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Foi relançada, na quarta-feira (11), a Frente Parlamentar Mista de Fortalecimento das Universidades Federais, iniciativa da deputada Margarida Salomão (PT-MG), e que deve trabalhar para ampliar, interiorizar e melhorar as condições de trabalho nas universidades federais. “Nesse momento em que estamos vivendo um novo contexto, com a decisão da presidenta Dilma de adotar como mote do governo ‘Brasil, Pátria Educadora’, nós precisamos levar adiante o nosso projeto com essas instituições”, explica a deputada.

A ANPG esteve presente, representada pelo seu vice-presidente regional Centro-Oeste, Gabriel Nascimento, que destaca: “A democratização do ensino superior passa, necessariamente, pelo fortalecimento da frente em defesa das universidades federais no Congresso Nacional. Isso quer dizer muito. Isso quer dizer que não basta o executivo querer implantar um grande programa de governo, é preciso que isso vire política pública, e para virar, o congresso nacional é a instituição que formula. A presença de uma frente que defenda as universidades federais é uma vitória para as pós-graduandas e pós-graduandos, porque é nas federais que se produz qualitativamente e quantitativamente boa parte da pesquisa produzida no país”.

Confira fotos na galeria abaixo (clique na foto para expandir):

Da redação

Na tarde de terça-feira (10), aconteceu uma reunião entre representantes da Associação Nacional dos Pós-Graduandos e o deputado federal Davidson Magalhães, no gabinete do próprio parlamentar, em Brasília. A Secretária Geral da ANPG, Hercília Melo, e o Vice-Presidente Regional Centro-Oeste, Gabriel Nascimento, discutiram com o deputado a Campanha por Mais Direitos para as Pós-Graduandas e os Pós-Graduandos.

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(Da esq. para a direita) Hercilia Melo, deputado Davidson Magalhães e Gabriel Nascimento

Magalhães prometeu apoiar as atividades da Associação, no intuito de mobilizar demais deputados para fortalecer a pauta. “Da conversa com o deputado Davidson saiu a certeza de que a luta dos pós-graduandos e pós-graduandas só está começando. O deputado foi muito receptivo e buscou atender as nossas pautas. Da reunião realizada sai a promessa de apoio para nossa campanha de direitos, que já está nas ruas”, afirmou Gabriel Nascimento.

Da redação

A Associação Nacional de Pós-Graduandos vem, por meio desta, repudiar os atos de assédio moral e sexual denunciados por alunos do Programa de Pós-Graduação em Sociologia da Universidade Federal de São Carlos. Reiteramos, como uma pauta já expressa pela entidade, que todo e qualquer tipo de abuso, agravado pela manipulação através das relações de poder instituídas na academia, são absolutamente inaceitáveis. Tais práticas ferem não apenas a ética das relações educacionais, mas o próprio processo de construção científica e a responsabilidade das instituições na formação de recursos humanos. Um país que deseje um desenvolvimento da ciência, da tecnologia e da inovação a serviço de seu povo e na diminuição das desigualdades e injustiças jamais poderá admitir que seus jovens cientistas construam suas pesquisas e suas carreiras baseados na coação e opressão. O assédio é prática recorrente na sociedade e, infelizmente, reproduzido na academia, tendo como principais prejudicadas as mulheres.

Igualmente repudiamos a atitude da coordenação docente do Programa de Pós-Graduação em Sociologia da Ufscar que, com a desculpa de resguardar a integridade do programa, coagiu e não se abriu para o diálogo com os discentes. Relembramos que muitas vezes o assédio é estimulado, e repetidamente praticado, ancorando-se na perspectiva de impunidade e permissibilidade corporativista. Discordamos que haja uma “onda” de “denuncismo”, pois acreditamos que essas práticas não são novidade na academia e que apenas algumas vozes ousam denunciar e tornar públicos os assédios sofridos.

Entendemos que na universidade deve prevalecer a democracia com senso de justiça, talvez de maneira ainda mais especial, pois é o espaço de construção e autorreflexão da sociedade, portanto esse tipo de abuso é inaceitável. Além disso, a ANPG relembra o aspecto o humano da questão, cuja relevância jamais está inferiorizada por qualquer hierarquia acadêmica.

