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Crédito das fotos: Ecoa UFSC

Por Comitê de Greve da UFSC

A ação faz parte do calendário grevista e tem como objetivo aproximar a população da universidade

Quem passou pelo Centro de Florianópolis nos dias 2 e 3 de outubro teve mais uma oportunidade de conhecer as pesquisas acadêmicas desenvolvidas na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). O evento intitulado UFSC na Catedral fez parte do calendário de atividades realizadas pelos alunos da graduação e pós-graduação, em greve desde o início de setembro, e contou com o apoio de professores e técnicos da UFSC que aderiram à paralisação nacional de 48h.

A organização montou uma grande tenda em frente à Catedral Metropolitana e dividiu o espaço em estandes onde foram apresentadas as pesquisas. Além das exposições, a comunidade acadêmica realizou, durante esses dois dias, aulas públicas, panfletagens nos principais pontos do Centro, além de ações sociais na área da saúde, esclarecimentos jurídicos e distribuição de mudas. O objetivo principal da iniciativa foi mostrar os projetos desenvolvidos na universidade e seu impacto para a população e para a região.

Em entrevista ao Telejornal da UFSC, a estudante de Biologia, Luana Azevedo, esclareceu para quem passasse pelo local que “o verdadeiro pulmão do mundo são os oceanos. E quem é responsável por isso são as algas, elas que produzem 55% do oxigênio que a gente tem na a

Para além da UFSC, estudantes, professores e servidores técnico-administrativos de universidades de todo o país se organizaram para a mobilização desses dois dias que, em Florianópolis, culminou com um grande ato unificado e uma marcha pela Ciência e a Educação, que teve início em frente à Catedral, na tarde desta quinta-feira (03). Em passeata, manifestantes reiteraram o chamado a uma greve nacional da Educação, cujos pontos centrais são a restituição do investimento na educação e a rejeição à proposta representada pelo Future-se.

Greve na Educação

Movimentos populares  convocaram uma paralisação de 48h para alertar o governo sobre a possível greve geral da educação. Os manifestantes reclamam da falta de investimentos nas pastas que envolvem a educação e ainda repudiam os cortes realizados pelo Governo Federal. Apesar da liberação de verbas a conta-gotas realizada pelo MEC desde o anúncio do contingenciamento de verbas para a Educação, de R$ 6,1 bilhões, os 15% que seguem bloqueados, ou R$ 3,8 bilhões, colocam em risco as instituições públicas brasileiras e representam um boicote no avanço das pesquisas científicas. Há, ainda, previsão de uma situação orçamentária mais precária para o próximo ano, devido à redução da verba de custeio para as universidades, que está em discussão no âmbito da Lei Orçamentária para 2020.

Desde o bloqueio, não só a Federal de Santa Catarina, mas também outras universidades vêm realizando assembleias para discutir o projeto Future-se, cortes na educação, orçamentos e a greve geral como forma de pressionar o governo Bolsonaro a comprometer-se com um ensino público, gratuito e de qualidade. A UFSC foi pioneira neste processo, deflagrando greve discente no início de setembro na graduação e pós-graduação por tempo indeterminado. Professores e demais servidores não aderiram à greve dos estudantes, mas estiveram envolvidos na paralisação de 48h.

Impactos da universidade pública na sociedade

Dados apurados entre 2013 e 2018 sobre a produção científica brasileira apontam a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) como a 9ª universidade que mais produz ciência no país, e a 6ª universidade em produção de impacto. Os dados são do relatório elaborado pela empresa Clarivate Analytcs e divulgado no dia 5 de setembro.

Estes dados se somam às informações divulgadas em abril deste ano que demonstravam que as instituições públicas de ensino e pesquisa são responsáveis por quase toda a produção científica nacional, totalizando 99,38% de todos os trabalhos científicos brasileiros.

Os contingenciamento de recursos para as instituições de ensino federais anunciados este ano pelo MEC afeta a continuidade deste trabalho de pesquisa no país.

A reitoria da UFSC já anunciou em assembleia com os estudantes, no começo de setembro, que caso não haja o desbloqueio da verba, a universidade tem recursos para funcionar só até este mês de outubro. Foi diante deste cenário que os estudantes da UFSC entraram em greve, para chamar a atenção da sociedade para a grave situação de desmonte da ciência e tecnologia no Brasil.

