Category

Notícias

Category
Reunião latino Americana red
Fotos: Eduardo Paulanti

Na terça feira (03), terceiro dia de atividades da 9º Bienal da UNE, no Rio de Janeiro, a Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) promoveu importante momento de reflexão e integração entre os estudantes estrangeiros no Brasil participantes do evento. O bom debate contou com a presença de discentes oriundos de países como Guiné-Bissau, Bolívia, Colômbia e Paraguai, e, ainda, com um representante de Cuba, o estudante da Universidade de Ciego de Anila, Ricardo Guardia Lugo, que, também é membro da Organização Continental Latino-americana y Caribenha de Estudantes ( OCLAE).

A reunião de lideranças estudantis na América Latina e da Frente Afro-latina de estudantes no Brasil serviu para a troca de vivencias e promoção da articulação entre os discentes estrangeiros presentes. Contou, ainda, com boa presença de brasileiros atentos às demandas e necessidades de seus pares africanos e latino-americanos. Ponto alto do encontro foi a articulação proposta pelo mestrando boliviano Wilbert Villca, APG USP-Capital, de estruturação de um documento a ser encaminhado às autoridades brasileiras de educação, apresentando as necessidades dos alunos estrangeiros, pontos positivos e negativos da recepção estruturada pelas Instituições Educacionais de Ensino Superior. “Importante coligar um plano de ação com os colegas de outros países latino americanos para pensar uma ação estratégica para a aproximação das relações”, disse Wilbert.

Na esquerda, Wilbert, e ao seu lado, Lassana.
Na esquerda, Wilbert Villca, e ao seu lado, Lassana Danfá.

Sobre a recepção e adaptação dos alunos africanos à realidade brasileira foi a colocação feita pelo guineense Lassana Danfá, natural da cidade de Bissau, capital da Guiné-Bissau, costa ocidental africana, e mestrando em psicologia na UFPE, Universidade Federal de Pernambuco, propôs uma revisão das leis e estatutos que regulam a presença do estudante estrangeiro no Brasil. “É preciso cuidado com a adaptação dos alunos estrangeiros para a realidade brasileira, é importante promover maior informação sobre suporte, sobre bolsas para alunos estrangeiros, e pensar em maior flexibilidade no trato com os discentes, aumentando o tempo para retorno após o final do curso, isso ainda é muito limitado e com informações contraditórias”, diz Lassana,

Completando a reunião, o convidado cubano, Ricardo Guardia Lugo, expôs a realidade da ilha caribenha em relação ao estudante estrangeiro. País que tem 700 mil pessoas na universidade, e mais de um milhão de cidadãos graduados, frente a uma população de 11 milhões de habitantes.  Entre 15 e 20 por cento dos universitários cubanos são estudantes estrangeiros, entre esses, muitos latinos americanos, primeiramente, africanos e asiáticos. Todos os repasses e atenções para os estudantes estrangeiros são de responsabilidade das organizações estudantis locais, disse o convidado.

Por Richard Santos[1], do Rio de Janeiro

[1] Jornalista e Cientista Social- APG.UNB

Seminário de Internacionalização - 2o Dia 2

Fotos: Eduardo Paulanti

Na manhã desta terça-feira (02), dando prosseguimento ao seminário “A Internacionalização da Ciência Brasileira: Realidade e Desafios”, a ANPG realizou a mesa “Internacionalização, formação e contratação de recursos humanos e a questão das Organizações Sociais na política nacional de desenvolvimento científico”, durante a 9ª Bienal da UNE.

O debate, realizado na ESDI (Escola Superior de Desenho Industrial) da UERJ, contou com os palestrantes Igor Barros Cavalcante, da Coordenação de Ações Internacionais do Programa Ciência sem Fronteiras; Olgaíses Cabral Maués, do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (ANDES); e Hélio de Mattos Alves, professor da UFRJ.

Igor iniciou o debate,  abordando o Ciência sem Fronteiras: os impactos desta iniciativa, implementada pelo Governo Federal no final de 2011, e as metas do programa. “O Ciência sem Fronteiras tem como objetivo formar e capacitar jovens em instituições de alta capacidade no exterior. Para isso, busca proporcionar novas experiências em outros países, fazendo com que se tenha um processo de aprendizado diferente do que existe no Brasil. Além disso, o programa possibilita a mobilidade internacional tanto de brasileiros quantos de estrangeiros”, explica Igor.

Segundo ele, essa troca entre estudantes brasileiros e estrangeiros cria oportunidades para a interação de universidades de diferentes nacionalidades, propiciando ainda uma cooperação entre elas. Segundo dados apresentados, atualmente, o programa concede 7.559 bolsas para doutorado sanduíche no exterior, 2.642 bolsas para doutorado no exterior e 556 bolsas de mestrado no exterior*, sendo que a área de conhecimento que mais recebe bolsas é Engenharia e demais áreas tecnológicas. O fato de o programa restringir as bolsas concedidas a estudantes de pesquisas aplicadas é uma das críticas que os pós-graduandos presentes no debate levantaram.

O representante do CNPq destacou ainda o caso de Portugal, destino escolhido por grande parte dos bolsistas para o intercâmbio. O motivo principal dessa escolha é o fato de que, neste país, se fala uma língua irmã da nossa. “Portugal chega mais próximo do cenário desejado na distribuição das bolsas, com uma proporcionalidade entre graduação e pós-graduação” comenta.