Portanto, a ANPG solidariza-se com os estudantes da Ufscar, reafirma o compromisso de combater o assédio na academia e estar ao lado dos pós-graduandos, fazendo valer essa representação, na busca de melhores condições de ensino e pesquisa.

ANPG

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17/03/2015: Pós-graduanda relata abusos sofridos na UFSCar

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(Da esq. para a direita) Maria das Neves (UBM), Gislaine Caresia (OAB), Mariana Moura (APG), Vania Balera (USP), Dep. Sarah Munhoz (PCdoB), Márcia Campos (FDIM)

Na última quinta-feira (12), aconteceu um debate sobre direitos da mulher e assédio sexual dentro das instituições de ensino, organizado pela Associação de Pós-Graduandos (APG) da USP Capital, no auditório de Geografia da FFLCH. Estiveram presentes na mesa a Deputada Sarah Munhoz, da Assembléia Legislativa de São Paulo, a Secretária Geral da Comissão da Mulher Advogada da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Gislaine Caresia, a representante do Núcleo de Estudos e Ações em Direitos Humanos da Faculdade de Medicina da USP, Vania Balera, a Presidenta da Federação Democrática Internacional das Mulheres, Márcia Campos, e a Coordenadora de Juventude da União Brasileira de Mulheres (UBM), Maria das Neves. O debate foi mediado por Mariana Moura, Coordenadora Geral da APG USP. A Associação Nacional dos Pós-Graduandos esteve presente representada pelo Diretor de Cultura e Eventos Científicos, Phillipe Pessoa.

A deputada Sarah trouxe o resultado da CPI sobre questões de violência sexual nas universidades paulistas e desse debate a APG USP Capital apresentou à comunidade universitária o site do Grupo de Trabalho (GT) Contra Assédios na Pós-Graduação, que conta com uma plataforma de registro de denúncia e acompanhamento sobre os assédios moral e sexual sofridos pela categoria. Considerada como a primeira iniciativa do movimento de pós-graduandos no Brasil feita para registrar e poder levantar estatísticas reais e incontestáveis sobre assédio moral e sexual para os gestores da universidade, a ferramenta também poderá ser usada para promover ações preventivas e dar voz às pós-graduandas e pós-graduandos vítimas de assédio.

Segundo Fernanda Luccas, Doutoranda em Ciência Ambiental pela USP e uma das idealizadoras do projeto, o GT está desenvolvendo um aplicativo para smartphones que ajudará as pós-graduandas e pós-graduandos a registrar mais rapidamente a hora, o local e o tipo de assédio, podendo, ou não, identificar-se e identificar os/as agressores. “Com isso, vamos fazendo o constrangimento necessário aos gestores e empoderando nossa categoria a denunciar cada vez mais e sem medo. Acreditamos que poderemos construir, juntos, um ambiente que nos fortaleça e promova nossas reivindicações de maneira eficaz”, afirma Fernanda.

“Outra novidade é a categoria ‘Seja uma pessoa inspiradora’, na qual convidaremos pessoas de todas as identidades de gênero, que passaram por assédios e situações violentas para contarem suas experiências e mostrarem que, apesar das marcas e do sofrimento, é possível e é direito de todos darem a volta por cima, se transformarem em pessoas empoderadoras e inspirando a mesma coragem em quem está sofrendo o assédio nesse momento”, continua a pós-graduanda. Segundo ela, a grande arma dos assediadores é o silêncio dos assediados, e frise a importância de fazer com que a vítima se sinta acolhida, querida, respeitada e merecedora de sua dignidade. Ao longo do tempo, a APG pretende expandir e servir como exemplo para iniciativas similares nas diferentes categorias da USP e de outras universidades.

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Cartaz do debate promovido em 12 de março, pela APG USP Capital

Para conferir o site do Grupo de Trabalho contra Assédio na USP Capital, acesse o site http://elepsidr0.wix.com/gtcontraassedio.

Da Redação

Foto: Tamara Naiz
Foto: Tamara Naiz

ANPG esteve no ato do dia 13, que reuniu 500 mil pessoas nas capitais do Brasil

A sexta-feira (13/03) vai ficar na memória da democracia brasileira. No país todo, mais de 500 mil pessoas marcharam para manifestar-se a favor da Petrobras, da democracia e pela reforma política. Houve atos em todos os estados da federação.