A Associação Nacional de Pós-Graduandos convoca todas as Associações de Pós-Graduandos, Federações e Associações de áreas do Brasil para a 42ª reunião do Conselho Nacional de Associações de Pós-Graduandos (CONAP), que será realizado durante os dias 15 a 17 de novembro de 2019, na cidade de São Paulo.
O CONAP é fórum constituído pelas entidades associadas devidamente filiadas a ANPG, tendo cada entidade o direito a um voto e que se acontece em caráter ordinário pelo menos uma vez a cada gestão da ANPG, em anos contrários ao Congresso Nacional de Pós-Graduandos. São consideradas entidades filiadas à ANPG as entidades integrantes do movimento nacional de pós-graduandos, sendo as Associações de Pós-Graduandos (APGs) representativas de universidades, campus, Institutos de Pesquisa ou programas de pós-graduação, as Federações ou Associações Estudantis de área.
O 42 ª CONAP terá como tema “Pós-graduandos em defesa da Ciência, Universidade e Democracia”. No fórum serão debatidas e definidas as campanhas e pautas da ANPG além de informes, elaboração de propostas para alteração do estatuto da ANPG, apresentação do relatório político e financeiro da atual gestão da ANPG, substituições na diretoria gestão 2018/2020 e a convocação do 27º Congresso Nacional de Pós-Graduandos (CNPG) e outros assuntos.

Para ler a convocatória do 42 CONAP
Para ler o regimento do 42 CONAP
Quaisquer dúvidas sobre o processo enviem e-mail para [email protected]

Para saber como montar uma APG Clique Aqui
FILIE SUA APG ou outras entidades Clique Aqui
Indique seu delegado, suplentes e observadores clique

COMO PARTICIPAR DO 42 CONAP

1- Saber se sua entidade foi filiada no 41 CONAP. Para verificar a lista clique aqui 
2- Se sua entidade foi filiada, você precisa renovar sua filiação através desse do formulário, anexando as cópias da ata de eleição e ata de posse.
Se sua entidade não foi filiada, você precisa pedir a filiação através do formulário, anexando as cópias da ata de fundação e estatuto, ata de eleição, ata de posse.

Para filiação da entidade é solicitado também o pagamento de taxa de R$ 150,00 que pode ser realizado através do sistema de pagamentos disponível aqui ou no ato do credenciamento dos delegados no dia do evento. A filiação possui validade de um ano.

3- Agora que sua entidade já está filiada, ela já pode indicar o delegado que irá representar a APG no CONAP. Cada instituição tem direito a indicar um delegado, até dois suplentes e dois observadores. A entidade deverá indicar seu delegado e suplente através conapanpg.org.br de 27 de setembro de 2019 até 08 de novembro de 2019. Só serão aceitas as indicações de delegados e suplentes de entidades com filiação regularizada.
Deverão constar em anexo do formulário: a ata e lista de assinaturas da escolha do delegados e suplentes, os comprovantes de matrícula do delegado, suplentes e observadores. A lista de assinaturas para indicação de delegado e suplentes deverá estar assinada pela maioria simples dos diretores da entidade constados na ata de posse.

Para cobrir os custos do evento, que inclui hospedagem, para credenciamento dos delegados/suplentes e observadores das entidades filiadas à reunião do CONAP, será cobrada uma taxa de R$ 100,00 e R$ 200,00 por pessoa, respectivamente, que deverá ser paga como indicado no inciso 3º do artigo 3º do regimento do CONAP ou no ato do credenciamento do evento. Diretores pagam o mesmo valor de delegados e suplentes. Caso os participantes tenham o documento do estudante oficial emitido pela ANPG poderá ter desconto de 50% no valor de sua inscrição.

A reitora interventora da UFGD, nomeada pelo Ministério da Educação em junho de 2019, desrespeitando o processo democrático realizado na Universidade, marcou para quinta-feira (26/09), a 97ª reunião do Conselho Universitário (COUNI), após dois meses sem convocações. As entidades representativas  das categorias inframencionadas já haviam manifestado preocupação com a omissão da reitoria em relação a não realização de reuniões ordinárias do COUNI e, também, em relação a determinação de alterar o local das reuniões dos conselhos superiores – do auditório para uma sala com capacidade reduzida. Essa medida que restringe a participação da comunidade, confronta o Regimento do COUNI, no seu “Art. 30: As reuniões do Conselho Universitário serão públicas e, a critério do Plenário, estará aberta a membros da comunidade universitária (docentes, discentes e técnicos administrativos) a participação em suas reuniões, com ou sem direito ao uso da palavra.”