Igor apresentou em seguida a distribuição de bolsas implementadas por país de destino no estado do Rio De Janeiro, e disse que, no início havia um equilíbrio entre estudantes de graduação e pós-graduação que se beneficiavam do programa, mas gradativamente a meta da graduação foi aumentada, visto a maior participação desta categoria. Segundo ele, a dificuldade em se falar uma língua estrangeira ainda é uma barreira para o processo de internacionalização.

Idiomas sem Fronteiras

A partir da detecção desse problema, foi criado o Idiomas sem Fronteiras, que começou com o nome Inglês sem Fronteiras e depois foi alterado para “idiomas”, pois “vimos a necessidade de ampliar o programa para outras línguas, como o francês, o alemão e até o mandarim”.

Ele ainda apresentou outra iniciativa do governo: o Portal estágios e empregos, dedicado a bolsistas e ex-bolsistas do Ciência sem Fronteiras. “Preocupamo-nos com o que o bolsista faria quando voltasse para o Brasil”.

Igor concluiu sua fala apontando que o “Ciência sem Fronteiras criou condições necessárias para a internacionalização da ciência brasileira, começando pelo ensino no exterior, depois ampliando para pós–graduação, ajudando no desenvolvimento do idioma e fornecendo meios para a inserção no mercado de trabalho”.

Desnacionalização da Educação

Em seguida, Olgaíses, em sua fala, discutiu a visão que se tem da questão da internacionalização, o que esse processo implica e quais são suas consequências no cenário nacional. “O objetivo [de minha fala] é analisar de forma crítica o processo de internacionalização da educação. Para tal, alguma referências, como o papel da OMC (Organização Mundial do Comércio), o papel de alguns organismos internacionacionais, como a UNESCO, e examinar os espaços educacionais criados, que, apesar de abrangerem mais a Europa, envolvem os demais países que estão fora da União Europeia. Também desejo examinar o papel do Mercosul, seu setor de educação, e discutir, ainda, em termos de Brasil, o Plano Nacional de Pós-Graduação (PNPG) 2010-2020”, disse a professora.

Seminario Internacionalização - 2o Dia 2

Apontando dados da UNESCO, ela destacou a importância da internacionalização na educação superior dentro de um diálogo intercultural que promova a circulação do saber. Enfatizou ainda que quando falamos de internacionalização é preciso lembrar que esse é um processo que vai além do CsF. “O Instituto de Ensino Superior da América Latina e Caribenha, vinculado a UNESCO, vem trabalhando na direção da internacionalização e criou o ENLACES (Espaço Latino-Americano e Caribenho de Educação Superior)”, exemplificou. Além disso, ela citou ainda universidades criadas no Brasil com o objetivo da internacionalização da Educação, como a UNILA e a UNILAB.

A pesquisadora também apresentou dados que corroboram a visão de que a educação se tornou um negócio altamente lucrativo nos últimos anos, apontando para uma possível mercantilização deste setor, que deveria seri visto como um direito social. “Em 1998, a mobilidade estudantil faturava no mundo todo 30 milhões de dólares, em 2005, saltou para 90 milhões de dólares”, diz. Isso fez com que o capital internacional se voltasse para a área educacional. “De 1997 a 2007, houve um crescimento de 394% na oferta de vagas no ensino superior privado”, indica.

A professora não vê a atual  internacionalização com bons olhos. Segundo ela, esse proceso provoca a privatização, mercantilização e a desnacionalização da educação. “Áreas humanas não fazem parte do programa CsF, pois não interessa ao mercado. Mais uma demonstração de como a internacionalização brasileira, de programas como o CsF, está sendo feita, visando principalmente o mercado”, critica.

“Nesses moldes, o papel das universidades brasileiras passa a ser meramente treinar os recursos humanos, e não produzir o conhecimento, o que faz com que utilizemos os conhecimentos importados dos países desenvolvidos”, disse. Por fim, ela deixou a seguinte questão para reflexão: “É preciso pensar qual o modelo de internacionalização da educação nós queremos.”

Desenvolvimento do país

Hélio Mattos palestrou em seguida, ressaltando o importante papel das universidades na formação do “futuro da nação”. Ele reconheceu que o Brasil ainda é um país importador e destacou que a área de Ciência e Tecnologia é fundamental para o desenvolvimento do país.

O professor da UFRJ comentou dados citados anteriormente pelo representante do CNPq e lembrou algum exemplos históricos de internacionalização. “Ao analisarmos alguns dados clássicos desse processo, a criação da USP foi altamente relevante para o sistema das universidades brasileiras, quando o Estado importou pesquisadores altamente capacitados”, disse.

Ele lembrou ainda que os primeiros cursos de pós-graduação foram criados nos anos 60. “Esse tipo de encontro [de pós-graduandos], naquela época, não existia. Os cursos de pós-graduação no Brasil tem uma história relativamente nova. Formamos de 10 a 12 mil pesquisadores por ano, ainda é pouco para um país que é hoje a 5ª economia do mundo”, disse. E completou dizendo que um país para ser forte, precisa ser forte em Ciência e Tecnologia.

