres dos Pós-Graduandos

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No dia 20 de março (sexta-feira) cerca de 20 estudantes da pós-graduação da UNESP de Assis-SP se reuniram com a presença de Gabriel Mendoza, Diretor de Relações Internacionais da ANPG, para discutir a Campanha por Direitos e a necessidade de organização na pós-graduação.

Durante a atividade foi ressaltado o momento particular por que passa o país, com medidas de ajuste fiscal promovidas pelo Ministro da Fazenda Joaquim Levy e a situação particular das universidades estaduais paulistas com cortes anunciados, contratações inferiores ao necessário e ampliação da utilização de recursos próprios.

Nas falas dos pós-graduandos e pós-graduandas, ficou evidente a necessidade de se organizar para fazer avançar a luta por direitos, mesmo na difícil conjuntura que se apresenta. Por isso mesmo foi decidido a construção da comissão Pró-APG da UNESP/Assis.

“Os pós-graduandos estão se organizando para dizer ao governo federal que não foi para realizar essas medidas de ajuste que Dilma foi eleita, mas para que garanta mais conquistas para a nação, e para nós é mais que necessário o reajuste imediato das bolsas e a adoção da carta de direitos pela CAPES e CNPq, a começar por previdência, 13ª bolsa e taxa de bancada. E é com esse conteúdo que nos preparamos para ir à Brasília na Caravana por mais direitos da ANPG” defende Gabriel Mendoza.

A Caravana à Brasília, foi aprovada pela Diretoria da ANPG para os dias 27 à 30 de abril, em conjunto com o Seminário de Assistência Estudantil, a ser realizado na UnB.

Para mais informações sobre como construir a Associação de Pós-Graduandos acesse: Cartilha de APGs

Da Redação

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No dia 18 de março, a convite do Diretório Central dos Estudantes da UEM, o diretor da ANPG, Gabriel Mendoza, esteve na Universidade Estadual de Maringá (PR), para discutir a “A luta dos pós-graduandos e a crise das universidades públicas paranaenses”.
Com a presença de dezenas de estudantes da graduação e da pós, o debate passou por momentos de elencar a importância da pós-graduação no Brasil, bem como os avanços conquistados no último período. Mas também discutiu-se a necessidade de fazer frear os projetos de ajuste fiscal desde o governo federal e no governo do estado do Paraná – onde a situação é mais grave e já comprometeu o início do ano letivo -, o que motivou a greve dos servidores públicos do Estado, que impôs uma primeira derrota ao governo de Beto Richa (PSDB).
Durante o debate na UEM, a reivindicação contra os planos de ajustes fiscal, se somou a necessária luta pelo reajuste das bolsas e pelos direitos dos pós-graduandos, impulsionando a refundação da APG-UEM.
“Saímos de lá com o compromisso de refundar a APG contando com o apoio do DCE”, afirmou Gabriel Mendoza, e seguiu dizendo que “é mais um passo na construção da Caravana da ANPG à Brasília em abril para exigir da presidente Dilma – que ajudamos a eleger – que a prioridade deve ser reajuste das bolsas e os direitos dos pós-graduandos, e não agenda daqueles que foram derrotados nas urnas”.

Da Redação

Projeto com a mesma proposição já havia sido apresentado em anos anteriores, mas vetado

Dep Fabio Novo (Foto: Divulgação)
Dep Fabio Novo (Foto: Divulgação)

Em pronunciamento nesta quinta-feira (19), na Assembleia Legislativa do Piauí, o deputado Fábio Novo (PT) pediu o apoio dos parlamentares na aprovação do Projeto de Lei 33/2015, de sua autoria, que trata sobre a admissão, no Piauí, de diplomas de pós-graduação concluídos nos países do Mercado Comum do Sul (Mercosul).

De acordo com o Projeto de Lei, devem ser revalidados ou admitidos os títulos de pós-graduação – de cursos de especialização com carga horária presencial não inferior a 360 horas, bem como mestrados e doutorados – cursados nos países que compõem o Mercosul: Argentina, Paraguai, Uruguai, Venezuela, além do Brasil.