Muitas pessoas, entre docentes, técnicos/as e estudantes, compareceram à Unidade I para participar da reunião, que deveria ser iniciada às 08 horas. No entanto, a interventora, Professora Mirlene Damázio, não compareceu à sala para presidir a reunião, nem mesmo seu vice e a equipe de pró-reitores, tampouco aceitou receber conselheiros para acordar a modificação do local, para que assim houvesse espaço para todas as pessoas presentes.

Apesar do descaso da reitora interventora e, seguindo o regimento do conselho, com quórum mínimo atingido, a 97ª reunião do Conselho Universitário da UFGD foi iniciada sob a presidência do conselheiro com maior tempo de serviço na universidade presente, Professor Sidnei Azevedo de Souza. Em questão de ordem, foi aprovada a transferência da sala 304 para o cine-auditório. A partir de então, deu-se início a discussão da pauta, que continha mais de mil páginas a respeito de assuntos de relevância para toda a Universidade.

Já não bastasse o fechamento de dois dos três portões de acesso à Unidade I e reforço da vigilância no local, nos surpreendemos com a presença de guarnição da Guarda Municipal de Dourados nas dependências da Universidade desde o início da manhã, deslocada sob o pretexto de garantia da ordem. Durante o decorrer da manhã, também esteve presente uma guarnição da Força Tática da Polícia Militar. Segundo informações, foi encaminhado um ofício à Polícia Federal alertando para uma possível “invasão” nas dependências da universidade e, diante disso, foi feito o deslocamento das forças policiais até a UFGD. Entretanto, por volta das 11 horas da manhã, e após diálogo entre a Polícia Federal, professores, estudantes e representante da OAB/ Dourados, os policiais se retiraram pois constataram que não havia nada que representasse falta de segurança, ausência de garantias para a realização da reunião ou ainda qualquer ameaça de “invasão ou prejuízo a ordem na Universidade”.

Assim posto, repudiamos a atitude desrespeitosa e irresponsável da reitoria interventora para com a Comunidade Universitária, tanto em relação à sua postura antidemocrática de não comparecer à reunião, quanto da produção da nota inverídica lançada no site da UFGD, em que a reitora diz transferir a reunião para outra data, ato que consideramos ilegítimo e autoritário. Demonstramos, também, muita preocupação com a ação truculenta da reitoria interventora de solicitar a presença de forças policiais na Universidade. Não havia razão para acionar a polícia, pois a comunidade acadêmica pretendia somente ter a garantia do direito de participar da reunião e se manifestar como permite a lei.

Convocamos a comunidade acadêmica da UFGD a se manifestar em relação aos fatos ocorridos. É muito grave que nossa Universidade esteja passando por um momento como este, sendo necessária a mobilização de todos e todas para defender a UFGD, a autonomia universitária, o diálogo e o caráter gratuito e de qualidade da educação pública.

Não à intervenção!
Não ao Future-se!

Dourados – MS, 27 de setembro de 2019.

Diretoria do Diretório Central dos e das Estudantes da UFGD

Diretoria da Associação de Pós-graduandos/as – APG UFGD

Diretoria do Sindicato dos/as Professores e Professoras – ADUF Dourados

Diretoria do Sindicato dos/as Trabalhadores em Educação em Instituições Federais – SINTEF UFGD

A ANPG constrói junto a outras entidades da comunidade científica e educacional Greve Geral da pós graduação dia 2 de outubro.

O dia visa dar visibilidade à importância da ciência para o desenvolvimento e para alternativas à crise econômica que assola o país.

Neste dia realizaremos aulas públicas, exposição de nossas pesquisas e atividades que dêem visibilidade à causa da ciência. Ocorrerá ainda a Marcha pela ciência ao congresso Nacional, onde nos somaremos à SBPC.

Dia 3 de outubro nos somaremos nas passeatas às entidades do movimento educacional.

O objetivo é sensibilizar os parlamentares, a sociedade e autoridades do executivo para alterarem a proposta de Orçamento para 2020 (PLOA 2020), que traz cortes drásticos para a CT&I e agências de fomento como CAPES, CNPq e FINEP.