Discordando do que havia dito Olgaíses em sua fala, Hélio encara a internacionalização da ciência como algo positivo, que contribui para o processo de desenvolvimento do país. “É uma via de mão dupla. A interação é fundamental, isso de forma alguma desnacionaliza o Brasil, mas oxigena o sistema”, diz.

Hélio é a favor do intercâmbio, mas ressalva que todo aluno deveria fazer iniciação científica quando votasse desses países, empregando o conhecimento adquirido de sua experiência no exterior para a pesquisa no Brasil.

Divisão de opiniões
As intervenções dos pós-graduandos, após as falas dos palestrantes, foram diversas, e o assunto dividiu opiniões acerca do processo de internacionalização do conhecimento, criando uma dicotomia entre internacionalização versus desnacionalização. Houve quem dissesse que essa dicotomia está equivocada. Dentre as questões levantadas por eles, estão “Qual o modelo de desenvolvimento nós queremos para o nosso país?”, “Qual retorno deve ser exigido do jovem que vai ao exterior?” e “Apesar da importância de se aprender outras línguas, também não é importante reforçar a nossa língua?”.

O seminário “A Internacionalização da Ciência Brasileira” continua na amanhã (04), a partir das 10h, com o tema “Impactos sociais e econômicos da cooperação e do desenvolvimento científico e tecnológico no cenário internacional”, e vai até quinta (05), no campus ESDI (Escola Superior de Desenho Industrial), da UERJ, na rua Evaristo da Veiga, 95, Lapa, Rio de Janeiro.

Por Natasha Ramos, do Rio de Janeiro

Hercília Melo, secretária geral, Tamara Naiz, presidenta, e Cristiano Junta, vice-presidente, durante a reunião da diretoria plena da ANPG. Foto: Eduardo Paulanti
Hercília Melo, secretária geral, Tamara Naiz, presidenta, e Cristiano Junta, vice-presidente, durante a reunião da diretoria plena da ANPG. Foto: Eduardo Paulanti

Na tarde desta segunda-feira (02), aconteceu a reunião de diretoria plena da Associação Nacional de Pós-Graduandos, que contou com a participação de representantes de 17 APGs (Associações de Pós-Graduandos) do Brasil, das quais 12 delas se pronunciaram: UnB, Fiocruz-Rio, USP-Capital, UFABC, UFPA, UFG, Usp-Ribeirão, UFGD, UFSC, UFLA, UFOP e Puc-Rio. A reunião foi realizada na Escola Superior de Desenho Industrial (ESDI), no Rio de Janeiro, aproveitando a ocasião da 9ª Bienal da UNE.

Dentre as questões levantadas pelas APGs estão pontos acerca da assistência estudantil, como a necessidade de ter o restaurante universitário e o passe livre para os pós-graduandos. As Associações salientaram também as ações realizadas no período do atraso das bolsas de pesquisa concedidas pela CAPES. A Fiocruz-Rio, por exemplo, realizou ato em protesto ao atraso das bolsas e a USP-Capital enviou uma nota aos pós-graduandos para que eles relatassem os prejuízos que tiveram com o atraso do auxílio.

A presidenta da ANPG, Tamara Naiz, também comentou a atuação da entidade durante o período do atraso das bolsas. Após diversas ações da entidade e da mobilização dos pós-graduandos, a ANPG conseguiu se reunir com o Ministério da Educação e com a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Ensino Superior, no mês passado. Dessa reunião resultou a criação de uma comissão do MEC coordenada pela CAPES para discutir políticas de inclusão e acesso à minorias sociais no mestrado e doutorado (Leia mais!). Tamara propôs a criação de uma comissão interna da ANPG, concomitante com a comissão do MEC, para acompanhar essa situação.

Durante a reunião de ontem, também foi definido o calendário deste ano da Campanha por Mais Direitos para os(as) Pós-graduandos(as) e a Caravana à Brasília por mais direitos, que deverá ser em abril, e na qual será realizado um seminário sobre assistência estudantil.

“A reunião de diretoria plena da ANPG foi aberta aos pós-graduandos que quisessem participar. Contamos com a presença de APGs, que expuseram suas questões. Isso legitima o processo de mobilização nacional e faz com que saiamos daqui mais fortalecidos”, diz Igor Dias, Tesoureiro da ANPG.
Durante a reunião, também foi aprovada a Moção pela retirada das Medida Provisórias 664 e 665, que representam uma redução de direitos aos trabalhadores. (Leia a Moção Aqui)

Da redação

DSC_3550

Fotos por Eduardo Paulanti

Na manhã dessa segunda-feira (02), teve início o seminário “A Internacionalização da Ciência Brasileira: Realidade e Desafios”, realizado pela ANPG durante a 9ª Bienal da UNE, que está acontecendo no Rio de Janeiro entre hoje e sexta-feira (06/02).

O seminário contou com a presença do Secretário Nacional de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação, Armando Zeferino Milioni, e do Diretor de Cooperação Institucional do CNPq, Prof. Dr. Paulo Sérgio Lacerda Beirão, e foi mediado pela presidenta da ANPG, Tamara Naiz. Ela  apresentou o tema, frisando a importância dos pós-graduandos para a ciência brasileira e contextualizou essa fala a partir do crescimento, tanto em quantidade, quanto em qualidade, do estudo científico no Brasil.