Projeto com a mesma proposição já havia sido apresentado em anos anteriores por Fábio Novo – inclusive obtendo aprovação da Assembleia, sendo, no entanto, vetado pelo Governo do Estado. Novo busca, agora, retomar o debate sobre o Projeto e propôs que seja realizada audiência pública para debater a matéria.

“Muitos estados brasileiros tomaram como base nosso Projeto e adotaram a medida, como Rondônia e Minas Gerais. O Piauí deixou de ser vanguardista ao perder a oportunidade de garantir esse direito justo aos cidadãos piauienses que se sacrificam para estudar em outros países e retornam para cá querendo colaborar com mais conhecimento para o nosso desenvolvimento”, pontua.

Fonte: Capital Teresina

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Na última terça-feira (17), em Ilhéus (BA), aconteceu uma assembléia que deliberou a criação de uma comissão pró-APG para a Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC). Estiveram presentes 15 pós-graduandos lato e stricto senso da universidade. A ANPG esteve representada pelo Vice-Presidente Regional Centro-Oeste e pós-graduando pela UnB, Gabriel Nascimento. A próxima assembléia acontecerá em 16 de abril, em um dos auditórios da própria Instituição, e definirá a diretoria, além de aprovarar o estatuto da Associação de Pós-Graduandos da universidade.

“Ainda que a assembléia do dia 17 não tenha conseguido já votar o estatuto e instaurar a APG da UESC, foi o primeiro passo para criar a associação. Nesse primeiro passo conseguimos mobilizar estudantes, e envolver alguns dos coordenadores dos programas como apoio. Conseguimos que os estudantes de pós-graduação da UESC saibam da existência e da importância de uma APG para o fortalecimento do movimento. Nesse um mês até a próxima assembléia trabalharemos na construção do estatuto de forma que o documento contemple ao máximo as necessidades dos pós-graduandos, além de divulgar a assembléia que acontecerá no dia 16 para que o comparecimento seja ainda mais significativo e representativo dos estudantes de pós graduação da IES”, afirma Vinícius Vita Gorender, pós-graduando em Letras e membro da comissão pró-APG da UESC.

Da Redação

A Associação Nacional de Pós-Graduandos tem acompanhado, desde o início, o caso da pós-graduanda Thais Moya, da UFSCar, que relata ter sofrido abusos por parte de seu orientador.

Para entender o caso, leia na íntegra o relato de Thais:

“No dia 28 de maio de 2014, a Coordenação do Programa de Pós Graduação em Sociologia enviou um e-mail com um link para os discentes realizarem “uma pesquisa de opinião sobre o desempenho do PPGS-UFSCar em vários quesitos.” (Coordenação do PPGS- UFSCar, 2014) Na mesma mensagem havia as seguintes orientações acerca do objetivo e privacidade da pesquisa:

A opinião dos discentes é muito importante para a avaliação interna e o planejamento de ações. […] Este link está vinculado, de maneira exclusiva, a esta pesquisa e ao seu endereço de email, apenas para assegurarmos que não serão respondidas por pessoas alheias ao corpo discente. […] Os respondentes não são identificados, as respostas aos questionários não ficarão vinculadas ao email, o que assegura o anonimato das respostas. (Coordenação do PPGS-UFSCar, 2014)

Eu vi nessa pesquisa a oportunidade de relatar institucionalmente, de modo seguro e sem possíveis retaliações, duas situações de abuso de professor contra estudantes. Uma situação na qual eu fui agarrada e beijada pelo meu professor e ex-orientador em duas ocasiões sem o meu consentimento e que, desde então, o mesmo progressivamente retirou-me dos projetos que ele coordena, além de dificultar meu desenvolvimento acadêmico. E outra situação que eu testemunhei de outro professor do Programa humilhar, durante dias, seu ex-orientando por meio da página do grupo de estudo (CIS, atual Quereres) nofacebook e e-mails. Diante de permanente e injustificável perseguição pública, eu, na mesma página do facebook, me posicionei criticamente a tal postura. Desde meu posicionamento, o referido professor – que antes me elogiava publicamente, além de termos tido freqüentes parcerias de trabalho – passou a me tratar friamente e com desprezo.