No maior deles, em São Paulo, 100 mil pessoas marcharam da Avenida Paulista à Praça da República, mesmo sob forte chuva. A Associação Nacional de Pós-Graduandos, juntamente com outras entidades estudantis, UNE, UBES, UEE e UPES, integraram a marcha, que contou ainda com membros de diversos movimentos sociais, como CUT, MST, MTST, CTB, UGT, CSB, MMM e FUP.

Dentre as pautas defendidas pelos manifestantes estavam também a defesa dos direitos dos trabalhadores e contra o corte orçamentário, que atingiu o Ministério da Educação e que tem refletido na vida dos pós-graduandos, com no atraso das bolsas de pesquisa.

“Mesmo debaixo de chuva e por um longo trajeto, os movimentos sociais organizados e a população tomaram as ruas de São Paulo, foram mais de cem mil pessoas e o recado foi claro: defesa da democracia, defesa da Petrobrás, pela reforma política e por nenhum direito a menos!”, comenta Tamara Naiz, presidenta da ANPG.

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A concentração aconteceu desde cedo, em frente à Petrobras, no número 901, da Paulista, com a chegada de milhares de trabalhadores do campo e da cidade. Sindicatos, pastorais ligadas à terra e à moradia, movimentos diversos se uniram em clima de confraternização e logo fecharam uma das pistas da avenida.

Assembleia da APEOESP e greve dos professores

Por volta das 14 horas, no vão livre do MASP, o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (APEOESP) realizou assembleia, em que foi deflagrada greve. Entre as demandas do movimento estão reajuste salarial da categoria e dos benefícios e reabertura de salas para acabar com a superlotações. As entidades estudantis estiveram presentes e ofereceram total apoio à categoria. “O professor é meu amigo, mexeu com ele, mexeu comigo” entoaram as entidades.

“Essa luta é para salvar a educação pública no estado de São Paulo, e o mesmo tem acontecido com as universidades e as faculdades de tecnologia. Nós, os estudantes, e professores não podemos pagar pelas crises, e estamos com os professores nessa greve”, disse Carina Vitral, presidenta da UEE-SP, declarando apoio à greve da categoria.

Entidades estudantis e movimentos sociais pela defesa do Brasil

Às 16h, os dois movimentos se encontraram em frente ao MASP e seguiram em grande unidade pela avenida. Líderes das diversas entidades se revezaram no microfone, defendendo as pautas do ato.

A presidenta da ANPG, Tamara Naiz, explicou no carro de som o apoio dos pós-graduandos à Petrobras. “Boa parte dos nossos sonhos para a educação estão na Petrobras, como os recursos do Pré-Sal convertidos em investimentos no setor, seja em formação básica, superior ou ciência e tecnologia. Por isso nunca devemos privatizar nossas estatais. Também afirmamos que não queremos arrocho, corte de verbas para educação e é assim que a gente avança apoiando o que é certo, criticando e nos colocando no rumo para as mudanças que o Brasil ainda precisa”, enfatizou.

Foto: Nelson Antoine
Tamara Naiz, presidenta da ANPG, discursa em carro de som durante o ato do dia 13. Foto: Nelson Antoine

A diretora da UBES, Stephannye Vilela, afirmou a posição dos estudantes secundaristas: “Queria saudar toda a juventude neste ato, que veio dizer que nosso país tem avançado, que nós apoiamos este projeto de democracia brasileira. Viemos dizer que, ano passado, nós conquistamos um marco para a educação brasileira, que foram os recursos do petróleo para a educação. Por isso, estamos aqui para defender o que é nosso”, discursou.

Na Praça da República, onde a marcha terminou, a presidenta da UNE Vic Barros falou para os milhares de manifestantes. Ela defendeu a reforma política e fim do financiamento privado de campanha fundamentalmente para combater a corrupção e afastar o poder econômico das campanhas eleitorais. Além disso, falou sobre a importância de garantir as conquistas na área educacional.