Logo no início do seminário, Armando Zeferino afirmou que sentia que os pós-graduandos que lutam por mais direitos são seus “netos de movimento estudantil”: “é uma satisfação estar aqui”, diz. O Secretário começou o debate levantando questões sobre a educação, indagando a seguinte questão: “o que faz com que somente cerca de 50% dos jovens brasileiros entrem no ensino superior?”, e comparou a educação pública e privada, que prepara, proporcionalmente, menos cientistas do que a primeira. “Na rede pública, são formados 24 bacharéis em Direito para cada bacharel em Física. Enquanto na privada, essa proporção passa a ser de 01 para 2.214, respectivamente”, afirma.

“Números como esse geraram o REUNI, o plano de expansão das vagas de ensino das universidades federais no Brasil, posto em prática em 2007. Em cinco anos, o número de vagas no ensino superior público cresceu a taxa média de 3,3% ao ano”, completa.

DSC_3714

A fala de Zeferino também trouxe outro tema para debate: a expansão da oferta de pós-graduação nas universidades federais brasileiras. Para ele, a expressão que mais descreve o Brasil é “variância muito grande” (sic): “quando falamos de internacionalização da ciência brasileira, é preciso explicar de qual ciência se está referindo”, afirma.

Já o professor Paulo Sérgio Beirão iniciou sua fala com a questão “Por que internacionalizar?”, apontando que pensar políticas de internacionalização atualizaria o país em relação aos programas científicos e tecnológicos mundiais, além de detectar desafios e oportunidades nas áreas de Ciência e Tecnologia, cotejar a qualidade da nossa produção científica e adquirir capacitação em áreas as quais ainda somos carentes. Beirão também afirmou que o Brasil está atrasado em relação a outros países quando o assunto é número de pesquisadores: “apesar de termos bastante doutorandos e mestrandos, devemos investir na formação de pessoas qualificadas, focando nos grandes desafios nacionais”, afirma.

DSC_3821

Beirão ainda citou o programa Ciência sem Fronteiras, criado para estimular a relação com o exterior. Segundo ele, dos alunos brasileiros que participaram de programas de pós-graduação no exterior, 82% foi avaliado com desempenho bom ou ótimo pelos institutos estrangeiros: “universidades de fora do país pedem para que continuemos enviando mais estudantes, pois são considerados esforçados e muito interessados” afirma.

Paulo Sérgio diz que é necessário e importante desenvolver a tecnologia no Brasil para que não seja preciso sua importação. Além disso, diz que a melhora das universidades, que as qualificaria como referência mundial, aumentam, inclusive, a busca de empresas estrangeiras pelo país. “Mais do que um privilégio, é um encargo. As universidades serão cobradas para a criação de pesquisa de fronteira, para ter um corpo docente, técnico e administrativo qualificado e atrair estudantes estrangeiros a partir de aulas ministradas em inglês”, disse o professor.

Segundo ele, a meta do Ciência sem Fronteiras é abrir mais 100 mil bolsas, trazendo estudos em segunda língua para os pós-graduandos, ênfase em estudos técnicos e atração de pesquisadores estrangeiros. Ao fim do encontro, o professor se emocionou ao pedir aos pós-graduandos que estudassem e trabalhassem pelo nosso país.

No final do debate, os pontos levantados pelos pós-graduandos foram críticas como a falta de direitos da categoria, a falta de diálogo entre universidades brasileiras, sul-americanas e africanas, o projeto de lei que limita o acesso a periódicos, e o despertar do interesse pela pesquisa nos estudantes. A questão levantada pela presidenta da ANPG, Tamara, foi como ter mais doutores em um país onde a maioria dos jovens não termina o ensino médio e qual o papel do Brasil na ajuda a outros países em desenvolvimento.

Os dois palestrantes expressaram satisfação em participar do seminário. “Sinceramente gostei muito. Vi preocupação genuína dos presentes e suas questões foram pertinentes. Só tenho aplausos”, finaliza Zeferino. Beirão concordou com o colega, “foi excelente. As perguntas mostraram envolvimento muito grande dos pós-graduandos nas questões nacionais. A iniciativa da ANPG foi muito oportuna em promover esse debate, o que mostra que a Associação está bastante engajada na questão nacional”, diz.

O seminário “A Internacionalização da Ciência Brasileira” continua na amanhã (03), a partir das 10 horas, com o tema “Internacionalização, formação e contratação de recursos humanos e questão das Organizações Sociais na política nacional de desenvolvimento científico”, e vai até quinta (05), no campus ESDI (Escola Superior de Desenho Industrial), da UERJ, na rua Evaristo da Veiga, 95, Lapa, Rio de Janeiro.

Por Magdalena Bertola, do Rio de Janeiro

A Faculdade São Judas Tadeu, com sede no Rio de Janeiro, está proibida, desde a última segunda-feira (26), de matricular novos alunos em todos os cursos de pós-graduação. A punição administrativa foi determinada pelo Ministério da Educação (MEC), por causa de “fortes indícios de que a instituição fez oferta irregular de cursos de pós-graduação lato sensu, em convênio com entidade não credenciada.”