Embora a pesquisa tenha sido apresentada como anônima, todas as respostas foram divulgadas, por e-mail, ao corpo discente no dia 14 de outubro de 2014. No mesmo dia, a coordenadora do Programa, em reunião previamente marcada com o corpo discente, afirmou – sem explicação – que havia desconsiderado os dados de estudantes matriculados antes de 2010, que os resultados da pesquisa foram bons e que a única demanda dos estudantes era por mais verba/bolsas.

Diante dos relatos publicizados e da afirmação da coordenadora, um grupo de estudantes do Programa que havia lido as respostas da pesquisa na íntegra, se mobilizou, reuniu, procurou orientação da APG, compartilhou – via e-mail – as deliberações ao corpo discente e elaborou uma carta à Coordenação de Pós Graduação (CPG) do Programa, entregue no dia 26 de novembro de 2014, com apoio da Associação de Pós Graduandos – APG-UFSCar.

Desde que a carta citada foi entregue à CPG os estudantes envolvidos com sua elaboração foram abordados, alguns pressionados, por seus orientadores, tanto nas dependências da universidade, como em bares e afins, quanto por mensagens de e-mail. Como, por exemplo, a coordenadora do Programa que postou nofacebook que os estudantes estão criminalizando a “expressão sensual”.

No dia 10 de dezembro de 2014, houve uma reunião, previamente marcada pelo corpo docente com os estudantes, da qual dois representantes da APG foram retirados e, em seguida, a palavra foi dada a uma professora, que falou em nome de todo o corpo docente.

A mesma desenvolveu argumentos de que o Programa estava sangrando nacional e internacionalmente, que dois professores, que são o coração [sic] e o diferencial do PPGS estavam passando por um processo de morte social, por meio de uma “onda denuncista” e fascista que também está ocorrendo em outras universidades. Disse que as denúncias eram anônimas, mas que todos sabiam quem eram e citou os nomes deles. Continuou afirmando conhecer um dos professores há mais de vinte anos, que se trata de um homem comprometido e galante e que ela tem absoluta certeza de que se trata de uma mentira.

A referida professora terminou exigindo a retirada da carta, caso contrário, não haveria qualquer diálogo a respeito com os estudantes. Assim que ela terminou, o professor, que presidia a reunião, tentou abrir as inscrições, porém foi cortado pelo meu ex-orientador, que disse que era melhor o corpo docente sair da sala para os estudantes decidirem se retirariam a carta, já que, segundo eles, não haveria conversa se houvesse uma negativa da parte do corpo discente.

Dito isso, todos os docentes presentes se levantaram e começaram a sair. Nesse ínterim, eu tentei dialogar e demonstrar que aquela postura apenas reforçava o modo como as relações no Programa são opressivas e anti-democráticas, que não haveria condições dos estudantes decidirem desse modo, sob pressão e arbitrariamente. Meu ex-orientador disse que deveríamos ouvir o que os representantes discentes tinham a dizer sobre a reunião da CPG, que ocorreu exatamente antes, pois eles estavam a par das condições estabelecidas. Todos docentes saíram, deixando os estudantes presentes em situação de terror.

Os representantes discentes foram os primeiros a falar e expuseram que, durante a CPG, foram ameaçados de serem processados judicialmente caso a carta dos estudantes não fosse publicamente retirada, pois, teoricamente, eles respondem judicialmente por tudo que o corpo discente faz. Os dois estavam absolutamente abalados e amedrontados. Não havia menor condição de dialogar democraticamente diante dos termos colocados.