“A manifestação do dia 13 de março foi uma demonstração de que as organizações dos trabalhadores não foram destruídas e que resistirão aos ataques à democracia. Ao mesmo tempo demarcaram claramente que querem que Dilma e o governo federal mude de rumo, a começar por retirar as MPs 664 e 665. Os 100 mil estiveram em São Paulo para dar o recado que querem o seu voto, e o conteúdo do voto popular, respeitado, que passa por defender a Petrobras e realizar uma verdadeira reforma política capaz de barrar a corrupção – cuja origem é o financiamento privado de campanha”, diz Gabriel Mendoza, diretor de Relações Internacionais da ANPG, que também esteve presente no ato.

Da redação com informações da UNE

 

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UFSM

A Associação de Pós-Graduandos (APG), em parceria com a Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa (PRPGP), promoveu, nesta quarta-feira (4), aula inaugural para recepcionar os pós-graduandos na retomada das atividades letivas. O encontro, realizado no Auditório Flávio Schneider do Centro de Ciências Rurais, contou com a presença de representantes da APG, da PRPGP e da Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) a fim de inteirar a todos sobre as principais questões locais e nacionais que envolvem as pós-graduações no Brasil.

A temática escolhida para o debate, a partir da votação de 360 participantes, foi “Diálogos entre Ciência e Comunidade”. O tema foi abordado pelo professor Renato Santos de Souza, que tem experiência nas áreas de Administração e Economia e produz reflexões sobre a difusão da produção científica.

O diálogo, em primeiro momento, perpassou a questão da pós-graduação na UFSM, com destaque para o processo de mobilização e retomada das atividades e o crescente avanço na busca pela consolidação e aperfeiçoamento dos cursos oferecidos.

O pós-graduando em Extensão Rural e coordenador geral da APG, Marcelo Rauber, destacou a importância desse debate para entender e superar as demandas de conhecimento e ciência no Brasil. Segundo ele, é preciso visualizar a formação pessoal e crítica do aluno, principalmente por meio de diálogos entre os próprios pós-graduandos.

Além disso, durante a tarde de atividade, debateu-se a necessidade do desenvolvimento de ações mais efetivas e produtivas junto à sociedade, bem como os critérios de avaliação e relevância das pesquisas realizadas para tais fins. Obstáculos, problemas, instituições e concessões de recursos no cenário brasileiro da pós-graduação, também foram pautados.

O palestrante Renato Souza disse que o fato da temática ter emergido por votação revela necessidade e sentimento dos próprios pós-graduandos que visam mais legitimidade e ascensão aos seus trabalhos. “É preciso que se dê atenção maior ao setor da pós-graduação e desenvolvimento de pesquisas, para que se dê o retorno que a sociedade espera e que a Universidade deseja.”, finaliza.

Fonte: UFSM

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Em resposta à grave situação em curso no país, na qual a Direita e a grande mídia orquestram uma atitude golpista que ataca a Democracia e ameaça o maior patrimônio do povo brasileiro, a Petrobrás, a ANPG se integra aos movimentos sociais, juntamente com as outras entidades estudantis, UNE e UBES, na luta pela defesa da Democracia, da Petrobrás, da Reforma Política e dos Direitos da Classe Trabalhadora.

“No próximo dia 13, há uma ampla convocação dos movimentos sociais para resistir ao plano de ajustes colocado em curso pelo Ministro Joaquim Levy, que retira direitos. Pautamos também a necessidade de defender a Petrobras (a empresa que mais realiza investimentos no Brasil, com destaque na área de inovação e tecnologia) sem, no entanto, negar a corrupção, mas, ao contrário, pedindo que os responsáveis sejam punidos de acordo com a lei. Não ignoramos que a raiz de todos esses processos de corrupção é o sistema político baseado no financiamento privado de campanha, por isso os movimentos sociais no dia 13 dizem que a saída é uma verdadeira reforma política”, diz Luís Gabriel Menten Mendoza, diretor de Relações Internacionais da ANPG.

Por isso, a ANPG convoca o movimento nacional de pós-graduandos e a sociedade a participar dos atos no dia 13 de março, sexta-feira, que acontecerão em por todo o país.

Em São Paulo a concentração será às 16h na Avenida Paulista, 901 (em frente à Petrobrás) e caminhada até a Praça da República.Confira as cidades, locais e horários aqui. 