Além da punição, a Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior do MEC instaurou processo administrativo para aplicação de penalidades. Também determinou que a Faculdade São Judas Tadeu divulgue a medida restritiva para alunos, professores, corpo técnico administrativo e no site da instituição.

Conforme portaria publicada no dia 26/1 no Diário Oficial da União, depois de notificada a faculdade terá 15 dias para apresentar defesa no processo administrativo e 30 dias para apresentação de recurso contra medida cautelar de suspensão de novas matrículas.

Regulamentação do Lato Sensu
Em agosto de 2014, o Conselho Nacional de Educação (CNS) realizou audiência pública em Brasília para debater o Marco Regulatório dos Cursos de Pós-Graduação Latu Senso (Especialização). O evento contou com a participação da sociedade civil, do Poder Público e de representantes de entidades ligadas ao meio acadêmico e ao desenvolvimento científico e tecnológico, entre elas, a Associação Nacional de Pós-Graduandos.

A Comissão que analisa e estuda o marco regulatório da pós-graduação lato sensu teve a sua primeira reunião para discutir o assunto em abril de 2013. Nesta ocasião, deu-se início uma série de reuniões semanais para debater o parecer que resultaria dos trabalhos da Comissão, que se preocupou em fazer um levantamento histórico da pós-graduação no Brasil, incluindo a evolução do conceito de especialização como pós-graduação e sua normatização.

A criação dessa Comissão atende a uma reivindicação histórica da Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG), que é a necessária regulamentação da pós-graduação lato-sensu (com exceção da regulamentação dos programas de residência em saúde, consideradas como Especialização, que serão analisadas separadamente, visto suas peculiaridades que devem ser levadas em consideração). Para a entidade, a regulamentação e acompanhamento dos cursos de especialização é uma questão que se apresenta com muita força no sentido da garantia de direitos.

Da redação com informações da agência Brasil

Leia mais:

Marco Regulatório dos Cursos de Pós-Graduação Lato Sensu

Faixa de Mesa (1)

A 9ª Bienal da UNE, que acontecerá entre os dias 1 e 6 de fevereiro de 2015, no Rio de Janeiro, contará com uma vasta programação artística e científica. Entre as atividades, a ANPG encabeçará a Mostra de Ciência e Tecnologia, além de realizar dois Seminários sobre temas de extrema importância para a Pós-Graduação Brasileira.

A entidade promoverá o seminário “Educação, Saúde e Desenvolvimento: A juventude por mudança na Saúde do Brasil para cuidar bem das pessoas”, dando sequência às atividades do Fórum de Pós-Graduandos em Saúde da ANPG. Esse seminário pretende debater um dos temas mais centrais na preocupação do povo brasileiro, que é a qualidade do serviço público de saúde.

“O debate de saúde nos cerceia em todos os grandes temas da atualidade, isso porque saúde não é apenas o contrário de doença, mas sim um conceito ampliado, que leva em conta diversos fatores que nos proporcionam qualidade de vida. Assim, debater saúde é debater a qualidade e o acesso à educação que o país oferece, bem como debater quais são as necessidades estratégicas para o desenvolvimento de uma nação soberana”, afirma o diretor de Saúde da ANPG, Dalmare Sá.

Além disso, esta discussão pretende abordar qual o olhar da juventude para este tema e quais as perspectivas do pós-graduando para que se consiga no próximo período aprofundar e efetivar a reforma sanitária que nos trouxe o Sistema Único de Saúde (SUS). “Essas questões tornam esse momento um ponto inicial para que possamos fazer de 2015 um ano de mobilização juvenil massivo para a 15ª Conferência Nacional de Saúde, espaço máximo de participação popular na construção de um SUS mais forte e que atenda às necessidades do povo. De Tal forma, este será o espaço onde a juventude poderá declarar à sociedade quais são suas pautas de saúde, o que eles querem que se movimente, o que eles querem que se inicie. Logo, o tema nos permite declarar que nós, os jovens, iremos nos articular e colocar em pauta nossos questionamentos e nossas contribuições nos espaços de controle social da saúde, com o objetivo mais profundo de cuidar bem do que temos de mais valioso no nosso país que é o povo brasileiro”, complementa Dalmare.

Ainda segundo o diretor de Saúde da ANPG, a 9ª edição da Bienal de Arte, Cultura, Ciência e Tecnologia da UNE mostra-se bastante propícia à larga captação do público estudantil da área de saúde, para participação e enriquecimento no debate de saúde. Além de ser reconhecidamente o maior evento estudantil da América Latina, permitindo que os estudantes e jovens das mais diversas áreas possam participar do Seminário.

“A Associação Nacional de Pós Graduandos é a entidade de representação nacional dos estudantes de pós-graduação brasileiros e uma das principais organizações da sociedade civil brasileira. Junto a outras importantes entidades que representam os interesses da juventude brasileira, como UNE e UBES, a ANPG compõe a base do movimento estudantil organizado no Brasil, lutando e reivindicando por uma sociedade mais equilibrada e desenvolvida, comprometida com a democracia e o respeito à diversidade, em busca de melhores condições de vida para a juventude”, comenta.

O seminário acontecerá na terça-feira (03/02), às 10 horas. A mesa de abertura contará com um representante do Conselho Nacional de Saúde, o ministro da Saúde Arthur Chioro e as presidentas da ANPG, UNE e UBES, Tamara Naiz, Virgínia Barros e Bárbara Melo, respectivamente.