Depois de uma hora de discussão acalorada e amedrontada, decidiu-se pela retirada da carta, por meio de outra carta, que usasse outro tom, mas que mantivesse o conteúdo e a necessidade de diálogo sobre os relatos de abusos nela relatados. Também foi deliberado um repúdio sobre a fala da professora, que se pronunciou pelo corpo docente, acerca de afirmar que meus relatos eram mentirosos.

Com a volta dos docentes, a decisão descrita acima foi comunicada e foi acordado que a retirada da carta poderia ser realizada no início do próximo semestre letivo, com calma e diálogo entre os estudantes. O áudio de tal reunião foi gravada e está disponível no link: https://www.facebook.com/video.php?v=797076667051996&pnref=story.

Confesso que eu nunca presenciei uma situação tão abusiva e opressora como essa reunião conduzida pelo corpo docente do PPGS. Depois de muito pensar e ponderar, decidi raspar meus cabelos e publicar meu protesto em minha página do facebook, pois estava evidente, para mim, que as vias oficiais não funcionam, pelo contrário, nos casos relatados foram válvulas de ação do corporativismo presente em algumas esferas de nossa universidade.

Após meu protesto, uma comissão de averiguação foi aberta pela reitoria em razão de um Ato estudantil, organizado pela APG e DCE da UFSCar, que demandou respostas da universidade.
Paradoxalmente, o PPGS também enviou à reitoria uma solicitação de abertura de investigação no mesmo dia em que publicou uma declaração oficial, dizendo que os “docentes do Programa de Pós-Graduação em Sociologia (PPGS) da UFSCar vêm sendo caluniados e difamados pelas redes sociais, por uma aluna que partilha de nossa convivência e formação há mais de dez anos.”(Ver: http://www.ppgs.ufscar.br/#&panel1-7) Percebe-se, portanto, mais uma vez, um julgamento já definido, por parte dos professores, antes mesmo das investigações serem iniciadas.

Infelizmente, é necessário registrar que mesmo depois da visibilidade do caso, a coordenação do PPGS continuou pressionando a representação estudantil retirar a carta protocolada, em mais uma tentativa de silenciar os relatos de assédios. Além disso, professores do Programa publicaram em suas páginas pessoais declarações e cartas abertas apontando-me como caluniadora e difamadora.

O prazo para a comissão de averiguação entregar o relatório terminou no último 6 de março. Agora, cabe ao reitor deferi-lo, ou não, e encaminhar o que for necessário e devido.

Eu estou bastante tranqüila, pois tenho certeza que apresentei provas mais do que suficientes para o processo seguir para instâncias adequadas, como um processo administrativo e/ou sindicância, por exemplo.

Tenho confiança de que a UFSCar será pioneira e exemplar à todas Instituições de Ensino Superior do país no tratamento responsável e não-corporativista dos casos de assédio sexual e moral entre professores e estudantes, pois, se há algo positivo no que aconteceu, se trata das milhares de pessoas, de todo o Brasil e fora dele, que se manifestaram publicamente, afirmando que já vivenciaram ou testemunharam abusos e assédios nas comunidades acadêmicas brasileiras, saindo, portanto, da situação silenciada pelo medo das retaliações.”

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Na tarde da última terça-feira (10), a ANPG, representada por sua secretária geral, Hercília Melo, e pelo seu vice-presidente regional Centro-Oeste e presidente da APG Ieda Camargo da UnB, Gabriel Nascimento dos Santos, esteve presente em uma reunião com o reitor da Universidade de Brasília, Ivan Marques de Toledo Camargo.

Na reunião, o reitor prometeu apoio para a Campanha por Mais Direitos para as Pós-Graduandas e Pós-Graduandos. A APG Ieda Delgado se colocou à disposição para receber, em abril, o Seminário Nacional de Assistência Estudantil, e solicitou da reitoria apoio em forma de impressão para cartazes e outros materiais para a Campanha.

Da redação