A ANPG também assina o Manifesto dos Movimentos Sociais sobre o Dia 13 de Março:

Um dos maiores desafios dos movimentos sindical e social hoje é defender, de forma unificada e organizada, o projeto de desenvolvimento econômico com distribuição de renda, justiça e inclusão social. É defender uma Nação mais justa para todos.

Defender os Direitos da Classe Trabalhadora

A agenda dos trabalhadores que queremos ver implementada no Brasil é a agenda do desenvolvimento, com geração de emprego e renda.

Governo nenhum pode mexer nos direitos da classe trabalhadora. Quem ousou duvidar da nossa capacidade de organização e mobilização já viu do que somos capazes.

Defender os trabalhadores é lutar contra medidas de ajuste fiscal que prejudicam a classe trabalhadora.

As MPs 664 e 665, que restringem o acesso ao seguro desemprego, ao abono salarial, pensão por morte e auxílio-doença, são ataques a direitos duramente conquistados pela classe trabalhadora.

Se o governo quer combater fraudes, deve aprimorar a fiscalização; se quer combater a alta taxa de rotatividade, que taxe as empresas onde os índices de demissão imotivada são mais altos do que as empresas do setor, e que ratifique a Convenção 158 da OIT.

Lutaremos também contra o PL 4330, que da maneira como está imposto libera a terceirização ilimitada para as empresas, aumentando osubemprego, reduzindo os salários e colocando em risco a vida dos/as trabalhadores/as.

Defender a Petrobrás

Defender a Petrobrás é defender a empresa que mais investe no Brasil – mais de R$ 300 milhões por dia – e que representa 13% do PIB Nacional. É defender mais e melhores empregos e avanços tecnológicos. É defender uma Nação mais justa e igualitária.

Defender a Petrobrás é defender um projeto de desenvolvimento do Brasil, com mais investimentos em saúde, educação, geração de empregos, investimentos em tecnologia e formação profissional.

Defender a Petrobrás é defender ativos estratégicos para o Brasil. É defender um patrimônio que pertence a todos os brasileiros e a todas as brasileiras. É defender nosso maior instrumento de implantação de políticas públicas que beneficiam toda a sociedade.

Defender a Petrobrás é, também, defender a punição de funcionários de alto escalão envolvidos em atos de corrupção. Exigimos que todos os denunciados sejam investigados e, comprovados os crimes, sejam punidos com os rigores da lei. Tanto os corruptores, como os corruptos. A bandeira contra a corrupção é dos movimentos social e sindical. Nós nunca tivemos medo da verdade.

Defender a Petrobrás é não permitir que as empresas nacionais sejam inviabilizadas para dar lugar a empresas estrangeiras. Essas empresas brasileiras detêm tecnologia de ponta empregada na construção das maiores obras no Brasil e no exterior.

Defender a Democracia – Defender Reforma Política

Fomos às ruas para acabar com a ditadura militar e conquistar a redemocratização do País. Democracia pressupõe o direito e o respeito às decisões do povo, em especial, as dos resultados eleitorais. A Constituição deve ser respeitada.

Precisamos aperfeiçoar a nossa democracia, valorizando a participação do povo e tirando a influência do poder econômico sobre nosso processo eleitoral.

Para combater a corrupção entre dirigentes empresariais e políticos, temos de fazer a Reforma Política e acabar de uma vez por todas com o financiamento empresarial das campanhas eleitorais. A democracia deve representar o Povo. Não cabe às grandes empresas e as corporações aliciar candidatos e políticos para que sirvam como representantes de seus interesses empresariais em detrimento das necessidades do povo.

No dia 13 de março vamos mobilizar e organizar nossas bases, garantir a nossa agenda e mostrar a força dos movimentos sindical e social. Só assim conseguiremos colocar o Brasil na rota de crescimento econômico com inclusão social, ampliação de direitos e aprofundamento de nossa democracia.

Estamos em alerta, mobilizados e organizados, prontos para ir às ruas de todo o país defender a democracia e os interesses da classe trabalhadora e da sociedade sempre que afrontarem a liberdade e atacarem os direitos dos/as trabalhadores/as.

Não aceitaremos retrocesso!