A partir das 10:40, tem início a mesa do tema, composta pelo coordenador do seminário e diretor de saúde da ANPG, Dalmare Oliveira Sá, o ministro Arthur Chioro, a presidenta do CNS, Maria do Socorro, o presidente da ABRASCO, Luis Eugenio de Souza, e um representante do CONJUVE. O encerramento acontece às 13 horas.

No dia seguinte (04/02), a partir das 09:00, ocorrerão grupos de trabalho com os seguintes temas:

– Reformas democráticas do Estado e da sociedade brasileira
– Direito à saúde com ampliação do acesso e atendimento de qualidade
– Financiamento adequado do SUS
– Valorização do Trabalho e Educação em Saúde, Ciência, Tecnologia e Inovação no SUS
– Fortalecimento da participação e controle social na saúde

>>Para se inscrever no Seminário “Educação, Saúde e Desenvolvimento: A juventude por mudança na Saúde do Brasil para cuidar bem das pessoas”, clique aqui!

Da redação

Matérias relacionadas:

23/12/2014 – ANPG promove Seminário sobre Internacionalização na 9ª Bienal da UNE

11/12/2014 – ANPG na 9ª Bienal da UNE

unnamed

O maior festival estudantil da América Latina irá acontecer entre os dias 01 e 06 de fevereiro, no Rio de Janeiro

Abrindo as comemorações dos 450 anos da capital do Rio de Janeiro, a 9ª Bienal da União Nacional dos Estudantes (UNE) será realizada de 01 a 06 de fevereiro. Os seis dias de evento contarão com shows, atividades culturais e esportivas, mostras científicas, oficinas e debates espalhados, principalmente, pela Lapa e Fundição Progresso. E deve receber cerca de 15 mil estudantes do Brasil e da América Latina.

Dentre as mostras que serão realizadas durante a Bienal está a Mostra de Ciência e Tecnologia, coordenada pela Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG). Segundo Phillipe Pessoa, diretor da ANPG e coordenador geral da mostra, foram cerca de 300 trabalhos inscritos, dos quais 100 serão selecionados.

“Está sendo feita uma seleção bastante apurada dos trabalhos, pois alguns deles, embora tenham mérito, terão de ser apresentados em uma outra oportunidade, pois temos uma limitação física mesmo”, diz Phillipe.

unnamed (1)

Além dessa atividade, a ANPG irá realizar dois Seminários de fundamental importância para o movimento nacional dos pós-graduandos. O Seminário “A Internacionalização da Ciência Brasileira: Realidades e Desafios” traz o tema da internacionalização, presente nas principais Universidades brasileiras e fortemente impulsionado pelo programa “Ciência sem Fronteiras”. Entretanto, qual tem sido o rumo e a prática dessa internacionalização? Esse seminário pretende debater os caminhos para o avanço da Ciência brasileira na relação com outros países, do Norte e do Sul.

“A internacionalização da ciência e da pesquisa brasileira é, de um modo, fato em alguns programas de pós-graduação e em algumas universidades. Passos importantes como o Ciência sem Fronteiras do governo federal contribuem para um intercâmbio de pesquisadores e de temas de pesquisa. Mas a internacionalização ainda é um desafio, seja porque precisa ser discutido sua forma, seja porque esse processo ainda têm gargalos importantes”, comenta o diretor de relações internacionais da ANPG, Gabriel Mendoza.

O Seminário será realizado em quatro dias, cada dia com temas distintos: “A internacionalização da Ciência brasileira: Realidades e desafios”, “Internacionalização, formação e contratação de recursos humanos e a questão das Organizações Sociais na política nacional de desenvolvimento científico”, “Impactos sociais e econômicos da cooperação e do desenvolvimento científico e tecnológico no cenário internacional”, e “Integração, internacionalização e mobilidade científica e acadêmica na educação superior”.

A entidade promoverá, também, o Seminário “Educação, Saúde e Desenvolvimento: A juventude por mudança na Saúde do Brasil para cuidar bem das pessoas”, dando sequência às atividades do Fórum de Saúde da ANPG. Esse seminário, que terá como como coordenador Dalmare Sá, e como debatedores a presidente do CNS, Maria do Socorro, Luis Eugenio de Souza, da ABRASCO e um representante do CONJUVE, pretende abordar um dos temas mais centrais na preocupação do povo brasileiro, que é a qualidade do serviço público de saúde.

“O debate de saúde nos cerceia em todos os grandes temas da atualidade, isso porque saúde não é apenas o contrário de doença, mas sim um conceito ampliado, que leva em conta diversos fatores que nos proporcionam qualidade de vida. Assim, debater saúde é debater a qualidade e o acesso à educação que o país oferece, bem como debater quais são as necessidades estratégicas para o desenvolvimento de uma nação soberana”, afirma o diretor de Saúde da ANPG, Dalmare Sá.

Segundo a presidenta da ANPG, Tamara Naiz, o esforço da ANPG, na Bienal e em outros meios, é organizar eventos de interesse direto no cotidiano do pós-graduando e que dialoguem com o projeto de uma Universidade Pública e de qualidade. “Tudo isso para que o pós-graduando e a pós-graduanda de qualquer lugar do Brasil possa participar e se tornar multiplicador desse Movimento que cresce numericamente e que quer crescer com qualidade, para poder influir realmente nos rumos de nosso país”, completa.