PROPOSTA DE PAUTA ORÇAMENTÁRIA A SER LEVADA À CMO E AOS PARLAMENTARES PELAS ENTIDADES
– Reivindicar recursos para investimento no MCTIC, para o orçamento de 2020, no mínimo igual ao de 2017, para manter atividades básicas;

– Reivindicar a extinção da Reserva de Contingência do FNDCT, que se configura em desvio de finalidade

– Reivindicar que o orçamento da Capes e CNPq retornem ao valor aprovado pelo Congresso para 2018, de maneira a recompor integralmente as bolsas contingenciadas.

– Destinação no Orçamento 2020 dos recursos de custeio e investimento para as universidades federais e os IFES no nível do aprovado pelo Congresso para 2019.

PAUTA LEGISLATIVA
-Aprovação do projeto que destina 25% do Fundo Social do Pré Sal para C&T;

-Mudanças no FNDCT, transformando-o em fundo financeiro;

-Aprovação da PEC 24, que exclui na Emenda 95 (teto de gastos), as receitas próprias das Instituições Federais de Ensino.

AÇÃO JUNTO AO GOVERNO E AO PARLAMENTO
– Não extinção do CNPq e Finep, como tem sido aventado em setores governamentais

CRONOGRAMA DAS ATIVIDADES

DIA 1/10
✔ 17h – reunião das entidades coordenadoras da Iniciativa com o senador Marcelo Castro, presidente da CMO, no Gabinete do Senador. Entrega do documento sobre o Orçamento para CT&I.

DIA 2/10
✔ 8h30 às 10h – recepção das Sociedades científicas e participantes da Marcha para a Ciência no plenário 13 da Câmara. Organização dos grupos que farão as visitas aos gabinetes dos parlamentares, em especial os da CMO e lideranças partidárias;
✔ 10 h – 15h30 Visitas e conversas com parlamentares. Entrega do documento sobre o Orçamento para CT&I.
✔ 16h – em frente à rampa do anexo 2 da Câmara, ato político da Marcha para a Ciência.

DIA 03/10

✔Passeatas por todo o país em defesa da educação e da ciência e tecnologia.

Na tarde de ontem, 25 de setembro, ocorreu a I Assembleia de Pós-Graduandos do Pará, no auditório do ICED/UFPA, contando com representativa participação de discentes de pós-graduação da UFPA, bem como de programas de outras universidades, como UEPA e CESUPA. O apoio total às paralisações de 2 e 3 de outubro foi aprovado, tendo como foco principal a participação unificada no ato do dia 3/10, em Belém.

O espírito crítico e a necessidade de unificação das lutas deram o tom do debate. Em pauta, estavam os cortes de bolsas, a rejeição ao FUTURE-SE e a construção de uma agenda unificada de lutas e reivindicações para combater os ataques que a educação pública vem sofrendo, sobretudo o ensino superior e a pós-graduação.

Uma comissão de interlocução foi composta por representantes de todos os programas de Pós-Graduação presentes na Assembleia para abrir diálogo com a Administração Superior da UFPA (e de outras universidades), como o legislativo e com o governo estadual, na busca de meios para recompor o déficit de bolsas no estado após os cortes na CAPES e no CNPq.

Estiveram presentes na assembleia o DCE UFPA, a UNE e a ADFUPA. A ANPG foi representada por seu diretor de Comunicação, Vinicius Soares, que trouxe apontamentos sobre a conjuntura nacional, informações sobre a entidade e opiniões sobre a organização o movimento.

A assembleia foi realizada pelo Coletivo de Pós-Graduandos do Pará e pela Associação de Pós-Graduandos da UFPA (APG UFPA), contando com o apoio do Instituto de Educação – ICED e do Programa de Pós-graduação em Educação – PPGED/UFPA.

Por José Maria Reis (zehma) – Presidente da APG UFPA

A ciência brasileira pede socorro. Bolsonaro já demonstrou que é inimigo do pensamento livre e da produção de conhecimento. Os cortes orçamentários que afetam as universidades e as agências de fomento à pesquisa, como a Capes e o CNPq, fazem parte de um projeto que visa atacar os pilares da Nação e desestruturar a capacidade do país construir um projeto de desenvolvimento do qual o povo trabalhador faça parte.
Por isso, hoje, defender a ciência contra o obscurantismo é a causa unifica o país e mobiliza grandes parcelas da sociedade. As grandes manifestações mostraram que há energia para enfrentar os ataques e obrigaram o governo a reverter parcialmente os cortes.
Mas há muito por fazer e sua participação é fundamental. Você pode ajudar a ciência a resistir, sobreviver e se fortalecer. A batalha da vez é pelo orçamento de 2020. É preciso garantir recursos suficientes para a recomposição e o pagamento de todas as bolsas de estudo e o funcionamento pleno das universidades federais no ano que vem.
Por isso, a ANPG tem trabalhado para mobilizar os pós-graduandos e pressionar e convencer parlamentares de todos os partidos a ampliarem os recursos para essas áreas. Sua ajuda é fundamental para pressioná-los em suas bases eleitorais. O instrumento usado será o abaixo assinado #TireAMãoDaMinhaBolsa, que é uma iniciativa vinculada à Campanha SOS Ciência. Funciona assim:

  1. Assine e divulgue o abaixo assinado em defesa das bolsas de estudos, das agências de fomento (CAPES e CNPq) e do orçamento da Educação e Ciência e Tecnologia. É fácil, é só entrar no bit.ly/TireaMaodaMinhaBolsa e assinar. Compartilhe com seus amigos e consiga mais assinaturas!
  2. Utilize o abaixo-assinado como texto padrão e dispare para os e-mails dos deputados e senadores de seu estado. Veja a lista com e-mails e contato dos parlamentares aqui: bit.ly/2mJbnkS
  3. Convoque seus colegas do grupo de pesquisa, programa e campus para falar sobre a conjuntura da pós-graduação, ciência e educação no país.
  4. Organize uma assembleia de pós-graduandos e pesquisadores junto com sua APG para debater a defesa da pós-graduação e ciência no país. No dia 02 de outubro em sua instituição vale promover atividades como ato de rua, exposição para a sociedade sobre o que é produzido em sua instituição…).
  5. Marque presença no evento geral da greve do dia 02. Faça um evento com as informações da sua instituição. Coloque a ANPG como co-organizadora junto com sua APG e divulgue para todo mundo. Esse é o link www.facebook.com/events/420538198586250/ 
  6. Converse com professores, funcionários e familiares sobre a importância da greve para a ciência no país.
  7. Forme uma comitiva de pós-graduandos e pesquisadores, inclua professores, membros da Instituição para se juntar à marcha em Brasília dia 02. Vamos dialogar com os parlamentares sobre a importância de mais investimentos para ciência e tecnologia.
  8. Preencha o formulário da ANPG e nos ajude divulgar suas atividades nas redes da entidade. Tire fotos, vídeos, chamadas da preparação da greve e no dia 02 de outubro e divulgue nas redes marcando a ANPG. Estamos juntos nessa! Inclua também as informações sobre a marcha à Brasília. Esse é o link  bit.ly/2kGAcxu
  9. Passe em sala, laboratório, corredores da instituição, mande e-mail para todos do programa de pós e instituição, convocando e falando da importância de parar as atividades dia 02.
  10. Faça oficina de cartazes, imprima as plaquinhas e os materiais disponíveis no Drive da Greve. O link é esse aqui bit.ly/2kLukTl

Vamos juntos nessa luta e fazer uma grande greve no dia 2 de outubro em defesa da Pesquisa, Ciência e da Educação.

A Associação Nacional de Pós-Graduandos, a União Nacional de Estudantes e a União Brasileira de Estudantes Secundaristas vêm por meio desta esclarecer o acidente ocorrido durante o trajeto dos estudantes que estavam na Missão Chico Mendes que teve como primeiro ponto a cidade de Humaitá.

Na manhã do dia 21 de setembro, próximo ao munícipio de Humaitá- AM, alguns estudantes, professores, trabalhadores e diretores das entidades que integraram a primeira caravana da missão Chico Mendes sofreram um acidente na BR 319, nas imediações do KM 443. Devido às más condições da BR um dos carros da caravana bateu no ônibus que transportava os participantes e um segundo carro, para evitar uma colisão maior, acabou capotando na estrada e caiu em uma ponte. Por causa do difícil acesso as vítimas receberam os primeiros atendimento em hospital local chegando na noite de 22/09 na cidade de Manaus. Felizmente, todos passam bem, embora alguns ainda estejam hospitalizados.

Desde sábado, assim como durante a missão, as entidades estudantis disponibilizaram todo aporte médico e logístico para que todos tenham recuperação rápida e possam voltar a suas atividades, contribuindo ainda mais para o sucesso da Missão Chico Mendes e para construção de um Brasil mais justo.