CUT – Central Única dos Trabalhadores

FUP – Federação Única dos Petroleiros

CTB – Central dos Trabalhadores do Brasil

UGT – União Geral dos Trabalhadores

NCST – Nova Central Sindical dos Trabalhadores

CSB – Central dos Sindicatos Brasileiros

UNE – União Nacional dos Estudantes

MST – Movimento dos Trabalhadores Sem Terra

CMP – Central dos Movimentos Populares

MAB – Movimento de Atingidos por Barragem

LEVANTE Popular da Juventude

FAF – Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar

MNPR – Movimento Nacional das Populações de Rua

FDE – Fora do Eixo MÍDIA Ninja

MMM – Marcha Mundial das Mulheres

ANPG – Associação Nacional de Pós-Graduandos

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A Associação Nacional de Pós-Graduandos participou da Plenária Nacional dos Movimentos Populares, realizada no sábado (07), no Sindicato dos Eletricitários de São Paulo. A Plenária reuniu representantes do MST, MTST, UNE, CUT, Intersindical, Juntos, Rua e Levante Popular da Juventude que debateram sobre a conjuntura política do nosso país e sobre o ato marcado para o dia 13 de março em defesa da Petrobrás e da democracia.

“A ANPG é contra as medidas de ajuste do governo, em especial o corte do orçamento, que acertou em cheio o Ministério da Educação e que já está provocando diversos problemas no funcionamento das universidades federais, inclusive com o atraso de bolsas. É necessária e urgente a realização da reforma política no Brasil para combater as distorções do sistema político, inclusive contra a corrupção, e por isso apoiamos o ato do dia 13”, disse Cristiano Junta, vice-presidente da ANPG.

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Da esquerda para a direita: Gabrielle Paulanti, diretora de Comunicação da ANPG; Cristiano Junta, vice-presidente da ANPG; e Tamara Naiz, presidenta da ANPG, presentes na Plenária

Da redação

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Carina Vitral (presidenta UEE SP); Tamara Naiz (presidenta ANPG); Gabrielle Paulanti (diretora de comunicação ANPG); Angela Mayer (presidenta UPES); Virgínia Barros (presidenta UNE); Camila Lanes (presidenta UPES Paraná) e Barbara Melo (presidenta UBES)

No Dia Internacional da Mulher, oito de março, a ANPG, representada pela Presidenta Tamara Naiz e pela Diretora de Comunicação, Gabrielle Paulanti, participou de uma passeata que reuniu cerca de 3 mil pessoas na Avenida Paulista, segundo a Polícia Militar. O ato teve como bandeira “Mulheres em defesa da democracia com reforma política, pela água, pelo fim da violência contra as mulheres e por mais direitos”.

“Hoje [8 de março] é um dia de luta, comemoração e reflexão, comemorar as lutas e conquistas, refletir sobre os desafios para emancipação das mulheres e equidade de oportunidades e reconhecimento” diz Tamara Naiz. . “A nossa luta é por um mundo de igualdade e contra todas as formas de opressão!”, afirma.

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A presidenta da ANPG, Tamara Naiz, em carro de som que percorreu a passeata

A passeata também contou com a participação das entidades do movimento estudantil, UNE e UBES, além de movimentos sociais e feministas, que caminharam da Paulista até a Praça Roosevelt, no centro de São Paulo.

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Força feminina no movimento estudantil leva mulheres à presidência das principais entidades

Atualmente, no Brasil, as mulheres são maioria nas universidades e no eleitorado, mas representam apenas 10% no Congresso Nacional. Nesse sentido, o 8 de março torna-se um importante momento de luta por mais direitos que garantam a igualdade entre homens e mulheres, por uma sociedade justa e igualitária.

No movimento estudantil, a participação das mulheres cresce e se fortalece. As três principais entidades estudantis do Brasil, UNE, UBES e ANPG são atualmente presididas por elas.

Na ANPG, entidade com apenas 29 anos, as mulheres estiveram à frente nove vezes. Tamara Naiz, pesquisadora, especialista em Cultura pela UFG, mestra em História pela UFG e doutoranda em História Econômica pela mesma universidade é a terceira presidenta consecutiva desde 2010. Para ela, a luta por mais espaços para as mulheres não significa querer apenas ocupar os espaços historicamente masculinos. ”Queremos promover igualdade de oportunidades para o empoderamento feminino. A participação das mulheres nos espaços de decisão é ainda muito insuficiente. Desse modo, a luta precisa continuar e cada mulher em espaço de poder significa passos andados na direção de uma sociedade mais igualitária”, avaliou.