>>Inscreva-se no Seminário “Internacionalização da Ciência Brasileira: Realidades e Desafios”

>>Inscreva-se no Seminário “Educação, Saúde e Desenvolvimento: A juventude por mudança na Saúde do Brasil para cuidar bem das pessoas”

SOBRE A BIENAL

A Bienal da UNE já passou por Salvador (1999 e 2009); Recife e Olinda (2003, 2013); São Paulo (2005); e Rio de Janeiro (2001, 2007 e 2011). O festival tem como principal proposta valorizar a identidade nacional e conectar as produções juvenis de todas as regiões do país. É considerada um instrumento de mapeamento e difusão da produção desenvolvida por jovens brasileiros, apresentando também um qualificado rol de convidados entre pensadores, artistas, ativistas e outras figuras públicas em debates, grandes shows, exposições e atos públicos.

Já participaram da Bienal personagens como Gilberto Gil, Oscar Niemeyer, Aleida Guevara, Ariano Suassuna, Augusto Boal, José Leite Lopes, Ziraldo, Jorge Mautner, Alberto da Costa e Silva, Mino Carta, Serginho Groisman, Abdias do Nascimento, Ondjaki, Jards Macalé, Alceu Valença, Marcelo D2, Martinho da Vila, Racionais MCs, Beth Carvalho, Lenine, O Rappa, Tom Zé, Mr Catra e Naná Vasconcelos.

SERVIÇO:

O quê? 9ª Bienal da UNE

Quando? 01 a 06 de fevereiro de 2015

Quanto? R$ 60

Onde? Rio de Janeiro

http://bienaldaune.org.br/

DA Redação

IMG-20150122-WA0014
A ANPG participou, representada por sua diretora de Comunicação, Gabrielle Paulanti, da 1ª Reunião de Organização do 8 de março, que ocorreu na Casa do Professor, no centro de São Paulo. Essa reunião tem como objetivo organizar o ato que acontecerá no Dia Internacional da Mulher, unificando as pautas dos diversos movimentos de mulheres.
“O comando da Jornada Nacional de Lutas da Juventude dará a largada para Jornada da Juventude também no dia 8 de março, o que dá mais visibilidade para a necessidade de se pensar políticas públicas para as jovens mulheres e de renovar, através da juventude, a centralidade das pautas do feminismo e do movimento de mulheres”, diz Gabrielle.

Além de mulheres de diversos movimentos e organizações, também estiveram presentes na reunião representantes de outras entidades estudantis, como UPES, UBES e UEE-SP. “Tendo em vista o acirramento da luta política em curso, a disputa dos rumos do governo da presidenta Dilma, o avanço da onda conservadora no Congresso Nacional e o enfrentamento ao governo tucano, o ‘8 de março SP’ ganha grandes dimensões” diz Maria das Neves, também presente na reunião.

IMG-20150122-WA0013

Durante a reunião, muitas falas ressaltaram a importância da análise de conjuntura política nos âmbitos municipal, estadual e federal, tendo em foco a última eleição, cujo papel militante e eleitoral das mulheres foi definidor. As pautas das reformas estruturais, como a política e a urbana, foram ressaltadas, como de fundamental importância para a emancipação das mulheres, visto que essas são as mais prejudicadas pelos serviços públicos precários e são a esmagadora minoria nos espaços políticos representativos, como no Congresso e no Senado, representando menos de 10%.

As questões políticas tiveram centralidade nas falas, expondo a necessidade de mais representantes comprometidos com as pautas das mulheres, afim de aprofundar avanços, como a Lei Maria da Penha e o agravante de feminicídio no Código Penal, mas que evidenciam ainda um longo caminho no combate à violência contra as mulheres. Avanços nos direitos civis, como o aborto legal e a universalização do direito à creche, figuraram na reunião como prioridade das bandeiras feministas na atualidade.

Recentes atos foram lembrados como emblemáticos do momento atual, de maior elevação da consciência política das mulheres, como o Fora Bolsonaro, que revelam a urgente desnaturalização da violência e do estupro. Com o consenso de que a verdadeira luta é nas ruas, há o indicativo que essa reunião aconteça todas as quintas, até o 8 de março e a próxima já está marcada para dia 29.