Um abaixo-assinado pela recomposição das bolsas de estudos e do orçamento das agências Capes e CNPq foi lançado, neste dia 20 de setembro, com apoio de 54 entidades de pós-graduandos, acadêmicas, de estudantes e docentes. A iniciativa, capitaneada pela ANPG, é mais um movimento da sociedade civil para pressionar o governo federal e sensibilizar o parlamento a buscar soluções que salvaguardem a educação e a ciência do risco de colapso de financiamento.

A adesão ao documento “TireAMãodaMinhaBolsa – Em defesa das bolsas de estudos, das agências de fomento (CAPES e CNPq) e do orçamento da Educação e Ciência e Tecnologia” pode ser feita por qualquer pessoa ou entidade que queira manifestar solidariedade e preocupação com as medidas do governo que afetam essas áreas. A expectativa dos organizadores é fazer a entrega do manifesto e das assinaturas no Congresso Nacional ao fim da Marcha Pela Ciência, dia 02 de outubro. Também nessa data, foi convocada a greve nacional da pós-graduação, que deve paralisar universidades de todo o país em defesa da ciência e da educação.

O abaixo assinado online está disponível no link  bit.ly/TireaMaodaMinhaBolsa . Pedimos que todos assinem e compartilhem para ampliarmos essa mobilização em defesa das bolsas, da CAPES, CNPq e da ciência e tecnologia do país.

A Associação Nacional dos Pós-Graduandos, em conjunto com a comissão de bolsistas CAPES e CNPq da Universidade de Brasília (UnB), acaba de lançar a Campanha + Pesquisa + Educação, destinada a sensibilizar o Congresso Nacional para a emergência de instituições de fomento à ciência diante dos sucessivos cortes orçamentários que têm sido alvos. A iniciativa também é parte da Campanha S.O.S Ciência, lançada pela entidade em julho.

Na tarde de 18 de setembro, as lideranças estudantis já fizeram uma “blitz” na Câmara dos deputados, visitando parlamentares de diversos partidos políticos para que estes se comprometam a garantir os recursos necessários para Educação e Ciência e Tecnologia no orçamento de 2020. Para Flávia Calé, presidenta da ANPG, “o acompanhamento cotidiano do parlamento é fundamental para assegurar o êxito das pautas da pós-graduação. A batalha orçamentária em curso no Congresso Nacional é decisiva para que sejam satisfatórios os recursos das bolsas e de áreas importantes, como a educação e a ciência e tecnologia”.

Segundo Amanda Vitória Lopes, mestranda do programa de Ciência Política da UnB, a ideia de procurar parlamentares surgiu de conversas com amigos que trabalham no legislativo e detectaram que havia espaço em diversos segmentos políticos para ouvir as reivindicações de quem é diretamente afetado pelos cortes. “A receptividade tem sido muito boa. Nosso lema é “ninguém diz não para a educação, ninguém diz não para a ciência e para o desenvolvimento do país”. Todo mundo está de acordo, o que a gente está precisando é lembrar eles disso”, afirma.

O diretor de Comunicação da ANPG, Vinicius Soares, participou da ação na Câmara e relatou as intensas articulações para reverter a situação de inanição a que o governo submeteu a educação e a ciência. “Hoje conversamos com deputados, nos gabinetes ou nas comissões, para tentar ampliar o orçamento da CAPES e do CNPq. Fizemos isso mostrando relatórios de como os cortes impactam em cada estado. A ideia é sensibilizar e chegar no relator do orçamento”, disse.

Para que a Campanha + Pesquisa + Educação ganhe mais força e capilaridade, as lideranças estão orientando que a iniciativa se reproduza nos estados e municípios, que são as bases eleitorais de deputados e senadores.

Cortes e crise na pós-graduação
O CNPq, órgão fundamental para o fomento à pesquisa responsável por 84 mil bolsistas, esteve ameaçado cortar os repasses para todos os estudantes a partir de setembro. A situação relativa ao ano de 2019 só foi resolvida graças à pressão das grandes manifestações da comunidade acadêmica que ajudaram a viabilizar o acordo de repasse de 250 milhões dos recursos recuperados da Petrobrás.

No caso da CAPES, após ter congelado 11.800 bolsas ao longo do ano, o MEC autorizou a reabilitação de pouco mais de 3000 benefícios na semana passada. Ainda assim, a proposta de orçamento enviada pelo governo ao Congresso prevê corte de mais de 1 bilhão nos recursos da agência para 2020.