Virgínia Barros, presidenta da UNE, é a quinta mulher à frente da entidade em 77 anos de história. Aos 27 anos, a pernambucana de Garanhuns afirma que é preciso seguir na luta para aprofundar cada vez mais a conquista pelos direitos das mulheres. ‘’A luta contra a violência contra as mulheres ainda é bastante atual. Convivemos com denúncias frequentes de abusos às meninas nas universidades e escolas. Existem outros temas que considero fundamentais na luta feminista, como a legalização do aborto e a igualdade salarial. Infelizmente, nosso Congresso está cada vez mais conservador, então só com muita mobilização das mulheres de todo o país faremos avançar estas pautas”, salientou.

Na UBES, a mulher eleita em novembro de 2013 foi Bárbara Mello, carioca e técnica de administração. Aos 20 anos, ela é a oitava presidenta em 66 anos de vida da entidade. “Estou muito honrada e feliz em estar na presidência, mas sinto na pele os preconceitos que a mulher sofre na política”, conta.

Para ela, a mulher deve lutar pelos seus direitos, pois eles foram historicamente negados. ‘’A mulher já pode votar, mas poucas mulheres são eleitas. O feminismo está mais atual do que nunca, em especial pela resistência necessária a essa composição reacionária do Congresso Nacional. Sem falar dos recorrentes casos de estupro no Brasil e no mundo e do machismo incentivado pela mídia”, salientou.

As mulheres são a maioria do eleitorado no Brasil, porém a representatividade nas urnas não corresponde à participação na política. Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o número de eleitoras chega a 52%, enquanto entre os 513 deputados federais somente 51 são mulheres (10%). Nas últimas eleições elas representaram apenas 30,7% dos candidatos.

‘’Por isso é muito simbólico que os estudantes tenham alçado às presidências das entidades três mulheres. Sentimos que podemos fazer parte dessa mudança tão necessária’’, falou a presidenta da UNE.

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Essa luta nos une

Não é recente a luta pelo direito das mulheres dentro do movimento estudantil. A UNE denuncia a violência em todas as suas formas de expressão, como a opressão sexista, os baixos salários e a invisibilidade do trabalho feminino. A história da entidade é marcada por importantes questões como a legalização do aborto, o combate ao machismo e à homofobia, a defesa de mais direitos para as estudantes grávidas e com filhos e a promoção de mais mulheres aos espaços de direção do movimento estudantil.

A participação na Coalizão pela Reforma Política e Democrática e Eleições Limpas também é outro meio de estimular a participação das mulheres. A alternância de gênero está prevista no projeto de Lei da Reforma Política Democrática e visa à destinação de 50% das vagas de candidatos para elas, estabelecendo também que o partido ou coligação que apresentar candidato ou candidata incluído em movimentos sociais terá acrescido em 3% sua participação no Fundo Democrático de Campanha.

Para conhecer mais sobre o projeto, acesse – http://www.reformapoliticademocratica.org.br/

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EME

A UNE também realiza o Encontro de Mulheres Estudantes (EME) desde 2005. O evento surgiu por iniciativa da diretoria de Mulheres da UNE, com o objetivo de ser um espaço de auto-organização e fortalecimento do debate feminista na entidade, contribuindo no combate ao machismo e todas as formas de opressão sofridas pelas mulheres dentro das universidades e no movimento estudantil.

Em sua última edição, realizada na cidade de Camaçari, na Bahia, o 5º EME da UNE reafirmou a luta contra o machismo na universidade e a necessidade do fim dos trotes sexistas. As mais de 200 estudantes presentes discutiram a importância da construção de processos que afirmem o direito à autonomia econômica das mulheres e à divisão igualitária do trabalho doméstico e de cuidados, somando-se na luta pelas creches públicas e universitárias e reivindicando uma política nítida de assistência estudantil.

Fonte: União Nacional dos Estudantes