Da redação

Nós, pós-graduandas e pós-graduandos que constituímos o Fórum Nacional de Pós-Graduandos em Saúde, vinculados à Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG), vimos manifestar publicamente nosso repúdio à aprovação, sem vetos presidenciais, da Medida Provisória 656/15 (transformada na Lei 13.097/15). Tal MP versava, inicialmente, sobre a atualização da tabela do imposto de renda, porém foi utilizada por parlamentares para alterar o Artigo 23 da Lei nº 8.080, de 19 de setembro de 1990, possibilitando, assim, a participação de capital estrangeiro na gestão de serviços de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS).
A nova redação permite que empresas de fora do país possam instalar ou operar hospitais (inclusive filantrópicos), policlínicas, ações e pesquisas de planejamento familiar e outros serviços de saúde, tais como aqueles desenvolvidos pelos laboratórios de genética humana, produção e fornecimento de medicamentos e produtos para saúde, laboratórios de análises clínicas, anatomia patológica e de diagnóstico por imagem.
Consideramos ser este mais um grave ataque ao SUS e ao direito universal à saúde, pois permite-se, dessa forma, que parte da responsabilidade da oferta de serviços de saúde de forma universal a toda a população seja repassada a outras empresas e/ou ao capital estrangeiro. Isso define que a gerência sobre os serviços poderá ser diretamente influenciada pelos interesses do mercado e não necessariamente pelas necessidades de saúde da população. O SUS, conforme o concebemos no texto constitucional de 1988, foi construído e conquistado a partir de intensas mobilizações dos Movimentos Sociais, como o Movimento da Reforma Sanitária, e foram autores de uma importante conquista do povo brasileiro. Não aceitamos retrocessos nessas conquistas sociais, também não concordamos que a saúde seja tratada como MERCADORIA! Saúde não se compra e não se vende, Saúde é um direito social garantido pelo Estado Brasileiro!
Por tudo isso, nós, participantes do Fórum Nacional de Pós-Graduandos em Saúde, juntamente com a ANPG e a APG-FIOCRUZ, repudiamos quaisquer formas de internacionalização da Saúde com finalidade de atender aos interesses dos donos do Capital. Saúde é direito de todos e dever do Estado!
Dito isto, reivindicamos a imediata revisão dessa medida que agride tanto o SUS como a todos brasileiros e brasileiras.
Assinam a Nota:
Manuelle Maria Marques Matias – Mestranda em Saúde Coletiva do IMS/UERJ e Membro do FNPGS.
Lenilton Silva da Silveira Júnior – Mestre em Ciências pela Fiocruz/RJ
Mariana Lopes Borges- Mestranda em Enfermagem em Saúde Pública da EERP-USP
Dalmare Anderson Bezerra de Oliveira Sá – Residente em Saúde Mental da Universidade Federal de Sergipe
Mariana Bertol Leal – Sanitarista, Mestre em Saúde Coletiva e Doutoranda de Saúde Pública pela FSP/USP e e Membro do FNPGS
Marianne Rocha Simões Silva, Mestranda em Biologia Celular e Molecular no Instituto Oswaldo Cruz (IOC-FIOCRUZ) e Membro do FNPGS
Lúcia Dias da Silva Guerra – Nutricionista, Mestre em Saúde Coletiva, Doutoranda em Nutrição em Saúde Pública/FSP-USP
Hercília Melo – Secretária Geral da ANPG, Doutoranda em Educação pela UFPE
 
Entidades: 
APG – FIOCRUZ
ANPG

Ato para pagamento e reajuste de bolsas e transparência nos programas de pós-graduação ocorre em São Carlos e recebe apoio verbal de representantes administrativos

ATO UFSCAR 2

As APGs da UFSCar e USP São Carlos promoveram um ato pelo pagamento e reajuste das bolsas de pesquisa no último dia 15. Os pós-graduandos buscaram apoio da reitoria, como parte da mobilização nacional contra o atraso no pagamento das bolsas e da luta por mais direitos. “A administração disse não possuir informações sobre o motivo do adiamento. Solicitamos ao Prof Dr. Targino Filho, reitor da UFSCar e presidente da ANDIFES, que defenda as demandas dos pós-graduandos”, disse o Diretor da ANPG, Leonardo Ferreira Reis. Estiveram presentes na reunião com os pós-graduandos o Vice-Reitor Adilson Jesus Aparecido de Oliveira, o Pró-Reitor de Pós-Graduação Adjunto Guillermo Antonio Lobos Villagra, o Pró-Reitor da Pesquisa Adjunto Ronaldo Censi Faria.

Os pesquisadores apresentaram uma nota pública de repúdio aos atrasos, além de solicitar mais direitos, que incluem o reajuste e a universalização das bolsas, sendo verbalmente apoiada pelos três representantes administrativos presentes. Tal nota circula nacionalmente para o recolhimento de assinaturas, em forma de petição, e será encaminhada para o próximo Conselho Universitário (CONSUNI), para receber apoio institucional.

ATO UFSCAR 3

Durante o encontro, a transparência dos critérios de atribuição de bolsa dos diversos departamentos da UFSCar entrou em pauta. “Para isso, foi acordado que a cobrança dos coordenadores dos programas de pós-graduação seria uma ação unificada das APGs e da Reitoria”, continua Leonardo. O professor Guillermo Villagra sugeriu idéias para levantar verbas para programas que estão com déficit, como o caso de doutorandos no exterior. A cada nove meses ou mais, o programa desses alunos receberia uma nova bolsa de auxílio à pesquisa. Tal medida seria incentivadora para a permanência e a pesquisa em âmbito internacional. “Os diretores presentes se dispuseram a auxiliar a maior divulgação destes programas federais, dentro de suas respectivas universidades”, completa Leonardo.

Além dos assuntos citados, houve solicitação da liberação de um ônibus para o transporte de pós-graduandos para a Caravana por mais direitos, que ocorrerá em abril, em Brasília. Foi informado que a verificação do orçamento da instituição é necessária, mas há grandes chances de liberação.

DA Redação